COBERTURA IX CONESINDS-PE: Comunicação, poder e mobilização deram o tom no terceiro dia do Congresso

09.07.2018
Do portal do SINDSPREV/PE
Por Redação

No primeiro painel do dia Comunicação e Poder, com o jornalista Altamiro Borges – Presidente do Instituto Barão de Itararé – a tônica abordada foi o papel da mídia no atual cenário político e social do país. “Essa mídia apoiou o golpe parlamentar, judicial, midiático no Brasil”.

De acordo com Borges, essa mídia atual, comandada por um grupo seleto de famílias que dominam o capital e servem apenas ao interesses políticos de uma minoria, que é a elite econômica do Brasil. “Essa mídia atual prega o individualismo, já que intenção é impedir que a população se organize”, eles tiveram um papel fundamental no golpe, pois sabemos que o objetivo nunca foi acabar com a corrupção, mas sim, mudar o projeto político do País”, afirmou Borges.
CLIQUE PARA AMPLIARSegundo ele também, a mídia atual age de várias formas para construir o seu discurso. Trata as informações de forma seletiva, divulga áudios ilegais, produz notícias falsas, enfim, a maneira de tratar as necessidades da sociedade brasileira é totalmente parcial e defende um grupo político-econômico, e que todos aqui já sabem que não somos nós trabalhadores”, afirmou Borges.

De acordo com ele, também, essa atual mídia brasileira defende um projeto que é de ataque aos direitos sociais e trabalhistas. “Ontem acertaram a venda da Embraer, e o que vocês viram na nossa mídia convencional?”, questionou. “Na reforma previdência 90% da cobertura dessa mídia foi favorável, o mesmo aconteceu com a reforma da trabalhista, entrevistaram apenas Especialistas de Mercado, que são defensores também desse projeto”, sentenciou.

Para finalizar, ele faz questão de dizer que é preciso participar e incentivar a comunicação sindical. “É papel de todos nós participar e fortalecer a comunicação do nosso sindicato, tanto no jornal impresso do sindicato, como também nas redes sociais, temos que curtir e compartilhar nossos ideais, é uma participação de todos”, finalizou Borges.
CLIQUE PARA AMPLIARO debate seguiu com questionamento do deputado estadual Isaltino Nascimento, de quantas pessoas presentes tinham redes sociais, e várias levantaram. No entanto, quando a pergunta foi de quantas pessoas seguiam os perfis do Sindisprev-PE o número foi bem menor. “Isso que o Altamiro falou é muito importante, temos que fortalecer o sindicato e todas as nossas frentes, e a comunicação é uma parte muito importante nessa luta”, afirmou Isaltino.
CLIQUE PARA AMPLIARPor fim, o coordenador da mesa, Luiz Eustáquio, enfatizou o poder dessa mídia e como esse projeto propagado por ela é nocivo para a luta dos trabalhadores e que é muito importante a participação de todos nesse processo de luta. “O nosso sindicato é um instrumento, o sindicato somos cada um de nós, a luta contra esse poder da mídia que está manipulando o país é de todos nós, só unidos podemos vencer esse monopólio”, finalizou Luiz. 
CLIQUE PARA AMPLIARNo segundo e último painel temático do Congresso, foi apresentado o tema: “Emenda Constitucional 95 (congela investimentos públicos) e as perspectivas de reajuste salarial e planos de carreira”, com o advogado Cláudio Ferreira. Na ocasião, ele deixou clara a intenção do governo ao aprovar esta emenda, fazer valer os seus interesses perante os anseios da classe trabalhadora. “Com a aprovação da Emenda Constitucional 95, o governo manda uma mensagem bem clara a população: Nossa escolha é pegar os nossos custos, não atender às necessidades da população do Brasil”, atestou Cláudio.

De acordo com ele, a luta social e sindical deve acontecer em três frentes: A criação de uma frente de luta parlamentar contra os políticos que apoiam essa Emenda; a segunda, atuar nos seus locais de trabalho (serviço público) conversando com as pessoas sobre a tragédia que pode acontecer ao Brasil; e a terceira é participando das reuniões e fortalecendo a luta sindical. “Essas três frentes devem ser encaradas de frente. Essa participação de todos é imprescindível, a luta social e sindical é o caminho para impedir essa tragédia com a população brasileira”, finalizou Cláudio.

A mesa contou também com o debatedor Sandro Cezar, Presidente da CNTSS e o secretário-geral do Sindsprev-PE, Irineu Messias, que também fizeram questão de enfatizar que a Emenda Constitucional 95 é uma verdadeira afronta aos direitos dos trabalhadores e que o caminho é a luta social e sindical.
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GRUPOS DE TRABALHO – Além das calorosas discussões, questionamentos e novidades em várias temáticas, as reuniões nos Grupos de trabalho também representaram momentos de extrema importância para a categoria. Nos dias 5 e 6 de julho, os temas como: INSS Digital e Teletrabalho, Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho, Atuação Participação dos Aposentados na Vida Sindical, GEAP Saúde e Viva Previdência, Defesa do SUS e Valorização dos Servidores, foram discutidos amplamente com a categoria, gerando propostas muito ricas e que, com certeza, terão muita valia para nossa luta daqui para frente.

Neste sábado, a programação continua com a aprovação do Plano de Luta Sindical, logo em seguida, a apresentação das propostas dos grupos, além dos encaminhamentos finais. Ao meio-dia será formada a  Mesa de encerramento do Congresso. 

