DIREITA GOLPISTA E NAZISTA:Direita xucra ignora que Hitler perseguiu judeus e comunistas

16.08.2017
Do BLOG DA CIDADANIA,15.08.17
Por Eduardo Guimarães

nazismo capa

“Dizer que o nazismo foi de esquerda é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, segundo Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário disse recentemente à BBC.

nazi 1

Na verdade, é mais do que isso. Não é só ignorância. Não raro, essa releitura histórica absurda é espargida por nazistas “naturais” que não sabem que são nazistas – e muito menos o que foi o nazismo.

O nazismo entrou em pauta por conta dos choques de neonazistas e supremacistas brancos contra grupos antirracistas na cidade universitária norte-americana de Charlottesville.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado(12). Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Vale ver ou rever reportagem sobre o caso para entender a origem de um surto que acometeu a direita xucra tupiniquim, nazifascista pela própria natureza.

Sou nazista, sim“, berrava o MBL norte-americano no último sábado (12). Os nazistas ianques pelo menos sabem que são nazistas. Os daqui, além de não saberem imputam sua ideologia – e os próprios métodos – à esquerda, em um rasgo quilométrico de burrice, falta de instrução e problemas psicológicos sérios.

Uma mocinha no Twitter definiu bem o que acontece no Brasil

nazi 5

Mas, afinal, o nazismo foi um movimento de esquerda ou de direita? Há uma corrente nova de historiadores que fala em “confusão de conceitos” e afirma que o nazismo se apresentava como uma “terceira via”, não sendo, portanto, “nem de direita, nem de esquerda”…

Igualzinho ao partido inventado por Gilberto Kassab.

“Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial para enfrentar o socialismo marxista que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917, afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

nazi 6

Porém, como no caso da Venezuela, não importa quantas provas apareçam que a direita xucra não aceita e fica repetindo – e contaminando outros ignorantes – que o nazismo foi de esquerda e que Hitler era uma espécie de Lula…

nazi 7Apesar de alguns dizerem que o nazismo também não gostava da direita, isso é ridículo. Eu e tantos outros aproveitamos a onda fascista que engolfou o Brasil em 2013 – e que ainda não refluiu – para estudar a ascensão do nazifascismo na Alemanha dos anos 1920, 1930 e sabemos que tudo isso é uma enorme besteira.

Por acaso o nazismo perseguiu empresários que não fossem judeus? Por acaso o nazismo perseguiu capitalistas? Não. O nazismo foi, também, uma caça interminável e irrefreável a judeus e comunistas. Essa era a base “popular” do nazismo: apontar judeus e comunistas como “inimigos da pátria” e jogar tudo de ruim nas costas deles.

Assim como fazem em um certo país gigante da América do Sul com comunistas e nordestinos.

A história não mente e seus fatos não comportam interpretações.

Em 8 de março de 1933, Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha cassando os mandatos de seus deputados. Dirigentes foram presos ou perseguidos e, uma semana depois, a agremiação foi proibida, segundo a Deutche Welle.

A tropa de assalto nazista marchou com suas tochas pelo Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler. Políticos conservadores não acreditavam que ele permanecesse por muito tempo no poder, mas o homem do uniforme marrom estava obcecado pela conquista do mundo e começou amplas reformas na Alemanha.

Ditadores tratam e começar suas ditaduras por uma onda de reformas, para salgar a terra em que antes vigia a democracia.

Poucos dias depois, no final de fevereiro, porém, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio. Os nazistas, muito provavelmente os autores do atentado, aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas contra os comunistas.

nazi 9

O ministro Hermann Göring apresentou novas medidas voltadas principalmente contra os comunistas, acusados por Hitler de ser mentores do atentado incendiário.

Wilhelm Pieck, membro do Comitê Central, já havia advertido para o perigo nazista em 1932. Num apelo aos seus camaradas, sugeriu a movimentação em massa contra os fascistas e defendeu a aliança com a União Soviética.

No dia 15 de março de 1933, o Partido Comunista Alemão (KPD) foi proibido, colocado na ilegalidade, assim como fizeram as ditaduras militares sul-americanas no século passado.

De volta à Alemanha nazista, cada vez mais comunistas eram presos. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, prometeu, então, que não deixaria a perseguição aos opositores apenas ao encargo da polícia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento esquerdista reorganizou-se. Na Alemanha Oriental, comunistas e social-democratas criaram o Partido Socialista Unitário. De alguma forma, a República Democrática Alemã (RDA), dita Alemanha Oriental, foi resultado da perseguição de Hitler à esquerda.

No Brasil, a perseguição destro-midiático-nazifascista contra a esquerda e o comunismo tem muito da perseguição de Hitler à esquerda e ao comunismo alemães do início do século passado… Às vezes a história se repete como tragédia mesmo, como sugere o vídeo abaixo.

*****
Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2017/08/direita-xucra-ignora-que-hitler-perseguiu-judeus-e-comunistas/

Delação de Cunha dirá que votos do impeachment foram comprados. E o STF?

15.07.2017
Do portal BRASIL247
Por Fernando Brito

Resultado de imagem para CUNHA E TEMER

Disse o Ricardo Noblat que parte da delação premiada de Cunha já foi aceita: a que conta quem foram os deputados – a maioria do PMDB – que receberam dinheiro para votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Cunha não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos.

