Irineu Messias, presidente afastado do CONAD/GEAP : “Quero continuar lutando para que a GEAP seja viável financeiramente para todos os servidores. Peço seu voto para a Chapa 1”

22.02.2017
Por Irineu Messias*

Sou candidato a reeleição, pelo chapa 1, NOSSA CHAPA,(CONAD/CONFIS) que é a mesma chapa da eleição de 2014, cujo mandato se encerra agora em abril deste ano.

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Irineu Messias, presidente afastado do CONAD/GEAP, e candidato à reeleição ao Conselho de Administração da GEAP, para o triênio 2017-2020.

Peço o voto de todos os beneficiários da GEAP(servidores e funcionários da GEAP) consciente de que cumprir meu papel de defender os interesses dos servidores, principalmente, no que diz respeito, aos reajustes abusivos que tem sido praticados pela GEAP, os quais não só votei contra, como reduzi o reajuste de 37,55% para 20%. Votamos, eu e os demais conselheiros eleitos, contra o atual reajuste de 23, 44  que só penaliza os servidores, levando-os a ter que sair da GEAP, por não ter condições de pagar esses reajustes.

A decisão de reduzir de 37,55% para 20%, durante  o tempo  em que fui presidente do Conselho de Administração(CONAD), de 02 de maio a 14 de junho de 2016.Esta decisão trouxe-me vários transtornos do ponto vista, pessoal e funcional e político. Sofri muita pressão para que não tomasse tal decisão. Mas  não cedi a pressão e fiz aquilo  que achava justo e correto na defesa dos servidores.

Tive meu mandato de presidente cassado, pelo poder Judiciário, além de ter sido processado na Justiça Cível de Brasília, acusado de gestão temerária e ter feito renúncia de receita da Geap. Tal acusação é absolutamente falsa, tanto que, por unanimidade, o colegiado do CONAD, decidiu que  a Direção Executiva da GEAP deveria  desistir da ação contra mim, o que de fato, ocorreu.

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Matéria do jornal do SINDSPREV/PE,  sobre o afastamento de Irineu Messias, da presidência do CONAD/GEAP, em 14.06.16.
GEAP.MPOG
Fizemos a defesa dos interesses dos servidores, não apenas dentro do CONAD, mas fora dele, juntamente com as entidades sindicais.

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IRINEU MESSIAS
Irineu Messias, durante audiência, na Câmara Federal, denunciando os reajustes abusivos, ano passado.

Como presidente do CONAD, não apenas reduzi o reajuste( que foi suspenso pela Justiça de Brasília, esta me afastou da Presidência), mas elaboramos um Plano de Ação Administrativa e Gerencial, que tinha os seguintes objetivos:

– Refazer todos os contratos dos grandes prestadores de serviços da GEAP, no país inteiro, na perspectiva de economizar entre 5% e 10% das despesas ; assistenciais, sem prejuízos na prestação de serviços prestados aos assistidos;

– Redução do reajuste de 37,55% para 20%, por ser abusivo, e porque tal percentual iria “expulsar” milhares de servidores da GEAP, como infelizmente aconteceu. Já são cerca de 50 mil que saíram;

– Atuar no TCU para cassar a liminar que impedia o retorno de servidores ao quadro da GEAP. O que aconteceu no final do ano passado, conforme prevíamos no no nosso Plano de Ação;

– Negociação com todas as entidades sindicais e associativas para a retirada de liminares contra a GEAP, mediante a redução do reajuste de 37,55 para 20%, através de um processo de negociação entre a assessoria jurídica da GEAP e as assessorias jurídica das entidades, em busca de um acordo que atendesse ambas as partes. Isto foi feito por meio da RESOLUÇAO CONAD 129/16, que baixei ad referendum, infelizmente suspensa ,quando fui cassado pelo Poder Judiciário em Brasília, em uma ação proposta pelo Governo Temer.

Além dessas medidas, atuei junto com os outros conselheiros eleitos, tanto do CONAD como do CONFIS, para melhorar as práticas administrativas e gerenciais, com a implantação de um novo modelo de Governativa Corporativa, através da qual os mecanismos de controle e transparência serão cada vez mais rígidos, tão necessário a uma empresa tão grande e complexa como a GEAP.

Não tenho a pretensão, neste sucinto artigo, explicitar tudo que nós conselheiros eleitos, fizemos durante nosso mandato 2014-2017.

Por estes e tantos outros motivos, fui estimulado pela minha entidade, a CNTSS e por vários companheiros e companheiras no país inteiro, a disputar um novo mandato para o Conselho de Administração da GEAP.

Em função disto, peço o voto de todos os servidores assistidos da GEAP, que precisam ter representantes nas instâncias da GEAP. Sei que somos minoria. Mas vamos continuar lutando, juntos com nossa entidades nacionais, para a que gestão da GEAP, seja presidida pelos servidores. Vamos lutando para que o Conselho de Administração volte a ser presidido pelos representantes do servidores.

Portanto, por este e tantos outras razões, peço, não apenas o voto, mas o empenho de todos os servidores para  que a Chapa 1, NOSSA CHAPA, CONAD/CONFIS, seja eleita,  nas eleições que ocorrerão no dia 15 de março de 2017.

A chapa 1, NOSSA CHAPA(CONAD/CONFIS) é formada e apoiada por grandes entidades sindicais e associativas: CNTSS, CONDSEF, ANASPS, FENADADOS e ANESG(representante dos funcionários da GEAP).

Abaixo listamos todos os candidatos da chapa 1, CONAD/CONFIS:

CHAPA 1 – CONAD – NOSSA CHAPA

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IRINEU MESSIAS DE ARAUJO. 1º Titular. CNTSS/CUT
Servidor público federal desde 1985. Lotado no Conselho de Recursos do Seguro Social – CRSS.
Graduado em Gestão Pública.(UNINTER.PR/2010)
Especialização em Administração Pública e Gerência de Cidades(UNINTER.PR/2012). Mestrando em Administração. Universidad Americana, em andamento, Assunção. Paraguai. Bacharel em Teologia. Universidade da Bíblia.2016.
Ex-presidente da CNTSS/CUT.(2004-2007).
Gerente-Geral de Articulação Institucional da Secretaria de Transportes em Pernambuco.2011-2014
Curso de Conselheiro de Administração.IBGC/2015.
Membro Titular do CONAD/GEAP.2014/2017.
Ex-presidente do CONAD/GEAP.(02.05 a 14.06.2016).
Diretor Administrativo do Sindsprev.PE.(2014-2017).
Ex-membro do Conselho Nacional de Saúde- CNS.
Participante do 6° Seminário Economia da Saúde e Gestão, Novos Rumos para a Sustentabilidade.UNIDAS.2015.
Participante do 7°Seminário Desafios Normativos, Regulatórios e de atenção à saúde para as autogestões. Unidas.2016.

