DIREITA GOLPISTA E NAZISTA:Direita xucra ignora que Hitler perseguiu judeus e comunistas

16.08.2017
Do BLOG DA CIDADANIA,15.08.17
Por Eduardo Guimarães

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“Dizer que o nazismo foi de esquerda é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, segundo Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário disse recentemente à BBC.

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Na verdade, é mais do que isso. Não é só ignorância. Não raro, essa releitura histórica absurda é espargida por nazistas “naturais” que não sabem que são nazistas – e muito menos o que foi o nazismo.

O nazismo entrou em pauta por conta dos choques de neonazistas e supremacistas brancos contra grupos antirracistas na cidade universitária norte-americana de Charlottesville.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado(12). Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Vale ver ou rever reportagem sobre o caso para entender a origem de um surto que acometeu a direita xucra tupiniquim, nazifascista pela própria natureza.

Sou nazista, sim“, berrava o MBL norte-americano no último sábado (12). Os nazistas ianques pelo menos sabem que são nazistas. Os daqui, além de não saberem imputam sua ideologia – e os próprios métodos – à esquerda, em um rasgo quilométrico de burrice, falta de instrução e problemas psicológicos sérios.

Uma mocinha no Twitter definiu bem o que acontece no Brasil

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Mas, afinal, o nazismo foi um movimento de esquerda ou de direita? Há uma corrente nova de historiadores que fala em “confusão de conceitos” e afirma que o nazismo se apresentava como uma “terceira via”, não sendo, portanto, “nem de direita, nem de esquerda”…

Igualzinho ao partido inventado por Gilberto Kassab.

“Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial para enfrentar o socialismo marxista que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917, afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Porém, como no caso da Venezuela, não importa quantas provas apareçam que a direita xucra não aceita e fica repetindo – e contaminando outros ignorantes – que o nazismo foi de esquerda e que Hitler era uma espécie de Lula…

nazi 7Apesar de alguns dizerem que o nazismo também não gostava da direita, isso é ridículo. Eu e tantos outros aproveitamos a onda fascista que engolfou o Brasil em 2013 – e que ainda não refluiu – para estudar a ascensão do nazifascismo na Alemanha dos anos 1920, 1930 e sabemos que tudo isso é uma enorme besteira.

Por acaso o nazismo perseguiu empresários que não fossem judeus? Por acaso o nazismo perseguiu capitalistas? Não. O nazismo foi, também, uma caça interminável e irrefreável a judeus e comunistas. Essa era a base “popular” do nazismo: apontar judeus e comunistas como “inimigos da pátria” e jogar tudo de ruim nas costas deles.

Assim como fazem em um certo país gigante da América do Sul com comunistas e nordestinos.

A história não mente e seus fatos não comportam interpretações.

Em 8 de março de 1933, Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha cassando os mandatos de seus deputados. Dirigentes foram presos ou perseguidos e, uma semana depois, a agremiação foi proibida, segundo a Deutche Welle.

A tropa de assalto nazista marchou com suas tochas pelo Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler. Políticos conservadores não acreditavam que ele permanecesse por muito tempo no poder, mas o homem do uniforme marrom estava obcecado pela conquista do mundo e começou amplas reformas na Alemanha.

Ditadores tratam e começar suas ditaduras por uma onda de reformas, para salgar a terra em que antes vigia a democracia.

Poucos dias depois, no final de fevereiro, porém, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio. Os nazistas, muito provavelmente os autores do atentado, aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas contra os comunistas.

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O ministro Hermann Göring apresentou novas medidas voltadas principalmente contra os comunistas, acusados por Hitler de ser mentores do atentado incendiário.

Wilhelm Pieck, membro do Comitê Central, já havia advertido para o perigo nazista em 1932. Num apelo aos seus camaradas, sugeriu a movimentação em massa contra os fascistas e defendeu a aliança com a União Soviética.

No dia 15 de março de 1933, o Partido Comunista Alemão (KPD) foi proibido, colocado na ilegalidade, assim como fizeram as ditaduras militares sul-americanas no século passado.

