Direita unida na ditadura PMDB-PSDB

12.10.2016
Do portal BRASIL247
Por  ALEX SOLNIK*

A direita – PMDB, PSDB, DEM e partidos satélites – descobriu que, unida, tem 2/3 da Câmara e do Senado. Graças a Eduardo Cunha, que a arregimentou por ocasião do impeachment. E que não se dissolveu mesmo com a sua cassação.

Essa maioria absoluta pode 1) fazer a presidência da Câmara e do Senado; 2) derrubar presidente da República; 3) aprovar qualquer lei que o governo demandar e 4) mudar a constituição.

A direita descobriu que, unida, tem chance de eleger os próximos presidentes da República.

Não importa que o PMDB sozinho não tenha votos para tanto; unido ao PSDB, poderá ter.

Depois de Temer, tudo indica, será a vez de Aécio, com PMDB na vice.

De nada vai adiantar o Alckmin alegar que elegeu Doria em São Paulo para se qualificar. Daqui a dois anos essa vitória será passado e política não vive de passado, mas de futuro.

Os números ajudam Aécio. Ele perdeu por pouco em 2014, mas não tinha o PMDB, que apoiou Dilma.

Sua perspectiva para 2018 é das mais promissoras: além de ser aliado do PMDB, o PT, desgastado, não terá candidato forte. Mesmo se Lula conseguir se candidatar – o que Sergio Moro tratará de evitar – não tem mais a mesma aura de antes da Lava Jato. Se não for ele, fica pior ainda para o PT. Ninguém tem seu potencial, apesar de tudo.

Depois de Aécio, o presidenciável será do PMDB. Mais adiante ainda, poderá ser do PSDB de novo, com Dória. E assim sucessivamente. Se Temer não afundar ainda mais a economia.

No Congresso Nacional, PSDB e PMDB também poderão fazer dobradinha. Na próxima eleição, em 2017, presidentes da Câmara e do Senado tucanos com apoio do PMDB; em 2019, presidentes peemedebistas com apoio do PSDB. E, claro, o DEM contemplado com vários ótimos cargos.

Se eles conseguirem seguir unidos, se conseguirem se entender quanto ao que cabe a cada um nesse latifúndio, podem deixar o PT na seca pelo mesmo período – vinte anos – em que vai vigorar a PEC 241, que muitos já começam a chamar de AI-6: o pontapé inicial da ditadura PMDB-PSDB.

Claro, para o plano dar certo é preciso “combinar com os russos”. Ou seja, com os brasileiros.

*Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão”, “O domador de sonhos” e “Dragonfly” (lançamento setembro 2016).

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/260010/Direita-unida-na-ditadura-PMDB-PSDB.htm

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