”A inteligência artificial, e não a Coreia do Norte, causará a 3ª Guerra Mundial”, afirma Elon Musk

11.09.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 06.09.17
Por Diario do Centro do Mundo 

Entre ameaça nuclear e inteligência artificial, Elon Musk, o voluntário patrocinador da Tesla, SpaceX, Hyperloop e várias outras empresas, todas com alta taxa de inovação, faz as suas previsões sobre o futuro do mundo e sobre uma possível Terceira Guerra Mundial alimentada e até mesmo desencadeada pelas próprias inteligências artificiais.

Os pontos de partida são dois: por um lado, mais um teste atômico da Coreia do Norte, devastador desta vez, com uma bomba de hidrogênio que explodiu na montanha de Punggye-ri, provocando alguns terremotos que duraram vários segundos, avaliados em 6,3 e 4,6 graus na escala Richter.

Por outro lado, as declarações de Vladimir Putin, feitas durante uma conferência transmitida na última sexta-feira via satélite para mais de um milhão de estudantes russos para a inauguração do ano letivo, segundo o qual “a inteligência artificial é o futuro, não só para a Rússia, mas para todo o gênero humano. Ela traz enormes possibilidades, mas também ameaças que são difíceis de prever. Qualquer pessoa que se torne líder nesse âmbito será o soberano do mundo”.

Musk, que também está profundamente envolvido no setor – basta pensar na automação dos seus Tesla –, é também, e não de ontem, bastante crítico em relação aos riscos ligados ao desenvolvimento de redes neurais cada vez mais sofisticadas e inteligentes artificiais capazes, mais cedo ou mais tarde, de tomar um caminho determinado em plena autonomia, sem a supervisão do ser humano.

Ele também fundou, com outros, a OpenAI, uma fundação para a pesquisa que busca dirigir esse campo para caminhos pacíficos. Em julho passado, o empresário sul-africano naturalizado estadunidense, por exemplo, convidou os governos a regular o âmbito, instituindo regras e princípios que permitam, de algum modo, guiar os seus passos nos próximos anos.

Há poucos dias, ele voltou à questão um apelo à ONU para frear a corrida rumo aos armamentos autônomos, assinado com outros 116 empresários e especialistas reunidos na International Joint Conference on Artificial Intelligence, em Melbourne.

A questão é tão cara a ele que ele voltou ao assunto também no Twitter. Nessa segunda-feira, no seu perfil, ele relançou um artigo sobre as frases de Putin e, depois, desencadeou uma longa discussão, na qual ele continuou participando com várias respostas sobre o assunto.

ChinaRússia, em breve todas as nações fortes na informática” desenvolverão sistemas de inteligência artificial, afirma. “A competição pela superioridade pode provocar a Terceira Guerra Mundial.”

A mensagem oculta é que essa disputa corre o risco de ser mais complexa e perigosa para o destino da população mundial do que o braço de ferro com Pyongyang.

Mais tarde, Musk voltou a ressaltar que – em uma espécie de previsão apocalíptica da chamada singularidade tecnológica, isto é, do momento em que as inteligências artificiaissuperarão as humanas – “um novo conflito internacional poderia ser iniciado não pelos líderes dos vários países, mas por um dos seus sistemas de inteligência artificial, se este decidisse que um ataque preventivo é o caminho ideal para a vitória”.

Em suma, o alerta é sempre o mesmo: poderia não ser mais necessário que alguém pressione o botão vermelho, porque as máquinas poderiam fazer isso sozinhas.

O fato de que a Coreia do Norte, de Kim Jong-un, no centro das preocupações da comunidade internacional e das discussões do Conselho de Segurança convocado para essa segunda-feira, pode provocar um conflito de porte planetário parece altamente improvável a Musk: “Seria suicida para a sua liderança”, tuitou o chefe da Tesla, nada novo nessas rixas sobre política internacional. “A Coreia do Sul, os Estados Unidos e a China a invadiriam, decapitando o regime imediatamente.”