De volta à Alemanha nazista, cada vez mais comunistas eram presos. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, prometeu, então, que não deixaria a perseguição aos opositores apenas ao encargo da polícia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento esquerdista reorganizou-se. Na Alemanha Oriental, comunistas e social-democratas criaram o Partido Socialista Unitário. De alguma forma, a República Democrática Alemã (RDA), dita Alemanha Oriental, foi resultado da perseguição de Hitler à esquerda.

No Brasil, a perseguição destro-midiático-nazifascista contra a esquerda e o comunismo tem muito da perseguição de Hitler à esquerda e ao comunismo alemães do início do século passado… Às vezes a história se repete como tragédia mesmo, como sugere o vídeo abaixo.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2017/08/direita-xucra-ignora-que-hitler-perseguiu-judeus-e-comunistas/

Dirigentes da CNTSS/CUT realizam reunião para planejar defesa dos trabalhadores e da Seguridade Social

10.06.2017
Do portal da CNTSS/CUT
Por Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

Encontro teve como proposta aprofundar e atualizar estratégias e ações tendo como referência Plano de Lutas aprovado no 7º Congresso da Confederação

Aconteceu na última semana de maio, entre os dias 25 a 27, em São Paulo, a primeira reunião da Direção da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social eleita durante o seu 7º Congresso, realizado em novembro de 2016 na cidade de Atibaia (SP). A atividade permitiu aprofundar o Plano de Lutas aprovado naquele momento e atualizar as estratégias de combate dos trabalhadores da Seguridade Social frente aos novos desafios colocados pelas conjunturas política e econômica do país; além de estabelecer ações prioritárias para os próximos períodos.

Os trabalhos tiveram início na manhã da quinta-feira, 25, com a composição da mesa de abertura, que contou com a participação dos advogados Fernando Hirsch e Nilo Beiro, do Escritório LBS, e de Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional. A mesa foi presidida por Sandro Alex de Oliveira Cezar em pareceria com Sandra de Oliveira da Silva, respectivamente presidente e secretária geral da Confederação. Os convidados fizeram uma análise de conjuntura tendo como pano de fundo as ações do governo golpista de Michel Temer nestes últimos meses e as principais medidas que vem sendo tomadas contra a classe trabalhadora.

Para o presidente da Confederação, Sandro Alex de Oliveira Cezar, a reunião acontece em um momento especial da conjuntura brasileira onde a resistência dos trabalhadores aos desmandos do governo ilegítimo de Temer tem crescido e atingido os demais segmentos sociais. A reunião teve três dias de debates a partir das contribuições dos convidados e das lideranças presentes que trouxeram as referências das lutas em seus Estados. Também foi um momento de integração entre os dirigentes mais antigos e os que ingressaram agora depois do 7º Congresso Nacional da CNTSS/CUT.

“Tivemos três dias de intenso debate com bastante conteúdo sobre a conjuntura e o momento em que o Brasil vive. Esta discussão nos orienta em nossas ações para fazer o combate às reformas da Previdência e Trabalhista que visam destruir os direitos dos trabalhadores e os sindicatos construídos pela classe trabalhadora brasileira. Fechamos estas discussões com um bom conjunto de propostas e encaminhamentos que nos ajudarão a tocar o próximo período em nossos Estados por meio de nossos sindicatos e da Direção da CNTSS/CUT,” conclui o presidente da Confederação.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Antônio de Lisboa

Os trabalhos da mesa tiveram início com o dirigente da CUT Nacional que recuperou as principais iniciativas desenvolvidas pela Central na defesa dos trabalhadores e seus direitos a partir das lutas contra a Terceirização, as PECs – Propostas de Emendas à Constituição e as reformas da Previdência e Trabalhista encaminhadas pelo governo usurpador de Michel Temer em conluio com o PSDB. Uma extensa agenda de lutas tem sido mantida na ordem do dia pela CUT, demais Centrais Sindicais e os movimentos sociais, por meio das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, além de segmento religiosos de destaque.

