TEM BOLSONARISTA QUERENDO UMA NOITE DOS CRISTAIS

17.10.2018
Do portal THE INTERCEPT BRASIL
Por Mário Magalhães

Pichações nazistas e ameaças xenofóbicas contra haitianos apareceram nesta semana em dois lugares próximos ao Parque Portugal, na Lagoa do Taquaral, em Campinas. Elas estão em uma casa particular ao lado do Largo do Café e também em um poste de luz no entorno da lagoa.

NAS RUAS DO RIO, vê-se cada vez menos gente com adesivos contendo mensagens políticas e eleitorais colados em roupas, bolsas e mochilas. Os adesivos sumiram por causa do medo sentido por quem os exibia até a votação do primeiro turno. Medo da violência contra quem pensa diferente. Além do medo político e do medo existencial, alastra-se o medo físico.

Não é paranoia dos que se recolheram à discrição. A onda de violência não aguardou, para rebentar, o sol da manhã seguinte ao tsunami eleitoral bolsonarista. Na madrugada de 8 de outubro, o mestre capoeirista, compositor, fundador do Afoxé Badauê e militante negro Moa do Katendêfoi morto a sangue frio em Salvador. O barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana desferiu-lhe 12 facadas. Moa tinha 63 anos. Paulo Sérgio tem 36./

Num bar, o autor de “Baudauê”, música gravada por Caetano Veloso no disco “Cinema Transcendental”, reivindicara seu voto em Fernando Haddad. Eleitor de Jair Bolsonaro, o barbeiro bateu boca, saiu, buscou a faca e atraiçoou Moa pelas costas. Enterraram o capoeirista ao som de berimbaus. No Pelourinho, centenas de vozes entoaram o “Canto das três raças” em sua memória.

No Recife, surraram a funcionária pública Paula Guerra na noite do domingo da eleição, depois de ela criticar ideias de Bolsonaro. Seu rosto ficou desfigurado, o corpo cobriu-se de escoriações, e diagnosticou-se fratura do osso em um braço. Paula estava com um adesivo de Ciro Gomes.

Mais cedo, também na capital pernambucana, cortaram uma jornalista no braço e no queixo com um instrumento de metal. Ela estava no lugar onde votou. Os dois homens que a feriram a ameaçaram de estupro. Um deles vestia camiseta com estampa de Bolsonaro. O deputado é coautor de um projeto de lei que revoga o atendimento obrigatório, pela rede pública de saúde, das vítimas de violência sexual.

No mesmo fim de semana, em Nova Iguaçu, agrediram a cantora transexual Jullyana Barbosa. Homens a xingaram com palavrões homofóbicos. Um deles, ela não esquece, berrou: “Tomara que o Bolsonaro ganhe para matar esse lixo”. Bateram em sua cabeça com uma barra de ferro, e Jullyana sangrou. Dez pontos suturaram o ferimento.

Em Curitiba, umestudante da Universidade Federal do Paranácom boné do MST levou chutes e garrafadas de um grupo que gritava, conforme testemunhas, “Aqui é Bolsonaro!” A cozinheira e doula Luísa Alencarcontou que em São Paulo pintava num muro, com estêncil, a mensagem “Ele Não”. Ela disse que um policial lhe deu uma rasteira, derrubando-a no chão. E falou: “Só tiro você daí se você falar ‘ele sim’”. Arrastada para uma delegacia, só pôde partir depois de pronunciar as duas palavras exigidas. Antes, um dos policiais a ofendeu: “Vagabunda!”

professora Sabine B. Righetti passeava com sua cachorra e se recusou a receber um panfleto pró-Bolsonaro. O homem que distribuía a propaganda chamou-a de “vagabunda, comunista, prostituta”. A jornalista Cynara Menezes ironizou a truculência dos bolsonaristas: “Eles não são machistas; só chamam a mulher de vagabunda em qualquer discussão”.

No domingo de eleição, a funcionária pública Paula Guerra  foi espancada porcriticar ideias de Bolsonaro.
Foto: Reprodução/Facebook

A volta das suásticas

“Vagabunda!”, esbravejou Jair Bolsonaro para a deputada Maria do Rosário, em 2010. Muitos eleitores dele resolveram combinar violência verbal com violência física. De 30 de setembro a 10 de outubro, apoiadores do candidato do PSL foram autores de ao menos 50 agressões, inventariou a Agência Pública. São “casos isolados”, minimizou Bolsonaro, que denominou “excesso” os atos criminosos. Lamentou-os. E lavou as mãos: “O que eu tenho a ver com isso?”