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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&cat=noticias&codigo_noticia=0000004540&pag=

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Uma questão de soberania nacional

29.05.2018
Do portal da Agência Carta Maior, 
Por Joaquim Ernesto Palhares*

 

Na semana passada, explodiu no país algo inusitado que uns chamam de locaute outros de greve. A Globo está completamente perdida, não sabe se critica ou apoia. Realiza uma crítica constrangida ao governo golpista de Temer e tenta, de todas as formas, proteger o mercado não menos golpista. Leia-se: salvar a cabeça de Pedro Parente.

O PT e as esquerdas se encontram em difícil posição politica, mas sustentam junto com os trabalhadores da Petrobras forte pressão contra a atuação do presidente da Petrobras que vem picotando a estatal, transformando-a em balcão de negócios escusos e alvo fácil para a privatização, sonho de Fernando Henrique Cardoso e cia.

Uma crítica que não está sendo realizada pelos caminhoneiros. Sem sombra de dúvidas, ser caminhoneiro no Brasil não é fácil. Esmagado entre os interesses das grandes transportadoras e a sobrevivência – péssimas estradas, longas distâncias, assaltos e horas intermináveis de serviço ganhando pouco –, a rebelião dos caminhoneiros é heterogênea, sem lideranças e vem ganhando imensa adesão da população.

Somos um país continental, onde o Império Português decidiu não implantar um sistema planejado de ferrovias, cobrindo toda a extensão do pais como aconteceu nos Estados Unidos. Como a elite de hoje, a de outrora concebia o Brasil como um imenso território a ser explorado.

Essa história é contada pelo professor Reginaldo Moraes, em “A Batalha dos Caminhoneiros nos Estados Unidos”, que nos permite compreender as semelhanças do setor no Brasil e nos Estados Unidos. “O setor dos caminhoneiros pode ser um bom laboratório para perceber os efeitos deletérios da desregulamentação, do livre-mercadismo delirante e da “uberificação” das relações de trabalho”, alerta Moraes.

As perdas provocadas pela paralisação certamente ultrapassam – em muito – os danos que o juiz Moro, através da Lava Jato, alega que a corrupção provocou Brasil. O país está parado. Hospitais sem medicação, foram suspensas as cirurgias de rotina, supermercados estão desabastecidos, escolas e universidades fechadas, aeroportos com imensos problemas de cancelamentos de voos e atrasos.

Em suma: um caos promovido pelo golpista Temer e o representante dos interesses norte-americanos no Brasil, para a liquidação da Petrobras, o sr. Pedro Parente.

Carta Maior vem acompanhando de perto a paralisação dos caminhoneiros. Para fomentar o debate e permitir que nossos leitores não caiam em falsas dicotomias, convidamos todos a lerem os artigos reunidos na editoria de Soberania Nacional, porque se trata realmente disso, como demonstra Bruno Lima Rocha em A Petrobrás sob o controle dos especuladores e a greve dos caminhoneiros.

Imperdíveis também os artigos Sem noção de nada e sem medo do ridículo de Eric Nepomuceno, Você realmente se preocupa com os caminhoneiros? de Jorge Luiz Souto Maior e Caminhoneiros e preços dos combustíveis: o mercado que se lixe de Gilberto Maringoni. Não deixem de conferir também as entrevistas da professora Leda Paulani e de Samuel Pinheiro Guimarães sobre o tema e as contundentes denúncias da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Meus car@s, todos sabemos o quão difícil está a situação. O desemprego e o subemprego atingem mais de 30 milhões de brasileiros. Nosso país está sendo destruído. Nossa maior liderança está presa. Vem por aí uma eleição para Assembleias, Câmara e Senado Federal, Governo de Estado e Presidência da República – se é que teremos eleições.

A Mídia Alternativa, como um todo, sofreu um impacto muito violento com a perda da institucionalidade no país. Carta Maior, em especial, foi salva por seus leitores, mesmo assim, não escapamos do fechamento da redação por 77 dias devido ausência de recursos para pagar os técnicos que mantêm a página no ar.

Diante do quadro que se apresenta, nosso trabalho é ainda mais essencial e precisamos nos socorrer dos leitores que hoje representam a nossa única fonte de sustentabilidade. Se você valoriza o conteúdo da Carta Maior, saiba que estamos melhorando ainda mais.

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*Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior
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Dirigentes da CNTSS/CUT realizam reunião para planejar defesa dos trabalhadores e da Seguridade Social

10.06.2017
Do portal da CNTSS/CUT
Por Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

Encontro teve como proposta aprofundar e atualizar estratégias e ações tendo como referência Plano de Lutas aprovado no 7º Congresso da Confederação

Aconteceu na última semana de maio, entre os dias 25 a 27, em São Paulo, a primeira reunião da Direção da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social eleita durante o seu 7º Congresso, realizado em novembro de 2016 na cidade de Atibaia (SP). A atividade permitiu aprofundar o Plano de Lutas aprovado naquele momento e atualizar as estratégias de combate dos trabalhadores da Seguridade Social frente aos novos desafios colocados pelas conjunturas política e econômica do país; além de estabelecer ações prioritárias para os próximos períodos.

Os trabalhos tiveram início na manhã da quinta-feira, 25, com a composição da mesa de abertura, que contou com a participação dos advogados Fernando Hirsch e Nilo Beiro, do Escritório LBS, e de Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional. A mesa foi presidida por Sandro Alex de Oliveira Cezar em pareceria com Sandra de Oliveira da Silva, respectivamente presidente e secretária geral da Confederação. Os convidados fizeram uma análise de conjuntura tendo como pano de fundo as ações do governo golpista de Michel Temer nestes últimos meses e as principais medidas que vem sendo tomadas contra a classe trabalhadora.

