Conspiração é o crime maior do Temer, por Jeferson Miola

02.05.2017
Do portal JORNAL GGN

Conspiração é o crime maior do Temer
por Jeferson Miola

A corrupção é um crime gravíssimo, que deve ser severamente punido. Mas é a conspiração, e não a corrupção, o maior e mais relevante crime cometido por Michel Temer. Inclusive porque com a conspirata, Temer montou o “governo de ladrões” [cleptocracia, em grego] para expandir e aprofundar o assalto aos cofres públicos pela oligarquia golpista.

Janot e o STF centram fogo na acusação ao Temer pelos crimes de corrupção, e não pelo crime de conspiração. Isso é entendível: a procuradoria da república e a suprema corte, com suas ações, omissões e silêncios, foram parte ativa e cúmplices do golpe que derrubou a Presidente Dilma.

Ficou claro que Lúcio Funaro não é somente o principal comparsa do Eduardo Cunha na roubalheira praticada pelo PMDB. Na realidade, ele tinha um posto mais elevado. Funaro era o elo operacional da organização criminosa do Temer, Cunha, Geddel, Padilha, Moreira Franco, Henrique Alves, Rocha Loures [e outros] que foi montada para assaltar o Estado brasileiro.

Eles atacavam em todos os ramos, atividades e oportunidades: portos, aeroportos, empréstimos da CEF, financiamentos do BNDES, obras públicas, licitações, medidas provisórias, Petrobrás, Eletrobrás, Furnas etc. Onde havia possibilidade de negócios escusos, lá estava a quadrilha em ação.

A delação premiada do Lúcio Funaro desvendou o modo de funcionamento da quadrilha e as tarefas e atribuições de cada bandido nela. Na delação, Funaro ajudou a esclarecer os nexos entre [i] a mala de R$ 500 mil de propina carregada pelo Rodrigo Rocha Loures, [ii] o recebimento de R$ 1 milhão pelo Padilha no escritório do “mula” José Yunes [amigo de meio século de Temer], e [iii] os R$ 51 milhões armazenados num apartamento na Bahia pelo “amigo fraterno” [tratamento dispensado por Geddel a Temer no pedido de demissão do ministério por tráfico de influência] Geddel Vieira Lima.

A revelação principal e mais comprometedora do Funaro, porém, não é a respeito das dezenas de milhões roubados pela quadrilha, mas o esclarecimento sobre a atuação do Michel Temer na coordenação política e intelectual, junto com Cunha et caterva, da conspiração que derrubou a Presidente Dilma.

O empresário corruptor Joesley Batista, dono do grupo JBS e de uma imensa bancada de deputados e senadores, já havia esclarecido que financiou a compra de vários deputados e a eleição de Cunha à presidência da câmara dos deputados para viabilizar o golpe contra o mandato legítimo de Dilma.

Funaro não só confirma esta declaração de Joesley como esclarece que, “na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles [Cunha e Temer] confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, conseqüentemente, a assunção de Temer como presidente”.

Muito antes do que se imaginava, a verdade veio à tona. Temer tramou com seus comparsas do PMDB, PSDB, DEM, PTB, PPS, PR [e outros] o atentado contra a ordem política e social do país.

Ele armou o golpe de Estado que derrubou uma governante eleita legitimamente por 54.501.318 brasileiros e brasileiras para, desse modo, aplicar a mais antipopular e antinacional agenda de destruição do Brasil e de entrega da soberania nacional.

Corrupção, associação criminosa e formação de quadrilha são crimes menores em comparação ao atentado à democracia e ao Estado de Direito. Temer e sua malta só conseguiram perpetrar o assalto ao erário, a dissolução e a entrega da Nação assumindo ilegitimamente e ilegalmente o comando do país.

