Escritor português que escreveu texto sobre patos e coxinhas em Lisboa comemora sucesso

28.02.2018
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

 

captura-de-tela-2018-02-28-as-09-53-14
José João Louro

 

José João Louro escreveu o texto em que diz:

Aqui em Lisboa chegam todos os dias brasileiros da dita “classe média ” que decidiram emigrar . São antigos apoiantes de Temer ou de Aécio Neves mas agora já não querem viver no Brasil. Procuram um posto de trabalho na Europa. Converso muito com eles no café perto da Loja do Cidadão onde tratam os papéis burocráticos. Vivem uma crise de consciência pequeno-burguesa .Ainda se colocam em bicos de pés orgulhosos de serem jovens da “classe média ” com um curso superior. Mas já não querem viver no Brasil actual. Incapazes de observarem como positivas as medidas sociais do Tempo de Lula vem viver para um país governado pelo Partido Socialista ,um partido irmão do PT na Internacional Socialista . Em Portugal o governo PS é apoiado no Parlamento pelo Partido Comunista ,Verdes e Bloco de Esquerda . Ficam chocados e não entendem. Para mim é interessante notar a profunda crise de consciência da pequena burguesia brasileira ,muito nacionalista ,muito brasileira mas que depois foge para Portugal ou Europa em busca de mais comodidade.

Viralizou.

Hoje, ele voltou a tema, para comemorar os muitos amigos que fez pelo Facebook em razão do texto:

Este texto está a chegar às 3000 partilhas diretas em especial no Brasil. Foi publicado em jornais brasileiros e acabou por criar um interessante debate. Um amigo brasileiro Gerson Carneiro citou-o com um desenho de um pato e a partir daí tornou-se um texto por milhares partilhado e comentado. Só 1019 partilharam a página de Gerson Carneiro. Ainda mais interessante foi Márcio Pery que viu as minhas notas e contos e que deu ao texto uma estrutura fácil de ler e partilhar .Márcio Pery como Éric Meireles De Andrade ou Juan Neres Borin gostam dos meus Contos Tontos e de repente passei a ter imensos leitores no Brasil. Que Bom! Vou devagarinho aceitar muitos destes novos amigos que batem á porta .Que bom ter novos leitores ! Obrigado amigos por gostarem dos meus textos

*****
Fonte:https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/escritor-portugues-que-escreveu-texto-sobre-patos-e-coxinhas-em-lisboa-comemora-sucesso/

Anúncios

CLASSE MÉDIA FOI ENGANADA PELA MÍDIA QUE FEZ “TRABALHO SUJO” DO GOLPE

20.01.2017
Do portal BRASL247

Grandes fortunas precisam de um tratamento tributário, defende André Calixtre, do Ipea

27.10.2016
Do blog PT NO SENADO, 25.10.16
Por Marcello Antunes

andre calixtre 2510

Mesmo sem falar em nome do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o especialista André Calixtre apresentou estudos de sua autoria, na audiência pública para debater a PEC 241, que congela os gastos públicos, que o Brasil precisa urgentemente colocar na agenda um tratamento tributário para as grandes fortunas, existente na estrutura atual brasileira.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), André Calixtre afirmou com todas as letras que a PEC 241 é perniciosa, vai na contramão do modelo distributivo e socialmente justo implantado no Brasil a partir do primeiro mandato do ex-presidente Lula em 2003. Isto, porque durante os últimos 13 anos o modelo econômico garantiu a diminuição da desigualdade social e, ao mesmo tempo, como resultado, a renda do trabalho melhorou, impactando positivamente a formação da riqueza do País medida pelo Produto Interno Bruto (PIB).

No entanto, Calixtre observou que, nesse período e até mesmo em períodos anteriores, por mais que o modelo prodigioso de Lula tenha dado resultados, pouco se fez na questão da distribuição dos estoques. Mas o que é isso?

Calixtre explicou que nos últimos 13 anos houve uma democratização da demanda, com a ampliação do mercado de trabalho, das rendas, do salário mínimo que foi valorizado. A falta de democratização dos estoques patrimoniais seria a promoção de uma divisão mais justa dessa riqueza.