Para o presidente da Confederação, Sandro Alex de Oliveira Cezar, a reunião acontece em um momento especial da conjuntura brasileira onde a resistência dos trabalhadores aos desmandos do governo ilegítimo de Temer tem crescido e atingido os demais segmentos sociais. A reunião teve três dias de debates a partir das contribuições dos convidados e das lideranças presentes que trouxeram as referências das lutas em seus Estados. Também foi um momento de integração entre os dirigentes mais antigos e os que ingressaram agora depois do 7º Congresso Nacional da CNTSS/CUT.

“Tivemos três dias de intenso debate com bastante conteúdo sobre a conjuntura e o momento em que o Brasil vive. Esta discussão nos orienta em nossas ações para fazer o combate às reformas da Previdência e Trabalhista que visam destruir os direitos dos trabalhadores e os sindicatos construídos pela classe trabalhadora brasileira. Fechamos estas discussões com um bom conjunto de propostas e encaminhamentos que nos ajudarão a tocar o próximo período em nossos Estados por meio de nossos sindicatos e da Direção da CNTSS/CUT,” conclui o presidente da Confederação.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Antônio de Lisboa

Os trabalhos da mesa tiveram início com o dirigente da CUT Nacional que recuperou as principais iniciativas desenvolvidas pela Central na defesa dos trabalhadores e seus direitos a partir das lutas contra a Terceirização, as PECs – Propostas de Emendas à Constituição e as reformas da Previdência e Trabalhista encaminhadas pelo governo usurpador de Michel Temer em conluio com o PSDB. Uma extensa agenda de lutas tem sido mantida na ordem do dia pela CUT, demais Centrais Sindicais e os movimentos sociais, por meio das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, além de segmento religiosos de destaque.

“Tem sido muito importante a denúncia do golpe e sobre a retirada de direitos nos veículos de imprensa internacionais e no campo da OIT – Organização Internacional do Trabalho. Os ataques do governo atingem fortemente os trabalhadores e os sindicatos mais fracos. São prejuízos que sofreremos décadas para recuperar. O que está em jogo agora não é só a questão do emprego, mas também o futuro do país. São medidas duras assumidas pelo governo ilegítimo de Temer para pagamento do golpe que tirou Dilma da presidência e para se manter no poder. Nós temos tido condição de enfrentamento que os golpistas não imaginavam que teríamos. Temos que continuar na nossa luta,” afirma Lisboa.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Nilo Beiro

Os advogados convidados fizeram uma explanação mais detalhada a partir do olhar jurídico sobre as medidas tomadas pelo governo contra os trabalhadores e seus desdobramentos. O foco se deu, principalmente, sobre as reformas da Previdência e Trabalhista, tendo maior destaque está última, afinal são quase duzentas medidas que destroem os direitos instituídos na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Nilo Beiro abordou de forma mais ampla as medidas com a finalidade de demonstrar o desmonte do Estado e deixou o detalhamento para ser feito por Fernando Hirsch.

Observou, com o caso do uso das Forças Armadas no “Ocupa Brasília”, que que estamos vivendo num Estado policial. Lembrou do desmonte do Estado brasileiro realizado por Temer. Como exemplos citou as propostas de venda dos quatro maiores reservatórios de petróleo em aguas profundas do mundo, sem a participação da Petrobras; venda de terras brasileiras para estrangeiros; a utilização do espaço aéreo nacional para os estrangeiros; e a ocupação da Base de Alcântara pelo exército norte-americano. São medidas de subserviência ao capitalismo financeiro internacional. É um grande movimento de venda dos ativos nacionais e de desmonte da Constituição Federal de 1988 nos aspectos sociais e de soberania nacional.

“O que vemos aqui no Brasil é a volta dos pressupostos liberais do final do século XIX que trouxeram como resultados as duas grandes guerras mundiais. Vemos agora a tentativa de desmonte do Direito do Trabalho, uma grande conquista dos trabalhadores. No Brasil é um ramo novo da Justiça que começou perto das décadas de 20 ou 30 do século passado e tem como princípio o direito protetivo do trabalhador, que é a parte mais fraca do sistema produtivo capitalista. As reformas, principalmente a Trabalhista, acabam com este princípio de direito de proteção à dignidade humana dos trabalhadores. As leis passam a ser regidas exclusivamente pelo mercado. Há um ataque aos sindicatos e aos espaços da Justiça do Trabalho, “ aponta Nilo Beiro.

Clique sobre a imagem e veja a apresentação de Fernando Hirsch

Fernando Hirsch dá continuidade à fala de Beiro destacando principalmente os principais pontos da Reforma Trabalhista, que, para ele, é uma verdadeira bomba contra os trabalhadores e à CLT. O advogado reforça a informação que são quase duas centenas de medidas prejudiciais aos trabalhadores trazidas pela Reforma Trabalhista. Apresenta rapidamente a sequência de medidas tomadas pelo governo Temer contra os trabalhadores e a soberania nacional neste último ano.

Reforma trabalhista tem muitos detalhes capciosos que prejudicam os trabalhadores e suas instituições. Nos vemos a construção de uma leitura do Direito do Trabalho na ótica dos empresários. Um dos defensores desta postura é o próprio presidente do TST – Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Ives Gandra Martins. O STF – Superior Tribunal Federal também tem apresentado posições contrárias aos trabalhadores. São formas de agir que prejudicam a Justiça do Trabalho. A falácia que a CLT está ultrapassada não se sustenta porque a cada ano sempre há mudanças em artigos para atualização. A reforma trabalhista muda o paradigma de defesa do trabalhador, “ conclui Fernando Hirsch.