Temer e sua malta golpista não serão julgados neste período sob a vigência do regime de exceção e de golpe de Estado, mas o julgamento desses canalhas é uma demanda prioritária quando o país se reencontrar com a democracia e restaurar o Estado de Direito. Não será aceita uma nova Lei da Anistia que perdoe os conspiradores – como a de 1979, que perdoou os torturadores.

Desta vez, ao contrário do benefício obtido pelos ditadores que ficaram impunes com a anistia, na democracia restaurada estes canalhas implicados no golpe – no judiciário, executivo, legislativo e na mídia – deverão ser julgados e punidos com a máxima severidade, nos termos da lei [a seguir].
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Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940:

TÍTULO XII

DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

CAPÍTULO I

DOS CRIMES CONTRA A SOBERANIA NACIONAL

Golpe de Estado

Art. 366.  Tentar, o funcionário público civil ou militar, depor o governo constituído ou impedir o funcionamento das instituições constitucionais:
Pena – reclusão, de quatro a doze anos.
Conspiração

Art. 367.  Associarem-se, duas ou mais pessoas, para a prática de insurreição ou de golpe de estado:
Pena – reclusão, de um a cinco anos.

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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/conspiracao-e-o-crime-maior-do-temer-por-jeferson-miola

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Delação de Cunha dirá que votos do impeachment foram comprados. E o STF?

15.07.2017
Do portal BRASIL247
Por Fernando Brito

Resultado de imagem para CUNHA E TEMER

Disse o Ricardo Noblat que parte da delação premiada de Cunha já foi aceita: a que conta quem foram os deputados – a maioria do PMDB – que receberam dinheiro para votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Cunha não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos.

Então ficamos assim: Michel Temer, cuja ascensão ao governo foi comprada, fica no poder mais algum tempo, até que caia por outras bandalheiras, se os seus companheiro de bandalheira deixarem que caia.

Se cair, entra seu companheiro de bandalheira, eleito presidente da Câmara pelos companheiros de bandalheira que, segundo o super-bandalho Cunha, foram comprados para colocar Temer no Governo anulando o voto popular.

Se a elite brasileira perdeu a vergonha completamente diante do seu povo – a quem considera um estorvo indolente – ao menos pense no vexame internacional que este  país passa, solenemente ignorado em qualquer foro sério e, de fora, só atraindo  os negócios “espertos”, que eram da China e, agora, são de todos (até da China!) “negócios da china no Brasil”.

Fico pensando nos nossos puros, castos, doutos e moralíssimos juízes, especialmente os empavonados do Supremo.

Se compararmos bem, o Brasil vive a mesma situação que seria aquela em que a Justiça determinasse o pagamento do seguro de vida dos pais assassinados àquela Suzane Richthopfen.

Mas está tudo bem: Lula foi condenado e Bolsonaro sobe nas pesquisas.

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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/delacao-de-cunha-dira-que-votos-do-impeachment-foram-comprados/

BOMBA: CUNHA CONTA QUEM RECEBEU PARA VOTAR PELO GOLPE

14.07.2017
Do portal BRASIL247

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/poder/306476/Bomba-Cunha-conta-quem-recebeu-para-votar-pelo-golpe.htm