“Tem sido muito importante a denúncia do golpe e sobre a retirada de direitos nos veículos de imprensa internacionais e no campo da OIT – Organização Internacional do Trabalho. Os ataques do governo atingem fortemente os trabalhadores e os sindicatos mais fracos. São prejuízos que sofreremos décadas para recuperar. O que está em jogo agora não é só a questão do emprego, mas também o futuro do país. São medidas duras assumidas pelo governo ilegítimo de Temer para pagamento do golpe que tirou Dilma da presidência e para se manter no poder. Nós temos tido condição de enfrentamento que os golpistas não imaginavam que teríamos. Temos que continuar na nossa luta,” afirma Lisboa.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Nilo Beiro

Os advogados convidados fizeram uma explanação mais detalhada a partir do olhar jurídico sobre as medidas tomadas pelo governo contra os trabalhadores e seus desdobramentos. O foco se deu, principalmente, sobre as reformas da Previdência e Trabalhista, tendo maior destaque está última, afinal são quase duzentas medidas que destroem os direitos instituídos na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Nilo Beiro abordou de forma mais ampla as medidas com a finalidade de demonstrar o desmonte do Estado e deixou o detalhamento para ser feito por Fernando Hirsch.

Observou, com o caso do uso das Forças Armadas no “Ocupa Brasília”, que que estamos vivendo num Estado policial. Lembrou do desmonte do Estado brasileiro realizado por Temer. Como exemplos citou as propostas de venda dos quatro maiores reservatórios de petróleo em aguas profundas do mundo, sem a participação da Petrobras; venda de terras brasileiras para estrangeiros; a utilização do espaço aéreo nacional para os estrangeiros; e a ocupação da Base de Alcântara pelo exército norte-americano. São medidas de subserviência ao capitalismo financeiro internacional. É um grande movimento de venda dos ativos nacionais e de desmonte da Constituição Federal de 1988 nos aspectos sociais e de soberania nacional.

“O que vemos aqui no Brasil é a volta dos pressupostos liberais do final do século XIX que trouxeram como resultados as duas grandes guerras mundiais. Vemos agora a tentativa de desmonte do Direito do Trabalho, uma grande conquista dos trabalhadores. No Brasil é um ramo novo da Justiça que começou perto das décadas de 20 ou 30 do século passado e tem como princípio o direito protetivo do trabalhador, que é a parte mais fraca do sistema produtivo capitalista. As reformas, principalmente a Trabalhista, acabam com este princípio de direito de proteção à dignidade humana dos trabalhadores. As leis passam a ser regidas exclusivamente pelo mercado. Há um ataque aos sindicatos e aos espaços da Justiça do Trabalho, “ aponta Nilo Beiro.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Fernando Hirsch

Fernando Hirsch dá continuidade à fala de Beiro destacando principalmente os principais pontos da Reforma Trabalhista, que, para ele, é uma verdadeira bomba contra os trabalhadores e à CLT. O advogado reforça a informação que são quase duas centenas de medidas prejudiciais aos trabalhadores trazidas pela Reforma Trabalhista. Apresenta rapidamente a sequência de medidas tomadas pelo governo Temer contra os trabalhadores e a soberania nacional neste último ano.

Reforma trabalhista tem muitos detalhes capciosos que prejudicam os trabalhadores e suas instituições. Nos vemos a construção de uma leitura do Direito do Trabalho na ótica dos empresários. Um dos defensores desta postura é o próprio presidente do TST – Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Ives Gandra Martins. O STF – Superior Tribunal Federal também tem apresentado posições contrárias aos trabalhadores. São formas de agir que prejudicam a Justiça do Trabalho. A falácia que a CLT está ultrapassada não se sustenta porque a cada ano sempre há mudanças em artigos para atualização. A reforma trabalhista muda o paradigma de defesa do trabalhador, “ conclui Fernando Hirsch.

Os debates prosseguiram com a discussão e atualização das ações de ataque realizadas contra a Assistência Social. A apresentação foi pensada no sentido de ampliar o leque de discussões dentro da Confederação sobre os avanços conquistados nos últimos anos e os desafios colocados para manutenção das políticas e a defesa dos profissionais. Este momento contou com a contribuição dos diretores da Confederação Margareth Alves Dallaruvera e Benedito Augusto de Oliveira, o Benão, também dirigentes da FENAS – Federação Nacional dos Assistentes Social e FNTSUAS – Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS – Sistema Único da Assistência Social.