“A classe média brasileira, equivalente a 30% da população, perdeu pouco com a crise. A renda aumentou e os patrimônios foram mantidos. Acontece que no último período a renda dos mais pobres cresceu e dessa classe média, que lotou a Avenida Paulista, não cresceu na mesma proporção. Criou-se a percepção que a renda estivesse congelada para a classe média”, afirmou.

A tributação das grandes fortunas é fundamental para que haja uma diminuição da desigualdade entre pobres e ricos no Brasil, até porque há espaço para que a valorização do salário mínimo e da renda cresçam. “O último dado da influência do salário sobre o PIB é de 43% nos estados desenvolvidos e nos estados muito desenvolvidos chega a 50% do PIB. Podemos crescer ainda 10%, no mínimo, mas a PEC 241 acaba com isso”, destacou.

Ele apontou que o modelo de tributação atual afeta duramente quem tem renda de um a cinco salários mínimos. São 24 milhões de pessoas. Acima de vinte salários mínimos, ou 48,4% dos mais ricos, detentores de 57% de todo o patrimônio, a tributação é branda.

Calixtre explicou que está fazendo um novo estudo, baseado nas declarações de imposto de renda dos mais de 490 mil candidatos que disputaram as eleições de 2012. “Quando se pega a declaração, o valor da riqueza dos mais ricos está dividida em 70% em patrimônio imobiliário, 15% em bens móveis. Isso corresponde a 0,81 do índice de Gini”, disse ele – na escala desse índice, quanto mais próximo de 1, maior é sua qualidade de vida. Os candidatos mais pobres estariam na faixa de 0,65 do índice de Gini.

Resumindo: a PEC 241 fere de morte um modelo vitorioso que deu e dá resultados no combate à desigualdade social, de renda, de tudo. O congelamento do gasto foi uma marca dos governos ditatoriais, porque o efeito positivo sobre a renda por meio do salário mínimo deu como resultado o aumento da pobreza e da massa de desempregados.

Veja a apresentação de André Calixtre

Leia mais:

Base do governo não quer discutir PEC da Morte e manda senador golpista tentar obstruir audiência

****
Fonte:http://www.ptnosenado.org.br/site/noticias/ultimas/item/55277-grandes-fortunas-precisam-de-um-tratamento-tributario-defende-andre-calixtre-do-ipea

Brasil é paraíso tributário para super-ricos, diz estudo de centro da ONU

13.10.2016
Do portal  das NAÇÕES UNIDAS BRASIL, 01.05.16

Mais ricos representam 71 mil pessoas (0,05% da população adulta brasileira) e se beneficiam de isenções de impostos sobre lucros e dividendos, uma de suas principais fontes de renda. Entre os países da OCDE, além do Brasil somente a Estônia oferece esse tipo de isenção tributária ao topo da pirâmide.

Seminário discutiu experiências brasileiras de combate à pobreza em áreas urbanas. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

Os brasileiros super-ricos pagam menos imposto, na proporção da sua renda, que um cidadão típico de classe média alta, sobretudo assalariado, o que viola o princípio da progressividade tributária, segundo o qual o nível de tributação deve crescer com a renda.

Essa é uma das conclusões de artigo publicado em dezembro pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O estudo, que analisou dados de Imposto de Renda referentes ao período de 2007 a 2013, mostrou que os brasileiros “super-ricos” do topo da pirâmide social somam aproximadamente 71 mil pessoas (0,05% da população adulta), que ganharam, em média, 4,1 milhões de reais em 2013.

De acordo com o levantamento, esses brasileiros pagam menos imposto, na proporção de sua renda, que um cidadão de classe média alta. Isso porque cerca de dois terços da renda dos super-ricos está isenta de qualquer incidência tributária, proporção superior a qualquer outra faixa de rendimento.

“O resultado é que a alíquota efetiva média paga pelos super-ricos chega a apenas 7%, enquanto a média nos estratos intermediários dos declarantes do imposto de renda chega a 12%”, disseram os autores do artigo, Sérgio Gobetti e Rodrigo Orair, que também são pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Essa distorção deve-se, principalmente, a uma peculiaridade da legislação brasileira: a isenção de lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a seus sócios e acionistas. Dos 71 mil brasileiros super-ricos, cerca de 50 mil receberam dividendos em 2013 e não pagaram qualquer imposto por eles.