JOESLEY: TEMER É O CHEFE DA MAIOR E MAIS PERIGOSA QUADRILHA DO BRASIL

18.06.2017
Do portal BRASIL247
O Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso, chamado Michel Temer; quem afirma, em entrevista concedida à revista Época, é o empresário Joesley Batista, do grupo J&F; “O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, afirma
247 – O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, que controla a JBS, decidiu quebrar o silêncio e afirmou que o Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso. Sim, ele mesmo, Michel Temer.
“O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, disse Joesley, em entrevista à revista Época.
Na entrevista, Joesley falou sobre sua relação com Temer, sempre baseada na troca de favores. “Nunca foi uma relação de amizade. Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas. Acho que ele me via como um empresário que poderia financiar as campanhas dele – e fazer esquemas que renderiam propina. Toda a vida tive total acesso a ele. Ele por vezes me ligava para conversar, me chamava, e eu ia lá.”
Ele menciona o caso em que Temer o pediu para ajudar a financiar a guerrilha na internet, para ajudar a golpear a presidente legítima Dilma Rousseff, a quem devia lealdade institucional, e financiar o golpe de 2016. “Sempre estava ligado a alguma coisa ou a algum favor. Raras vezes não. Uma delas foi quando ele pediu os R$ 300 mil para fazer campanha na internet antes do impeachment, preocupado com a imagem dele. Fazia pequenos pedidos. Quando o Wagner saiu, Temer pediu um dinheiro para ele se manter. Também pediu para um tal de Milton Ortolon, que está lá na nossa colaboração. Um sujeito que é ligado a ele. Pediu para fazermos um mensalinho. Fizemos. Volta e meia fazia pedidos assim. Uma vez ele me chamou para apresentar o Yunes. Disse que o Yunes era amigo dele e para ver se dava para ajudar o Yunes”, afirma.
Segundo Joesley, Temer acredita que os empresários lhe devem favores em razão do cargo que ocupa. “Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, diz ele.
“Temer é o chefe de Cunha”
O empresário afirma ainda que Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara que aceitou o impeachment fraudulento e hoje está condenado a mais de 15 anos de prisão, é subordinado a Temer. “A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio [o operador Lúcio Funaro]. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, afirma.
“Em grande parte do período que convivemos, meu acerto era direto com o Lúcio. Eu não sei como era o acerto do Lúcio do Eduardo, tampouco do Eduardo com o Michel. Eu não sei como era a distribuição entre eles. Eu evitava falar de dinheiro de um com o outro. Não sabia como era o acerto entre eles. Depois, comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo. Em 2015, quando ele assumiu a presidência da Câmara. Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo.”
Joesley relembra que a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara institucionalizou o achaque. “O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado”, afirma. Ele enfatizou ainda que a turma que governo o Brasil pós-golpe “é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país, liderada pelo presidente.
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Fantástico: Globo parte pra cima de Temer e renúncia vira possibilidade

12.12.2016
Do portal da Revista Fórum, 11.12.16

temer e cunha juntos

Temer já estaria considerando a possibilidade de renunciar antes do dia 31/12 para não sair escorraçado do governo, é o que teria dito um de seus aliados a um deputado de oposição.

O que o faz tentar se agarrar ao cargo de qualquer forma é a manutenção do foro privilegiado. Não só dele, mas de muitos de seus atuais ministros.

Eles sabem que abrir mão disso agora pode levá-los a ter de forma rápida o futuro de Sérgio Cabral.

Mas o atual presidente já teria, segundo esta fonte, sentido o cheiro do golpe dentro do golpe que estaria sendo articulado pelas Organizações Globo.

O Fantástico desta noite foi mais um exemplo de como a emissora já abandonou o governo. Além de fazer um resumo da delação da Odebrecht vazada durante a semana, o semanário global também deu com destaque o resultado do Datafolha, onde a avaliação do presidente despencou para apenas 10% de ótimo e bom. E o índice de ruim e péssimo passou a ser de 51%.

Mais do que dar esses números, o apresentador fez questão de destacar que a pesquisa foi realizada antes do vazamento da delação da Odebrecht. Ou seja, deixando claro que os números atuais podem ser ainda piores.

Um dos fatores que teria levado Temer a ir jantar com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e alguns líderes partidários hoje à noite teria sido exatamente este, avaliar o estrago do cavalo de pau no noticiário global.

Ele queria saber quais os riscos de partidos aliados abandonarem o governo por conta disso.

Não é a delação da Odebrecht que mais preocupa Temer. Mas a forma como a Globo está se aproveitando disso para rifá-lo.

O presidente já estaria avaliando mandar o seguinte recado à emissora. De que não servirá de bucha de canhão para que o Congresso eleja alguém ao gosto da família Marinho no ano que vem.