Ele mencionou o atentado sofrido em Juiz de Fora para sustentar que é vítima, e não arauto, da violência. Mas nenhum contendor de Bolsonaro mantém discurso inspirador de emprego de força. Aparentemente sem querer, o candidato referendou na quinta-feira a impressão inescapável: Sou vítima daquilo que prego”.

Os gays têm sido alvo particular de homofobia. Ecoa o reconhecimento do capitão: “Sou homofóbico, sim, com muito orgulho”. Sua pedagogia: “Se o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um couro, ele muda o comportamento dele”. Bolsonaro descreve homossexual como “o cara que faz sexo com seu órgão excretor”.

Em Porto Alegre, uma jovem andava com um adesivo impresso com um arco-íris, símbolo LGBTI, e o recado “Ele Não”. Ela relatou que numa noite da semana passada, ao descer do ônibus, três rapazes a atacaram a socos. Com um canivete, cortaram sua barriga e desenharam uma suástica. O delegado Paulo Jardim negou o óbvio, em entrevista à BBC News Brasil: “É um símbolo budista, de harmonia, de amor, de paz e de fraternidade”.

As suásticas voltaram, e não como prenúncio de paz e amor. Em Pelotas, picharam-na na estátua do escritor João Simões Lopes Neto. Num distrito de Nova Friburgo, foram ao menos seis, numa igreja centenária. Vandalizaram um prédio do Instituto de Linguagens da Universidade Federal do Mato Grosso, com a suástica acompanhada do número 17. Num banheiro da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, leu-se: “Bolsonaro vai limpar essa faculdade de preto e viado”.

No Rio, no Colégio Franco-Brasileiro, intimidaram: “Sapatas vão morrer”. Alunos de uma escola estadual de São Paulo miraram uma professora negra de sociologia, Odara Dèlé, e escreveram: “Preta galinha do caralho”. Completaram a investida com uma suástica, cujo conteúdo Odara lhes havia ensinado em aula. Uma semana antes, quatro alunos brancos tinham gritado “Viva o Bolsonaro!”

O parentesco de ideias bolsonaristas com o nazifascismo não tem sido percebido apenas por quem no Brasil o rejeita e difunde as hashtags #Bolsonazi e #BOLSONARO (com o “S” trocado por uma suástica). O site da revista norte-americana Foreign Policy publicou um artigo intitulado “O modelo de Jair Bolsonaro não é Berlusconi. É Goebbels”.

O jornalista e escritor Juremir Machado da Silva tuitou uma boa sacada: os próprios bolsonaristas se perfilam à direita do nazismo: “Façanha. À direita de Hitler. O bolsonarismo radical é tão de extrema-direita que por ignorância, extremismo e ideologia considera o nazismo de esquerda”.

Ouviu-se a voz de um pensador, de inegável legitimidade, rechaçando semelhanças entre bolsonarismo e nazismo: Guilherme de Pádua. O assassino da atriz Daniella Perez se disse (mal) “impressionado” com quem acredita “que o Bolsonaro vai perseguir os negros e os gays como Hitler perseguiu os judeus”.

O ideário do capitão seduz. O historiador norte-americano David Duke, veterano do grupo racista Ku Klux Klan e negacionista do Holocausto, afiançou: Bolsonaro “soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”.

Na passeata de ao menos 150 mil manifestantes contra a extrema-direita, sábado em Berlim, ergueram cartazes a favor da democracia no Brasil e contra Bolsonaro. O chargista Benett ridicularizou a interpretação desatinada do delegado: desenhou a suástica como “símbolo budista” e Hitler como o cineasta Charles Chaplin. O Instagram censurou-o, retirando do ar seu trabalho.

Na primeira pesquisa do segundo turno, o Datafolha constatou vantagem contundente de Bolsonaro, 58% a 42%. Entre os entrevistados de “cor preta”, no entanto, Haddad liderou (45% a 37% do total de intenção de votos). E olha que ainda se ignorava que o general Aléssio Ribeiro Souto, assessor do capitão em política educacional, opõe-se às cotas raciais e sociais no ensino.

‘Autoritarismo matador’

O deputado já defendeu que “desapareçam” as minorias que não se “adéquem” às maiorias. Logo depois do primeiro turno, prometeu “botar um ponto final em todos os ativismos”. “Desaparecimento” e “ponto final” são conceitos associados a aniquilamento e extermínio. Com o êxito de Bolsonaro no mata-mata de 7 de outubro, alguns dos seus adeptos perderam o pudor para barbarizar. Acertam contas, no lombo alheio, com seus recalques, ressentimentos, frustrações.

O escritor Olavo de Carvalho, entusiasta de Bolsonaro, previu que uma derrota “dos representantes do atual esquema de poder [sic]” será “a sua total destruição enquanto grupos, enquanto organizações e até enquanto indivíduos”. Carvalho eliminou dúvidas sobre a expressão “até enquanto indivíduos”: “Eles não estão lutando pelo poder nem para vencer uma eleição, estão lutando pela sua sobrevivência política, social, econômica e até física”.