Então ficamos assim: Michel Temer, cuja ascensão ao governo foi comprada, fica no poder mais algum tempo, até que caia por outras bandalheiras, se os seus companheiro de bandalheira deixarem que caia.

Se cair, entra seu companheiro de bandalheira, eleito presidente da Câmara pelos companheiros de bandalheira que, segundo o super-bandalho Cunha, foram comprados para colocar Temer no Governo anulando o voto popular.

Se a elite brasileira perdeu a vergonha completamente diante do seu povo – a quem considera um estorvo indolente – ao menos pense no vexame internacional que este  país passa, solenemente ignorado em qualquer foro sério e, de fora, só atraindo  os negócios “espertos”, que eram da China e, agora, são de todos (até da China!) “negócios da china no Brasil”.

Fico pensando nos nossos puros, castos, doutos e moralíssimos juízes, especialmente os empavonados do Supremo.

Se compararmos bem, o Brasil vive a mesma situação que seria aquela em que a Justiça determinasse o pagamento do seguro de vida dos pais assassinados àquela Suzane Richthopfen.

Mas está tudo bem: Lula foi condenado e Bolsonaro sobe nas pesquisas.

****
Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/delacao-de-cunha-dira-que-votos-do-impeachment-foram-comprados/

PLANO ATLANTA: O GOLPE JUDICIAL-MIDIÁTICO NA AMÉRICA LATINA

14.07.2017
Do portal BRASIL247

*****
Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/306491/Plano-Atlanta-o-golpe-judicial-midi%C3%A1tico-na-Am%C3%A9rica-Latina.htm

Reforma da Previdência já foi garantida e você não viu: Como a PEC do Teto selou seu destino

26.06.2017
Do blog LIMPINHO E CHEIROSO, 19.06.17

Helena Borges, via The Intercept Brasil em 19/6/2017

Um dos efeitos colaterais mais danosos da PEC do Teto, aprovada no ano passado, tem passado despercebido nos últimos meses: ela tornou a Reforma da Previdência obrigatória. Por ordem da emenda constitucional aprovada, o orçamento da Previdência (assim como de demais áreas) deverá ser “congelado” por 20 anos nos níveis de 2016, sendo corrigido apenas pela inflação. O problema é que a quantidade de idosos no país vai aumentar neste período, de acordo com dados do IBGE. Ou seja, para que orçamento da Previdência se encaixe no teto, será obrigatoriamente necessário limitar o valor investido em aposentadorias.

Segundo dados do IBGE, entre 2017 e 2037 a população com 60 anos ou mais vai praticamente dobrar, passando de estimados 25,9 milhões de pessoas para a ordem de 50 milhões de pessoas. Para manter o orçamento dentro do limite aprovado – ou seja, ajustado nos níveis de 2016 apenas pela inflação – ou o valor da aposentadoria terá de cair ou o número de beneficiários precisará ser duramente controlado, levando a parte mais rica da população a recorrer à previdência privada. Mais uma vez, os mais afetados serão os mais pobres, que dependem mais dos valores pagos pela Previdência Social.

Uma vez aprovado o teto, agora a conta tem que fechar, obrigatoriamente. Não é à toa que o governo cogitou tomar medidas drásticas, como forçar a reforma por meio de Medidas Provisórias caso ela não seja aprovada em votação.

O que acontece se o teto não for respeitado

A emenda constitucional prevê sanções para as esferas de poder que ultrapassarem os limites de gastos. O órgão que desrespeitar seu teto (nesse caso, a Secretaria de Previdência) ficará impedido no ano seguinte de, por exemplo, contratar pessoal ou dar aumento aos seus funcionários, criar novas despesas ou, no caso do Executivo – do qual a Previdência faz parte – conceder incentivos fiscais. Em outras palavras, ou a pasta respeita o teto, ou entra em colapso. Acontece que o limite imposto é tão conservador que, no caso da Previdência, o colapso é inevitável em ambos os caminhos.

Aproveitando a mesma metáfora utilizada pelo ministro Henrique Meirelles e pelo presidente Michel Temer, segundo os quais a economia de um país pode ser vista como a de uma família – ignoremos momentaneamente o fato de que a comparação é falaciosa e errada, mas consideremos apenas pela licença poética –, é como se uma família se comprometesse a cortar os gastos pela metade, mas depois percebesse que assim vai faltar dinheiro até para o arroz com feijão. Só que, no caso da PEC, se a “família” não respeitar o limite, todos perdem seus empregos e os já parcos salários.

Não foi por falta de aviso

Tudo isso foi explicado para os parlamentares em diversas reuniões realizadas no próprio Congresso antes de as duas casas aprovarem a PEC, sempre com a presença de economistas e especialistas que registraram suas críticas ao novo regime fiscal.

Durante uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos, por exemplo, realizada em Brasília em novembro, a professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Esther Dweck explicou aos parlamentares que, uma vez aprovada, a PEC do Teto exigiria “diversas outras reformas, das quais a revisão dos mínimos constitucionais de saúde e educação e a Reforma da Previdência são só o começo”. A economista foi direta e franca:

“Os únicos alvos da PEC são as despesas primárias, que, no Brasil, são justamente o principal elemento de distribuição de renda que a gente teve nos últimos tempos”.

“O senhor sabe o que é despesa primária?”