Os debates prosseguiram com a discussão e atualização das ações de ataque realizadas contra a Assistência Social. A apresentação foi pensada no sentido de ampliar o leque de discussões dentro da Confederação sobre os avanços conquistados nos últimos anos e os desafios colocados para manutenção das políticas e a defesa dos profissionais. Este momento contou com a contribuição dos diretores da Confederação Margareth Alves Dallaruvera e Benedito Augusto de Oliveira, o Benão, também dirigentes da FENAS – Federação Nacional dos Assistentes Social e FNTSUAS – Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS – Sistema Único da Assistência Social.

A agenda da reunião previu também um momento em que os dirigentes puderam apresentar como estão sendo conduzidas as lutas em seus estados e os desafios colocados para os trabalhadores da Seguridade Social. Foi um ponto em que todos puderam contribuir com informações e sugestões. A partir de todo este arcabouço de informações, as lideranças se debruçaram na elaboração de novas estratégias e medidas para atualizar o Plano de Lutas e definir os próximos passos que serão dados na defesa dos trabalhadores e da Seguridade Social. Para finalizar, foram escolhidos os dirigentes que representam a Confederação nos espaços de resistência e diálogo presentes no governo federal e que passaram a existir por conta da luta dos trabalhadores.

 

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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/destaques/2882/dirigentes-da-cntss-cut-realizam-reuniao-para-planejar-defesa-dos-trabalhadores-e-da-seguridade-social#ad-image-0

GREVE GERAL EM PERNAMBUCO DENUNCIOU OS PARLAMENTARES FEDERAIS QUE VOTARAM CONTRA OS TRABALHADORES

29.04.2017
Por Irineu Messias*

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Irineu Messias, dirigente do Sindsprev/PE 

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A degradação do Judiciário

25.12.2016
Do portal BRASIL247,20.12.16
Por Emir Sader

É certo que, ao compactuar com o golpe de 1964 e, assim, com a ditadura militar que durante mais de duas décadas assolou o Brasil, o Judiciário perdeu a identificação que parecia ter com o Estado de direito. Mas, ainda assim, especialmente depois do fim da ditadura, permanecia uma aura de respeitabilidade com o Judiciário brasileiro, uma expectativa de que fosse o guardião da Constituição democrática, dos direitos das pessoas, da democracia.

Junto com a perda da continuidade do processo democrático, o Brasil perdeu também, com o golpe de 2016, o respeito pelo Judiciário, a começar pela sua instância máxima, o STF. O mínimo que se pode dizer é que, diante da mais grave decisão tomada pelo Congresso brasileiro, a do impeachment, com versões polêmicas sobre os seus fundamentos, o STF assistiu tudo como se não tivesse nada a ver com ele. Como se não tivesse a responsabilidade de zelar pela Constituição, decidindo sobre se houve ou não crime de responsabilidade. Se não serve para isso, para que serve o STF?

Pior ainda. O silêncio foi acompanhado da vergonhosa negociação do aumento de 41% para o Judiciário. A FSP noticiou que, nos intervalos das gravíssimas sessões do Senado, que tomava a mais grave decisão da sua história, a do impeachment, o então presidente do STF fazia lobby a favor daquele aumento com os senadores, sem pudor, num troca-troca explícito. Buscava aumentar ainda mais os salários inconstitucionais de marajás que eles tinham recebido das mãos de Eduardo Cunha, em pleno processo de impeachment na Câmara de Deputados. Personagem poupado pelo STF até que ele tivesse feito o trabalho sujo de promover o impeachment da Dilma na Câmara.

Depois, uma vez aprovada a infundada decisão do impeachment pelo Congresso, o STF não se pronunciou sobre a sua constitucionalidade, questionada por tantos advogados. Seu papel, minimamente, de zelador da Constituição, seria o de abrir esse texto e definir se houver ou não crime de responsabilidade. Poderia até concordar com a decisão do Congresso, mas o que não poderia fazer, era ficar calado, deixando, com o seu silêncio cúmplice, que se terminasse com o mandato de uma presidente recém reeleita pelo voto popular, sem nenhum fundamento que justificasse esse ato de violência contra a democracia.

Mas fez e, com seu silêncio, sacramentou sua responsabilidade com a ruptura da democracia no Brasil, da qual deveria ser o zelador. Porém, mais do que isso, demonstrando que não se trata de um episódio fortuito, o STF participa ativamente do projeto do golpe. Impediu que o Lula, sem ser réu de qualquer processo, assumisse um cargo no governo da Dilma, mas permite que 15 ministros do governo Temer façam isso.

Aceita que a escandalosa parcialidade do Moro e dos seus comparsas, na ação unilateral contra o Lula, seja considerada “imparcial”, permitindo que ele monte os processos contra o Lula, façam as acusações, julgue e provavelmente condene o ex-presidente. O STF aceita silenciosamente as monstruosidades cometidas contra o Lula, o único líder popular no Brasil, demonstrando que deseja romper qualquer traço de legitimidade do sistema político brasileiro, compactuando com sua exclusão.

Um STF como esse tornou-se uma vergonha para a democracia brasileira. Desonra a função que deveria ter de guardião da Constituição, violada semanalmente pelo governo golpista e por seu Congresso corrupto. Degrada a função do Judiciário. Provoca a necessidade de que a restauração democrática promova a reforma profunda do Judiciário brasileiro, sob o risco de impedir que a democracia volte a reinar no Brasil, através da decisão soberana do povo.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/272205/A-degrada%C3%A7%C3%A3o-do-Judici%C3%A1rio.htm

STF é frouxo, não anula o golpe e não subordina Moro e MPF à legalidade — Lula, diretas e entreguismo

20.12.2016
Do blog PALAVRA LIVRE, 12.12.16
Por Davis Sena Filho

“Se o golpe terceiro-mundista foi apoiado pelo Judiciário, então está permitido roubar o Brasil e seu povo”. (DSF)

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A delação da Odebrecht é a gota d’água que inunda a alma da Nação, apesar de que quase todos os brasileiros, que tenham algum discernimento e sensatez para estabelecer ou formular seus juízos de valores, compreendem, sem sombra de dúvida, que o Brasil mais uma vez foi vítima de um golpe de estado em 2016, sendo que este, ao invés de ter sido realizado por uma quartelada à moda “gorilagem”, foi idealizado e efetivado pelo golpismo via Congresso, Judiciário e imprensa de mercado, que, associados a um consórcio de direita, resolveram derrubar uma presidente constitucional e legítima, porque reeleita legalmente, não canso de ressaltar e lembrar, com 54,5 milhões de votos.