Nem todos concordam com o empresário. Durante a troca de mensagens, ainda em desenvolvimento, a ponto de ter reunidos mais de 8.000 respostas e 14.000 “curtidas”, alguns responderam que o jovem marechal não é exatamente alguém que pensa de modo racional, outros lhe responderam que os governos nunca seriam capazes de desenvolver seus próprios sistemas de inteligência artificial e que as autênticas ameaças virão de empresas privadas. Tentando, assim, colocar o empresário contra o muro.

Musk reagiu com alguns tuítes, explicando, por exemplo, que os governos não devem seguir as regras e poderão obter essas soluções de inteligência artificial quando quiserem e usá-las para chantagear os outros.

Outros usuários, ainda, céticos sobre essa leitura dos fatos, ressaltaram que, posta dessa forma, a questão Coreia do Norte parece realmente algo de pouca importância. E o fundador da SpaceX, que várias vezes definiu a inteligência artificial como uma espécie de “demônio” que estamos evocando sem pensar nas consequências, também voltou à questão: “A Coreia do Norte deveria ocupar um lugar muito baixo na lista das nossas preocupações. Ela não tem alianças a ponto de poder provocar um conflito global”.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/inteligencia-artificial-e-nao-coreia-do-norte-causara-3a-guerra-mundial-afirma-elon-musk/

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O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira

05.09.2017
Do portal JORNAL GGN, 04.09.17
Por Roberto Bitencourt da Silva

O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira

O sentido do golpe

A sociedade brasileira está submetida a uma condição abjeta: imoralidade desavergonhada de oligarquias políticas; um golpismo vende pátria despudorado que, ofendendo a consciência democrática e nacional do Povo Brasileiro, rasga a Constituição, despreza a soberania do voto popular e aliena o patrimônio público.

Sem qualquer respeito à chamada “opinião pública”, seja ela traduzida por voto, seja por sondagens de conjuntura ou por mobilizações populares de rua ou em rede. O entreguista deputado Rodrigo Maia (DEM) há meses esclareceu a coisa: “Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade”. Absoluto enclausuramento institucional e político. Findo o fiapo de democracia.

No início da movimentação golpista, em que uma plataforma política unitária circunstancial e reacionária, composta pelo grande capital nacional e gringo e por frações das camadas médias da população, tomava o PT e a presidente Dilma Rousseff como bodes expiatórios – e lá se vão mais de dois anos –, em muitos setores do campo progressista sobressaía uma incompreensão dos riscos que acenavam para o País.

Não eram, e ainda não são, poucos os que acredita(va)m que o golpe parlamentar-judicial-midiático tinha e tem em vista afastar da cena apenas o PT, Lula, em especial. À essa altura do campeonato, aquilo que afirmava, e que não raros contradiziam ser abordagem “depressiva”, tem ficado bastante claro: a emergência de um projeto de reconfiguração da dependência brasileira, intensificando-a por meio de um neocolonialismo flagrante, com a alienação de empresas e recursos voltados à coordenação e decisão sobre nossos destinos, enquanto Nação, além do incremento da superexploração dos trabalhadores.

Ataques frontais à CLT, à Eletrobras e à Petrobras são os símbolos maiores. Todo um legado das ações de patriotas, civis e militares, trabalhadores, servidores públicos e estudantes, agentes políticos individuais e coletivos sintonizados com o positivismo, o trabalhismo e o comunismo, uma herança de lutas dos anos 1930 a 1960, razoavelmente intocada décadas a fio. Essa herança era e é o verdadeiro foco destrutivo do golpismo entreguista e antipopular.

As frágeis barreiras ao golpismo e ao entreguismo

Nesse processo, as respostas foram muito tímidas, centrando-se, em boa medida, em showmícios e na definição de três datas que visavam promover greves gerais. Apenas uma destas greves, meses atrás, demonstrou certa força mobilizatória e organizacional. No mais, denúncias localizadas contra o golpismo e suas intenções, nos circuitos políticos institucionais, no webjornalismo alternativo e nas redes sociais.