Caetano Veloso respondeu-lhe na “Folha”, com o artigo “Olavo faz incitação à violência; convoco meus concidadãos a repudiá-lo. Na interpretação do compositor, o arrazoado do autor radicado nos Estados Unidos “é anúncio de autoritarismo matador”. Outro dia Bolsonaro desdenhou dos pelo menos 400 mortos e “desaparecidos” políticos durante a ditadura: “Hoje morre isso no Carnaval, e não se fala nada”.

Sua impiedade é recorrente. No ano passado, Fernando Henrique Cardoso admitiu o receio de ser morto por Bolsonaro, que nos anos 1990 o ameaçara de morte: “Hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade de poder”.

Registram-se raros episódios de agressões a bolsonaristas. Tão evidente é o estandarte ultradireitista de quem conduz o surto de violência que mais mentiras são forjadas para confundir. Um falsificador plantou no WhatsApp e no Facebook uma fotografia de mulher idosa com o rosto deformado por hematomas. Denunciou: “Esta senhora foi agredida por petistas na rua quando gritou Bolsonaro”.

A tal senhora é Beatriz Segall, que morreu no dia 5 de setembro, devido a complicações respiratórias. A imagem é de 2013, quando a atriz tropeçou numa calçada e caiu. O “Sensacionalista” mangou: “Vaticano investiga ressurreição de Beatriz Segall em fake news”.

Em harmonia com o acosso do bolsonarismo a jornalistas, a mentiralhada se impõe, na campanha eleitoral mais mentirosa da história do Brasil. Olavo de Carvalho postou: “Estou lendo um livrinho do Haddad, onde ele defende a tese encantadora de que para implantar o socialismo é preciso derrubar primeiro o ‘tabu do incesto’. Kit gay é fichinha. O homem quer que os meninos comam suas mães. Era fantasia, mas circulou como fato nas correntes de WhatsApp. O vereador Carlos Bolsonaro compartilhou. O TSE se negou a proibir a afirmação mentirosa.

Nem às vésperas do golpe de 1964 houve nas ruas ambiente de perseguição política (hoje também comportamental) tão inquietante. A multiplicação das agressões coincide com a perspectiva crescente de Bolsonaro se eleger.

Abordagens intimidadoras do tipo “espera o Bolsonaro ser presidente…” sugerem que a cólera manifestada até agora pode vir a ser moderada, na comparação com eventual selvageria praticada simultaneamente pelos adeptos mais radicais e furibundos do bolsonarismo. Alguém duvida que esse dia de horror possa chegar?

Na Alemanha, chegou há 80 anos. O pretexto foi o assassinato de um diplomata alemão por um jovem judeu. Na virada de 9 para 10 de novembro de 1938, milhares de nazistas incendiaram residências de famílias judaicas, destruíram suas lojas, profanaram as sinagogas, espancaram muita gente. Mataram quase uma centena de pessoas. O pogrom foi batizado como Noite dos Cristais, por causa dos cacos de vidros das janelas e vitrines quebradas pela turba hitlerista. Cúmplices, os policiais observaram, sem interferir.

O Brasil de 2018, por sorte, não é a Alemanha de 1938. Mas herda do passado o ódio e a intolerância extremistas, aqui impregnados nas franjas fanáticas do bolsonarismo. Elas querem mais violência. Caso venham a se lançar em conjunto a uma caçada a quem discorda delas, a noite que se descortina será ainda mais dolorosa e cruel.

Foto de capa: Pichações nazistas e ameaças xenofóbas na Lagoa do Taquaral, em Campinas.

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Fonte:https://theintercept.com/2018/10/16/bolsonarista-noite-dos-cristais/

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BOLSONARO, UM GOLPISTA VIRA-LATAS: A “continência” de Bolsonaro à bandeira americana

13.10.2017
Do blog TIJOLAÇO, 
Por FERNANDO BRITO 

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Num espetáculo de sabujice, o ex-capitão Jair Bolsonaro “bateu continência” à bandeira norte-americana, num comício de restaurante em Deerfield Beach, na Flórida,anteontem.

Foram várias pérolas, registra o The Intercept.

Vai dar “carta branca para o policial matar”.

O trabalhador vei ter de decidir “ou menos direitos e emprego, ou todos os direitos e desemprego”.

“O Trump vai ter um grande aliado no Hemisfério Sul”.

Mas mais chocante foram o “mito” e sua platéia aos gritos, em coro: “USA, USA, USA!”