Inaceitável o golpe. E explico: toda sociedade ou nação, e estou a comentar apenas sobre os países democráticos, elegem suas lideranças, sendo que todo país tem seu cargo público principal, que geralmente é o de presidente da República ou do primeiro-ministro etc. Porém, no mundo são os dois mais importantes cargos, bem como os mais comuns, além dos monarcas e ditadores.

Entretanto, a dar sequência ao raciocínio, as sociedades são como colmeias de abelhas ou alcateias de leões, porque quando os “reis” ou as “rainhas” são derrubados por invasores ou até mesmo por indivíduos que frequentam ou são partes de “suas” cortes, quase que instantaneamente as comunidades violadas pela derrubada ou morte de suas lideranças máximas entram em um processo de desconstrução e de autodestruição quase impossível de controlar ou se reorganizar.

É o que acontece com o Brasil. E não é pela primeira vez que ocorre um golpe de estado de terceiro mundo, bem como todos eles promovidos pela direita brasileira, uma das mais poderosas e cruéis deste planeta, que em hipótese alguma teve e tem a responsabilidade de pensar o Brasil, porque apenas se preocupa em manter seus benefícios e privilégios, além de cuidar de seus interesses patrimoniais e financeiros, a ter o Estado nacional como o instrumento que viabiliza a transferência das riquezas do País para uma casta irresponsável, incompetente e que jamais em sua história indigna e violenta se compromissou com a independência do Brasil e a emancipação de seu povo.

Agora estamos a atingir os estertores da Lava Jato. Para quem pensa que tal força-tarefa vai sair incólume de seus crimes, abusos e covardias está redondamente enganado. Após Lula não ser citado em quaisquer listas de pessoas que se beneficiaram com propinas e corrupções de toda monta, a Lava Jato chegou a uma encruzilhada: ou prende Lula pela força do arbítrio ou reconhece que Lula não cometeu crimes ou quaisquer malfeitos que possam macular sua imagem de político e cidadão. Estamos a falar de um político que lidera todas as pesquisas eleitorais sobre candidatos a presidente, depois de ser linchado moralmente em público, diuturnamente, por dois anos.

Após ser perseguido por toda sua vida política, ou seja, por cerca de 40 anos, Lula se reergue para levantar voo igual à Fênix, pois, nos últimos dois anos foi perseguido ferozmente e covardemente pela imprensa mais corrupta e golpista do mundo ocidental e especialmente pelas Organizações(?) Globo, além de ser vítima de lawfare, o que significa que o ex-presidente Lula, como se tem comprovado por meio das acusações e denúncias seletivas e vazias, é alvo de uma guerra travada por meio da manipulação das leis perpetrada, incrivelmente, por togados.

Exatamente, Lula está a ser tratado por procuradores e juízes como inimigo político a ser derrotado e, com efeito, o Direito e as leis passam a ser usados de forma abusiva, como arma de guerra para se obter sucesso político, partidário, jurídico e judicial. Ou alguém tem dúvida de que Moro, Gilmar, Dallagnol et caterva atuam mais como políticos do que servidores do Judiciário? Se tiver dúvida, por favor, vá procurar um analista ou alguém que possa explicar melhor a história dos golpes que aconteceram no Brasil. Porque, definitivamente, não é possível tolerar tanta alienação e burrice…

Trata-se, na verdade, de estratégia coordenada e organizada pelo Judiciário, a exemplo da Vara do juiz Sérgio Moro e pelo MPF de Curitiba dos procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Silva, com a aquiescência e a cumplicidade dos juízes do STF, à frente da conspiração o Juiz Gilmar Mendes e cia., que permitiram que um bandido desse sequência ao processo de impeachment (golpe) contra Dilma Rousseff, sendo que somente tal sujeito foi preso depois de quase um ano, porque esperaram que ele terminasse o trabalho sujo da sedição desavergonhada.

A patifaria evidenciada por bandoleiros da pior espécie e laia em tamanho macro, que tirou da cadeira da Presidência da República uma mandatária honesta e que não cometeu crime de responsabilidade. Inaceitável! Os golpistas deveriam estar presos por traição à Pátria, a colocar em risco o Estado de Direito, a democracia e os direitos civis, trabalhistas e previdenciários do povo trabalhador brasileiro, a desmontar, irresponsavelmente e criminosamente, o Estado nacional como ocorre, agora, com a venda do Pré-sal às corporações estrangeiras e aos plutocratas sempre de plantão, que se comportam como as aves de rapinas à espera da morte do animal ferido ou doente.

O ex-deputado e agora o preso, Eduardo Cunha, fez o que fez porque teve a permissão para dar o pontapé inicial do golpe cucaracha, mas violento, por parte do STF, que poderia, se também não estivesse envolvido com o golpe bananeiro, ter impedido tal desditosa aventura orquestrada por aventureiros da pior espécie, pois comprometidos com seus inconfessáveis interesses, bem como determinados a destruir ou desmontar, sem quaisquer hesitações, o estado de bem-estar social que estava a ser edificado por intermédio dos governos trabalhistas, que, a despeito de suas falhas e erros, acertaram muito mais do que erraram, porque, efetivamente, a história registrará os grandes avanços sociais, econômicos e diplomáticos conquistados nos governos essencialmente democráticos e plurais dos presidentes Lula e Dilma.