Como facilmente se pode perceber, à luz do curso do tempo, pouco. Muito pouco para, ao menos, inibir a volúpia reacionária, entreguista e golpista.

Verdade seja dita: uma sociedade invertebrada é o que ora temos, no momento sem agentes potenciais e efetivos de mudança. O grosso dos trabalhadores humildes e de estratos mais altos de classe, por longos anos talhado em um movimento sindical desmobilizado e apassivador ou, pior ainda, em parte sequer integrante de alguma rede associativa, sindical ou não, de proteção, cooperação e solidariedade imediata.

Amplas faixas da classe trabalhadora destituídas ou com parcos hábitos e meios organizativos de mediação e politização. Exclui-se desse cenário, particularmente, a série de lutas e de engenhosas mobilizações, por anos, de professores e estudantes, atuantes em causas restritas à educação ou relativas a questões públicas mais abrangentes (como os jovens que reverberaram dilatadas questões sociais, nos primeiros dias das Jornadas de Junho de 2013).

Ontem e hoje submetidos a seguidas ações midiáticas, judiciais e políticas satanizantes, que retira(ra)m muito do fôlego na crítica hora presente. Em todo caso, a reorganização e a reestruturação dos movimentos sociais e sindicais têm que recolher as lições dos últimos anos, inclusive de desprendimento, oferecidas por esses atores situados no terreno da educação. Mas, esse processo vai levar tempo.

Uma sociedade invertebrada e os graves riscos para o País

Desse modo, sem organizações e agentes consequentes, a situação do País é desoladora e patética. Os partidos de esquerda, tradicionais e mais novos, de modo impressionante e em elevada medida, ainda primam por colocar no centro dos seus cálculos e iniciativas preocupações estritamente eleitorais.

Nesse sentido, expressões razoavelmente patéticas de desespero tem se manifestado nos últimos dias no webjornalismo. Artigos e notícias têm dado conta de apelos a uma intervenção militar, em acatamento ao princípio constitucional de garantia da soberania nacional pelas Forças Armadas. Daqui do próprio GGN, Luis Nassif e Rui Daher, até onde pude acompanhar. De outra plataforma jornalística, o historiador Moniz Bandeira, em e-mail a Paulo Henrique Amorim, vê como única saída do quadro perigoso prevalecente também a dita intervenção.

Compreensíveis e corajosos tais apelos por uma intervenção que se pode entender como “cirúrgica”. Apelos que mexem em cânones políticos e intelectuais consolidados, que já não dão conta dos desafios e dilemas presentes e no horizonte. Isto é, apelos que, em desespero, por conta da invertebralidade brasileira, visam preservar os ativos e recursos do Estado nacional, garantir as eleições ano que vem e proteger a Nação também do novo golpe, parlamentarista, tão almejado pelas oligarquias.

Sem “burguesia nacional” – a cada dia mais comprometida com a abjeta função especulativa, parasitária, rentista e imobiliária, assim como de testa de ferro de multinacionais – e sem classes trabalhadoras e médias organizadas e mobilizadas, a única eventual fronteira para assegurar uma mínima proteção da soberania nacional, em tese, são as Forças Armadas.

Contudo, como tantos sujeitos individuais e coletivos convergentes com ideias nacionalistas, anti-imperialistas e socialistas, tenho dúvidas sobre essa eventual possibilidade, em função do ocorrido em 1964 e no curso da ditadura. Fantasmas do passado são difíceis de serem exorcizados, ademais devido também a recalcitrante posição institucional acerca desse passado.