E depois, de maneira tosca, prestando continência à bandeira norte-americana –  tosca e ilegal, pois só se presta o gesto a bandeira estrangeira em ato oficial.

Quem sabe não vai  ensinar as criancinhas trocarem o verde-amarelo logo pelo branco-azul-vermelho. Afinal, também tem estrelinha, não é?

E estes sujeitos vêm falar em patriotismo.

Se o Brasil fosse mais perto da Coreia do Norte já oferece um enclave para servir de base militar nuclear para o Trump.

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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/continencia-de-bolsonaro-bandeira-americana/

Lava Jato, um modo simples de enriquecer os fiscais da probidade

05.09.2017
Do portal JORNAL GGN
Por Luís Nassif

A declaração do professor Rene Ariel Dotti, advogado da Petrobras na Lava Jato, sobre o PT, em artigo no blog, traz à luz o contexto dos custos da advocacia da Petrobras, hoje na área externa dominada pela empresa Hogan Lovells, de Washington, que já levou 300 milhões de dólares em honorários e domina completamente essa área dentro da estatal.

A Hogan chegou à Petrobras em 2012, quando o diretor jurídico da Petrobrás Venezuela S.A., Diógenes Bermudez, saiu da empresa e foi para a Hogan Lovells.

Bermudez é formado pela Universidade Central da Venezuela e com especialização na Georgetown University. Antes de ir para a Petrobras Venezuela trabalhava na PDVSA como diretor jurídico da sua subsidiária Lagoven. Quando foi para a Hogan Lovells levou junto a conta da Petrobras Venezuela e a partir de Washington, sua base hoje comanda a conta da cliente Petrobras global, um mega cliente.

Mesmo os concorrentes norte-americanos da Hogan Lovells, grandes escritórios reunidos em torno de uma associação no Brasil, consideram os honorários um exagero. Principalmente porque a Petrobras não precisa abrir licitação, pois foi dispensada por uma lei especial para contratar e pagar sem fiscalização de qualquer escritório.

Não é o único supernegócio de escritórios de advocacia com a Petrobras. Na ação junto ao Departamento de Justiça contratou o Baker Mackenzie, também caríssimo e outro escritório de monitoramento, de confiança do Departamento de Justiça, que fica dentro da própria empresa.

Com esse nível de honorários, a transparência é fundamental, pois a faxina da propina poderá custar mais caro ainda para a Petrobras do que a própria corrupção, se não houver transparência na contratação.

Hoje em dia, o mercado de compliance se tornou uma mina de ouro para os escritórios de advocacia norte-americanoa. Os honorários são tão exagerados que muitas multinacionais recriaram seus próprios departamentos jurídicos para fugir desse nível de honorários. Foi o caso da gigante de química Dupont, cuja história tornou-se reportagem da Business Week

Há suspeitas de que a Hogan possa ter sido apadrinhada por Ellen Gracie e Durval Soledade, membros da “comissão de investigação” criada para supervisionar os escritórios estrangeiros. Ambos fazem parte da CGI (Comissão de Gestão de Investigação) da Eletrobras, que também contratou o escritório Hogan. O escritório de Ellen Gracie foi contratado por R$ 4 milhões, sem licitação, justamente para supervisionar os escritórios contratados. E aumentou em cinco vezes o trabalho inicial estimado e, obviamente, os custos.

Alerta um experiente advogado da área, que se as relações do cliente com escritórios não forem claramente competitivas há um contexto perigoso no sistema de faturas mensais, com cobrança por horas trabalhadas e não por resultado: as pendências não acabam nunca porque quando acabarem cessam as faturas e se ninguém contesta a coisa vai por anos a fio. Esse é um dos grandes negócios inventados pelos EUA para vender serviços.

Seria conveniente que o presidente da Petrobras, Pedro Parente, clareasse mais os critérios de atuação dos advogados e escritórios contratados. Afinal, se a Petrobras se tornou uma “empresa ética”, como apregoa Parente, os mega custos jurídicos precisam ser transparentes e fiscalizados.

O advogado René Ariel Dotti

Chamou atenção a entrevista de Dotti ao Estadão.

Contratado a peso de ouro como advogado de acusação da Petrobras, deu uma entrevista com viés partidário. Ficou a dúvida se ele vende seus serviços como um advogado que atua tecnicamente ou se está incluído na conta o ativismo político.

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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-um-modo-simples-de-enriquecer-os-fiscais-da-probidade-por-luis-nassif

A vingançazinha da Lava Jato contra Reinaldo Azevedo

24.05.2017
Do BLOG DA CIDADANIA,
Por Eduardo Guimarães

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Na última terça-feira, meu nome foi lembrado por muita gente na internet por conta da vingança sórdida da Lava Jato contra o jornalista Reinaldo Azevedo. Antes de comentar mais esse episódio triste e danoso à democracia, porém, há que rever o meu caso pela perspectiva de mais esse jornalista pisoteado pelo arbítrio estatal vigente no país.