Além disso, esses super-ricos beneficiam-se da baixa tributação sobre ganhos financeiros, que no Brasil varia entre 15% e 20%, enquanto os salários dos trabalhadores estão sujeitos a um imposto progressivo, cuja alíquota máxima de 27,5% atinge níveis muito moderados de renda (acima de 4,7 mil reais, em 2015).

“Os dados revelam que o Brasil é um país de extrema desigualdade e também um paraíso tributário para os super-ricos, combinando baixo nível de tributação sobre aplicações financeiras, uma das mais elevadas taxas de juros do mundo e uma prática pouco comum de isentar a distribuição de dividendos de imposto de renda na pessoa física”, disseram os pesquisadores.

A justificativa para tal isenção é evitar que o lucro, já tributado na empresa, seja novamente taxado quando se converte em renda pessoal. No entanto, essa não é uma prática frequente em outros países do mundo.

“Entre os 34 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne economias desenvolvidas e algumas em desenvolvimento, apenas três isentavam os dividendos até 2010”, disseram os pesquisadores, citando México, Eslováquia e Estônia.

Contudo, o México retomou a taxação em 2014 e a Eslováquia instituiu em 2011 uma contribuição social para financiar a saúde. Restou somente a Estônia, pequeno país que adotou uma das reformas pró-mercado mais radicais do mundo após o fim do domínio soviético nos anos 1990 e que, como o Brasil, dá isenção tributária à principal fonte de renda dos mais ricos.

Em média, a tributação total do lucro (somando pessoa jurídica e pessoa física) chega a 48% nos países da OCDE (sendo 64% na França, 48% na Alemanha e 57% nos Estados Unidos). No Brasil, com as isenções de dividendos e outros benefícios tributários, essa taxa cai abaixo de 30%.

Além disso, o estudo concluiu que o Brasil possui uma elevada carga tributária para os padrões das economias em desenvolvimento, por volta de 34% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente à média dos países da OCDE.

Mas, diferentemente desses países — nos quais a parcela da tributação que recai sobre bens e serviços é residual, cerca de um terço do total, e há maior peso da tributação sobre renda e patrimônio — cerca de metade da carga brasileira provém de tributos sobre bens e serviços, o que, proporcionalmente, oneram mais a renda dos mais pobres.

“Enquanto o avanço conservador está sendo parcialmente revertido na maioria dos países da OCDE, que estão aumentando a taxação sobre os mais ricos, inclusive os dividendos (…); no Brasil, nenhuma reforma de fôlego com o objetivo de ampliar a progressividade do sistema tributário foi realizada nos últimos 30 anos de democracia, dos quais 12 anos sob o governo de centro-esquerda do Partido dos Trabalhadores (PT)”, disseram os pesquisadores, acrescentando que a agenda da progressividade tributária é um dos grandes desafios do país na atualidade.

Acesse o artigo resumido clicando aqui.

Confira o estudo na íntegra clicando aqui.

*****
Fonte:https://nacoesunidas.org/brasil-e-paraiso-tributario-para-super-ricos-diz-estudo-de-centro-da-onu/

O Fascismo do Século XXI e o papel da Classe Média

24.08.2016
Do portal OPERA MUNDI, 18.04.16
Por André Calixtre / Carta Maior

Bolsonaro nazista

Há sinais claros de que uma parcela influente da sociedade brasileira está se aproximando cada vez mais dos valores totalitários específicos do fascismo.

fascismoQuem algum dia teve estômago para assistir ao maravilhoso e grotesco “Salo, 120 dias de Sodoma”, de Pasolini, encontrou lá a definição mais aguda sobre o fascismo e suas peculiaridades ante outras formas de totalitarismo. No filme, Pasolini escancara ao público uma personagem absurdamente banal e monstruosa de Mussolini, que se enclausura com sua alta cúpula de governo em uma mansão de campo, levando com ele dezenas de jovens, homens e mulheres, com as quais praticaria os mais abomináveis atos possíveis e imagináveis pela mente humana.

O que é que Salo tem que ajudaria a compreender a sociedade brasileira nos dias de hoje? Muito. Há sinais claros de que uma parcela influente da sociedade brasileira está se aproximando cada vez mais dos valores totalitários específicos do fascismo.