conad_ricardoRICARDO LUIZ DIAS MENDONÇA. 1º Suplente. CNTSS/CUT
Servidor público federal do Ministério da Saúde.BA, desde 1984. Lotado na SESAB/SES. Graduado em Administração de Pequenas e Médias Empresas. .UNOPAR .2006.
Residente em Salvador. Bahia.
Membro Suplente do Conad/GEAP.2014-2017.
Curso de Conselheiro de Administração. IBGC .2015.
Presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia. Diretor do Sindprev.BA.

manoel-2MANOEL RICARDO PALMEIRA LESSA. 2º Titular. ANASPS
Servidor público federal do INSS desde 1987.
Residente na cidade do Rio de Janeiro.
Técnico do Seguro Social Diretor da ANASPS/RJ.
Licenciado em História pela UERJ.1990.
Pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos. FGV.
Ex-presidente do CONDEL/GEAP(2008-2011)

conad_elienaiELIENAI RAMOS COELHO. 2º Suplente. ANASPS
Servidora pública federal do INSS desde 1971.
Aposentada.
Residente em Brasília/DF.
Graduada em Biblioteconomia/RJ.1980.
Vice-presidente de Finanças da ANASPS.
Curso de Conselheiro de Administração.IBGC. 2015.
Membro Titular do CONAD/GEAP.2014-2017.

iveteIVETE VICENTINO DE AMORIM. 3º Titular.CONDSEF
Servidora pública Federal. Ministério do Trabalho em Mato Grosso.
Residente em Cuiabá.MT.
Bacharelado e Licenciatura em História. Universidade Federal de Mato Grosso.1994.
Especialização em Gestão Pública.
Diretora do Departamento do Ministério do Trabalho e Previdência Social da CONDSEF.
Dirigente do Sindsep/MT.

conad_leonardoLEONARDO ALEXANDRE SILVEIRA BARBOSA. 3º Suplente. ANESG
Empregado da Geap Auto Gestão em Saúde desde 1994.
Residente em Belo Horizonte .MG.
Graduado em Gestão de Recursos Humanos. Universidade Estácio de Sá. 2014. Presidente da ANESG – Associação Nacional dos Empregados e Servidores da Geap. Membro suplente do CONAD/GEAP. 2014-2017.
Curso de Conselheiro de Administração. IBGC.2015.
Ex-Diretor do Sindicato dos Securitários de Minas Gerais.
Conselheiro do Conselho Estadual de Representantes da GEAP/MG.

CHAPA 1 – NOSSA CHAPA – CONFIS

confis_maria_do_perpetuo_socorroMARIA DO PERPETUO SOCORRO LAGO GOMES MARTINS. 1º Titular. FENADADOS
Empregada pública federal da DATAPREV desde 1988.
Residente em São Luís. MA.
Graduada em Serviço Social. UFMA.
Pós Graduação em Administração e Planejamento de Projetos Sociais.Aleixo.MG. Diretora Executiva da FENADADOS.
Presidenta do SINDPD/MA.Presidenta do Conselho Fiscal -CONFIS/GEAP.
Curso de Conselheira Fiscal. IBGC.2015
Curso de Conselheiro de Administração.2016.

hervecio-2-geapmgHERVECIO CRUZ . 1º Suplente. ANESG
Empregado da GEAP AUTO GESTÃO EM SAÚDE desde 1991.
Residente em Belo Horizonte. MG.
Licenciado em História. UFMG.1996.
Diretor do Sindicato dos Securitários (1993 – 1996);
Diretor do Sindicato dos Securitários (1996 – 1999);
Diretor do Sindicato dos Securitários – Secretário Geral. (2007 – 2010); Diretor Administrativo e Financeiro do Sindicato dos Securitários/MG.2010-2013).
Conselheiro Suplente do Conselho Consultivo da GEAP (2008 – 2011);
•Diretor CUT – Central Única dos Trabalhadores (2013 – 2015);
Delegado Estadual da ANESG – Associação Nacional dos Empregados da GEAP em Minas Gerais (2014 – 2017);

confis_maria_das_gracasMARIA DAS GRAÇAS DE OLIVEIRA. 2º Titular. CNTSS/CUT
Servidora pública federal do Ministério da Saúde/RJ. Ex-INAMPS.
Aposentada. Residente na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. FTESM/RJ.
Graduada em Gestão de Recursos Humanos. FABES
Especialização em Saúde do Trabalhador. FIOCRUZ.
Técnica de Enfermagem.
Ex-Diretora do SINDSPREV.RJ. Curso de Conselheira Fiscal . IBGC. 2015.
Membro Titular do CONFIS/GEAP.2014-2017
Presidenta do CONFIS/GEAP, 2014-2016.

confis_deusaDEUSA MARIA DUARTE CARGO : 2º Suplente. CNTSS/CUT
Servidora pública federal do Ministério da Saúde/DF.
Aposentada. Residente em Brasília. Servidora pública do Distrito Federal. Aposentada.
Graduada em Pedagogia. Universidade Católica. Brasília/DF.
Licenciatura Plena. Especialização em Educação Infantil. Universidade Católica. Brasília/DF.
Curso de Conselheira Fiscal. IBGC.2015.
Técnica de Enfermagem. CETESB/DF.
Membro Suplente do CONFIS/GEAP.2014-2017. Ex-diretora do Sindprev/DF.

ALGUMAS PROPOSTAS DA CHAPA 1 – CONAD/CONFIS – NOSSA CHAPA

Pressionar para que  a contribuição do per capita seja paritária: 50% do Governo e 50% dos trabalhadores, buscando no Poder judiciário a efetivação dessa proposta;

Gestão paritária da GEAP;

Acabar com a coparticipação;

Fim da intervenção  e do voto de minerva do Governo, com a presidência do Conad sendo exercida pelos representantes dos servidores;

Lutar pela mudança do modelo de sustentação financeira, de modo  a tornar mais acessíveis economicamente todos os planos da GEAP;

Ações judiciais contra os reajustes abusivos das mensalidades;

Melhoria da rede credenciada em todo o país, principalmente nas cidades do interior; Promover estudos para a criação de outros planos economicamente mais acessíveis para os servidores de salários mais baixos;

Incluir pais, avós sem renda, e filhos menores na condição de dependentes;

Por uma GEAP competente e mais transparente;

Maior flexibilidade na renegociação das dívidas dos beneficiários;

Oferecer atendimento nas doenças degenerativas e terminais;

Garantir o pronto-atendimento nas urgências médicas;

Assegurar a oferta de serviços nas cidades com qualquer número de habitantes;

Implantar fundo garantidor a ser mantido pelo Governo Federal, para evitar a quebra da GEAP; Instituir o sistema de saúde, que financie os atendimentos de alta complexidade dentro e fora do país.