Entre os outros especialistas que passaram pelo Congresso para explicar os efeitos danosos da PEC, a auditora fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida” Maria Lúcia Fattorelli foi ao Senado para falar especificamente sobre como a PEC 241 impactaria na Previdência Social. Ela explicou que o limite conservador, contrastado com o crescimento previsto da população idosa, exigiria elevados cortes nos benefícios previdenciários.

Fatorelli conta que foi com sua equipe para a porta do plenário antes da votação da PEC para fazer uma simples pergunta a cada parlamentar que entrava: “O senhor sabe o que é despesa primária?” A auditora ri amargamente do resultado: “Eles diziam que não sabiam! Eu sinto apenas não ter uma câmera na hora”.

O principal problema de os parlamentares afirmarem não saber o que são despesas primárias é que a PEC do Teto trata especificamente delas.

Despesa primária é como se chama a parte do orçamento público que trata da manutenção do Estado. É quanto dinheiro se gasta em serviços básicos prestados à população, como saúde, educação e, claro, aposentadoria. Sem entender o que são despesas primárias, os parlamentares não conseguiriam ler sequer a exposição de motivos da PEC do Teto, que as cita como foco principal da emenda constitucional:

“A raiz do problema fiscal do Governo Federal está no crescimento acelerado da despesa pública primária. No período 2008-2015, essa despesa cresceu 51% acima da inflação, enquanto a receita evoluiu apenas 14,5%. Torna-se, portanto, necessário estabilizar o crescimento da despesa primária, como instrumento para conter a expansão da dívida pública. Esse é o objetivo desta Proposta de Emenda à Constituição”.

Dentro das despesas primárias, a Previdência toma o maior percentual: 46%. A Emenda Constitucional do Teto manda “congelar” por 20 anos todas as despesas primárias, entre elas os gastos com Seguridade Social, que, segundo o Artigo 194 da Constituição, são relativos “à saúde, à previdência e à assistência social”.

Despesas primárias são pouco mais da metade do orçamento

O que a exposição de motivos da emenda não mencionou é que as despesas primárias são apenas parte do orçamento. Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal do Senado, publicado em fevereiro, os gastos da União de 2016 totalizaram R$2,67 trilhões. Desses, R$1,32 trilhão foram utilizados com despesas primárias. Já os gastos com pagamento de juros e amortização da dívida pública foram de R$1,13 trilhão, o equivalente a 42% do Orçamento Geral da União. Esses gastos ficarão de fora do “congelamento” feito pela emenda constitucional. O mesmo relatório do Senado afirma que “a cada ponto percentual reduzido na Selic [a taxa de juros], a economia estimada para o Erário é de R$28 bilhões”.

Ou seja:

1) O gasto com pagamento de juros e amortização é da mesma ordem de grandeza que a soma de todas as despesas feitas para manter os serviços prestados pelo Estado a seus cidadãos (saúde, educação, segurança, Previdência…);
2) O gasto com juros poderia ser reduzido caso o Banco Central diminuísse a taxa Selic;
3) O governo, no entanto, tem preferido cortar gastos primários (via Previdência) do que diminuir os juros que paga aos seus credores.

Por último, porém não menos importante: de fato, o governo vem diminuindo os juros a passos de formiga, baixando 3% nos últimos 9 meses. Assim o Brasil deixou o posto de maior pagador de juros do mundo. Agora, tem uma taxa real de 4,30% ao ano e perde apenas para a Rússia, com 4,57%. No entanto, não por coincidência, após as delações da JBS o Banco Central avisou que o ritmo de redução será ainda menor daqui em diante.

*****
Fonte:https://limpinhoecheiroso.com/2017/06/26/reforma-da-previdencia-ja-foi-garantida-e-voce-nao-viu-como-a-pec-do-teto-selou-seu-destino/

Alexandre Tambelli: O pré-golpe, o pós-golpe e a fase terminal do golpe

26.06.2017
Do blog LIMPINHO E CHEIROSO
Por Alexandre Tambelli, via Jornal GGN em 21/6/2017

Pensando no Xadrez do golpe que gorou, postagem de Luis Nassif, fiz um apanhado de fatos relevantes do pré-golpe, do golpe e da fase terminal do golpe. Coloco aqui.

O divórcio da Globo e do capital empresarial com o governo Temer passa, acima de tudo, por uma opinião pública que se voltou para o lado oposto, retrocedendo o rubicão do golpe e escolhendo outras pontes para seguir, não necessariamente as terras governadas pelo PT.

Temer não tem nenhuma popularidade e gerou uma ingovernabilidade extrema, a ponto de estagnar a economia. Se um país não produz nada, não gera empregos e vende só o básico da sobrevivência de sua população a maioria do empresariado sequer garante um ganho de capital expressivo (por exemplo, significativo nas vendas a prazo) para aplicar, ter lucros significativos no mercado financeiro.

Quando as tratativas do golpe prosperaram, o ambiente social brasileiro estava infestado de uma narrativa falsa, mas crente para o brasileiro médio: problemas socioeconômicos do Brasil pelo baixo PIB estavam ligados única e exclusivamente à incompetência de Dilma e do PT no Governo Federal e à corrupção generalizada neste governo. O governo não se prontificou em produzir uma contra narrativa.

Nada, nesta narrativa pré-golpe, da conjuntura internacional foi aventada. Nem o preço baixo das commodities e do petróleo, muito menos a tardia influência econômica do Crash de 2008 nos países emergentes etc.