Essa percepção não vem somente dos recentes episódios de espancamentos físicos e morais de pessoas comuns, na maioria mulheres, inclusive mães com bebês, única e exclusivamente devido à roupa vermelha utilizada em espaço público. Não, a percepção de que o Brasil está gestando o fascismo do século XXI vem do comportamento de suas instituições, ou melhor, do estado de sítio a que elas estão sendo progressivamente submetidas.

O obsoleto sistema político brasileiro adotou como estratégia de sobrevivência o abandono das principais regras de convivência democrática, em prol do objetivo inescrupuloso de retirar do poder, a qualquer custo e sem fato concreto, um presidente democraticamente eleito. A celebração dessa festa bizarra assumiu contornos alarmantes quando nenhuma repreensão, fora do campo democrático, foi vista diante do vazamento a veículos alheios ao devido processo legal de escutas ilegais da mandatária máxima à mídia encastelada na defesa de seus interesses de derrubar o governo, expondo as garantias constitucionais aos ouvidos de todos.

A democracia é uma instituição frágil, convive mal com os sentimentos dos homens; mas tende a se consolidar na sociedade se houver tempo para florescer, e o Brasil esta longe desse exemplo. Na última década, a combinação das redes sociais com o decadente sistema político fermentou novas bases de avanço do fascismo, conferindo voz pública a pessoas que restringiam suas manifestações grotescas às mesas de bar, aos cultos, às lojas e agremiações sociais e à tribuna exercida por partidos antes nanicos e exóticos. Atores políticos participaram do banquete antropofágico e utilizaram a fragilidade das instituições democráticas para golpear valores fundamentais de nossa sociedade moderna. Em poucos anos, temos em curso a redução da maioridade penal, a restrição do conceito de família, a criminalização dos movimentos sociais, o ataque a múltiplos direitos fundamentais da seguridade social, a entrega da soberania sobre os recursos naturais às grandes corporações transnacionais. O fascismo do século XXI vai-se fortalecendo na desconstrução dos direitos constitucionais pactuados pela redemocratização.

Hannah Arendt ensina que a força totalitária espreita a qualquer ação política, mesmo dentro da democracia, alimentando-se de todos os campos ideológicos. O fascismo (considerando suas inúmeras variantes históricas) é a forma mais brutal desse governo, mas, para ele existir, precisa estar sempre hígido, cheiroso, impecável. O fascismo nutre-se do sentimento de pureza das pessoas de bem ao seu redor, em suas camisas negras ou verdes-amarelas, convictas de que contribuem para a ampliação da democracia, quando fazem o inverso. Atrás da montanha de vaidades construída pela “beleza” fascista é que se operam os campos de concentração na Sodoma dos homens.

Nesse invólucro que protege o fascismo dele mesmo, os cidadãos do lado claro da montanha não podem saber o que acontece no lado escuro dela. Enquanto a turba ocupa as ruas exigindo candidamente o verde-amarelo do fim da corrupção (de toda a corrupção!), o fascismo corrompe o sistema democrático ao turvar as garantias individuais em nome do jogo de poder. Juízes transformam-se em justiceiros e assumem as feições sobre-humanas do fascismo. Heróis acima da lei capazes de guiar o destino dos homens comuns. O fascismo é uma epopeia peculiar, pois se mobiliza nos heróis-ninguéns, em pessoas esquecidas pelas elites sociais, culturais ou intelectuais que, repentinamente, são alçadas à condição de semideuses. Não é por menos que, nos períodos em que o fascismo impera como sistema, a produção artística rebaixa-se em quantidade e, principalmente, em qualidade.

A Classe Média é a referência política de qualquer sistema social moderno e capitalista. Por isso, a disputa do fascismo está dentro de seus determinantes, na qual esse avança à medida que o sistema político não encontra mais formas de equacionar democraticamente o conflito distributivo no interior do desenvolvimento socioeconômico. Diferentemente do que afirmou Mussolini ao definir a sociedade por meio de um Estado totalitário em que nada estaria abaixo dele, o fascismo na verdade representa uma ruptura radical da separação entre Estado e Indivíduo, fundindo-os numa força sem regras que limitem a existência de ambos. A engenharia social, ao mesmo tempo racista e racionalista, é a principal propaganda de atração dos descontentes e dos desesperados em meio às crises cíclicas do capitalismo.