Lutar pela implantação de rede própria da GEAP, primeiramente nas capitais,  com a finalidade de redução de custos;

Acompanhar e Fiscalizar o cumprimento do Programa de Saneamento Financeiro da Geap – PROSAN;

Continuidade no aprimoramento da análise e controle dos gastos e das despesas da GEAP.

Espero poder com o voto de cada servidor, cada servidora para que possamos continuar defendendo os interesses de todos os assistidos da GEAP, que sofrem com os absurdos reajustes, aos quais sempre votamos, e continuaremos a votar contra. Mas não votamos simplesmente contra, sugerimos alternativas gerenciais e administrativa para que a GEAP tenha sustentabilidade financeira, que não foram aceitas pelos atuais dirigentes da GEAP,  indicados pelo Governo Temer.

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Irineu Messias de Araújo

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A Geap é uma bomba para Eliseu Padilha

10.08.2016
Do portal da Revista CARTACAPITAL*
Por André Barrocal

Nas mãos do PP, por obra do braço direito de Temer, o plano de saúde dos servidores vive uma guerra por causa de um contrato suspeito
 

Eliseu PadilhaLogo ao assumir a Casa Civil, Padilha anulou mudanças estatutárias feitas pouco antes pela Geap, garantindo o controle da entidade com o PP

Nesses 80 dias de governo, eu acho que nós fizemos coisas boas. Mas a melhor que fizemos foi escolher os ministros.” Licença poética, certamente, as palavras do bardo Michel Temer, em um ato público na segunda-feira 1º. Três ministros já caíram, por tropeços éticos, e outro só não foi nomeado ainda por ser réu, acusado de falsidade ideológica.

Maldosamente chamado de “Eliseu Quadrilha” nos tempos do governo Fernando Henrique, o chefe da Casa Civil de Temer é outro a enveredar por trilhas perigosas. Na semana passada, CartaCapitalrevelou a intervenção de Eliseu Padilha em uma disputa bilionária, controvertida e cheia de DNA do PMDB no Porto de Santos. Ele agora se arrisca em mais um terreno pantanoso.

No centro desta nova trama está o PP, do ministro da Saúde, Ricardo Barros, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, partido amante das negociatas, como atestam as relações do doleiro Alberto Youssef com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, descobertas pela Operação Lava Jato.

Um enredo a deixar a impressão de autoridades movidas por interesses pouco republicanos e dispostas a acobertar malfeitos, na qual aparece mais uma vez a banca Nelson Wilians & Advogados Associados, a mesma do caso Padilha-Porto de Santos. E o mais delicado: uma história em que há suspeitas de fraude em um contrato de mais de 100 milhões de reais.

A trama se passa na Geap Autogestão em Saúde, uma fundação de caráter privado fornecedora de planos de saúde a funcionários públicos. A entidade possui gestão compartilhada entre servidores e entes federais. Seu órgão máximo é o Conselho de Administração, formado por seis membros, três indicados pelos usuários e três pelo governo.

Cabe ao presidente do Conselho nomear o diretor-executivo. O financiamento dos planos também é rateado. O governo repassa uma quantia fixa à Geap por servidor que adere ao convênio, em torno de 200 reais por mês, e o trabalhador completa a mensalidade, de cerca de 600 reais, em média. Com 600 mil clientes, a maioria em Brasília e no Rio de Janeiro, a entidade gira uns 4 bilhões de reais por ano. Uma respeitável quantia.

Tão logo chegou ao Palácio do Planalto com o presidente interino, Padilha meteu a colher na Geap. Em um ofício de 18 de maio ao presidente do Conselho de Administração, Irineu Messias de Araújo, sindicalista, declarou nulos todos os atos praticados pelo Conselho a partir de 27 de abril.

O objetivo era retomar o comando do Conselho pelo governo, para o Planalto poder usar a Geap em suas barganhas políticas. No caso, para dar vida boa ao PP, a ciscar pela Geap desde 2013. 

No ofício, Padilha indica como membro e presidente do Conselho no lugar de Messias um prestador de serviços ao PP. Laércio Roberto Lemos de Souza foi subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério das Cidades na gestão do deputado do PP da Paraíba Aguinaldo Ribeiro, entre 2012 e 2014.

Permaneceu ali com o sucessor de Ribeiro, o mineiro Occhi, depois seguiu com este, em 2015, para o Ministério da Integração Nacional, onde foi diretor de Planejamento Estratégico. Para uma das outras vagas, Padilha endossou a designação feita por Barros, deputado pelo PP do Paraná.

Barros tomou posse em 12 de maio e no dia seguinte assinou um despacho a informar seu escolhido para a Geap, o advogado Rodrigo de Andrade Vasconcelos, o mesmo que abriu o caminho para o milionário contrato agora envolto em suspeitas. 

O referido contrato foi assinado em 13 de outubro de 2015. Nele, a Geap terceirizou sua defesa em causas judiciais. O contratado era o escritório Nelson Wilians, remunerado para representar a entidade em tribunais de todo o Brasil. O parecer jurídico da Geap a embasar a terceirização é obra de um personagem ligado ao PP, Paulo Rochel Alves Filho.

Atual assessor institucional da entidade, ele foi assessor parlamentar da pasta das Cidades com Aguinaldo Ribeiro. Um ano antes, a Geap selara uma terceirização parcial com o mesmo escritório, restrita a causas no Rio Grande do Sul, terra de Padilha, e no Rio de Janeiro. O parecer favorável àquela terceirização é de Vasconcelos, na época assessor jurídico da entidade.

Depois de deixar a Geap, Vasconcelos atuou juntamente com a banca Nelson Wilians em tribunais. Inclusive, em processos que tinham a Geap como parte. É o caso do Embargo de Declaração 131554-92.2016.8.21.7000, ajuizado pela entidade em 25 de abril no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. No embargo, Vasconcelos e Wilians aparecem como advogados da Geap.

Não seria conflito de interesse respaldar juridicamente um contrato quando era da Geap, depois atuar juntamente com o contratado da entidade? Trata-se, ademais, de processo a correr em um estado que, graças ao parecer de Vasconcelos em 2014, pavimentou a terceirização total de 2015.

Questionado, Vasconcelos disse, por meio da assessoria de imprensa da Geap, que “nunca trabalhou no escritório” Nelson Wilians. Também pela assessoria a banca afirmou que Vasconcelos “nunca teve vínculos profissionais”. Em nota da assessoria, o Ministério da Saúde declarou que Ricardo Barros indicou o advogado para a Geap pela experiência dele no ramo. Vasconcelos já foi diretor da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde.

À frente do Conselho de Administração, Messias queria rescindir o contrato de terceirização de 2015. É o que se vê na ata, obtida pela reportagem, da reunião ordinária do Conselho de 18 de maio. Mesmo dia, aliás, da intervenção do chefe da Casa Civil.