Em todo caso, o debate é pertinente, porque o cenário internacional de intervencionismo e de balcanização promovida nos países periféricos (Líbia, Síria, Iraque, Venezuela, Ucrânia), pelos EUA, requer inescapavelmente introduzir as Forças Armadas nas reflexões sobre a defesa da soberania nacional.  Elas poderiam impor claras barreiras internas e externas – em atendimento à soberania – a todo e qualquer programa político e de governo que tenha em vista retirar os atuais e mínimos centros internos de decisão nacional. Cabe saber se “combinou”, como diria Garrincha, se há esse entendimento e sensibilidade.

O Brasil corre o sério risco de colonização aberta e aviltante pelos EUA e pela China, sem eventuais mediações restritivas de burguesias domésticas. Atritos e diferenças à parte no tabuleiro internacional, símbolos antagônicos da antiga bipolaridade capitalismo e comunismo, na prática muitos interesses de ambas as potências se entrecruzam, notadamente via financiamento chinês da dívida norte-americana.

Ambos os países querem recursos energéticos, demais bens primários, lucros para financiar suas políticas internas e deslocar suas contradições sociais endógenas, assim como exercer domínio mundial. E o Brasil tornando-se um subserviente quintal do imperialismo, do grande capital internacional, seja sob controle privado, seja estatal. De resto, forçosamente capital alienígena, que suga e sugará ainda mais os excedentes criados pelo trabalho do Povo Brasileiro.

Desmonte, por tabela, de qualquer laivo de Nação e de preocupação com educação e pesquisa. Jovens sem futuro, sem aspirações, sem possibilidades sequer de sonhar! As importações de bens, produtos e equipamentos irão crescer, dispensando a inteligência e a criação nacional, retraindo mais ainda as oportunidades de empregos adensados e de salários melhores.

Vale observar que a gigantesca lista de privatizações e desnacionalizações do sistema produtivo e de infraestrutura, anunciada e posta em realização pelo golpista Michel Temer (PMDB), insere ainda uma potencial ameaça de balcanização territorial brasileira no horizonte.

Como frisava o grande geógrafo Milton Santos, a integração da economia nacional na “globalização”, sobretudo por meio das privatizações, guarda a possibilidade de incidir na criação de “economias arquipélagos”. Isto é, a inexistência de uma coordenação nacional do território, abandonado a conexões diretas entre as localidades e o exterior. Não gratuitamente, hoje, os agentes principais da entrega do País são as oligarquias políticas regionais.

Com as novas desnacionalizações e privatizações, que incrementam as danosas medidas adotadas na era FHC, e em parte seguidas também pelo lulopetismo, o terreno ficaria aberto à competição interterritorial com o exterior, entre os entes subnacionais. Um caldeirão propício a separatismos, motivados de dentro, por oligarquias ciosas por poder, e de fora do País. Quem melhor para representar os interesses de conglomerados internacionais que as oligarquias, seja via separatismo, seja parlamentarismo, de fato ou de “direito”?

Há muito o conservador e arguto sociólogo brasileiro Oliveira Vianna mapeou os perigos da predominância política das oligarquias regionais no Brasil: a dispersão do poder e a incapacidade de coordenação, identidade e criação de mercado interno nacional. A força dos clãs oligárquicos destrói qualquer ideia de integração territorial, política, cultural e econômica do País. Hoje, estão com desenfreado poder político.

Até Delfim Netto denuncia

Em tom crítico, Delfim Netto (note bem, Delfim Netto!), em artigo assinado na Carta Capital desta semana, afirma que o Brasil está voltando “a ser colônia”. Eis o que denuncia simplesmente um dos czares da economia durante a ditadura civil-militar de 1964, que teve por objeto transnacionalizar a economia brasileira e silenciar os trabalhadores.

Se não estamos, agora, em “processo de subdesenvolvimento”, como faz alusão o articulista de Carta – subdesenvolvimento e dependência são duas chagas estruturais do nosso País, não é novidade do nosso tempo –, seguramente nos encontramos mergulhados na intensificação do fenômeno e experimentando um reordenamento aprofundado da dependência. Do jeito que a coisa vai, talvez nem a integração territorial brasileira resista.