A verdade é que está a acontecer a desmoralização dos ataques, dos atos e ações inconsequentes contra Lula por parte de servidores públicos do Judiciário, que resolveram participar da luta política. Estão tão envolvidos que chega a ser uma afronta à Constituição e ao Direito, além de serem contestados por grande parcela da sociedade, que percebe as más ações de procuradores, delegados e juízes, que desde as eleições de 2014 e as manifestações de junho de 2013 estão claramente a demonstrar que têm lado, partido, ideologia e preferência ao escolher seus parceiros e correligionários, que geralmente são os políticos do PSDB, do DEM e PPS, que são protegidos e blindados de tal forma que só resta à população mais politizada sentir imensa vergonha e revolta de ver um Judiciário capcioso, sectário, seletivo e injusto como o que atua no Brasil.

Trata-se da Justiça burguesa, que se transformou, inapelavelmente, em capitão do mato ou feitor da casa grande de índole e caráter escravocrata. É o Judiciário que vê o Brasil ser entregue, os investimentos serem congelados por 20 anos e não faz nada, porque é cúmplice do desmonte do estado de bem-estar social. Lamentável para muitos brasileiros ter de conviver com uma classe, sem generalizar, como essa. É por demais insuportável, pois quem tem um mínimo de discernimento do que é justo e injusto, defensável e indefensável, factível e infactível sabe muito bem que a razão para o Brasil estar numa situação de País pária e bananeiro é porque a direita tupiniquim, a burguesia colonizada quer governar para se beneficiar mesmo se for pela força de um golpe terceiro-mundista e digno de canalhas.

A verdade é que os procuradores, os delegados e os juízes se prenderem Lula, que não roubou, que até hoje mora em seu apartamento de classe média em São Bernardo, assim como não tem dinheiro no exterior estão desesperados e, como não são idiotas, sabem que prender o maior líder da América Latina e um dos maiores do mundo vai ter uma enorme consequência em âmbitos mundiais e domésticos. Não se destrói uma liderança eminentemente popular e que não roubou sem pagar um preço muito alto, tanto no aspecto histórico quanto na vida real, agora e neste momento — já!

A verdade é que Lula lidera todos os cenários de primeiro turno pela disputa da cadeira presidencial — o Palácio do Planalto. E o consórcio de direita, formado por togados, donos da imprensa de negócios privados e seus jornalistas inconsequentes, além de, obviamente, a direita partidária, à frente os partidos golpistas que estão a esculhambar com o Brasil sem ter vencido as eleições, estão, volto a ressaltar, completamente de-ses-pe-ra-dos!

Luiz Inácio Lula da Silva no poder é sinônimo de luta pela independência do Brasil e a abertura do acesso ao consumo, à educação, à saúde, ao emprego e ao estudo por parte do povo brasileiro. Aquele mesmo que a burguesia estúpida e malandra, além de violenta quer ver na condição eterna de mão de obra barata, escrava, bem como não ser dono de seu próprio nariz — de seu destino. Lula no poder significa o Brasil diplomaticamente democrático ao tempo que independente e autônomo, que luta para ser desenvolvido, porque exige que seus tratados diplomáticos, científicos e tecnológicos sejam definidos por uma política de conteúdo. É a exigência, a contrapartida para que os estrangeiros mais desenvolvidos se estabeleçam no Brasil ou vendam seus produtos, de forma que repassem o conhecimento.

É o que a direita não faz, a burguesia não faz, a casa grande não faz e ainda tem coxinha a apoiar tal selvageria, traição, idiotice e burrice. A estupidez proposital para que não se exija contrapartida, porque a direita brasileira entrega o País sem o gringo pedir ou pressionar. Surreal! Coisa de vermes! Coisa de subalternos e provincianos, que se consideram chiques porque têm dinheiro e fazem viagens para o exterior há décadas sem compreender o porquê de os países ricos serem desenvolvidos.

Que miudeza. Que gente diminuta, que dá um golpe de estado travestido de legal e legítimo e começa a tirar, a toque de caixa, com a fome dos lobos, os benefícios, os direitos e os avanços dos pobres. Deram um golpe para roubar o pobre e as riquezas do País. Inacreditável! São uns animais! Eternamente subdesenvolvidos e por isso desrespeitados e desconsiderados pelas autoridades e a imprensa estrangeira. *mi-shell temer e sua camarilha são adeptos da patuscada.

São uns golpistas miseráveis e endinheirados, que não sabem nem por que estão vivos, porque não servem a ninguém e muito menos ao Brasil. São uns pulhas, além de covardes, porque destruíram a economia e a estabilidade política do Brasil para impedir que o projeto de País social-democrata do PT fosse adiante. O golpe, antes de tudo e qualquer coisa, foi para recolocar o Brasil no círculo de influência dos Estados Unidos, ou seja, trazer de volta a grande Nação brasileira para a órbita da globalização, que, na verdade, trata-se do neoliberalismo mais sofisticado, além do Consenso de Washington de 1989.

O Brasil está a retroceder ao neoliberalismo da década de 1980 e até mesmo de 1970, quando os chicago-boys do general Augusto Pinochet arrebentaram com a economia e a previdência social do Chile. Agora querem arrebentar com a previdência brasileira para entregá-la aos bancos, que controlam as previdências privadas. São bilhões e bilhões, bem como a “quebra” da Previdência Social é mentira, covardia e entreguismo aplicado diretamente nas veias do povo trabalhador brasileiro. Não há essa… Trata-se de roubo perpetrado por bandidos que tomaram o poder de assalto.