A agenda da reunião previu também um momento em que os dirigentes puderam apresentar como estão sendo conduzidas as lutas em seus estados e os desafios colocados para os trabalhadores da Seguridade Social. Foi um ponto em que todos puderam contribuir com informações e sugestões. A partir de todo este arcabouço de informações, as lideranças se debruçaram na elaboração de novas estratégias e medidas para atualizar o Plano de Lutas e definir os próximos passos que serão dados na defesa dos trabalhadores e da Seguridade Social. Para finalizar, foram escolhidos os dirigentes que representam a Confederação nos espaços de resistência e diálogo presentes no governo federal e que passaram a existir por conta da luta dos trabalhadores.

 

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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/destaques/2882/dirigentes-da-cntss-cut-realizam-reuniao-para-planejar-defesa-dos-trabalhadores-e-da-seguridade-social#ad-image-0

Paneleiros e trouxinhas hipócritas estão tontos de tanto ver corrupção

09.06.2017
Do Twitter de 

Paneleiros e trouxinhas hipócritas estão tontos de tanto ver corrupção de quem eles defenderam para derrubar a honrada Dilma! Ah, vá…

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Fonte:https://twitter.com/turquim5/status/873338364921032704/photo/1

Aécio pressionou Temer para mudar comando da Polícia Federal

30.05.2017
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 

Novo áudio divulgado nesta terça-feira (30) revela que Aécio Neves (PSDB) sugeriu a Michel Temer (PMDB) que trocasse o comando da Polícia Federal. O senador também reclama do então ministro da Justiça, que deixou o cargo nesta semana, por ele não intervir na Lava Jato

aécio neves michel temer

Em conversa gravada e entregue à Procuradoria-Geral da República pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ao empresário que pressionou o presidente Michel Temer (PMDB) para que realizasse mudanças na Polícia Federal. As informações são da Folha de S.Paulo.

A conversa foi gravada no dia 24 de março, no Hotel Unique, em São Paulo. No encontro de Aécio com Joesley, o tucano disse ao empresário que o governo deveria aproveitar a crise gerada pela Operação Carne Fraca para fazer mudanças que incluíam a troca do diretor-geral da PF, Leandro Daiello.

Diante do comentário, Joesley ressaltou: “Não vai ter outra. Porque nós nunca tivemos uma chance onde a PF ficou por baixo, né?” Aécio concordou: “Aí vai ter quem vai falar, ‘é por causa da Lava Jato”’. No próprio comentário, o senador já emendou uma possível resposta que poderia ser dada pelo governo: “Não, é por causa da Carne Fraca”.

O nome de Daiello não é citado em nenhum momento da conversa, mas de forma cifrada, algumas referências são direcionadas a ele. “Tem que tirar esse cara”, disse Joesley. Aécio repetiu: “Tem que tirar esse cara”. Em um dos trechos, Aécio diz que “ele próprio [referência a Daiello] já estava preparado para sair”.

De acordo com Aécio, na conversa com Joesley, outros empresários estavam também preocupados e “pressionando” Temer pela mudança na PF. O tucano citou um jantar com o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, uma pessoa identificada como Pedro e Michel Temer.

“Pressionaram. A polícia tem que fazer um gesto. Errou. Não adianta os caras ficarem falando que não, a Polícia Federal tem que falar: ‘Ó, realmente foi um erro do delegado que, enfim, não dimensionou a porra. Era um negócio pontual. Em três lugares. Já está contido e tal’. O laudo, pãpãpã, e zarpar com esse cara”, disse o senador.

Na conversa, Aécio também faz críticas à nomeação de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça. De acordo com o senador, ele “não dá nenhum alô” – o comentário é uma referência a intervenção dele na Operação Lava Jato. Neste domingo (29), Temer tirou Serraglio do cargo e colocou Torquato Jardim.

Desde o dia 18 de maio, Aécio está afastado do cargo por uma decisão do ministro Edson Fachin, responsável pela Operação Lava Jato na Corte. A PGR havia pedido ainda a prisão preventiva do senador e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), mas o ministro negou. Alvo de seis inquéritos na Corte, Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em delação premiada.

Nos depoimentos de Joesley e de seu irmão Wesley Batista, Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. O empresário disse que o primeiro contato sobre o pedido do dinheiro foi realizado pela irmão de Aécio, Andrea Neves – presa em caráter preventivo desde o dia 18.