E, sequer havia ponderação sobre o fato de que no final de 2014 estávamos diante de uma realidade social brasileira de pleno emprego.

Prosperou, então, o discurso fabricado de que os problemas econômicos brasileiros estariam ligados à Dilma e ao PT, pela “corrupção desenfreada” no Governo Federal, “o governo mais corrupto da História”, aliado de uma classe empresarial corrupta, os empreiteiros. Ninguém do governo Dilma enfrentou com coragem este discurso, fabricado para o golpe prosperar.

Discurso fabricado pelas mídias oligopólicas em sua dobradinha com o Judiciário morista facilitou de estarem nas ruas milhões de midiotizados e vingar o golpe, televisionado e tudo. Vingando conjuntamente o Legislativo do golpe.

Ruas, que começaram a ser tomadas pelos midiotizados, a partir de 2013 com as tais Jornadas de Junho, ensaio primeiro da aventura golpista. Naquele ano já se sonhou com a chance de derrubada do PT do Governo Federal, nacionalizando um fato municipal e localizado em São Paulo, os 20 centavos da passagem de ônibus.

Ruas, aliadas do golpe, que se produziram a partir das classes sociais média e médio-alta tradicionais, assustadas com a ascensão social dos pobres nos governos Lula e Dilma e ocupação por eles dos espaços sociais: aeroportos, shoppings, baladas, praias etc., antes ocupados com certa exclusividade das classes médias tradicionais.

Classes sociais, com maioria de brasileiros midiotizados, diariamente e por décadas, pela Globo & velha mídia, através do discurso meritocrático e anticorrupção, este, centrado exclusivamente e odiosamente no PT, Lula, Dilma, supostamente inimigos dessas duas classes sociais e, ainda mais inimigos, depois de fraudar a “meritocracia” com programas sociais como o Bolsa Família, a política de cotas, o Prouni etc. Globo & velha mídia suas fontes, quase exclusivas, de informação sobre o cotidiano do Brasil e do Mundo.

É importante constatar que quem patrocinou o golpe não calculou que a Política existente no Brasil dos golpistas é a do toma lá dá cá, é a Política dos acordos e, pelo que se vê agora, das malas de dinheiro, todos por baixo dos panos, Política que não tem Ideologia para defender as reformas neoliberais, a defende, apenas, em circunstâncias favoráveis à defesa. A roda gira 180° e o eixo retorna ao lado anterior.

Eixo da esquerda = classe trabalhadora + sociedade;
Eixo da direita = capital + elite.

A política vai pular do barco e nadar para o eixo da esquerda novamente. E foi rápida a parada no eixo da direita com o atropelo neoliberal de Meirelles & Cia.

Quando o discurso anticorrupção e antipetista da dobradinha do eixo da direita: velha mídia e Judiciário aliado colou na sociedade havia espaço para se debandar para o outro lado e a Política golpista de Temer & Cia. foi junta, porque esta Política é um negócio, vive de estar onde o dinheiro, o Poder e o voto possam estar. Até 2016 estava assim. E blindada. É só pensar no resultado eleitoral municipal para comprovar a blindagem dos golpistas.

Porém, com o passar dos meses de Temer presidente, o discurso anticorrupção e de que a culpa dos problemas econômicos atuais é somente culpa da herança petista caiu por terra, foi perdendo eficácia com as trapalhadas e a corrupção desenfreada do governo do golpe e as reformas ultra neoliberais, reformas acima de qualquer razoabilidade, sem nenhuma discussão com a sociedade e pactuação social e queridas por um golpe, não desejada pela via do voto, que elegeu outro Programa de Governo.

Sem contar as delações crescentes de empresários brasileiros, desmentindo o discurso do PT, como o partido mais corrupto, e colocando os políticos golpistas na berlinda da corrupção e com provas de suas corrupções, não mais apenas na narrativa do ele sabia, ele mandou destruir as provas, das convicções sem provas cabais, utilizadas à exaustão contra Lula, Dilma e o PT.

Lembrando, também, de gravações clandestinas da própria classe política do golpe, a mostrar que era premeditado o golpe para estancar a Lava-Jato, porque com Dilma não aconteceria o estancamento.

A sociedade, de certa forma, foi apresentada a realidade pós-golpe, descobriu, aos poucos, que o golpe não tinha a intenção de melhorar os índices econômicos e sociais dos brasileiros e, sim, produzir reformas radicais na Previdência e na CLT + estancar a Lava-Jato e o combate à corrupção, o que gerou o divórcio definitivo da sociedade com o governo Temer.

Sociedade que esteve à flor da pele com a Lava-Jato e sua dobradinha com a Globo & velha mídia até 2016 e pôde acreditar, sem a chance de mínima reflexão, naquela narrativa pré-golpe, de um caos econômico e de uma corrupção desenfreada com o PT no Poder (fabricados); afinal, a velha mídia e a Justiça morista mantiveram 24 horas do dia e por meses a cantilena noticiosa antipetista radical, para que o golpe vingasse.

Por isto, não sejamos ingênuos de acreditar que a ruptura atual entre a Política golpista eleita pela Globo & velha mídia e patrocinada pela classe empresarial nacional e banqueiros com apoio do Judiciário aliado: PGR, STF, parte significativa do MPF e, principalmente, a Lava-Jato e seus tentáculos imperialistas etc. se deu por desejo e algum pudor de honestidade.