*Roberto Bitencourt da Silva – cientista político e historiador.

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Fonte:http://jornalggn.com.br/blog/roberto-bitencourt-da-silva/o-neocolonialismo-e-a-possibilidade-de-desintegracao-territorial-brasileira-por-roberto-bitenco#.Wa2QFirnEL8.twitter

Delação de Cunha dirá que votos do impeachment foram comprados. E o STF?

15.07.2017
Do portal BRASIL247
Por Fernando Brito

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Disse o Ricardo Noblat que parte da delação premiada de Cunha já foi aceita: a que conta quem foram os deputados – a maioria do PMDB – que receberam dinheiro para votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Cunha não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos.

Então ficamos assim: Michel Temer, cuja ascensão ao governo foi comprada, fica no poder mais algum tempo, até que caia por outras bandalheiras, se os seus companheiro de bandalheira deixarem que caia.

Se cair, entra seu companheiro de bandalheira, eleito presidente da Câmara pelos companheiros de bandalheira que, segundo o super-bandalho Cunha, foram comprados para colocar Temer no Governo anulando o voto popular.

Se a elite brasileira perdeu a vergonha completamente diante do seu povo – a quem considera um estorvo indolente – ao menos pense no vexame internacional que este  país passa, solenemente ignorado em qualquer foro sério e, de fora, só atraindo  os negócios “espertos”, que eram da China e, agora, são de todos (até da China!) “negócios da china no Brasil”.

Fico pensando nos nossos puros, castos, doutos e moralíssimos juízes, especialmente os empavonados do Supremo.

Se compararmos bem, o Brasil vive a mesma situação que seria aquela em que a Justiça determinasse o pagamento do seguro de vida dos pais assassinados àquela Suzane Richthopfen.

Mas está tudo bem: Lula foi condenado e Bolsonaro sobe nas pesquisas.

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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/delacao-de-cunha-dira-que-votos-do-impeachment-foram-comprados/

Alex era um ateu

07.12.2016
Do blog VOLTEMOS AO EVANGELHO, 30.11.16
Por Moving Works

alex-era-um-ateu

Alex Pan era um imigrante chinês, estudante de ciências e um ateu que frequentava uma universidade prestigiada em uma cidade pós-moderna. Até que um amigo o convidou para ir a uma igreja e as coisas ficaram bem interessantes.

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Fonte:http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/11/alex-era-um-ateu/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+voltemosaoevangelho+%28Voltemos+ao+Evangelho%29

Em desabafo apaixonado, geólogo que ajudou a descobrir o pré-sal diz que país está sendo transformado ‘num puteiro’, como a China do século 19: “Estamos perdendo o Brasil”

24.11.2016
Do blog VI O MUNDO

O Sinaval anunciou nesta quarta-feira (23/11) que irá ingressar com uma ação judicial contra a ANP (Agência Nacional do Petroleo) para impedir que a agência conceda waiver de conteúdo local para os FPSOs [Unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência] de Libra e Sépia, da Petrobras. O sindicato alega que não foi feita uma consulta ao mercado brasileiro que pudesse justificar o pedido de isenção. “A ANP não pode conceder a dispensa de conteúdo local sem que as etapas previstas sejam cumpridas. Falta uma consulta real aos fornecedores locais. A Petrobras argumenta que as plataformas de produção ficam 40% mais caras com conteúdo local, mas não apresentam as informações que comprovem esse argumento”, declarou o presidente do sindicato, Ariovaldo Rocha. […] A maior diferença estaria no casco do FPSO: enquanto no contrato original exigem-se índices [de conteúdo local] entre 75% e 90% para sua construção, no contrato da nova licitação a exigência teria caído para 0%. […] Outros subitens que apresentam grande variação são os de engenharia de instalação e de planta, que teriam passado de 90% para 26,4% e de 90% para 27,2%, respectivamente; e de comissionamento de planta, caindo de 90% para 0%. Já para ancoragem o percentual mínimo é o mesmo: 85%. […] O sindicato considera falsa a premissa de que o próximo leilão só terá sucesso com a flexibilização das regras de conteúdo local. “O sucesso depende muito mais do cenário internacional e das áreas ofertadas”, argumenta a entidade. “Ele (Pedro Parente, presidente da Petrobras) está convidado a conhecer os estaleiros brasileiros”, disse Rocha a jornalistas. Do site do Sindicato da Indústria Naval