Congresso em Foco

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/05/aecio-pressionou-temer-para-mudar-comando-da-policia-federal.html

Temer resiste; bloco da mídia se divide e Globo fica sozinha na pressão pela renúncia

26.05.2017
Do blog ESCREVINHADOR, 20.05.17
Por Rodrigo Vianna

Temer fez um discurso forte neste sábado, e na avaliação deste blogueiro agiu de maneira certeira dentro das circunstâncias que lhe são bastante desfavoráveis.

O presidente mais impopular da história brasileira atacou Joesley safadão, o dono da JBS, mostrando o absurdo de uma delação que permite ao “criminoso” lançar uma sériede acusações e ir embora do Brasil tranquilamente sem passar 1 dia na cadeia.

Mas o ponto central da defesa foi outro. Temer abriu seu pronunciamento citando reportagem da Folha neste sábado, que apontara fortes indícios de que houve edição no áudio da conversa entre Joesley e o presidente. Temer encaminhou ao STF pedido para se paralise a investigação até que uma perícia oficial explique de que maneira ocorreu essa edição.

Até aqui falei de Temer, e de como sua defesa foi competente, atacando os pontos mais frágeis da acusação: a impunidade de Joesley e os sinais de adulteração no áudio.

Mas o que chama mais atenção é outro ponto. Os grandes grupos de mídia estão absolutamente divididos nesse processo. Desde o início chamou a atenção a forma açodada (beirando o desespero) com que a Globo agiu. O jornalista (?!) Lauro Jardim noticiou a conversa grampeada sem ter ouvido o aúdio! E escreveu que ali haveria clara anuência de Temer à proposta de Joesley de pagar pelo silêncio de Cunha.

Isso, de fato, não aparece na gravação. Lauro Jardim e a Globo embarcaram numa furada! Por que? Qual era a pressa? Havia sim outros trechos graves na fala, que só depois vieram à tona…

Na sexta (dia 19) a Globo divulgou editorial exigindo a renúncia de Temer. Escrevi aqui que esse editorial me pareceu mais um sinal de fraqueza e desespero.

A Folha não embarcou na aventura da Globo. E passou a mostrar as suspeitas de que o áudio tenha sido forjado. O Estadão, por sua vez, noticiou que um ex-braço direito de Janot trabalha no escritório contratado para negociar a delação de Joesley safadão.

Ou seja: Globo de um lado tenta derrubar Temer, associando-se a Janot e aos procuradores. Folha/Estadão de outro fornecem elementos para mostrar que o MPF e a Globo podem estar agindo de forma açodada e irresponsável.

A divisão na mídia reflete uma divisão mais profunda da qual já falamos aqui: Globo/ Partido da Justiça entraram em colisão total com a chamada direita política (Temer/PSDB/Gilmar Mendes). Esta, por sua vez, decidiu resistir. Com apoio de jornais que parecem ter preferido manter distância da operação comandada pela Globo.

Escrevemos esta semana que o objetivo claro da Globo e dos procuradores é “limpar o golpe”. Temer no poder só ajuda Lula a se fortalecer. Globo e o Partido da Justiça precisam enterrar os politicos conservadores e instalar um governo “técnico” que seja capaz de implantar as “reformas” sem que isso signifique do outro lado o fortalecimento de Lula.

No pronunciamento deste sábado, Temer deu a entender que é vitima de uma conspiração e  mostrou que a ideia de gravá-lo no Palácio foi fruto de um “grande planejamento”. Sem dúvida. A pergunta: quem mais participou dessa conspiração? Janot? A Globo?

O objetivo final seria levar Carmen Lúcia ou Henrique Meirelles (que era funcionário da JBS) à presidência, sob eleições indiretas. Esse o objetivo da Globo.

Há sinais claros de que a conspiração para derrubada de ter pode ter contado com a participação/anuência do seu ministro da Fazenda. Ouçam de novo o áudio da conversa e reparem como Joesley safadão tenta transformar Meirelles quase num herói: “o Henrique gosta mais de trabalhar do que ir à praia; o Henrique não atende minhas demandas”. Aham…

Olho nos movimentos de Meirelles. E na forma como ele sairá da crise nos próximos dias.

Mas este episódio mostra ainda duas coisas:

  • a família Marinho encontrou pela frente uma gangue de profissionais da política desesperados e dispostos a resistir;
  • a Globo já não fala sozinha e falhou na tentativa de derrubar o governo rapidamente.