A ruptura se deu por incompetência de Temer & Cia. e por não conseguirem manter a aparência e a confirmação de que veríamos com Temer um governo competente e honesto, o discurso propalado no pré-golpe. E, também, porque as reformas ultra neoliberais não cabem numa sociedade complexa como a brasileira, oitava economia do mundo. O que os patrocinadores do golpe descobriram tardiamente.

Temos que ter claro, fazendo um aparte.

A classe empresarial que chegou à prisão e/ou teve os seus negócios afetados pela Lava-Jato, Carne Fraca e assemelhadas (Odebrecht, Eike Batista, outras construtoras, recentemente, JBS, a da indústria naval, do setor de Petróleo e Gás, da indústria de defesa, a Embraer etc.), chegou à prisão e/ou teve seus negócios afetados, porque a Lava-Jato e assemelhadas têm uma ingerência que é externa ao país, ingerência que está no controle das suas ações “judiciais”.

Moro e os procuradores da Lava-Jato foram, consciente ou inconscientemente, levados a uma paranoia de combate à corrupção misturado com a “Ideologia capenga” de defesa do Império norte-americano e do alinhamento direto aos interesses geopolíticos e econômicos dele, um antibolivarianismo de toga, e fugir desta realidade, penso eu, não é correto.

Foi uma mistura de busca por Status e um antibolivarianismo fabricado pela formação sociocultural dos “lava-jatistas” & assemelhados via velha mídia: Globo, Veja, Estadão, Folha, Jovem Pan etc. que deu gás a Operação da Polícia Federal e apoio das classes médias a Moro & Cia.

A não concorrência brasileira por mercados mundiais nas áreas de tecnologia de ponta foi e é o evento central da Lava-Jato, da Carne Fraca etc., porque não se quis nem ser quer dar merecimento e prosseguimento ao Brasil soberano e em desenvolvimento industrial/tecnológico, Brasil que foi sendo esboçado e nascia com segurança nos governos de centro-esquerda de Lula e primeiro mandato de Dilma e com uma posição altiva e independente na globalização e se aliando de um Bloco Econômico como o Brics, contraponto ao mundo unipolar e desejado pelos Estados Unidos e sua Política Imperialista.

O Brasil Player mundial e exportador de produtos industrializados, ao invés, de exportador de commodities e recursos naturais não poderia acontecer. E nada melhor que um Judiciário alienado das questões geopolíticas e econômicas mundiais, para ser aliado de uma velha mídia oligopólica em prol dos EUA e/ou anti-petista de carteirinha como a Globo & Cia.

Moro e seus procuradores são reféns da sociedade midiática, do meio social em que vivem e a Miami dos sonhos.

A sociedade organizada e o governo de centro-esquerda assistiram as ignorâncias dos moristas aflorarem e o Brasil que dá certo foi sendo destruído em nome do combate à corrupção; não organizaram a Justiça nem municiaram recursos para a criação de mídias capazes de gerar outras narrativas para o Brasil da era Lula/Dilma.

E, centraram, Lula e Dilma, seus governos na ideia principal que o apoderamento econômico da classe trabalhadora, antes alijada de um consumo além do de sobrevivência, era o suficiente para os trabalhadores brigarem pela manutenção dos seus direitos novos, capazes, estes novos consumidores, de organização e apoio irrestrito ao governo petista, o que não aconteceu no pré e pós golpe.

Parece-me que os novos integrantes da sociedade de consumo adentraram, pós inclusão e ascensão social, isto, sim!, na mesma lógica das classes média e médio-altas tradicionais do individualismo e da busca por Status social, alienando-se no consumo imediato de coisas e não produzindo esta classe trabalhadora, consciência social e noção plena da importância de políticas estatais nas suas ascensões sociais e conquistas materiais. O golpe veio e elas apenas se resignam, por hora, a voltar ao estágio anterior de uma vida sofrida e sem as benesses do consumo, ao que tudo indica, apesar do voto pelo bolso, se Lula for candidato.

Virá um processo revolucionário se suas ascensões sociais entrarem em colapso? Talvez.

Continuando.

Marcelo Odebrecht, Eike Batista, Embraer, Almirante Othon, os responsáveis pelo Submarino Nuclear, Wesley e a JBS, Petrobrás etc. são exemplos do Brasil que dá certo, que se desenvolve e que se internacionalizou nos tempos de Lula e Dilma, e isto é o que os levou a prisão e/ou a detonação de seus capitais e imagens e não a corrupção, inerente ao Capitalismo. Se não tivessem se internacionalizado e o Brasil continuasse a ser um país subalterno e subdesenvolvido ninguém da nossa elite seria presa ou prejudicada nos seus negócios.

O maior problema do grande empresariado brasileiro é que essa elite não se percebe como parte de uma Nação brasileira e nem se percebe presente em um País de dimensões continentais, onde, esta elite pode ser uma elite top mundial, pois, temos tudo aqui para nos qualificar como potência mundial: recursos naturais em abundância, biodiversidade em excesso e terras agricultáveis aos montes.

Infelizmente, a elite empresarial nacional não sabe se situar no Mundo, acredita em discursos fabricados por Globo, Veja, Exame, Estadão, Folha, CNN, Bloomberg, Financial Times etc. e perde o referencial dos caminhos mais seguros para ser inserida no Mundo pela porta da frente e não como uma segunda divisão do Capitalismo Ocidental.