Da Redação

O geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor da Petrobras, fez um desabafo apaixonado durante o seminário sobre o petróleo e o pré-sal promovido pelo Clube de Engenharia, no Rio.

Inicialmente, ele lembrou que o Brasil tem as duas maiores províncias minerais do mundo, em Carajás e Minas Gerais. Produz na Amazônia 20% do oxigênio do planeta. Tem o maior aquífero do mundo. Tem o equivalente a 50% do seu território submerso na Amazônia Azul. Para completar, descobriu o pré-sal com a inteligência brasileira — uma reserva repleta de gás, que permite a produção de fertilizantes.

Isso contrasta com o fato de que o brasileiro ainda consome menos energia per capita que o português. Reflexo de uma profunda desigualdade social.

Para Estrella, o Brasil agora é vítima do “grande poder internacional”. Ele localiza o início do mergulho na escolha de Joaquim Levy para ser ministro da Fazenda, pela presidenta Dilma Rousseff.

O golpe foi o “mergulho no poço”.

O ex-diretor da Petrobras acredita que o Brasil está sendo transformado num “puteiro” do capitalismo financeiro internacional, perdendo a soberania da mesma forma que a China perdeu no século 19 — ah, mas então foi por conta das guerras do ópio.

E no caso do Brasil? É entreguismo puro ou combinado com ação externa?

Estrella vê uma “guerra autofágica” entre forças políticas que agora deveriam se unir.

“Estamos perdendo o Brasil!”, ele denuncia, de maneira enfática, apaixonada e emocionada.

Estrella propõe uma grande frente que divida as forças políticas entre defensores da dependência ou da soberania nacional.

Vale a pena ver a íntegra.

Leia também:

PGR atuar contra a Petrobras é crime de lesa Pátria, diz deputado Pimenta

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/em-desabafo-apaixonado-geologo-que-ajudou-a-descobrir-o-pre-sal-diz-que-o-brasil-esta-sendo-transformado-num-puteiro-como-a-china-do-seculo-19-estamos-perdendo-o-brasil.html

GOVERNO GOLPISTA:Somos mais de 40

05.09.2016
Do portal BRASIL247
Por Leandro Taques:

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Além de aplicar um golpe parlamentar no país, o presidente intruso Michel Temer tentou aplicar um golpe também na matemática. Em visita à China, o presidente foi questionado quanto às manifestações contrárias ao seu governo e limitou-se a dizer que se tratava de um grupo de 40 pessoas descontentes, que iam as ruas fazer baderna e quebrar carros. Além de milhões de brasileiros, as imagens e os números também são contrários à opinião de Temer e fizeram questão de deixar isso bem claro nos protestos que ocorreram neste domingo, em várias capitais do país e até no exterior.

Os quarenta baderneiros de Temer se multiplicaram milagrosamente e alimentaram o sentimento de indignação que toma conta da maioria da população, que se vê traída e vilipendiada em seus direitos democráticos. A avenida paulista foi tomada por centenas de milhares de pessoas que gritavam a plenos pulmões: “Fora Temer!” e reivindicavam eleições diretas já. Por todo país os protestos reverberaram e até da China era possível se ouvir os gritos de “Golpistas”. Temer vai dizer que não viu e não ouviu nada. Certamente fechou os olhos, tapou os ouvidos ou sintonizou em algum canal da tv aberta brasileira, que nada mostrou sobre o clamor popular.