Vamos rever o que Azevedo escreveu sobre a investida da Lava Jato contra este blogueiro em 21 de março último.

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Reinaldo não me conhece. Se conhecesse, saberia que, aqui nesta página, defendi até Fernando Henrique Cardoso e Gilberto Kassab (quando era cupincha do José Serra) por terem sido alvo de baixarias da esquerda.

O mais engraçado é que sempre que eu relatava que mantive contato com Reinaldo Azevedo durante bastante tempo, travando com ele debates sobre o que ele publicava na revista do Luiz Carlos Mendonça de Barros, a Primeira Leitura, muitos duvidavam, achavam que era invenção.

Sim, minha relação com Reinaldo era cortês. E até divertida. Certa feita, trocamos acho que uma dezena de e-mails até ele se dar por vencido no debate que travamos sobre a falta de isenção da grande imprensa e, assim, oferecer-me espaço em sua revista para eu manifestar minha posição.

Obviamente que declinei do convite, dizendo a ele que não tinha nada a dizer ao tipo de gente que lia a Primeira Leitura.

Mas o jornalista se enganou quando se queixou das críticas que venho lhe fazendo desde meados da década passada, quando a Veja o contratou.

Azevedo diz que eu o insultava. Não eram insultos, era inconformismo com a desgraça que ele estava ajudando a implantar no Brasil e que terminou por vitimá-lo. Esses cretinos que hoje ele chama de “direita xucra” foram criados por ele.

O termo “petralha”, essa tese odienta que envenenou gente de mente curta e língua comprida, ajudou a criar o caldo de cultura que exalta um bando de esbirros de uma ditadura policialesca que congrega setores do judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, sem falar nos grupos de mídia e em partidos que, tal qual Azevedo, já começam a entender que o arbítrio nunca se basta, sempre quer mais.

Pobre Reinaldo Azevedo. Não sabia o que estava fazendo. Tão erudito, não estudou a história mais recente do país no capítulo dedicado a Carlos Lacerda, quem, como o agora ex-colunista da Veja e ex-apresentador da Jovem Pan, achou que poderia se dar bem com o arbítrio até descobrir o mesmo que seu herdeiro político-ideológico.

Lacerda, para quem não sabe, foi um jornalista e político de direita que pediu e ajudou a implantar a ditadura militar no Brasil de 1964.

Em novembro de 1966, porém, descobriu que ditaduras só são boas para os ditadores e lançou a Frente Ampla, movimento de resistência ao regime militar (1964-1985), que seria liderada por ele com seus antigos opositores João Goulart e Juscelino Kubitschek.

Lacerda foi cassado em dezembro de 1968 e levado preso para um Regimento de Cavalaria da Polícia Militar. Morreu vítima de infarto no miocárdio.

Reinaldo, como Lacerda, vibrou com o golpe, vibrou com a Lava Jato até que esta começasse a chegar perto do grupo político que ele integra, ou seja, a eterna aliança demo-tucana.

Reinaldo também é muito ligado a Gilmar Mendes e José Serra, além de Aécio Neves.

A Lava Jato havia grampeado a irmã de Aécio e flagrou uma conversa dela com Reinaldo. Uma conversa sem maior importância, mas na qual ele criticou a Revista Veja por ter publicado capa atacando o tucano.

Reinaldo fez na ligação o que vem fazendo publicamente. Nada havia contra ele. Foi uma vergonha o que a Lava Jato fez. Divulgou a gravação para o jornalista perder o emprego.

A Lei 9.296/1996 regula o uso de interceptações telefônicas em processos e determina que a gravação que não interessa à produção de provas em processo deve ser destruída. É o caso da gravação que a Lava Jato divulgou para prejudicar Azevedo.

Reinaldo diz que me defendeu mesmo sem eu merecer e que defendeu Lula do arbítrio porque é o que manda o Estado de Direito.

Perdoe-me, Reinaldo, não quero tripudiar, mas você precisa refletir que ninguém é bobo. Todo mundo sabe que você me defendeu, defendeu Lula e começou a criticar a Lava Jato porque sabia que a batata do seu grupo político estava assando.

Espero que não haja nada de mais grave envolvendo Reinaldo. E até acho que não vai haver.

Minha percepção é a de que a divulgação dessa gravação foi uma vingançazinha da Lava Jato por Reinaldo criticar a operação policialesca que está fazendo mais mal do que bem ao Brasil, pois, apesar de pegar alguns corruptos, está acabando com a economia e criando uma perigosa horda fascista que não se sabe aonde vai parar.