Os próximos dias prometem muitas emoções.

PSO Fantástico em sua seleção citou os políticos do PMDB, dois do PT, e omitiu que o Mineirinho (apelido de Aécio Neves (PSDB), na lista da Odebrecht) é apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. E ainda que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), – o Santo – teria recebido na campanha de 2010 R$ 2 milhões por meio de seu cunhado Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, segundo delações de executivos da empresa. Certamente isso não foi à toa.

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/12/11/globo-parte-pra-cima-de-temer-no-fantastico-e-renuncia-vira-possibilidade/

GOLPISTAS SEM MORAL:A OPERAÇÃO ESTANCA SANGRIA DO GOVERNO MICHEL TEMER

16.11.2016
Do portal THE INTERCEPT, 13.11.16
Por João Filho

EM MARÇO DESTE ANO, às vésperas do desfecho do impeachment de Dilma Rousseff, um dos procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, se mostrou preocupado com a possibilidade de interferência do governo Michel Temer na força-tarefa. O procurador da República chegou a elogiar os governos Lula e Dilma – cujos integrantes são os principais alvos da operação – por não tentarem controlar as investigações, e ainda mandou um recado para o governo não-eleito que tomaria o poder:

“Aqui temos um ponto positivo que os governos investigados do PT têm a seu favor. Boa parte da independência atual do Ministério Público, da capacidade técnica da Polícia Federal decorre de uma não intervenção do poder político, fato que tem que ser reconhecido. Os governos anteriores realmente mantinham o controle das instituições, mas esperamos que isso esteja superado.”

Os governos citados pelo procurador eram compostos pelo mesmo grupo político que acabou de assumir o poder. Era a época de Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como Engavetador Geral da República. Dos 626 inquéritos criminais que recebeu, o Brindeiro engavetou 242 e arquivou outros 217. Por isso, diante desse modus operandi, não era de se estranhar a preocupação de Carlos Lima, que mandou um recado claro quando perguntado sobre a possibilidade de Temer e sua turma assumirem o governo:

“Em um país com instituições sólidas, a troca de governo não significa absolutamente nada. Quero crer que nenhum governo no Brasil signifique alterações de rumo no Ministério Público, no Judiciário, na Polícia Federal. Deveria ser assim. Queremos simplesmente que as instituições continuem livres para continuar a fazer o que a lei exige delas”

Pois é. Apesar do mantra “as instituições estão funcionando normalmente” ser repetido exaustivamente pelo governo e por jornalistas, a realidade tem mostrado que o temor do procurador era pertinente. Na última terça-feira, o líder do governo, deputado André Moura (PSC), protocolou um pedido de urgência para a tramitação do PL 3636/2015 a chamada Lei de Leniência –, do qual também é relator.

É, meus amigos, agora temos o PL do Apocalipse para fazer companhia para a PEC 241.

Esse projeto de lei simplesmente muda as regras para delação premiada das empresas envolvidas em corrupção, permitindo que o governo acerte acordos de leniência com elas sem envolver o Ministério do Público e sem a fiscalização do TCU. Caso esses acordos sejam acertados, as empresas não poderão mais ser processadas judicialmente. É, meus amigos, agora temos o PL do Apocalipse para fazer companhia para a PEC 241.

E eles estão realmente com pressa. André Moura (PSC), por orientação do Planalto, passou o dia correndo atrás da assinaturas de deputados para aprovar com prioridade o projeto. E conseguiu. O pedido de urgência foi assinado por líderes dos principais partidos da base governista, entre eles PMDB, PSDB, PP, PSB, PSC e PTB. O currículo do líder do governo talvez ajude a entender o motivo de tanta pressa. Aliado muito próximo de Eduardo Cunha, o deputado é um dos alvos da Lava Jato, responde a uma série de inquéritos na Justiça, é réu em três ações no STF,  já foi condenado por improbidade administrativa em segunda instância e é acusado de tentativa de assassinato. Este é o homem que Michel Temer escolheu para liderar seu governo na Câmara.