A tentativa de desqualificar e minimizar a força das manifestações mostra o caráter antidemocrático do atual governo. Atribuir banditismo a esses movimentos, além de desonestidade política, é uma forma de justificar os excessos que vêm sendo cometidos pela polícia militar, que tem agido de modo abusivo e repressor, sob as ordens do governo golpista. Uma professora foi covardemente alvejada no rosto por uma bala de borracha disparada pela polícia militar de São Paulo e perdeu a visão do olho esquerdo. Em outro vídeo que circula na rede, um policial mira a cabeça de um manifestante e o atinge com tiro de bala de borracha, durante protestos em Fortaleza.

Quando diz que os protestos se resumem a 40 pessoas que quebram carro, o presidente está dando a senha para a repressão ser reimplantada, sob o pretexto de proteger o patrimônio público e privado. Já era de se esperar que um governo ilegítimo agisse dessa forma, o que devemos lamentar é o retrocesso ao qual estamos nos subordinando, graças ao descontentamento social de uma porção da nossa elite, nostálgica dos anos de chumbo e que se uniu aos interesses pessoais de um grupo político que sabendo que jamais voltaria ao poder através do voto popular, planejou um golpe de estado para assim tentar retomar o “seu país” de volta.

As consequências da irresponsabilidade desse projeto de poder, serão drásticas. Alguns que imaginaram que haveria uma mudança com o impeachment da presidente Dilma, se decepcionarão ao perceberem que serviram apenas como massa de manobra para as intenções políticas da direita. Os já mal intencionados que apoiaram o golpe como ideologia social, sentirão a força da resistência nas ruas, frustrando as suas expectativas de marcar a ferro e fogo o lombo do gado sem que esse se sinta infeliz. A forma que eles encontrarão para manter o ar de legitimidade do golpe é criminalizando e reprimindo violentamente as manifestações através da polícia, definindo como vagabundos, vândalos, bandidos e baderneiros todos aqueles que não se calarem diante do assalto ao poder o qual fomos submetidos.

Um trecho da música “Até quando?” do Gabriel, o pensador serve para ilustrar esse momento. “A Polícia existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco. Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.” Essa será a lógica aplicada pelos golpistas. Quando os protestos eram contrários ao governo de Dilma Rousseff, todos os manifestantes eram cidadãos de bem. Quando o protesto é contra o governo Temer, todos os manifestantes são vagabundos e merecedores da violência policial. Essa é a democracia da direita. Esse é o Brasil que eles tanto queriam de volta.

Eu não sei o que Temer dirá quando for novamente perguntado sobre as novas manifestações contrárias a sua permanência na presidência, que aconteceram nesse final de semana em todo o país. Talvez ele diga que os 40 baderneiros convidaram mais 40 para tumultuar o ambiente, ou tente atribuir a presença de milhares de pessoas nas ruas, a uma farta distribuição de pão com mortadela promovida pelo PT com o propósito de desestabilizar o seu governo ilegítimo. Mas de uma coisa eu, o Brasil e o mundo, estamos convencidos. Somos mais de 40. Bem mais.

Vamos lançar a hashtag? #SomosMaisde40.

Vai ter resistência!

Foto: Leandro Taques

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/neggotom/253446/Somos-mais-de-40.htm

O golpe ruralista e o preço do feijão

28.07.2016
Do portal da Revista Brasil de Fato/Recife, 29.06.16
Por Alan Tygel

Ao deixar de plantar comida para plantar mercadorias, ficamos extremamente dependentes do mercado externo

A área plantada com feijão, o vilão do momento, diminuiu 36% desde 1990, enquanto a população aumentou 41% - Créditos: Divulgação
A área plantada com feijão, o vilão do momento, diminuiu 36% desde 1990, enquanto a população aumentou 41% / Divulgação

Na última semana, fomos bombardeados pelas notícias sobre a alta no preço do feijão. O povo, chocado em ver o quilo passando de R$10, ouviu as mais diversas explicações dos analistas: geada e muita chuva no sul, falta de chuva em outras regiões, e até o boato de que uma pequena doação para Cuba feita em outubro de 2015 teria sido a causa da escassez. A solução mágica apresentada pelo ministro interino da agricultura, o Rei da Soja, foi zerar a taxa de importação para facilitar a entrada de feijão estrangeiro.