Já havia, inclusive, uma nota técnica preparada pela diretora-executiva, Eliana Cruz, para subsidiar a rescisão. Segundo Messias, o contrato parecia economicamente lesivo à Geap. Até ali, já consumira 14,5 milhões de reais, uma média de 2 milhões de reais por mês.

Conforme estimativas internas da entidade na época, seria possível gastar próximo de 400 mil reais mensais com advogados da casa em processos judiciais, ou seja, 1,6 milhão a menos do que a despesa média com o escritório terceirizado.

O contrato sofreu então uma espécie de pente-fino, o que trouxe à tona esquisitices no processo de terceirização e indícios de fraude, conforme se observa no 8º Relatório do Conselho Fiscal da Geap, de 22 de junho, ao qual CartaCapital teve acesso.

Segundo o documento, o contrato nasceu de forma relâmpago: a terceirização foi autorizada pelo Conselho de Administração em 8 de outubro de 2015 e cinco dias depois a diretoria assinava a papelada. A justificativa para a contratação é de 15 de outubro, posterior ao acordo. Não deveria ser anterior?

Também foram identificadas cobranças indevidas, da ordem de 44 mil reais, por parte da banca Nelson Wilians, por serviços na verdade prestados por advogados da casa ou por outro terceirizado. O contrato jamais foi submetido pela diretoria ao Conselho de Administração, embora normas internas imponham tal rito a acordos superiores a 100 mil reais. Mesma situação, aliás, das negociações do escritório com o Porto de Santos, motivo de intervenção de Padilha.

O contrato com a Geap, prossegue o relatório, teria dispositivos tidos como “leoninos” para a entidade, com “cláusula rescisória extremamente desfavorável” e “sinais óbvios de adulteração”. Por fim, recomendava ao Conselho de Administração e à diretoria a apuração das irregularidades, punição dos responsáveis, rescisão contratual e perícia na papelada.

O contrato tem sete páginas. Pela Geap, assina o então diretor-executivo, Luiz Carlos Saraiva Neves, ligado ao PT. Pela Nelson Wilians, o chefe do escritório em Brasília, Leandro Daroit Feil. Há também duas testemunhas a firmá-lo. A fraude estaria na página 3, a tratar dos honorários da banca. É a única folha a conter uma rubrica solitária. As demais possuem quatro rubricas, presumivelmente de Neves, Feil e das testemunhas. 

CartaCapital não conseguiu contato com Neves para pedir esclarecimentos. Por meio da assessoria, o escritório Nelson Wilians afirma: “Trata-se de um contrato particular de prestação de serviços jurídicos, que atende à finalidade a que foi proposto e sobre o qual não paira a mínima suspeita de fraude ou irregularidade”. E que “a condução dos processos judiciais foi objeto de duas auditorias externas independentes realizadas pelas renomadas empresas Ernest & Young e KPMG, tendo sido aprovadas sem ressalvas”.

Além das pessoas envolvidas com a suposta fraude, esta poderia beneficiar mais alguém no jogo do poder em Brasília? Um ex-funcionário da Geap diz que terceirizar a defesa judicial é capaz de servir à formação de caixa para campanhas, partidos e políticos. O dinheiro pago à banca contratada poderia ser revertido de algum modo ao grupo político responsável pelo acordo.

Como visto, a terceirização levou a Geap a gastar, por mês, 1,6 milhão de reais acima do que custaria atuar com seu jurídico próprio nos tribunais. O escritório Nelson Wilians, noticiou a Folha de S.Paulo, teria ligações com o PMDB e com um filho do ministro da Casa Civil, o advogado Robinson Padilha, que na prática toca o escritório do pai, Eliseu, em Porto Alegre.

Fraude contratual à parte, é possível fazer bons negócios não republicanos na Geap, conta o mesmo ex-funcionário, o que talvez explique o Planalto usar a entidade em barganhas políticas e o interesse do PP em tomar conta do pedaço.

Por exemplo, um cliente da Geap vai ao hospital, o atendimento gera uma guia a ser enviada à entidade para o pagamento, o papel entra numa fila de espera e fica lá. Para agilizar o pagamento, ou para não o retardar, alguém da Geap pode cobrar do credor um pedágio, digamos, de 10% do valor devido.

Consta que isso teria ocorrido recentemente em um hospital de Brasília especializado em idosos. Adiantaria alguma coisa o hospital reclamar no Ministério da Saúde? Sendo a pasta do PP, o partido da Geap, é improvável.

A possibilidade de emprego político da entidade, com o potencial prejuízo dos usuários, está na origem da briga que trouxe à tona as suspeitas de fraude contratual. Até abril, o presidente do Conselho de Administração da Geap era escolhido entre os três representantes do governo, tinha o voto de Minerva e cabia a ele nomear o diretor-executivo. Com apoio do Ministério do Planejamento na reta final da gestão Dilma Rousseff, os representantes dos usuários conseguiram tomar o poder.

Em 25 de abril, o Planejamento trocou os três conselheiros titulares do governo na Geap. Eles assumiram um dia depois em uma reunião extraordinária do Conselho, este se autoconvocou para outra extraordinária no dia seguinte (27) e aprovou um novo estatuto. Dali em diante, o presidente e o vice do Conselho seriam eleitos apenas entre os indicados dos servidores. O desempate em decisões e a escolha do diretor-executivo caberiam aos representantes dos servidores. 

Em 2 de maio, em outra reunião extraordinária do Conselho, foi eleito para comandá-lo Irineu Messias de Araújo, sindicalista da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social. O que levou, por designação dele, a assistente social Eliana da Cruz ao cargo de diretora-executiva. E, ato contínuo, aos questionamentos sobre a terceirização do jurídico.

No Ofício 166/CCivil, o da intervenção, Padilha declara nulos não só a alteração estatutária, como também tudo o que foi feito pelo Conselho de Administração depois. O que, na prática, esvaziou as discussões sobre a lisura da terceirização. Abriu-se uma guerra judicial.

Messias resistiu à nomeação de um substituto, o que levou a Advocacia-Geral da União, em nome do Planalto, a entrar, em 10 de junho, com uma ação na Justiça Federal, em Brasília, para resgatar o estatuto antigo e garantir a posse dos novos conselheiros. As mudanças estatutárias, diz a ação, foram “de legalidade e finalidade duvidosa”.

No dia 14, a liminar pedida foi dada pela juíza Katia Balbino de Carvalho Ferreira. O desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal, cassou-a três dias depois e logo em seguida o presidente do TRF, Hilton Queiroz, ressuscitou-a. 

Para voltar ao posto, Irineu Messias foi ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 23 de junho, com um mandado de segurança contra o chefe da Casa Civil. Alega que Padilha não tinha base legal para intervir, pois a Geap é entidade de direito privado, não órgão público, segundo pareceres do Ministério Público e no entendimento da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a reguladora dos planos de saúde.