Em um país com uma elite empresarial inteligente a Lava-Jato seria abortada na primeira tentativa de destruir com o Capital econômico e tecnológico da Petrobrás e da Odebrecht e não se teria dado o golpe, pelo motivo mais pragmático: o PIB brasileiro cresceu cinco vezes nos 3 primeiros mandatos do PT no governo Federal. E a elite brasileira nunca ganhou tanto dinheiro na vida como nos governos petistas.

O PT governou enriquecendo mais e mais a elite empresarial nacional, sem mexer na sua hegemonia de ser o topo da pirâmide socioeconômica brasileira, apesar de começar a estruturar o País para uma competitividade mais justa, no viés meritocrático do discurso das elites e seus defensores/aliados sociais, ao incluir na sociedade de consumo e no ensino universitário uma crescente massa de trabalhadores, antes, apenas, trabalhadores para serviços braçais e não intelectuais ou de formação superior.

Assustaram a competitividade e a meritocracia no trabalho não mais de fachada do QI (quem indica) a classe média e a classe médio-alta tradicionais, o golpe, também, se fabricou nas ruas com o medo gerado por estes dois pressupostos.

É importante salientar.

O sistema eleitoral desenhado pela Globo & velha mídia + Lava-Jato e Judiciário aliado conseguiu tirar o PT do Poder via Impeachment, mas não acabou e, sim, ampliou o vício do toma lá dá cá e o golpe fez água.

O erro maior do golpe foi que não patrocinou, a elite empresarial e rentista, a Eleição de políticos ideológicos e minimamente capazes de administrar um País de 206 milhões de habitantes, apenas, patrocinou políticos mercadistas, que cobram não apenas para votar a favor do golpe, cobram o tempo todo, se bobear até para receber um telefonema de um empresário qualquer.

Patrocinaram grupo político que durante mais de 30 anos não fez outra coisa senão estar no Poder para benefício financeiro individualizado.

Sejamos sinceros. Sem um mínimo Norte não se governa um País de dimensões continentais e com 206 milhões de habitantes como o Brasil. Não existe a possibilidade do cada um por si e o interesse particular de todos ao mesmo tempo coexistir. Descobriu-se tarde esta máxima.

Então, Temer precisa cair porque o prejuízo é maior até do que se o Lula voltar ao Poder, para esta elite que patrocinou a queda do PT do Poder.

Nem internacionalmente é interessante a continuidade do golpe com Temer no comando do Brasil. 206 milhões de pessoas não podem ser desprezíveis para o Capitalismo. Muito dinheiro se movimentou no País governado pelo PT, nosso PIB cresceu, relembrando, quase cinco vezes em 12 anos. Foi Capitalismo na veia e muitos negócios foram acontecendo e muitos acordos selados, que hoje, geram prejuízos para diferentes países e empresas mundo afora, pelo não cumprimento dos negócios e acordos.

Só a alienação social coletiva pôde crer que o Brasil poderia ser refém do ultra neoliberalismo. Apesar de boa parte da classe trabalhadora ascendida socialmente nos governos Lula e Dilma, ainda, não ser capaz de brigar por seus direitos, ser, em parte, cópia do modelo de personalidade das classes média e médio-alta tradicionais, talvez, possa em momento futuro próximo ou um pouco distante se tornar revolucionária, se a crise econômica levá-los a guetização plena.

Tem ainda a questão importante.

Se ninguém compra nada quem vai anunciar na Globo, ainda mais com a concorrência do Google e Internet? Como sobreviverão as Lojas Riachuelo, a Marisa e o Habib’s?

O remédio golpe foi prescrito para o paciente errado. O que seria um ajuste de caixa rápido do Levy, para o Estado voltar a investir se tornou, com os movimentos golpistas até e pós a posse de Temer, a quebradeira generalizada da economia e do Estado, e gerou o desemprego recorde, um governo sem rumo, o mais corrupto da História brasileira e com popularidade quase zero.

A classe Política que apoiou/apoia/apoiaria esta ruptura, não tem a mínima preocupação com o Brasil em sua totalidade ou parte dele, apenas com seus interesses particulares, de patrocinadores específicos e com o próprio bolso. Jamais preocupação com o Brasil, os brasileiros e sequer com quem “investiu” (dentro do empresariado brasileiro) para que assumissem o Poder central na ilusória crença de “prosperidade” imediata nos seus negócios. Não há Ideologia e competência administrativa na classe política do golpe.

E, o mais duro de tudo, para terminar, é que Temer & Cia. não entregarão a rapadura facilmente, cobrarão caro e para saírem do Palácio do Planalto vão pedir muitas regalias e fazer, até a queda, muitas estripulias, não tenhamos dúvidas desta afirmação.

Custou muito caro o golpe de 2016. Ele trouxe prejuízos para quase todo mundo. A alienação coletiva via Globo & velha mídia nos legou Temer & Cia. e deles o caos.

****
Fonte:https://limpinhoecheiroso.com/2017/06/26/alexandre-tambelli-o-pre-golpe-o-pos-golpe-e-a-fase-terminal-do-golpe/

Com reforma da Previdência 50% dos idosos podem ficar sem aposentadoria em 10 anos

10.06.2017
Do blog  FALANDO  VERDADES

tchau-querida-aposentadoria-velho

A advogada e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Lucia Wilhelm Berwanger, disse hoje (1º) que as mudanças promovidas pela Reforma da Previdência podem deixar metade dos idosos brasileiro sem proteção previdenciária dentro de 10 anos. A jurista participa do XXVII Simpósio Brasileiro de Direito Previdenciário no auditório da OAB Piauí, em Teresina.