cunha

Cunha passa instruções para seu fiel escudeiro, André Moura (PSC) – que hoje é líder do governo Michel Temer na Câmara (Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

No fim do mês passado, o mesmo procurador que havia mandado um recado para o governo em março, questionou:

“O presidente da Câmara (Rodrigo Maia) está falando em colocar em votação a nova Lei de Leniência. E não houve discussão a respeito dela. Será que não querem brecar grandes leniências que estão prestes a acontecer no Brasil e que vão entregar, possivelmente, muitos fatos envolvendo o status quo político?”

A resposta é óbvia e podemos encontrá-la nas conversas vazadas entre Romero Jucá (PMDB) e Sérgio Machado (Transpetro), em que o deputado ressalta a importância do impeachment para abrir espaço para um grande acordo nacional e estancar a sangria da Lava Jato. Vamos reviver alguns trechos que ajudam a entender a atual movimentação do governo para driblar a operação:

Jucá – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria.

MachadoTem que ser uma coisa política e rápida. Eu acho que ele está querendo… o PMDB. Prende, e bota lá embaixo. Imaginou?

Machado – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel.

Jucá – Só o Renan que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MachadoÉ um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

Jucá – Com o Supremo, com tudo.

Machado – Com tudo, aí parava tudo.

Jucá – É. Delimitava onde está, pronto.

Machado é filiado ao PMDB e foi ex-senador pelo PSDB, portanto sabia muito bem sobre o que estava falando. Jucá, então, nem se fala. Chega a impressionar como o roteiro revelado em março está se cumprindo nos mais mínimos detalhes. Impossibilitados de controlar diretamente a Lava Jato, a turma capitaneada por Michel Temer claramente busca uma solução política para delimitar a operação e estancar a sangria. A pressa do governo em acelerar o projeto se justifica quando percebemos que as empreiteiras estão caguetando governistas importantes comoJosé Serra (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB). Essa semana também ficou comprovado que Michel Temer recebeu em sua conta eleitoral R$ 1 millhão não declarado do presidente Andrade Gutierrez.

Brazilian President Michel Temer (R) and Lower House President Rodrigo Maia (L) attend a ceremony to promote new economy laws at Plantalto palace on October 27, 2016.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Temer, who took over after the impeachment of Dilma Rousseff in August, urged an oil and gas conference in Rio de Janeiro to join what he said was an economy on the mend. / AFP / ANDRESSA ANHOLETE        (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)

Não há mais dúvidas de que o Poder Executivo está trabalhando com afinco para driblar a Lava Jato. Além da nova Lei da Leniência, a Operação Estanca Sangria do governo está empenhada em outras frentes na Câmara para delimitar as investigações, como o projeto que anistia o caixa 2, defendido abertamente pelo ministro Geddel. O grupo político que articulou o impeachment e tomou o poder tenta agora jogar areia nos olhos das investigações indiretamente, através desse tipo de traquinagem na Câmara.

Procuradores da Lava Jato chegaram a convocar entrevista coletiva para criticar essas ações do governo. O procurador Carlos Fernando, o mesmo que se mostrava preocupado com o novo governo pós-impeachment, declarou que o projeto“libera totalmente as pessoas de qualquer responsabilidade criminal” e“prejudica tanto que não teríamos mais uma Operação Lava Jato”.

Apesar das tramóias previstas no script estarem sendo cumpridas à risca, os agentes governistas da Operação Estanca Sangria ainda estão longe de um final feliz. Sem a mesma habilidade política da salamandra escorregadia que ocupava o seu cargo, Rodrigo Maia – que havia dito que a urgência seria votada na quarta-feira no plenário – mudou o rumo da conversa após as críticas ao governo. Ambos os projetos foram engavetados provisoriamente, mas, conhecendo a turma, novas investidas virão. Há um roteiro a se cumprir.