O ministro, que não atendeu a pedidos de esclarecimentos da reportagem, é acusado também de tentar restabelecer uma situação indesejada pelos usuários da Geap, “cansados dessas indicações políticas” que tomam decisões contrárias aos interesses dos conveniados. A partidarização da Geap foi uma das razões, aliás, para a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e Seguridade Social juntar-se à ação ajuizada pela AGU como parte interessada. Argumenta não querer que “esse plano volte a ser administrado por pessoas pertencentes ao Partido Progressista”.

Até agora, não há decisão final sobre a ação da AGU nem sobre o mandado de segurança impretrado no STJ e a cargo do ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Messias segue conselheiro, mas perdeu o comando do Conselho e não tem como forçar a investigação do contrato supostamente fraudado, embora tenha insistido no assunto na reunião ordinária de 13 de julho. O PP reina por ali.

O encarregado agora, Láercio Roberto de Souza Lemos, homem ligado ao partido, defende o negócio. Segundo ele, “o escritório contratado obteve êxitos importantes”, a garantir receita mensal da ordem de 20 milhões de reais à Geap. “O sucesso do escritório terceirizado na defesa da Geap perante o Poder Judiciário contrariou o interesse processual de sindicatos e associações”, disse por meio da assessoria.

Respaldado pelo Planalto, Souza Lemos parece disposto a ir para o confronto na Geap. Ao menos é o que se depreende de uma correspondência enviada por ele, em 30 de junho, à presidenta do Conselho Fiscal, Maria do Perpétuo Socorro, em resposta ao 8º Relatório, aquele que recomendava romper e periciar o contrato com a Nelson Wilians.

O documento, assinado ainda pelo diretor-executivo interino, Artur de Castro Leite, diz ter havido um “rigor desmedido” no Relatório. Mais: aponta “furto” e “adulteração” do contrato por parte do ex-assessor jurídico da Geap Luiz Eduardo Yukio Egami, o responsável pelo pente-fino na terceirização. E insinua que Socorro poderia incorrer nos mesmos crimes.

Egami tornou-se assessor jurídico da Geap após a ascensão de Irineu Messias ao comando do Conselho de Administração. É ligado ao PT e defendeu o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares no julgamento do “mensalão” petista.

Questionado pela reportagem, afirmou desconhecer a acusação de furto e adulteração, mas que “jamais furtei em minha vida” e “jamais alterei qualquer documento ou adulterei-o”. “Se existe tal alegação por parte dos dirigentes daquela entidade (Geap), gostaria de receber essa informação, para que possa tomar as medidas judiciais cabíveis.”

Com esse cenário tomado por acusações de fraudes, furtos e adulterações, em que mergulharam Eliseu Padilha e o PP, Michel Temer não tem de se preocupar apenas com a Lava Jato ou uma eventual delação do deputado à beira da cassação Eduardo Cunha. A Geap virou uma bomba.

*Reportagem publicada originalmente na edição 913 de CartaCapital, com o título “O Geap é uma bomba”. Assine CartaCapital.

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/913/a-geap-e-uma-bomba

CONAD APRESENTA PLANO DE REVISÃO DO REAJUSTE DE MENSALIDADES

27.05.2016
Do portal da ANASPS, 25.05.16

Em entrevista coletiva à imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Geap (Conad), Irineu Messias de Araujo, apresentou nesta terça-feira (24) o plano de revisão do reajuste das mensalidades da Geap Autogestão em Saúde. A proposta é reduzir o percentual de reajuste de 37,55% para 20%. A medida atende uma reivindicação dos servidores públicos diante das dificuldades em arcar com os valores atualizados dos planos.

“O reajuste do salário dos servidores públicos federais, em torno de 5%, não acompanhou sequer o índice da inflação da saúde. Por isso, muitos beneficiários da Geap estão desistindo do plano justamente por não terem condições de arcar com os valores corrigidos das mensalidades”, explicou Irineu, que esteve acompanhado dos conselheiros Elienai Ramos Coelho e Roberto Ricardo Mader na entrevista.

De acordo com o presidente do Conad, a Diretoria Executiva da Geap, seguindo a determinação do Conselho, elaborou um novo estudo para verificar a possibilidade de reduzir o reajuste sem comprometer a sustentabilidade econômico-financeira da operadora.

O estudo apontou para a possibilidade de diminuir o percentual de reajuste de 37,55% para 20%, considerando somente a inflação médica do período. Para viabilizar a revisão, serão necessárias ações firmes de redução de gastos administrativos e de despesas provenientes de ações judiciais. Outra condição é que as entidades sindicais retirem as ações judiciais contra o reajuste. A expectativa é que o novo índice seja votado na reunião do Conad do mês de junho e comece a vigorar a partir de julho.

A conselheira Elienai Ramos ressaltou que a dificuldade em arcar com as mensalidades tem motivado a evasão de assistidos de planos de saúde de várias operadoras e não apenas da Geap. “Estamos propondo esta readequação dos valores justamente para que os beneficiários possam se manter no plano e a Geap não acabe. Para nós o mais importante é a preservação da instituição para que ela tenha condições de se sustentar”, disse.

Transparência – A revisão do reajuste da Geap foi um dos primeiros compromissos assumidos pela nova presidência do Conselho de Administração (Conad), eleita no último dia 2 de maio. Com o voto unânime dos conselheiros, Irineu Messias de Araújo (representante da CNTSS/CUT) e Luiz Carlos Braga (Anfip) foram escolhidos para ocupar, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do colegiado.

Ao transferir a presidência da sua instância administrativa máxima das mãos das representações governamentais para os assistidos, a Geap deu mais um passo para que os interesses dos beneficiários tenham peso maior nas decisões sobre a condução da empresa. Agora, nos debates em que não houver consenso entre os membros do colegiado, o chamado voto de desempate será dos beneficiários.

Essa era uma reivindicação histórica da categoria, tendo em vista que os servidores públicos são os maiores financiadores da carteira Geap, por arcarem com mais de 70% dos recursos financeiros que mantêm a autogestão. “Há muitos anos lutamos para que os assistidos assumissem o comando da Geap para fazer uma política de saúde voltada para os interesses e necessidades dos servidores públicos. Essa sempre foi uma bandeira dos trabalhadores”, contou Irineu.

“É importante deixar claro que a Geap é uma instituição de direito privado e que não está subordinada ao Governo Federal. Por isso, não faz sentido que a representação governamental interfira na gestão da empresa se sobrepondo aos interesses dos assistidos”, completou o conselheiro Roberto Ricardo Mader.

A atualização do Estatuto da Geap que transferiu para os assistidos a presidência do Conselho de Administração foi bastante aplaudida pelas representações sindicais dos trabalhadores que atuam nos órgãos públicos federais.

