O time dos arrependidos

17.06.2019
Do blog NOCAUTE, 13.06.19

 

Dois mil e dezoito foi um ano de lutas e lágrimas, segundo o jornalista e escritor Mário Magalhães, que acaba de lançar a biografia do ano que nunca esqueceremos. Dois mil e dezoito foi o ano em que brasileiros e brasileiras, ilustres ou não, armados de ódio, se arvoraram em defender a unhas e dentes, aquele que era chamado de Mito.

Seis meses depois da posse de Jair Bolsonaro, essas figurinhas, decepcionadas com o mito (aqui, em minúsculas), começam a se arrepender, a chorar as pitangas.O Nocaute vai formar aqui um time com onze jogadores, mas a convocação está aberta e, pelo andar da carruagem, teremos times suficientes para disputar uma Copa do Mundo, até 2022, se 2022 chegar.

Nosso time Arrependidos Futebol Clube ganha mais um craque em arrependimento.

 

Gilberto Dimenstein, Jornalista, criador do Catraca Livre

Dimenstein era daqueles que defendiam Sergio Moro até debaixo d’água. Agora, depois das denúncias do Intercept, o jornalista e escritor veio a público dizer que está profundamente arrependido. Tipo “esqueçam o que eu escrevi”.

Vamos aos primeiros pernas-de-pau que se apresentaram:

Lobão, cantor e compositor de “O Rock Errou”.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Lobão disse que o governo Bolsonaro é um desastre. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o lobo mau afirma que o governo, “se afunda em delírio persecutório e paranoico”.

Fagner, compositor e cantor de “Deslizes”.

Numa conversa com Pedro Bial, o cearense Fagner reconheceu que se arrependeu de apoiar Bolsonaro e que considera o seu governo muito “amador”.

Alexandre Frota, deputado federal e ator pornô no filme “Garoto de Programa”.

Frota, Deputado Federal pelo PSL, ficou magoado ao saber que, de queridinho de Bolsonaro, virou persona non grata dentro do partido. Piadas diziam que ele seria o ministro da Educação de Bolsonaro. Talvez só agora caiu a ficha de que era piada.
Kim Kataguiri, 23 anos, cujo nome completo é Kim Patroca Kataguiri é deputado federal pelo DEM e co-fundador do Movimento Brasil Livre, o MBL.

Arrependido e decepcionado com o “Mito”, com quem posou em uma foto pedindo o impeachment de Dilma, revelou recentemente que “Bolsonaro não consegue administrar nem a própria casa”.

Rachel Sherazade, apresentadora do SBT, sempre esteve à direita da direita.

Revoltada com o ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Rachel postou um vídeo de 7 minutos e 51 segundos no Facebook, destruindo Sergio Moro. Ela disse que foi ingênua em acreditar que a Lava-Jato estava ali para punir corruptos. “Por detrás da operação, havia um projeto político escondido” e que foi relevado domingo.

Janaina Paschoal, deputada estadual pelo PSL-SP, foi uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Foi aquela que fez um discurso muito louco rodando a bandeira do Brasil.

Janaina, que já ameaçou até em abandonar o partido de Bolsonaro, tem demonstrado em entrevistas que não está gostando nada desse desgoverno.

José Padilha, criador da série “O Mecanismo”

O diretor de cinema, que um dia transformou o ministro da Justiça, Sergio Moro, em “herói nacional”, arrependido, diz agora: “Moro foi de herói nacional a salame fatiado”.

Thiago Lacerda, ator, participou da mini-série “Liberdade Liberdade”.

O ator, que em 2016 vestiu a camisa da Lava-Jato, inclusive indo a Brasília defender a operação, também se arrependeu. O ator disse, via Instagram, que reconhece os seus equívocos. “A revelação do Intercept é batom na cueca” Ele exigiu a renúncia do ministro Sergio Moro e a soltura imediata do ex-presidente Lula.

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Fonte:https://nocaute.blog.br/2019/06/13/o-time-dos-arrependidos/

3 comentários sobre “O time dos arrependidos

  1. Republicou isso em Gustavo Hortae comentado:
    #Brasil – “É assustadora a bomba-relógio que temos pela frente”. 80% dos trabalhadores brasileiros são pobres e vivem com renda de até 1.700 reais.
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2019/06/18/brasil-e-assustadora-a-bomba-relogio-que-temos-pela-frente-80-dos-trabalhadores-brasileiros-sao-pobres-e-vivem-com-renda-de-ate-1-700-reais-entrevista-especial-com-waldir-quadro/

    …”Entre pessoas que trabalharam comigo,  como colaboradores que estudavam enquanto trabalhavam, conheço vários que emigraram para prestarem serviços alhures como servidores sem qualquer qualificação: marceneiros, faxineiros, pedreiros, jardineiros, atendentes em supermercados e no comércio, por aí vai.

    Muito curioso é o fato de que aqueles que emigram muitas vezes não dominam o idioma e acabam participando das micro sociedades de brasileiros em outros países nas quais são explorados em trabalhos escravos que recebem até 1/3 do que recebem os que trabalham para os ‘nativos ‘.

    Por exemplo, uma amiga formada em engenharia pela Faculdade Pitágoras em Contagem/MG está hoje nos Estados Unidos da América trabalhando como faxineira para brasileiros recebendo algo como 40 a 50 dólares estadunidenses para cada casa faxinada. Em geral paga-se algo como US$150 se este serviço for prestado em casa de cidadão estadunidense. O marido que também está lá trabalhando em uma marcenaria de brasileiros recebe uma diária de $120 dolares estadunidenses, enquanto o salário mínimo local é de $170.

    Vale dizer que o brasileiro é escravagista aqui e continua sendo escravagista em outros países para onde vai… nós não conseguimos nos livrar de nossas raízes escravagistas.” …

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  2. #Brasil – “É assustadora a bomba-relógio que temos pela frente”. 80% dos trabalhadores brasileiros são pobres e vivem com renda de até 1.700 reais.
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2019/06/18/brasil-e-assustadora-a-bomba-relogio-que-temos-pela-frente-80-dos-trabalhadores-brasileiros-sao-pobres-e-vivem-com-renda-de-ate-1-700-reais-entrevista-especial-com-waldir-quadro/

    …”Entre pessoas que trabalharam comigo,  como colaboradores que estudavam enquanto trabalhavam, conheço vários que emigraram para prestarem serviços alhures como servidores sem qualquer qualificação: marceneiros, faxineiros, pedreiros, jardineiros, atendentes em supermercados e no comércio, por aí vai.

    Muito curioso é o fato de que aqueles que emigram muitas vezes não dominam o idioma e acabam participando das micro sociedades de brasileiros em outros países nas quais são explorados em trabalhos escravos que recebem até 1/3 do que recebem os que trabalham para os ‘nativos ‘.

    Por exemplo, uma amiga formada em engenharia pela Faculdade Pitágoras em Contagem/MG está hoje nos Estados Unidos da América trabalhando como faxineira para brasileiros recebendo algo como 40 a 50 dólares estadunidenses para cada casa faxinada. Em geral paga-se algo como US$150 se este serviço for prestado em casa de cidadão estadunidense. O marido que também está lá trabalhando em uma marcenaria de brasileiros recebe uma diária de $120 dolares estadunidenses, enquanto o salário mínimo local é de $170.

    Vale dizer que o brasileiro é escravagista aqui e continua sendo escravagista em outros países para onde vai… nós não conseguimos nos livrar de nossas raízes escravagistas.” …

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