Expostos ao ridículo e humilhados, procuradores de Curitiba estão se escondendo da mídia

20.09.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

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Uma avalanche de sarcasmos, ironias e piadas, após a apresentação em Powerpoint daDenúncia contra Lula, deixou os procuradores da Lava Jato, traumatizados e em pânico diante das respostas pedidas pela mídia e pela sociedade. Embaraçados pelas questões que não conseguem responder, buscaram se abrigar longe dos olhares do público.

Ao tentar falar com os procuradores, que apresentaram no dia 14, quarta-feira, a Denúncia contra Lula, a reportagem da Folha ouviu da sua assessoria de imprensa que “eles não estão atendendo a imprensa nesta semana”.

A resposta, além de cômica, é inaceitável, já que os procuradores públicos não podem se furtar a dar à sociedade esclarecimentos, ainda mais quando pretenderam, no show-coletiva usado como palco para a Denúncia, ter desmontado o maior (e único) esquema de corrupção da história do país. Como se esconder logo depois disso?

Como é possível que, tendo acabado de oferecer a denúncia capital contra todo o gigantesco, tentacular e conspiratório (tudo teria sido montado para perpetuar o PT no poder) esquema de corrupção, na semana seguinte, esses paladinos da justiça resolvam que não vão atender a imprensa?

É uma atitude tão desequilibrada quanto foi a apresentação histriônica da Denúncia. Mas é compreensível quando se observa que a reação geral, mesmo daqueles que nutriam as maiores esperanças de ver Lula e o PT liquidados com a denúncia, oscilou da incredulidade inicial para a aberta ironia ou total silêncio, ao fim.

Não é exagero dizer que os procuradores da Lava Jato, se saíram pior que os chamados “Três Patetas do MP de SP” que, em 11 de março, pediram a prisão de Lula para garantir “a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei penal”. Naquela época, ao confundirem Engels com Hegel, e cometerem outras asneiras do gênero, os moços paulistas foram fartamente ridicularizados.

Ninguém fez a comparação, mas quem recorde o episódio, concluirá que os procuradores de Curitiba conseguiram superar os colegas de São Paulo. E, nada mais compreensível, já que os federais estão acima dos estaduais.

O ataque veio de todos os lados. A primeira motivação foi a mais visível, o Powerpoint tosco. Depois, foram as ridículas representações gráficas que apontavam para Lula no centro do esquema. Tão insípidas e apelativas, que causaram mal estar até nas fortalezas do golpe. O UOL no dia seguinte, trazia uma matéria ilustrada com aberta ironia aos procuradores:

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Enquanto o escárnio com o powerpoint viralizava, começou a circular, ainda na tarde do dia 14, os questionamentos à falta de provas e, junto com isso, ao conceito de prova inventado ou adotado pelos procuradores: “”Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese.” Logo após a coletiva, publicamos no Cafezinho o artigo A Lava Jato contra Lula – Denúncia delirante apoiada em provas imaginárias comentando o absurdo dessa definição.

Logo depois, começou a circular a frase atribuída aos procuradores, “não temos prova, mas temos convicção”. Tudo isso gerou milhões de piadas, memes e comentários nas redes.

A Globo tentou defender, fazendo uma matéria especialmente dirigida a demonstrar que os procuradores não disseram isso.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/09/20/expostos-ao-ridiculo-e-humilhados-procuradores-de-curitiba-estao-se-escondendo-da-midia/

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