Reinaldo, espero que você tire uma lição de tudo isso. E espero que em seus novos empreendimentos use sua inteligência prodigiosa, seu português castiço, prazeroso de ler, para ajudar a desfazer o mal que você mesmo fez ao criar esses zumbis fascistas que acabaram se voltando contra o seu criador.

Boa sorte, Reinaldo. De coração.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2017/05/a-vingancazinha-da-lava-jato-contra-reinaldo-azevedo/

 

Pai de Fred, o primo de Aécio, confirma desabafo: “Ele não honra a memória do pai e do avô”

22.05.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

LUCAS FERRAZ

Circulou nas redes sociais, neste domingo (21), um texto atribuído ao desembargador aposentado Lauro Pacheco de Medeiros Filho com fortes críticas ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Nele, o pai do advogado Frederico Medeiros, preso na semana passada por buscar parte da propina acertada pelo primo com o dono da JBS, desabafa: falta a Aécio “qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República”. O Truco – projeto de checagem de dados da Agência Pública – verificou a postagem e constatou que o texto é verdadeiro.

A informação foi confirmada à Pública pelo próprio Lauro. “[Meu filho] fez aquilo de boa fé. Fiquei com um sentimento de revolta muito grande com o Aécio. Sempre fui um admirador dele, mas a decepção é grande, com aquela imagem de bom moço…”, afirmou.

Advogado e empresário, Frederico é filho do primeiro casamento de Lauro com uma das sobrinhas de Risoleta Neves, avó de Aécio que foi casada com Tancredo Neves por quase 50 anos. Lauro foi nomeado procurador-geral da Justiça em Minas Gerais quando o tio torto Tancredo assumiu o governo do Estado, em 1983. Mais tarde, Frederico também faria parte do governo do primo, entre 2003 e 2010, atuando em órgãos como a Cemig, além de ter sido um dos coordenadores de sua campanha presidencial em 2014.

“Aécio não honra a memória do avô e do pai, Aécio Cunha, que era um político honestíssimo”, afirma Lauro Pacheco, que tem 78 anos e vive em Belo Horizonte. Ele foi visitar o filho na Penitenciária Nelson Hungria, onde Frederico está preso – junto com o assessor parlamentar e cunhado do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima – desde a quarta-feira da semana passada. “Ele está bem, numa cela isolada.” Sobre as especulações de que o filho poderia fazer uma delação premiada, Lauro nega. “Ele jamais faria uma delação. Ele não sabe de nada, o Fred caiu numa enrascada”, disse.

Frederico Medeiros foi pelo menos duas vezes à sede da JBS, em São Paulo, para buscar parte da propina acertada entre o primo, Aécio Neves, e o dono da JBS, Joesley Batista. O diálogo sobre o acerto com o agora senador afastado foi gravado por Joesley. “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, disse o empresário, sobre a entrega de R$ 2 milhões para o senador. Aécio respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu, porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”.

Ao buscar parte da propina, Frederico revelou preocupação, segundo as interceptações realizadas com a autorização da Justiça: “Outro dia estava pensando. Acordei à meia-noite e meia, o que estou fazendo? O que tenho com isso? Eu não trabalho para o Aécio, eu não sou funcionário público, sou empresário. Trabalho para sobreviver”, disse o primo para Ricardo Saud, diretor de relações institucionais da J&F. O primo de Aécio deixa claro que estava cometendo uma ilegalidade. “Eu tenho com o Aécio um compromisso de lealdade que o que precisar eu tenho de fazer. Eu falei, olha onde eu tô me metendo”, disse, para o diretor da J&F.

Sobre a situação do filho, preso numa “enroscada”, segundo ele, provocada pela deslealdade de Aécio, Lauro Pacheco de Medeiros Filho concluiu: “É uma pena”.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/pai-de-fred-o-primo-de-aecio-confirma-desabafo-ele-nao-honra-memoria-do-pai-e-do-avo/

Câmara Federal piorou reforma da Previdência para servidor público

15.05.2017
Do portal RDNEWS, 11.05.17
Por Congresso em Foco

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O relatório da reforma da Previdência aprovado ontem em comissão especial na Câmara é, para o funcionalismo público, pior do que a versão original enviada pelo governo ao Congresso, segundo representantes de servidores públicos. Em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara, os participantes foram unânimes ao afirmar que o relator, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), criou condições mais duras principalmente para o servidor, principalmente aqueles que entraram para a administração pública antes de 2003. 