As entidades, que já demonstraram publicamente apoio ao presidente e vice-presidente do Conad, acreditam que mudança agrega mais transparência, credibilidade e controle social à gestão da Geap, mantendo a relação negocial sólida que a operadora tem com os prestadores de serviço credenciados. 

Comando Ameaçado

Por Célia Perrone Correio Braziliense 25-05-2016.

Desde 2 de maio, os beneficiários da Geap contam com uma participação mais efetiva nos rumos da instituição, pela primeira vez em 70 anos de história. A eleição do servidor público do Ministério da Previdência Social Irineu Messias de Araújo para a Presidência do Conselho de Administração (Conad) da operadora levou para as mãos dos assistidos a administração do plano.

Isso foi possível graças a uma mudança no estatuto da Geap feita em 27 de abril. O Conselho de Administração da operadora é composto por três membros indicados pelos funcionários e três, pelo governo. A Geap tem um orçamento de R$ 315 milhões mensais, vindos das contribuições de 600 mil associados.

A escolha de Araújo, no entanto, está ameaçada. Segundo Roberto Mader, conselheiro suplente do Conad e procurador federal aposentado, com 40 anos de contribuições de Geap, o novo governo determinou a destituição do conselheiro eleito para que assuma o cargo um representante indicado pela Casa Civil. “Não admitiremos ingerência política na Geap. Governo algum colocou dinheiro aqui e se não é para colocar dinheiro, a única disputa seria de poder político”, aventou.

Para Araújo, se não fosse a interferência do governo, o número de associados poderia dobrar dos 600 mil para 1,2 milhão. “Como dizia meu pai, quem melhor cuida da casa é o próprio dono”, disse. “Estamos diante de um impasse muito sério. Queremos continuar dialogando, mas se não for possível, entraremos com um mandado de segurança. Somos uma agremiação privada e não pode haver ingerência nessa casa. Sou um geapiano com mais de 30 anos de contribuição”, ressaltou. 

REAJUSTE DA GEAP VAI CAIR DE 37,5% PARA 20%

VOTAÇÃO SOBRE O NOVO CÁLCULO OCORRERÁ EM MEADOS DE JUNHO. PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EXPLICA QUE AUMENTO CAUSA EVASÃO DE ASSOCIADOS

 Célia Perrone, Correio Braziliense, de 25/05/2016 08:33

Uma boa notícia para os detentores de planos de saúde da Geap: o novo Conselho de Administração (Conad) espera poder reduzir a mensalidade dos associados a partir de julho. Em vez do reajuste de 37,5%, em vigor desde novembro de 2015, os associados terão as parcelas revisadas para baixo, com ajuste de 20%. Um novo estudo atuarial permitiu a redução para que cobrisse apenas a inflação médica do período. Um pedido de vista sobre a redução foi feito pelo conselheiro Rodrigo Andrade, que representa o Ministério da Saúde, e deve ser votado em meados de junho.

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“Os novos cálculos foram feitos com muita responsabilidade, cuidado e determinação. Ou fazemos essa readequação de valores ou o plano pode entrar em insolvência”, alertou o presidente do Conad, Irineu Messias de Araújo. “Estamos na mesma situação do governo: se ele não vê espaço para aumentar impostos, não temos como aumentar contribuição em 37,5% do servidor que ainda não recebeu aumento no salário”, advertiu.

No entanto, para que isso aconteça, será necessário diminuir gastos administrativos e despesas provenientes de ações judiciais. De acordo com Araújo, para pôr a medida em prática, será preciso o compromisso das entidades sindicais de que vão retirar as ações contra o reajuste de 37,5% da Justiça.

Liminares

Atualmente, 172 mil associados, ou seja, 30% do total, estão beneficiado por liminares judiciais contra o reajuste. Desde novembro do ano passado, quando começou a ser cobrado, 23 mil beneficiários abandonaram o plano. Apesar de a Geap ter respaldo legal para o aumento, com vitórias nos tribunais estaduais e até mesmo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para Araújo, “foi uma vitória de Pirro”. “Ganhamos o direito ao reajuste de 37,5%, mas vamos perder os assistidos. Não foi uma decisão sábia, uma vez que evasão também provoca problemas de sustentabilidade”, constatou.
Na visão dos magistrados, é lícito o reajuste de mensalidades de contratos de planos de saúde motivados na mudança de faixa etária e na remuneração do associado titular, desde que esteja previsto no contrato e seja proporcional às circunstâncias do caso concreto. “É uma boa e uma má notícia. Boa porque ganhamos, mas não teremos mais os assistidos. Consideramos que eles abandonarão o plano de saúde, por não conseguirem arcar com o reajuste, mais os pagamentos retroativos. Por isso, estamos readequando valores para que o plano não acabe”, explicou Araújo.

A Geap conta com 600 mil inscritos que arcam com 90% dos custos. O presidente do Conad espera reverter a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de impedir a entrada de novos associados. A medida, que vigora desde fevereiro de 2014, ainda não teve a pauta julgada. “O que permite a sustentabilidade de um plano são novas pessoas entrando. Com a decisão do TCU, perdemos, pelo menos, 49 mil novos associados”, garantiu.

“Estamos ampliando o estatuto para que as fundações que tenham receita própria possam aderir. Esse é um universo de 18 mil pessoas e em menos de dois meses seriam, pelo menos, cerca 7 mil novas adesões, fora os associados que saíram e desejam voltar”, avaliou.

A GEAP PERDEU 50  MIL PARTICIPANTES NOS ÚLTIMOS CINCO MESES E 200 MIL EM 13 ANOS DE DESMANDOS .

Na edição nº 1479, do ANASPS ON LINE, de 20.05, divulgamos que as perdas de participantes tinham sido de 30 mil. Participantes, após o anuncio do aumento de 37.55%. O impacto será grande nas contas.
Atualizamos os números as perdas já chegam a 50 mil.
Há receio novos desligamentos estejam ocorrendo.
A GEAP guarda silêncio.
Tambem informamos que as perdas do mercado de planos de saúde se acentuaram nestes cinco meses de 2016 chegaram a  700 mil pessoas , face o  desemprego e pela incapacidade de pagamento, engrossando a fila do SUS que continua prestando péssimo serviço à população brasileira.
Atualizamos os números ,vejam na edição do ANASPS ON LINE 1481, de 26 05, com reportagem publicada pela Folha de São Paulo que estimou em 1 milhão e 400 mil os desligamentos dos planos com a crise. Isto significa pessão sobre o cpombalido SUS.
O setor atende 48,8 milhões de pessoas, 25% da população. Reflexo da alta do desemprego, a maior queda de usuários atinge planos empresariais –887 mil a menos…

ANASPS DEFENDE SOBREVIDA DA GEAP

A Diretoria Executiva da GEAP defende que a GEAP seja preservada, mediante um pacto com os representantes dos principais agentes,
Muitos dos participantes não tem condições de migrar para outros planos, mesmo porque estão com idade superior a 65 anos.
Tambem não tem condições de pagar o aumento de 37,55% pois os servidores em 2016 tiveram aumento de apenas 5,5%, assim mesmo só a partir de julho, não tendo havido definição sobre o pagamento do passivo de janeiro a junho.