Segundo Jane, o Brasil possui hoje uma das melhores coberturas do mundo quanto ao auxílio às pessoas idosas, chegando a 80% do total. Segundo ela, a Reforma, como está proposta, não acompanha a realidade brasileira e reduzirá benefícios.

“Daqui 10 ou 15 anos, teremos uma legião de idosos sem proteção, porque as mudanças deixarão mais de metade da população idosa sem o benefício. A reforma é necessária para se fazer uma melhoria na arrecadação, no sentido de cobrar melhor os devedores do INSS, mas da forma como está, não acompanha a realidade brasileira”, comentou.

Segundo ela, o déficit na previdência soma R$ 60 bilhões, devido a desvios. Um dos pontos destacados pela presidente que podem comprometer a concessão do auxílio aos aposentados é a mudança na forma da arrecadação dos trabalhadores rurais.

Ela explicou que, hoje, essa categoria contribui conforme a produção de sua atividade rural, agora, eles poderão contribuir sob outro sistema. Ela destaca que os trabalhadores são os que mais judicializam ações por pedidos de benefício, pela complexidade de comprovar a atividade que exercem.

“É um dilema, porque no Norte e Nordeste há muita dificuldade para esses trabalhadores. Não é reduzindo direitos que vamos melhorar a situação. A proposta do governo vai excluir muitos direitos da proteção do meio rural”, avaliou a especialista.

Simpósio

O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) e tem apoio da OAB-PI e do Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Para o presidente da OAB-PI, Chico Lucas, o Direito Previdenciário representa os interesses dos desassistidos, dos pobres, analfabetos e daqueles que habitam na zona rural.

Com o objetivo de debater temas atuais e controvertidos sobre Direito Previdenciário, o evento segue até sexta-feira (2), contando com a participação de palestrantes de notório conhecimento da matéria.

Por Maria Romero, no site cidadeverde.com

******
Fonte:https://falandoverdades.com.br/2017/06/10/com-reforma-da-previdencia-50-dos-idosos-podem-ficar-sem-aposentadoria-em-10-anos/

Dirigentes da CNTSS/CUT realizam reunião para planejar defesa dos trabalhadores e da Seguridade Social

10.06.2017
Do portal da CNTSS/CUT
Por Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

Encontro teve como proposta aprofundar e atualizar estratégias e ações tendo como referência Plano de Lutas aprovado no 7º Congresso da Confederação

Aconteceu na última semana de maio, entre os dias 25 a 27, em São Paulo, a primeira reunião da Direção da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social eleita durante o seu 7º Congresso, realizado em novembro de 2016 na cidade de Atibaia (SP). A atividade permitiu aprofundar o Plano de Lutas aprovado naquele momento e atualizar as estratégias de combate dos trabalhadores da Seguridade Social frente aos novos desafios colocados pelas conjunturas política e econômica do país; além de estabelecer ações prioritárias para os próximos períodos.

Os trabalhos tiveram início na manhã da quinta-feira, 25, com a composição da mesa de abertura, que contou com a participação dos advogados Fernando Hirsch e Nilo Beiro, do Escritório LBS, e de Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional. A mesa foi presidida por Sandro Alex de Oliveira Cezar em pareceria com Sandra de Oliveira da Silva, respectivamente presidente e secretária geral da Confederação. Os convidados fizeram uma análise de conjuntura tendo como pano de fundo as ações do governo golpista de Michel Temer nestes últimos meses e as principais medidas que vem sendo tomadas contra a classe trabalhadora.

Para o presidente da Confederação, Sandro Alex de Oliveira Cezar, a reunião acontece em um momento especial da conjuntura brasileira onde a resistência dos trabalhadores aos desmandos do governo ilegítimo de Temer tem crescido e atingido os demais segmentos sociais. A reunião teve três dias de debates a partir das contribuições dos convidados e das lideranças presentes que trouxeram as referências das lutas em seus Estados. Também foi um momento de integração entre os dirigentes mais antigos e os que ingressaram agora depois do 7º Congresso Nacional da CNTSS/CUT.

“Tivemos três dias de intenso debate com bastante conteúdo sobre a conjuntura e o momento em que o Brasil vive. Esta discussão nos orienta em nossas ações para fazer o combate às reformas da Previdência e Trabalhista que visam destruir os direitos dos trabalhadores e os sindicatos construídos pela classe trabalhadora brasileira. Fechamos estas discussões com um bom conjunto de propostas e encaminhamentos que nos ajudarão a tocar o próximo período em nossos Estados por meio de nossos sindicatos e da Direção da CNTSS/CUT,” conclui o presidente da Confederação.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Antônio de Lisboa

Os trabalhos da mesa tiveram início com o dirigente da CUT Nacional que recuperou as principais iniciativas desenvolvidas pela Central na defesa dos trabalhadores e seus direitos a partir das lutas contra a Terceirização, as PECs – Propostas de Emendas à Constituição e as reformas da Previdência e Trabalhista encaminhadas pelo governo usurpador de Michel Temer em conluio com o PSDB. Uma extensa agenda de lutas tem sido mantida na ordem do dia pela CUT, demais Centrais Sindicais e os movimentos sociais, por meio das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, além de segmento religiosos de destaque.