As entidades que participaram do encontro prometeram lutar para convencer os deputados a reverem as regras para a aposentadoria do funcionalismo na votação em plenário. “Essa reforma vai na linha da retirada de direitos para, então, fazer a redução de despesas. O Estado deveria estar atrás de mecanismos para melhorar a receita, diminuir isenções e anistias, ser mais efetivo na cobrança da dívida ativa”, criticou o vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Floriano Martins. 

Regras de transição 

Para os futuros servidores, o texto aprovado fixa idades mínimas de aposentadoria de 62 anos para a mulher e 65 anos para o homem. O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos. Já os atuais servidores serão submetidos a regras de transição conforme a data de ingresso no setor público. 

Marcelo Barroso, do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, promete questionar a reforma na Justiça. Ele lembrou que já foram feitas outras mudanças nas regras de aposentadoria dos servidores. “As reformas que vieram nas emendas 20, de 1998; 41, de 2003; e 47, de 2005, principalmente, já deram uma guinada para que o deficit [da Previdência] seja reduzido.” 

Antes de ir a Plenário, a comissão especial votará, na próxima terça-feira (9), os destaques apresentados à matéria. Deputados favoráveis à reforma não participaram da audiência pública. Eles consideram que os representantes dos servidores públicos defendem privilégios. 

Principais mudanças 

A proposta de reforma da Previdência aprovada na comissão especial prevê regras diferentes de acordo com a data de entrada no serviço público. Quem entrou depois da criação dos fundos de previdência complementar, em 2012, vai seguir as regras dos trabalhadores do setor privado para o cálculo da aposentadoria: 70% da média das contribuições desde 1994, mais um percentual por ano que contribuir acima do mínimo de 25. O teto é o mesmo do INSS, e o reajuste vai ser feito pela inflação. A idade mínima será de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, com regra de transição começando com 60 anos para eles e 55 anos para elas – que já são a idade mínima para aposentadoria dos servidores públicos. 

Antes de 2003 

Os que ingressaram na administração pública antes da reforma de 2003 têm duas opções. Pela regra atual, podem se aposentar com 60 anos se forem homens e 55 se forem mulheres, recebendo o valor do último salário – a chamada integralidade – com reajuste igual ao de quem está na ativa – a chamada paridade. 

Com a nova reforma, para garantir a integralidade e a paridade, terão de trabalhar até os 65 anos, se forem homens, ou 62, se forem mulheres.  Se preferirem se aposentar antes, com a idade prevista nas regras de transição, o valor da aposentadoria vai ser igual a 100% da média das contribuições desde 1994. Como essas contribuições são de 11% do total do salário, superando o teto do INSS, o valor da aposentadoria também poderá ficar acima do teto. 

Já quem entrou no serviço público depois de 2003 e antes de 2012 passa a receber 70% da média das contribuições desde 1994, mais um percentual por ano que contribuir acima do mínimo de 25. O valor da aposentadoria ainda poderá ser superior ao teto do regime geral. O reajuste ocorrerá pela inflação.

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Fonte:http://www.rdnews.com.br/nacional/camara-federal-piorou-reforma-da-previdencia-para-servidor-publico/84734

A reação do mundo ao bombardeio dos EUA na Síria

19.04.2017
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 07.04.17

Respostas da comunidade internacional sobre o bombardeio dos EUA na Síria conduzido por Trump mostram como o planeta está dividido em relação aos rumos dessa guerra

bombardeio dos eua síria

Os Estados Unidos realizaram a sua primeira ofensiva militar contra o exército da Síria na noite desta quinta-feira ao bombardear a base aérea de Al-Shayrat, província de Homs.

O movimento foi uma resposta ao suposto ataque químico conduzido pelo regime de Bashar Al-Assad no início da semana em Khan Sheikhun, em Idlib.

O ataque americano aconteceu na base de onde os aviões em tese responsáveis pelo massacre químico teriam decolado.

Segundo o Pentágono, essa base é, ainda, o local no qual o governo sírio estaria armazenando essas armas. 59 mísseis foram lançados pelos EUA do Mar Mediterrâneo.

Autoridades de Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Canadá e Israel manifestaram nesta sexta-feira (07/04) seu apoio ao bombardeio dos Estados Unidos.

Confira as reações da comunidade internacional:

SÍRIA. O comando do exército da Síria rechaçou a ação militar americana contra a sua base aérea e segue afirmando não ter tido qualquer responsabilidade sobre o uso de armas químicas contra civis. Ao todo, o ataque deixou 9 mortos e dezenas de feridos. Para as autoridades sírias, ao bombardear o regime de Assad, os EUA fortaleceram o grupo extremista Estado Islâmico, que tenta estabelecer um califado na Síria e Iraque, e o Frente de Conquista do Levante (ex-Frente Al-Nusra que já foi ligado à rede Al Qaeda). Agora, o governo promete realizar “a maior ofensiva” contra os rebeldes e disse que os americanos foram convencidos a agir depois de terem sido “inocentemente convencidos por uma campanha falsa de propaganda”.