Temer vai resistir: um, dois, três meses?

O mais provável é que caia no TSE. Mas Gilmar Mendes (também alvejado nos grampos da JBS) vai ajudar a fazer o serviço de derrubada de Temer? A ver…

Quanto mais tempo Temer ficar, maior a possibilidade de que as reformas percam força e sejam enterradas. Ao mesmo tempo, o movimento de esquerda ganha força nas ruas para pedir Diretas-já.

A divisão da mídia, o açodamento da Globo, e o desespero de Temer podem ser fatores decisivos no prolongamento de uma crise que já é tão grave como as que levaram à Revolução de 1930 e ao Golpe de 1964.

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/38170/

 

Maioria dos juízes do TST aponta 50 ‘lesões’ em projeto de reforma trabalhista

26.05.2017
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 25.05.17
Por  Redação RBA 

Proposta do governo irá reduzir, “de imediato ou a médio prazo”, várias dezenas de direitos individuais e sociais, afirmam magistrados. Oposição tenta conter tramitação 

Ministros do TST contra reforma trabalhista

Para ministros do TST, proposta de reforma “produz uma significativa redução do patamar civilizatório mínimo fixado pela ordem jurídica trabalhista vigorante no Brasil”

São Paulo – Dezessete dos 27 juízes que compõem o Tribunal Superior do Trabalho (TST), incluindo dois ex-presidentes (João Oreste Dalazen e Antônio José de Barros Levenhagen), posicionaram-se contra o projeto de lei (PLC 38) de reforma trabalhista, apontando 50 “lesões” a direitos. O documento foi entregue ontem (24) ao presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), e protocolado no gabinete do relator do texto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). A principal Corte trabalhista do país ratifica sua visão contrária à reforma do governo, contrariando inclusive o presidente do TST, Ives Gandra Filho. Hoje, Eunício recebeu alguns dos ministros signatários.

“A grande preocupação dos ministros do TST que subscrevem este documento – os quais contam, todos, com várias décadas de experiência diária no segmento jurídico trabalhista – é com o fato de o PLC n. 38/2017 eliminar ou restringir, de imediato ou a médio prazo, várias dezenas de direitos individuais e sociais trabalhistas que estão assegurados no País às pessoas humanas que vivem do trabalho empregatício e similares (relações de emprego e avulsas, ilustrativamente”, afirmam os magistrados. O presidente da Anamatra, associação nacional da categoria, Germano Siqueira, também participou da entrega.

Apenas a “ampla autorização” para a terceirização de serviços, afirmam, “produz uma significativa redução do patamar civilizatório mínimo fixado pela ordem jurídica trabalhista vigorante no Brasil”. O documento, de sete páginas, cita ponto a ponto os direitos que estariam expostos à redução ou eliminação, como horas in itinere (no percurso para o trabalho), “pactuação genérica” do regime de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, período de uma hora de refeição, entre outros, além de questões como aumento do trabalho em tempo parcial.

Segundo os juízes, o PLC 38 atinge não apenas o Direito individual e coletivo do Trabalho, mas também o Direito processual, restringindo o acesso da população à Justiça, especialmente pessoas “simples e pobres”. O texto entregue ao Senado critica ainda a possibilidade de formação de comissões de representação dos empregados sem participação dos sindicatos e a determinação da prevalência do negociado sobre o legislado, “em afronta ao princípio constitucional da norma mais favorável”.

Confira aqui a íntegra do documento. 

A oposição no Senado apresentou hoje (25) algumas medidas para tentar impedir o andamento do PLC 38. Não houve leitura do parecer na reunião de terça-feira (23) na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, devido a um tumulto, mas o presidente do colegiado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), considerou o texto como lido e concedeu vista coletiva. Isso permite que o relatório de Ricardo Ferraço seja votado na semana que vem.

As senadoras Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentaram questões de ordem contra o andamento do projeto. “Em momento algum o presidente anunciou que matéria seria colocada em discussão. Em momento algum passou a palavra para o relator ler o relatório. Em momento algum o relatório foi lido. É uma clara afronta ao regimento. Relatórios dados como lidos só são possíveis com acordo nas comissões”, argumentou Gleisi. O presidente Eunício de Oliveira disse que decidirá posteriormente. 