Conad recebeu entidades para discutir revisão do reajuste de 2016 que ficará em 20%.

Publicou a GEAP em 20.05.2016

O Conselho de Administração da Geap (Conad) recebeu, nesta quinta-feira (19), representantes das associações, federações e sindicatos dos servidores públicos para debater as possibilidades de revisão do reajuste dos planos.

De acordo com o presidente do Conad, Irineu Messias de Araújo, a Diretoria Executiva da Geap, seguindo a determinação do Conselho, elaborou um novo estudo atuarial para verificar a possibilidade de reduzir o reajuste de 37,55%, sem comprometer a sustentabilidade econômico-financeira da operadora.

O novo estudo apontou para a possibilidade de diminuir o percentual de reajuste de 37,55% para 20%, cobrindo apenas a inflação médica do período. Mas, para viabilizar a redução, serão necessárias ações firmes de redução de gastos administrativos e de despesas provenientes de ações judiciais.

Irineu explicou que outra premissa fundamental é que as entidades retirem as ações contra o reajuste que estão tramitando no Judiciário. “Para reduzir o custeio sem comprometer os recursos para a assistência, precisamos contar com o compromisso das entidades sindicais em abrir mão das ações que tramitam no Judiciário contra o reajuste”, explicou.
O vice-presidente do Conad, Luiz Carlos Braga, também reforçou a importância de que as entidades sindicais assumam esta bandeira. “A Geap é dos servidores e precisamos fazer a nossa parte para garantir que ela continue existindo. Direção Executiva, Conad e entidades sindicais precisam caminhar juntas para que este plano de redução do índice de reajuste dê certo”, afirmou. 
A conselheira Elienai Ramos Coelho demonstrou preocupação com a saída de beneficiários da carteira da Geap pela impossibilidade de arcar com o plano. “Nossa carteira é envelhecida e precisamos garantir as condições de que esses servidores permaneçam na Geap porque certamente não terão como se inscrever em outro plano”, disse.

Rodrigo Vasconcelos, empossado esta semana como conselheiro indicado pelo Ministério da Saúde, parabenizou a presidência do Conad pela conduta de trazer as entidades para participar de um debate tão crucial para a Geap. “Assim como os conselheiros eleitos, nós que somos indicados pelas patrocinadoras, estamos aqui para dar nossa contribuição para que a Geap possa seguir prestando assistência de qualidade à saúde dos beneficiários”, afirmou. 

Também presente à reunião com as entidades, a presidente do Conselho Fiscal da Geap (Confis), Maria do Perpétuo Socorro Lago, ressaltou o caráter solidário dos planos da operadora. “Se queremos manter a assistência com qualidade, precisamos dar a nossa contrapartida. A Geap não têm fins lucrativos. Portanto, se um assistido é beneficiado por meio de uma liminar judicial para ter reajuste 0%, os demais acabam tendo que arcar com a diferença”, esclareceu.

Os representantes das entidades sindicais se demonstraram abertos ao diálogo e assumiram o compromisso de conversar com os servidores sobre a retirada das ações. Nesta sexta-feira (20/5), o Conselho de Administração da Geap segue em reunião ordinária para deliberar sobre a redução do percentual de reajuste.

Participaram da reunião ampliada do Conad representantes das seguintes entidades: Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social ou (CNTSS/CUT), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Federação Nacional dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Fenadados) e Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

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Fonte:http://anasps.org.br/mostra_materia.php?id=4628

Entidades sindicais prestigiam posse de Irineu Messias, como presidente do Conad

06.05.2016
Do BOLETIM GEAP MOVIMENTO

Representantes de fundações, associações e centrais sindicais de servidores públicos estiveram na sede da Geap em Brasília/DF, nesta quinta-feira (5/5), prestigiando a cerimônia de posse dos novos presidente e vice-presidente do Conselho de Administração da operadora (Conad). São eles os conselheiros Irineu Messias de Araújo (da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social – CNTSS/CUT) e Luiz Carlos Braga (da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – Anfip). A mudança de comando na instância máxima de administração da Geap inaugura um ciclo de participação mais efetiva dos beneficiários nas decisões sobre os rumos da operadora.

O conselheiro Angelo D’Agostini Junior (representante da União), que esteve à frente do Conad na última semana e conduziu a solenidade de posse, considerou gratificante participar da transição. “Neste momento histórico na gestão da Geap, os novos presidente e vice assumem a grande responsabilidade de dar mais voz e participação aos beneficiários, o que terá grande impacto e em breve será sentido pelas entidades aqui hoje representadas”, salientou.

O conselheiro Angelo D’Agostini Junior (representante da União), que esteve à frente do Conad na última semana e conduziu a solenidade de posse, considerou gratificante participar da transição. “Neste momento histórico na gestão da Geap, os novos presidente e vice assumem a grande responsabilidade de dar mais voz e participação aos beneficiários, o que terá grande impacto e em breve será sentido pelas entidades aqui hoje representadas”, salientou.

O presidente do Conad, Irineu Messias de Araújo, fez um apelo aos representantes de entidades de classe presentes: “Devemos deixar de lado eventuais divergências pontuais para fazermos uma defesa intransigente da Geap e da saúde do servidor público federal, principalmente diante deste cenário sombrio que se aproxima”, argumentou. “Os Conselhos e a Diretoria são atores que devem andar de mãos dadas, cada um exercendo seu papel específico. Somente esta harmonia e a união com as entidades e sindicatos permitirá nos defendermos dos ataques sistemáticos que temos recebido, entre eles os que estão em curso no Supremo Tribunal Federal, no Tribunal de Contas da União e na Agência Nacional de Saúde Suplementar”, afirmou.

Irineu sinalizou que uma de suas ações iniciais será solicitar à Diretoria Executiva um plano de sustentabilidade para rever o valor do custeio pago pelos beneficiários. “Faremos um estudo detalhado para redução de gastos e questionaremos as reservas técnicas exigidas pela ANS para viabilizar a reversão do aumento das mensalidades”, garantiu.

A presidenta do Conselho Fiscal (Confis), Maria do Socorro Lago, comemorou a conquista de uma antiga reivindicação da classe trabalhadora. “Esta tão sonhada alteração estatutária que hoje se viabiliza vai permitir que as deliberações da Geap estejam a serviço daqueles que arcam com mais de 70% dos seus recursos”, afirmou.