O que estranhamente não saiu em lugar nenhum foi um elemento muito simples: o agronegócio brasileiro não se preocupa em produzir alimentos para o Brasil. E isso fica muito claro quando olhamos a mudança na utilização das terras no país. Nos últimos 25 anos, houve uma diminuição profunda na área destinada à plantação dos alimentos básicos do nosso cardápio. A área de produção de arroz reduziu 44% (quase metade a menos), e a mandioca recuou 20%.

A área plantada com feijão, o vilão do momento, diminuiu 36% desde 1990, enquanto a população aumentou 41%. Apesar de ter havido um aumento na produtividade, a diminuição da área deixa a colheita mais vulnerável e suscetível a variações como estamos vendo agora.

E o agronegócio?

Os grandes latifundiários do Brasil, aliados aos políticos da bancada ruralista, à multinacionais de agrotóxicos e sementes como Bayer, Monsanto e Basf, e às empresas que dominam a comunicação no país não estão preocupadas com a alimentação da população. Este atores compõem o chamado agronegócio, que domina a produção agrícola no Brasil, e vê o campo apenas como local para aumentar suas riquezas.

Isso significa, na prática, produzir soja e milho para alimentar gado na Europa e na China, enquanto precisamos recorrer à importação de arroz, feijão e até do próprio milho para as festas de São João. Exportamos milho, e agora precisamos importar o milho. Faz sentido?

No mesmo período em que a área plantada de arroz e feijão caiu 44% e 36%, respectivamente, a área de soja aumentou 161%, enquanto o milho aumentou 31% e a cana, 142%. Somados os três produtos, temos 72% da área agricultável do Brasil com apenas 3 culturas. São 57 milhões de hectares que ignoram a cultura alimentar e a diversidade nutricional do nosso país em favor de um modelo de monocultura, que só funciona com muito fertilizante químico, semente modificada e veneno, muito veneno.

No caso da cana e da soja, é fácil entender que não são alimentos, e sim mercadorias ou (commodities) que vão ser comercializadas nas bolsas de valores pelo mundo. No caso do milho, basta ver que em 2015 foram exportados 30 milhões de toneladas de milho, em relação direta com a alta do dólar. Com o preço da moeda americana em alta, vale mais à pena exportar do que vender aqui. Assim, o que sobra no Brasil não é suficiente para o nosso consumo, e por isso temos que importar, o que também irá pressionar o preço. Hoje é o feijão, logo logo será o milho que vai explodir de preço.

Outro aspecto importante é analisar que quem bota o feijão na mesa do povo é a agricultura familiar. Os dados ainda de 2006 mostram que 80% da área plantada de feijão (e 70% a produção) são da agricultura familiar. E esta agricultura não tem espaço no reino do agronegócio.

O agronegócio ameaça a soberania alimentar no Brasil. Ao deixar de plantar comida para plantar mercadorias, ficamos extremamente dependentes do mercado externo, e vulneráveis às mudanças climáticas.

O primeiro passo: reforma agrária para dar terra a quem quer plantar comida. Com a terra na mão, precisamos de incentivo à agroecologia, para produzir alimentos saudáveis. Finalmente, essa produção deve ser regulada pelo Estado, via Conab, para garantir o abastecimento interno antes de embarcar tudo para fora.

O governo interino já admite privatizar a Conab, e pode em breve aprovar leis que facilitam ainda mais o uso de agrotóxicos e o uso de pulverização aérea nas cidades.

É, de fato, também um Golpe Ruralista.

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Fonte:https://brasildefato.com.br/2016/06/29/opiniao-o-golpe-ruralista-e-o-preco-do-feijao/