Com informações da Agência Senado

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/05/juizes-do-tst-apontam-lesoes-em-projeto-de-reforma-trabalhista

O objetivo por trás das denúncias contra Temer e Aécio

20.05.2017
Do blog PRAGMATISMO  POLÍTICO, 19.05.2017
Por Mauro Santayana, seu blog

As acusações contra Temer e Aécio tiveram como objetivo claro abrir caminho para o alvo final: a condenação de Lula. A percepção da população de que a Justiça estava sendo seletiva só aumentava. A partir de agora, ninguém pode mais dizer que a Operação Lava Jato só atinge o PT

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Aécio Neves e Michel Temer (reprodução)

Aqueles que estão soltando foguetes que nos desculpem, mas não nos colocamos entre os que comemoram, efusivamente, as últimas notícias.

Moralmente e por uma questão de princípios em defesa da democracia, quem está contra os casuísmos e arbitrariedades jurídico-investigativas da Operação Lava Jato no caso de Lula, tem que se manter contra esse tipo de coisa também quando o atingido é o campo adversário.

Até mesmo porque parte, e faz parte da estratégia, de quem tem apenas um interesse: o seu próprio lado.

Não vemos como solução para o país um impeachment de Temer a ser conduzido pela figura nefasta da Janaína Paschoal, que já defende essa hipótese para aparecer nos jornais, nem a convocação de eleições indiretas para a Presidência da República para as quais a mídia já especula, significativamente, citando o nome de Sérgio Moro, se “magistrado poderá ser candidato“.

Isso, em um processo a ser conduzido por um congresso majoritariamente golpista, em grande parte também investigado por uma operação cuja autoridade máxima é o próprio “chefe” da República de Curitiba.

A ideia de uma nova campanha pelas Diretas Já é correta, do ponto de vista da lógica democrática.

Mas se formos objetivos e pragmáticos, considerando a atual situação política, retira tempo precioso da oposição, que poderia ser utilizado, caso as eleições se fizessem normalmente em 2018, para que Lula se recuperasse e refizesse – aproveitando a crescente impopularidade do governo Temer e denunciando e esclarecendo as mentiras de que tem sido alvo – sua relação com a opinião pública e seu caminho para a Presidência da República.

Uma eleição agora, mesmo que direta, pode jogar o poder no colo de Jair Bolsonaro, apoiado pela sensação de caos institucional, pela condição de não estar sendo processado pela Lava Jato, e, caso chegue ao segundo turno, como as pesquisas indicam, por uma aliança que abrangeria da extrema-direita a setores mais oportunistas do próprio PMDB e do PSDB, passando pelo “centro” fisiológico dos partidos nanicos conservadores, unida pelo objetivo comum de evitar, a qualquer custo, que o PT e sua “jararaca” voltem à Presidência da República.

Finalmente, a leitura mais correta é de que os principais alvos das mais recentes manobras da “justiça” não sejam nem Temer nem Aécio, por mais implacáveis que sejam, contra ele, os juízes e procuradores.

As acusações contra os dois foram forjadas – já que se tratam claramente de arapucas propositadamente montadas – como forma de abrir caminho, definitivamente, para a condenação de Lula.

A percepção da população de que a Justiça e o Ministério Público estavam sendo totalmente seletivos e parciais no trato dos gregos com relação aos troianos vinha crescendo a olhos vistos nas últimas semanas, e aumentava, na mesma proporção, a popularidade e as intenções de voto do ex-presidente da República, especialmente depois de seu depoimento em Curitiba e da absurda proibição de funcionamento do seu instituto.

Com as acusações contra Temer e Aécio, o anti-petismo entrega duas torres para capturar e eliminar o Rei que odeia e persegue, sem êxito, há tanto tempo.

A partir de agora, ninguém pode mais dizer que a Operação Lava Jato só atinge o PT, enquanto afaga seus adversários.

E Lula poderá então, ser condenado “exemplarmente” por Moro, aproveitando-se o caos político que tomará conta do país nas próximas semanas, sendo definitivamente impedido de voltar por via eleitoral ao Palácio do Planalto, tanto agora, em eventuais “Diretas Já”, como em 2018

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/05/objetivo-denuncias-temer-aecio.html