Para o vice-presidente Conad, Luiz Carlos Braga, com beneficiários na presidência dos dois Conselhos da Geap, o compromisso de tornar a operadora mais voltada aos interesses dos assistidos torna-se maior e deverá ser atendido à altura. “Esperamos que a gestão e os colegiados da casa tenham perenidade para exercer sua missão. Também devemos buscar maior profissionalização do corpo funcional da empresa e maior comprometimento com os resultados”, defendeu.

A assessora executiva Eliane Cruz, que na próxima semana assume como diretora Executiva, após aprovação do Conselho de Administração, considera que a posse de Irineu e Braga dá continuidade ao processo de maior protagonismo dos beneficiários iniciado pela Diretoria Executiva após a intervenção.  “Nos últimos anos, a Geap teve conquistas importantes, como o Convênio Único e maior segurança na composição da carteira de beneficiários, além da estabilização e recomposição da rede credenciada”, afirmou. “Temos uma conjuntura política difícil pela frente e a Geap terá um desafio extra na defesa da sustentabilidade da saúde suplementar dos servidores federais”, finalizou.

O diretor Executivo, Luís Carlos Saraiva Neves, fez um apanhado de sua gestão e desejou sucesso à nova presidência do Conad. “Encontramos a Geap com muitos problemas após a intervenção e coube aos conselhos e à Direx consolidar o Planejamento Estratégico com o trabalho árduo de gestores e funcionários em todo o Brasil”, pontuou. “Assim, vencemos dificuldades diversas, como situação financeira, ações judiciais, multas e hoje resgatamos nossa rede credenciada e a confiança de beneficiários e do mercado”.

Também compondo a mesa da cerimônia de posse da presidência do Conselho de Administração, a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT/DF, Selene Siman, e Maria Madalena Goby, da Dataprev, desejaram sucesso ao colegiado neste ciclo que começa agora.

Apoio do movimento sindical – As principais entidades sindicais de trabalhadores fizeram questão de participar da cerimônia e demonstrar apoio à nova formação dos Conselhos da Geap.  Para a vice-presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Fenadados), Telma Dantas, “a mudança estatutária que trouxe o voto de qualidade para a representação dos beneficiários traz o viés de uma gestão mais democrática, o que é motivo de grande satisfação para todos nós usuários dos planos de saúde”. 

Participaram da solenidade de posse representantes das seguintes entidades: Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social ou (CNTSS/CUT), Federação Nacional dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Fenadados), Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Associação Nacional dos Procuradores Previdência Social (Anpprev), Associação Nacional dos Empregados e Servidores da Geap (Anesg), Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Associação Nacional dos Servidores da Extinta Secretaria da Receita Previdenciária (Unaslaf), Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev). Também estiveram presentes os ex-presidentes do Conad Genildo Lins e Idervânio Costa. 

Mesmo impossibilitada de participar da atividade, devido a outros compromissos agendados, a representação da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) esteve no Conad, um pouco antes da cerimônia de posse, para parabenizar a nova presidência.

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Fonte: ASCOM/GEAP

Irineu Messias é eleito presidente do Conselho de Administração da Geap – CONAD

04.05.2016
Do BOLEITIM GEAP MOVIMENTO
Por Ascom/GEAP

pleno conad
Plenário do Conselho de Administração da Geap, no momento da eleição, com a presença de membros do Conselho Fiscal da Geap, entre sua presidenta , Socorro Lago.(segunda da direita para esquerda)

 

Os beneficiários da Geap Autogestão em Saúde agora terão uma participação mais efetiva nos rumos da instituição. Nesta segunda-feira (2/5), os membros do Conselho de Administração (Conad), reunidos na 18ª reunião extraordinária, elegeram por unanimidade os conselheiros Irineu Messias de Araújo e Luiz Carlos Braga para ocupar, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do colegiado.

Ao transferir a presidência da sua instância administrativa máxima das mãos das representações governamentais para os assistidos, a Geap dá mais um passo para que as vozes dos beneficiários tenham peso maior nas decisões sobre a condução da empresa. A partir de agora, nos debates em que não houver consenso entre os membros do colegiado, o chamado voto de desempate será dos beneficiários.

Aposse irineuo assinar o termo de posse como presidente, Irineu Messias ressaltou que esta é uma demanda histórica dos assistidos da Geap. “Uma das bandeiras da nossa chapa, quando nos candidatamos a uma cadeira no Conad em 2014, foi justamente lutar para que a instituição pudesse em algum momento ter seu comando maior nas mãos dos servidores que financiam a autogestão”, relembrou.

O novo presidente enfatizou algumas questões sobre as quais o Conad deverá se debruçar, prioritariamente, nos próximos meses. “Esta conquista vem seguida de muitos desafios, entre eles o de vencer a Direção Fiscal, repensar o reajuste que têm alijado da Geap muitos servidores por não conseguirem arcar com o aumento dos planos e reverter as liminares do TCU e STF que impedem a entrada de novos beneficiários”, disse. 

O conselheiro Angelo D’Agostini Júnior, que esteve à frente da presidência do Conad na última semana, declarou sua emoção em ter conduzido esse processo histórico para dar mais poder de decisão aos beneficiários da Geap. “Sinto-me lisonjeado por ter sido convocado para esta missão de iniciar uma transformação democrática na Geap desta magnitude”, ressaltou.

O diretor Executivo da Geap, Luís Carlos Saraiva Neves, acredita que este movimento de mudança na presidência do Conad é um novo marco assim como foi a eleição dos membros do Conselho de Administração após a cisão da Geap Fundação de Seguridade Social, ao final de 2013. “Não podemos perder de vista que o foco de todo o nosso trabalho dever ser sempre o beneficiário”, afirmou.

Beneficiário da Geap há 40 anos, o conselheiro Roberto Ricardo Mader Nobre Machado falou da expectativa dos assistidos diante deste novo momento. “Sempre tive a convicção de que um dia a presidência desta casa seria dos beneficiários. É diferente quando alguém tem um bem e sente ele como próprio. Esta é uma semente de futuro. Todos nós aqui estamos compromissados e esperançosos de desenvolver nesta casa as condições para que as pessoas continuem tendo orgulho de pertencer a ela”, afirmou.

 Irineu Messias de AraújoPerfil – Graduado em Gestão Pública, com pós-graduação em Administração Pública e mestrando em Administração, Irineu Messias de Araújo é servidor público federal do Ministério da Previdência Social há mais de 30 anos. Sua biografia é marcada por um histórico de lutas a favor dos trabalhadores da seguridade social e pela defesa do Sistema Único de Saúde brasileiro.

No Conselho de Administração da Geap, o presidente Irineu Messias representa a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT), da qual foi presidente entre 2003 e 2007. Já o conselheiro Luiz Carlos Corrêa Braga, eleito vice-presidente, representa a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip). 

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Fonte:GEAP MOVIMENTO