RÚSSIA E IRÃ. Moscou também condenou o ataque, o classificando como uma agressão a um Estado soberano e violação de direito internacional, e anunciou nesta manhã a suspensão de um acordo firmado com os EUA no qual os países coordenavam suas ações militares na Síria. Acusa, ainda, o governo Trump de usar o episódio para desviar a atenção da situação em Mosul (Iraque), onde o exército americano lidera uma ofensiva contra o EI e tenta retomar o controle da cidade. Aliado de Assad, o país também nega que o regime sírio disponha de armas químicas. O Irã, por sua vez, “condena energicamente” o bombardeio.

BOLÍVIA. O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que o ataque dos Estados Unidos em represália ao suposto bombardeio com armas químicas em uma cidade do interior da Síria, é uma “ameaça à segurança internacional e à paz mundial. “Esta ação ameaça a segurança internacional e a paz mundial. As ações unilaterais são ações imperiais. Aos EUA não interessa o direito internacional, deixa de lado a ONU quando convém. Não partilho de países que dizem defender a democracia, a paz e a institucionalidade e que, agora, apoiam a intervenção militar unilateral. Penso e sinto, espero não estar equivocado, que as armas químicas na Síria são uma desculpa para uma intervenção militar. O ataque dos EUA contra a Síria é uma ação que viola os princípios da Carta das Nações Unidas. Problemas internos de países se resolvem com diálogo, não com bombardeios”, disse.

VENEZUELA. O governo da Venezuela, em nota, condenou a ação dos EUA. “Preocupa profundamente que fatores imperiais justifiquem e legitimem intervenções militares ao governo sírio, endossando ações de grupos terroristas e extremistas, mediante falsos positivos. Este ataque permitiu, além do mais, a recomposição logística dos grupos terroristas, que seguidamente atacaram o exército nacional sírio”.

ARGENTINA, CHILE, COLÔMBIA, MÉXICO, PERU E URUGUAI. Os governos de Argentina, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai manifestaram, em comunicado conjunto, sua profunda preocupação com a escalada da violência na Síria, e condenaram energicamente o uso de armas químicas contra a população civil, em particular crianças.

CANADÁ O gabinete do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, se manifestou nessa manhã em apoio ao governo Trump e reforçou a sua posição por “esforços diplomáticos” para resolver a crise no país. “O ataque em Idlib nesta semana e o sofrimento dos sírios são crimes de guerra inaceitáveis”, pontuou sobre o suposto uso de armas químicas pelo regime Assad.

JORDÂNIA E ARÁBIA SAUDITA. No Oriente Médio, Jordânia e Arábia Saudita, aliadas de longa data dos EUA, também apoiaram a ação. A Jordânia classificou a ação do país como “necessária e apropriada”, enquanto os sauditas elogiaram o que chamaram de “decisão corajosa” de Trump.

REINO UNIDO. O governo da conservadora Theresa May apoiou os EUA completamente e classificou o ato como “resposta apropriada ao ataque bárbaro com armas químicas cometido pelo regime sírio”.

ALEMANHA E FRANÇA. Angela Merkel e François Hollande divulgaram um comunicado conjunto no qual atribuíram ao governo Assad “plena responsabilidade” pela resposta americana.

TURQUIA. Aliada dos rebeldes que lutam contra Assad, a Turquia enxergou o ataque como positivo e nota que Assad tem de ser punido “no plano internacional”. Além disso, o país cobrou a criação de uma zona de exclusão aérea na Síria que possa proteger a população de novos bombardeios.

CRUZ VERMELHA. Uma das organizações humanitárias mais ativas na Síria, a Cruz Vermelha classificou o conflito no país como “conflito armado internacional”. Sem se posicionar exatamente sobre a ação militar, a entidade lembrou que, à luz do Direito Humanitário Internacional, todo conflito, interno ou externo, deve observar a proteção de civis e instalações médicas.

LULA. O ex-presidente Lula se pronunciou, nesta sexta-feira (7), sobre a atual situação na Síria. É preciso que a gente apure se a Síria usou armas químicas mesmo. A guerra do Iraque aconteceu porque os americanos afirmaram que o Saddam Hussein tinha armas químicas. Invadiram o Iraque, mataram o Saddam Hussein e até hoje não encontraram armas químicas”. O ex-presidente disse que esperava mais “equilíbrio” por parte dos Estados Unidos. “Não sei a que pretexto os americanos bombardearam a Síria. Parece que esse presidente é meio confuso.”

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/04/a-reacao-do-mundo-ao-bombardeio-dos-eua-na-siria.html