Então que se faça uma auditoria ampla e total na Previdência Social. O País exige saber qual é a verdadeira situação da Previdência. Chega de conversa fiada, de papo borracha, de disse me disse. Degradaram o País propositalmente para derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Só que tem o Lula. O Lula, segundo a Datafarsa, tem 25% da intenções de voto; o Aécio Neves tem 11%. O tucano é o principal político do golpe, pois o maior responsável pela sabotagem ao Governo Trabalhista de Dilma, a partir do primeiro dia após as eleições de outubro de 2014. Marina Silva, oportunista como sempre, calou-se após perceber que o golpe de terceiro mundo é uma furada, mas tem 15% das intenções. Seu papel aventureiro e sua imensa incoerência vão ficar registrados na história.

Contra Geraldo Alckmin, Lula tem 26%. O político trabalhista vence também o tucano José Serra, o sujeito sem eira nem beira que está a vender a Petrobras às transnacionais estrangeiras do petróleo. A exceção é Marina Silva. Segundo o Datafarsa, ela teria 43% contra 34% de Lula, no segundo turno. Contudo, e todo mundo sabe que a banda não toca assim e que Lula com espaço no horário eleitoral e na mídia, a debater o País e a brigar e discutir com seus adversários é difícil de segurar.

E por quê? Porque, além de ser um homem corajoso ele governou oito anos o Brasil e saiu do poder com 87% de aprovação. Seu legado é mais do que imenso, é histórico. Lula tem o que mostrar e lembrar. E a Marina? Vai mostrar o quê? Que ela é golpista? Que ela ficou do lado dos ricos? Que ela é omissa e negligente? Que ela se calou quando aconteceu o golpe cucaracha? Que ela não tem compromisso com ninguém, a não ser com ela? Marina é do partido da Marina, e nada mais… Lula a derrota porque se trata de um político que é parte indissociável do roteiro da história do Brasil. Não tem jeito. A casa grande golpista e usurpadora terá de engolir… Ou prender o Lula. Ou o Lula morrer. O Datafarsa não importa. Ponto.

O STF tem de avaliar todos essas questões que são colocadas neste texto e em inúmeros artigos escritos por colunistas e comentaristas da blogosfera progressista. Do contrário, se avaliarem a conjuntura política a ler apenas jornalistas conservadores, cúmplices e protagonistas do golpe das bananas vão se dar mal, porque tem de ouvir os dois lados, coisa que a imprensa burguesa e empresarial não faz e não fará enquanto o PT e os políticos de esquerda tiverem chances de vencer eleições presidenciais.

Os juízes do STF, na verdade, deveriam urgentemente acabar com o golpe, colocar os golpistas no lugar que merecem: a lixeira da história. O STF ainda tem tempo para salvar sua credibilidade, ao apoiar as diretas já e fazer com que o Brasil retome seu crescimento econômico e social e recupere sua autoestima sequestrada por vagabundos da pior espécie, que rasgaram 54,5 milhões de votos sem terem moral para isso e muito menos direito. O consórcio golpista e de direita está no limbo da história, a chafurdar na lama fétida da traição.

O STF não puniu o juiz que vazou o áudio de Lula e Dilma, liberou o Eduardo Cunha para dar início ao golpe, apoiou os crimes de Sérgio Moro, a seletividade daninha de Rodrigo Janot, submeteu-se às negociações debaixo do pano com Renan Calheiros, permitiu que Lula fosse até agora linchado e perseguido sem os togados comprovarem dolos por parte do líder trabalhista e, não satisfeito, seus membros não conhecem as realidades brasileira e cruzam os braços enquanto o Brasil é vendido como se fosse um reles produto das Casas Bahia.

A verdade é que o jogo de xadrez político e jurídico está a chegar ao seu fim. E o fim se dará com a prisão ou não de Lula — o presidente que não roubou e nada se comprovou contra ele, a não ser que o político de esquerda é perseguido caninamente e linchado publicamente. O Brasil paga para ver! É isso aí.

*mi-shell temer – o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo, por se tratar de um pigmeu moral, político, citadino e golpista.

*mi-shell temer, além de ter seu nome sempre escrito em minúsculo, a partir de agora terá seu primeiro nome escrito com as letras m-i-s-h-e-l-l. Portanto, o nome de tal desditosa peçonha passa a ser escrito no Palavra Livre como *mi-shell temer. PS: sempre em minúsculo.

*mi-shell é também conhecido pelo vulgo Amigo da Onça — o Usurpador Traidor.

*Golpista é palavra sinônima de *mi-shell temer.

*mefistófeles é *mi-shell temer.

*mi-shell temer é *mefistófeles.

*mefistófeles é sempre escrito em minúsculo.

*FHC é o Neoliberal Golpista I, aquele tucano que governou para os ricos, foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. 

*FHC, o grão-tucano de direita e defensor da plutocracia, jogou o que restava de sua biografia na lixeira da história, porque se tornou cúmplice e protagonista do golpe de estado terceiro-mundista de 2016, que derrubou do poder a mandatária trabalhista Dilma Rousseff — a presidente legítima e constitucional.

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Fonte:https://davissenafilho.blogspot.com.br/2016/12/stf-e-frouxo-nao-anula-o-golpe-e-nao.html

TRAIDORES DA PÁTRIA:Contato ilegal e troca de informações sigilosas com os EUA complica Lava Jato

13.12.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Redação

pedro-de-oliveira-alep-740x491Responsáveis pela Operação Lava Jato estabeleceram acordos não oficiais com o Departamento de Justiça dos EUA. 