“Tem sido muito importante a denúncia do golpe e sobre a retirada de direitos nos veículos de imprensa internacionais e no campo da OIT – Organização Internacional do Trabalho. Os ataques do governo atingem fortemente os trabalhadores e os sindicatos mais fracos. São prejuízos que sofreremos décadas para recuperar. O que está em jogo agora não é só a questão do emprego, mas também o futuro do país. São medidas duras assumidas pelo governo ilegítimo de Temer para pagamento do golpe que tirou Dilma da presidência e para se manter no poder. Nós temos tido condição de enfrentamento que os golpistas não imaginavam que teríamos. Temos que continuar na nossa luta,” afirma Lisboa.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Nilo Beiro

Os advogados convidados fizeram uma explanação mais detalhada a partir do olhar jurídico sobre as medidas tomadas pelo governo contra os trabalhadores e seus desdobramentos. O foco se deu, principalmente, sobre as reformas da Previdência e Trabalhista, tendo maior destaque está última, afinal são quase duzentas medidas que destroem os direitos instituídos na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Nilo Beiro abordou de forma mais ampla as medidas com a finalidade de demonstrar o desmonte do Estado e deixou o detalhamento para ser feito por Fernando Hirsch.

Observou, com o caso do uso das Forças Armadas no “Ocupa Brasília”, que que estamos vivendo num Estado policial. Lembrou do desmonte do Estado brasileiro realizado por Temer. Como exemplos citou as propostas de venda dos quatro maiores reservatórios de petróleo em aguas profundas do mundo, sem a participação da Petrobras; venda de terras brasileiras para estrangeiros; a utilização do espaço aéreo nacional para os estrangeiros; e a ocupação da Base de Alcântara pelo exército norte-americano. São medidas de subserviência ao capitalismo financeiro internacional. É um grande movimento de venda dos ativos nacionais e de desmonte da Constituição Federal de 1988 nos aspectos sociais e de soberania nacional.

“O que vemos aqui no Brasil é a volta dos pressupostos liberais do final do século XIX que trouxeram como resultados as duas grandes guerras mundiais. Vemos agora a tentativa de desmonte do Direito do Trabalho, uma grande conquista dos trabalhadores. No Brasil é um ramo novo da Justiça que começou perto das décadas de 20 ou 30 do século passado e tem como princípio o direito protetivo do trabalhador, que é a parte mais fraca do sistema produtivo capitalista. As reformas, principalmente a Trabalhista, acabam com este princípio de direito de proteção à dignidade humana dos trabalhadores. As leis passam a ser regidas exclusivamente pelo mercado. Há um ataque aos sindicatos e aos espaços da Justiça do Trabalho, “ aponta Nilo Beiro.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Fernando Hirsch

Fernando Hirsch dá continuidade à fala de Beiro destacando principalmente os principais pontos da Reforma Trabalhista, que, para ele, é uma verdadeira bomba contra os trabalhadores e à CLT. O advogado reforça a informação que são quase duas centenas de medidas prejudiciais aos trabalhadores trazidas pela Reforma Trabalhista. Apresenta rapidamente a sequência de medidas tomadas pelo governo Temer contra os trabalhadores e a soberania nacional neste último ano.

Reforma trabalhista tem muitos detalhes capciosos que prejudicam os trabalhadores e suas instituições. Nos vemos a construção de uma leitura do Direito do Trabalho na ótica dos empresários. Um dos defensores desta postura é o próprio presidente do TST – Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Ives Gandra Martins. O STF – Superior Tribunal Federal também tem apresentado posições contrárias aos trabalhadores. São formas de agir que prejudicam a Justiça do Trabalho. A falácia que a CLT está ultrapassada não se sustenta porque a cada ano sempre há mudanças em artigos para atualização. A reforma trabalhista muda o paradigma de defesa do trabalhador, “ conclui Fernando Hirsch.

Os debates prosseguiram com a discussão e atualização das ações de ataque realizadas contra a Assistência Social. A apresentação foi pensada no sentido de ampliar o leque de discussões dentro da Confederação sobre os avanços conquistados nos últimos anos e os desafios colocados para manutenção das políticas e a defesa dos profissionais. Este momento contou com a contribuição dos diretores da Confederação Margareth Alves Dallaruvera e Benedito Augusto de Oliveira, o Benão, também dirigentes da FENAS – Federação Nacional dos Assistentes Social e FNTSUAS – Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS – Sistema Único da Assistência Social.

A agenda da reunião previu também um momento em que os dirigentes puderam apresentar como estão sendo conduzidas as lutas em seus estados e os desafios colocados para os trabalhadores da Seguridade Social. Foi um ponto em que todos puderam contribuir com informações e sugestões. A partir de todo este arcabouço de informações, as lideranças se debruçaram na elaboração de novas estratégias e medidas para atualizar o Plano de Lutas e definir os próximos passos que serão dados na defesa dos trabalhadores e da Seguridade Social. Para finalizar, foram escolhidos os dirigentes que representam a Confederação nos espaços de resistência e diálogo presentes no governo federal e que passaram a existir por conta da luta dos trabalhadores.

 

*****
Fonte:http://www.cntsscut.org.br/destaques/2882/dirigentes-da-cntss-cut-realizam-reuniao-para-planejar-defesa-dos-trabalhadores-e-da-seguridade-social#ad-image-0