A Classe Média brasileira é peça chave na direção do processo democrático, e, infelizmente, tem demonstrado intensa fadiga desde sua peculiar consolidação no período do Regime Militar, cujos valores republicanos foram deturpados pelo ambiente de ausência de liberdades civis e pela impensável concentração de renda e riqueza promovida pela ditadura. A meritocracia, modo de operação da legitimidade de qualquer classe média no mundo, é uma falácia no Brasil, pois não há igualdade de oportunidades em nenhum estágio de vida entre um membro do interior da Classe Média e outro de fora dela.

Nos anos 2000, o convívio com os subalternos foi promovido pela tentativa de estruturação do mercado de trabalho e pelo resgate das políticas públicas.

Muitos pontos de contato foram produzindo tensões entre a Classe Média e as novas classes trabalhadoras em ascensão. Nos espaços públicos, nas universidades, nos lares, tudo parecia em disputa. A intensidade do crescimento econômico favorecia muito mais as rendas baixas que as médias-altas. Em termos geracionais, os filhos da Classe Média pós-ditadura sentem-se em desvantagem ante os filhos das classes trabalhadoras. Esta é a principal origem do ódio de classes hoje no Brasil. Mas o fascismo não vive apenas de ódio, ele precisa de algo mais: deve-se justificar na ideia de pureza dos cidadãos de bem. É preciso que este ódio vista a máscara dos símbolos da Classe Média; cujo centro é a sempre meritocracia.

Como o código de ascensão social ancorado por políticas públicas afronta simbolicamente o mito da meritocracia, a Classe Média inteira não é capaz de proteger a incorporação dos outros extratos, portanto ela se fragmenta entre uma subclasse progressista e outra profundamente reacionária. O fascismo atua diretamente sobre essa cisão, aprofundando o antagonismo entre as frentes de posicionamento e fragilizando a defesa histórica que a Classe média deveria ter para com a democracia. A promessa do fascismo é de um caminho mais curto de retrocessos sociais, amplificando o desespero social em medidas que ignoram as regras do jogo democrático. O objetivo último, a volta dos novos atores a seus lugares do passado, é o que importa.

Amparado pela propaganda cotidiana dos monopólios mediáticos, a fração reacionária da Classe Média acredita, como um fetiche, ser a real portadora da mudança moral do país. Isso é o mecanismo mais profundo de florescimento do fascismo: a transferência para o outro de todo o lado sombrio da montanha. Reproduza isso a um partido político, que em segundos a onda fascista atinge as instituições, acovardando-as ante os heróis-ninguéns criados no processo histórico. O fascismo do século XXI representa este atalho no retrocesso social, e a Classe Média pode-se transformar em sua vanguarda contra revolucionária.
******
Fonte:http://operamundi.uol.com.br/dialogosdosul/o-fascismo-do-seculo-xxi-e-o-papel-da-classe-media/18042016/

Dr. Heleno/UNB:” Hoje o INSS se acabou”

13.05.2016
Por  Professor Dr. Heleno/UNB, via whatsapp

” Hoje o INSS se acabou. Passou a pertencer ao Ministério do Desenvolvimento Agrário visando à privatização da Previdência Social cuja parte lucrativa será vendida pelo Ministério da Fazenda às seguradoras internacionais, representadas no Brasil pela Globo.

Os pobres (INSS) ficarão com as políticas focais mínimas preconizadas pelo BIRD junto aos muito pobres, agricultores, pescadores e outros não passíveis de venda. Políticas sociais como essa das pessoas com deficiência são de futuro incerto.

Entregaremos nosso relatório de validação a tempo e nesse novo contexto – Previdência fatiada para vender seguradoras à classe média no Ministério da Fazenda e o INSS sucateado gerenciando políticas focais para pobres.

A Classe média vai amargar e pagar seguros privados para lembrar com amargura do quanto era ruim o INSS e o quanto será desgraçado o futuro privado. Como a Controladoria Geral da União foi extinta hoje por decreto todos poderão roubar em paz.

Ninguém vai mais incomodar e os TCUs poderão se dedicar a perseguir professores de universidades federais cujos trabalhos tiverem dificuldade de provar que compraram uma resma de papel.”

****