No site do Lula

Estadão confirma (sem querer) que procuradores da Lava Jato mantêm relação ilegal com agentes dos Estados Unidos

Enquanto procuradores federais servem de intermediários para acertos entre delatores e autoridades dos EUA, juiz Sérgio Moro ignora a lei brasileira para satisfazer acordo com órgãos norte-americanos

Os procuradores do Paraná responsáveis pela Operação Lava Jato estabeleceram contato e troca de informações de maneira ilegal com autoridades do Departamento de Justiça dos EUA, firmando com eles acordos não oficiais e intermediando contratos de delação premiada de investigados no Brasil com entidades judiciais norte-americanas.

Além disso, o juiz de primeira instância Sérgio Moro, no processo que conduz contra Luiz Inácio Lula da Silva, permitiu que pessoas investigadas aqui e nos EUA, quando no papel de testemunhas do processo contra o ex-presidente, fizessem uso de seus acordos sigilosos assinados com autoridades norte-americanas como justificativa para atropelar as leis brasileiras, recusando-se a responder perguntas que lhes foram feitas na condição de testemunhas-delatoras.

No início da semana passada, o jornal Estado de S.Paulo publicou uma reportagem sobre o assunto, no blog do jornalista Fausto Macedo, na qual, citando fontes em off do periódico, afirma que os procuradores, de maneira não oficial, articularam para que fossem assinados nos EUA acordos sigilosos de delação de pelo menos cinco investigados da Lava Jato que serviram de testemunhas de acusação dos procuradores paranaenses contra Lula: “As colaborações são feitas individualmente com os delatores, via defesas, sem a participação oficial dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato ou de órgãos do Ministério da Justiça”, diz o jornal.

De fato, a colaboração dos procuradores não poderia ser feita de maneira diferente da, ou seja, à margem da lei, ou de “maneira não oficial”. É o que explica, em artigo publicado na última quinta-feira (8) no Portal UOL, o jurista Anderson Bezerra Lopes. Ele diz: “Não se pode negar a importância dos mecanismos legais de cooperação jurídica Internacional em matéria penal. Todavia, em nenhuma hipótese tal cooperação pode ocorrer às margens da lei ou com ofensa à soberania política dos Estados.”

E por que teria sido ilegal a cooperação? Porque o conteúdo do que é oferecido a agentes estrangeiros em acordos de cooperação precisa ser de conhecimento do Estado brasileiro, para evitar riscos à soberania e à economia nacional. Mas não é o que ocorre com a Lava Jato, cuja colaboração é feita pelos próprios procuradores, de maneira “informal”.

Ao site de notícias GGN, na última sexta-feira (9), a secretaria do Ministério Público Federal responsável por intermediar acordos de cooperação internacional entre estrangeiros e o Estado brasileiro admitiu que a força-tarefa de Curitiba negocia sozinha com o Estados Unidos. Ou seja, os procuradores agem à revelia do próprio comando do MPF.

Esta não é a única ilegalidade cometida por Sérgio Moro e pelos procuradores da Lava Jato. Durante as oitivas das testemunhas de acusação do processo contra Lula, cinco delas – todas delatoras premiadas da Lava Jato – simplesmente se recusaram a falar sobre os acordos que fizeram nos Estados Unidos, alegando que foram feitos sob sigilo e não poderiam comentar a respeito.

Acontece que tal postura é incompatível com a lei brasileira. O jurista Anderson Bezerra Lopes, em seu artigo no portal UOL, explica:

“Nesse sentido, o silêncio que algumas testemunhas têm oposto às perguntas sobre as negociações com autoridades dos EUA e o conteúdo das informações eventualmente transmitidas àquelas autoridades, a um só tempo, revelam grave ofensa tanto à legislação nacional quanto à soberania política do Estado brasileiro, prevista no art. 1°, inciso I, da Constituição Federal.”

“O sigilo previsto na Lei n° 12.850/13, que trata da colaboração premiada, vale para os acordos negociados ou celebrados no Brasil, cessando tal sigilo tão logo seja recebida a denúncia. Assim, não cabe invocar uma restrição imposta por autoridade estrangeira para impedir a plena vigência da lei brasileira em seu território. Do contrário, temos a esdrúxula situação de um juiz brasileiro afastar a soberania política do Brasil em seu território para, em seu lugar, admitir aqui a vigência da legislação estrangeira.”Assim, deveria Sérgio Moro ter instado as testemunhas a responder tudo que lhes foi perguntado, sob o risco de perderem os benefícios obtidos por meio de seus acordos de delação premiada já celebrados no Brasil. Mas o juiz paranaense de 1ª instância não fez isso, ele simplesmente permitiu que as testemunhas se calassem, ao arrepio da legislação vigente no país. Quer dizer: Moro colocou a negociação entre acusados e autoridades dos EUA acima da lei brasileira, conforme explica André Lozano Andrade, advogado especialista em Direito Processual Penal:

“É verdade que a lei faculta a uma testemunha que ela permaneça em silêncio se não quiser produzir provas contra si mesmo. Mas, no caso do delator premiado, caso ele faça essa opção, ele perde este direito assim que assina a delação, uma vez que faz parte das obrigações assumidas pelo delator falar toda a verdade sempre que lhe for perguntado, ainda que isso possa lhe incriminar. Ao não observar este aspecto legal elementar, o juiz Sérgio Moro mais uma vez passou por cima da Lei em sua atuação como magistrado nos processos da Lava Jato”.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/12/13/contato-ilegal-e-troca-de-informacoes-sigilosas-com-os-eua-complica-lava-jato/