Pato plagiado da FIESP levou R$ 6 milhões antes de ir às ruas “contra a corrupção”; “depois de muito choro”, diz Odebrecht

12.12.2016
Do blog VI O MUNDO, 10.12.16
Por Redação

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A empreiteira Odebrecht fazia muitos negócios nos e com os governos e os parlamentares.

Na versão apresentada pelo operador do propinoduto da empresa à Lava Jato, era uma troca explícita entre dinheiro e legislação.

Um dos “negócios”, segundo Claudio Melo, envolveu uma doação de R$ 10 milhões dividida assim: R$ 6 milhões para Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, associação empresarial que teve papel decisivo no impeachmentde Dilma Rousseff.

Skaf é o homem do pato de borracha — plagiado, aliás, de um artista holandês — que misturou a campanha pelo impeachment à campanha contra impostos enquanto embolsava a grana da Odebrecht.

O dinheiro financiou a campanha mal sucedida dele ao governo de São Paulo, em 2014.

Em resumo: ele recebeu propina, perdeu a eleição regional e foi às ruas lutar contra a “corrupção” dos outros.

Eliseu Padilha recebeu outros R$ 4 milhões em dinheiro vivo, que tratou de “rachar” com o homem do impeachment na Câmara, Eduardo Cunha, e o amigaço e conselheiro de Temer, José Yunes.

As informações foram divulgadas pela revista Veja, pelo site BuzzFeed e pelo vazamento de trechos da delação nas redes sociais.

“Depois de muito choro, não tive como não ajudar”, escreveu Marcelo Odebrecht, o presidente da empresa, em e-mail enviado a subordinados. Ele acertou a propina aos peemedebistas pessoalmente, em visita ao Palácio Jaburu.

O delator define o ex-ministro Geddel Vieira Lima como “ávido” por dinheiro e afirma que Eliseu Padilha e Moreira Franco faziam uma tabelinha para pedir dinheiro em troca de favores administrativos e legislativos.

Os dois formam o “coração” do governo usurpador de Michel Temer.

Moreira Franco, por exemplo, teria ‘matado’ a ideia de um terceiro grande aeroporto em São Paulo, para não prejudicar os negócios da Odebrecht  no Galeão, Rio de Janeiro, de onde a empresa é concessionária.

No Senado, Romero Jucá centralizava os recebimentos — teriam sido R$ 22 milhões no total.

Foi assim que a Odebrecht comprou, por exemplo, as MPs 613 e 627, através das quais obteve vantagens tributárias — sempre segundo o delator.

Melo é apenas o primeiro dos executivos da Odebrechet a delatar — serão mais de 70.

Leia também:

Bancada do PT na Alesp quer o impeachment de Alckmin

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/plagiado-da-fiesp-levou-r-6-milhoes-antes-de-ir-as-ruas-contra-a-corrupcao-depois-de-muito-choro-diz-odebrecht.html

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LAVA JATO DESCOBRE O HOMEM DE R$23 MILHÕES :Odebrecht relata repasse de R$ 23 milhões a Serra via caixa dois

28.10.2016
Do portal CONGRESSO EM FOCO

Empreiteira afirmou que repassou quantia não declarada a dois operadores da campanha presidencial de 2010 do atual ministro das Relações Exteriores. Serra nega acusações

Valter Campanato/Agência Brasil

A Odebrecht apontou aos investigadores da Lava Jato dois nomes de intermediários que desempenharam a função de operadores do ministro de Relações Exteriores, José Serra, para receber R$ 23 milhões via caixa dois na campanha presidencial do tucano em 2010. Segundo relato de executivos da empresa, parte da quantia foi paga por meio de transferência para uma conta na Suíça. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A negociação, segundo depoimento dos executivos, foi feita com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho, que pertencia ao PSDB à época, mas atualmente está no PSD. O ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo ao ministro e conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato, também teria participado do esquema.

O relato sobre os pagamentos foi feito por dois executivos da Odebrecht durante depoimento do acordo de delação premiada feito com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a força-tarefa da Polícia Federal. Um deles é Pedro Novis, membro do conselho de presidente da empresa entre 2002 e 2009. O outro é Carlos Armando Paschoal, diretor da empreiteira.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empreiteira doou oficialmente para a campanha de Serra em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional da campanha do PSDB à Presidência. Em valores corrigidos, a quantia sumaria R$ 3,6 milhões. Aos procuradores, os executivos afirmaram que o valor do caixa dois foi acertado com a direção nacional do PSDB, que depois teria distribuído parte dos R$ 23 milhões a outras candidaturas.

Por meio de sua assessoria, José Serra respondeu à Folha que “não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas”. Reiterou, ainda, que não cometeu irregularidades.

Já o empresário Ronaldo Cezar Coelho preferiu não comentar o assunto, mas negou que tenha feito trabalhado na arrecadação para o tucano. Já Márcio Fortes não foi encontrado pela reportagem.

Veja a íntegra da matéria da Folha

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Fonte:http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lava-jato-odebrecht-relata-repasse-de-r-23-milhoes-a-serra-via-caixa-dois/

Odebrecht comprou Cerra por R$ 34 milhões

07.08.2016
Do blog CONVERSA AFIADA,06.08.16
Por Paulo Henrique Amorim

A propina era entregue aqui e “lá fora”…

bessinha cerra.jpg

Saiu na Fel-lha:

O Padim Pade Cerra recebeu da Odebrecht aqui e lá fora o que, em dinheiro de hoje, equivale a R$ 34,5 milhões!

É um guloso!

Recebeu para a campanha presidencial (e a derrota fulgurante) de 2010.

As doações “legais” eram a décima parte do “por fora”.

Recebeu também uma mixaria pelas obras do “Roubanel Tungano”, quando foi “governador” de SP.

Cerra está incurso na Lista de Furnas e nos múltiplos esquemas do metrô de São Paulo – em que os MPs e a Justiça não conseguem encanar ninguém.

O Conversa Afiada sustenta que Cerra deve ser um dos homens mais ricos do Brasil.

Entre outros motivos, porque ele é suspeito de roubar desde quando foi Secretário do Planejamento do Governo Montoro, em 1983, em São Paulo.

São 33 anos de militância suspeita, segundo a denúncia do então deputado Fábio Bierrembach.

Como se sabe, então, Bierrembach chamou Cerra de ladrão, Cerra o processou, o Juiz Walter Maierovitch concedeu a Bierrembach a “exceção da verdade” e Cerra impediu a Justiça de provar que ele não era ladrão…

Precisa desenhar, amigo navegante?

Ontem, a Veja – a Veja! – mostrou que o Temer e seu fiel escudeiro, aquele a quem o ACM se referia como o Eliseu “Quadrilha”, também recebiam dinheiro (vivo!) da Odebrecht.

A denúncia da repórter Bela Megale, da Fel-lha, certamente provocará o primeiro fenômeno extra-terrestre dessa Olimpíada: o olho direito do Cerra sairá de órbita em direção ao espaço sideral!

Em tempo: ah … é disso que ele vive!

(Em parte…)

PHA

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/odebrecht-comprou-cerra-por-r-34-milhoes