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Fonte:https://theintercept.com/2016/11/13/a-operacao-estanca-sangria-do-governo-michel-temer/

JUSTIÇA PARTIDÁRIA E SELETIVA:Emanuel Cancella: Prender Cunha é ‘chutar cachorro morto’, quero ver a Lava Jato prender um tucano

20.10.2016
Do blog VI  O MUNDO

cunha e tucanos

Prender Eduardo Cunha é ‘chutar cachorro morto’, quero ver a Lava Jato prender um tucano

por Emanuel Cancella, em seu blog

Antes de citar os tucanos gostaria de falar dos ministros do governo Lula e Dilma, presos pela operação Lava Jato.

Antonio Palocci e Paulo Bernardo foram presos às vésperas da eleição municipal, numa clara jogada eleitoral. E José Dirceu, ministro da Casa Civil do governo Lula está preso há anos com base no seguinte parecer jurídico : “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite” (1).

Em contrapartida, no governo golpista de Michel Temer, dos 24 ministros, 15 são investigados ou citados na Lava Jato. Nenhum deles preso !(2).

A nossa justiça é a mais cara do mundo e também a mais corrupta e parcial. Os tucanos, com uma folha corrida de fazer inveja a qualquer organização criminosa do país, quiçá do mundo, não possui um membro sequer atrás das grades.

A contribuição dos tucanos ao mundo do crime vai da compra de votos da reeleição de FHC (8), ao escândalo das compras das ambulâncias envolvendo o tucano José Serra (5).

Seguindo com o propinoduto do metrô de São Paulo, que envolve os governos tucanos de São Paulo, de Mario Covas a Geraldo Alckmin (6); o escândalo do banco Marka e FonteCidam, no governo de FHC, que, em 1999, deu um rombo aos cofres públicos de mais de R$ 1 BI (7).

Na lista de Furnas, entre os nomes estão o do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e dos políticos José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Delcídio Amaral, Roberto Jefferson, Jair Bolsonaro, Maria Gross Schloss ,dentre muitos outros — com aproximadamente 150 envolvidos (3).

Há ainda o desvio da merenda de São Paulo envolvendo o governo de Geraldo Alckmim (4).

A operação Lava Jato teria surgido como uma esperança de justiça, mas logo é desmoralizada.

Primeiro porque levou meses para prender o deputado Eduardo Cunha. Foi preciso o povo, no aeroporto Santos Dumont, gritar “pega- ladrão” para ele ser preso.

Mas é no trato com os tucanos que a Lava Jato mais se desacredita:

– Apesar das inúmeras delações, a Lava Jato não investiga o governo de FHC na Petrobrás, nem com FHC reconhecendo em seu próprio livro, Diários da Presidência, que em seu governo havia corrupção na empresa.

– Perseguem o filho de Lula, sem provas, mas fazem vista grossa com o filho de FHC, citado em falcatrua na Petrobrás, pelo ex-diretor da Petrobrás, preso, Nestor Cerveró, (9).

– Senadores tucanos, citados em delação, continuam em liberdade como Antonio Anastasia, Aloysio Nunes e Aécio Neves, este mais de cinco vezes delatado.

Não é só na Lava Jato que a Justiça protege os tucanos, pois os crimes do mensalão e o do banco Marka e FonteCidam prescreveram sem julgamento. E os outros crimes vão pelo mesmo caminho. O fato é que, apesar do envolvimento dos tucanos em varias maracutaias, nenhum deles foi preso.

Essa é a nossa Justiça: contra o PT e Lula, sem provas, mas com convicção e, na defesa dos tucanos, mesmo com provas, a prescrição.

1 – http://cartamaior.com.br/?/Coluna/O-ultimo-julgamento-de-excecao-e-o-fim-de-uma-farsa/29577
2 – https://www.brasil247.com/pt/247/poder/260736/Dos-24-ministros-de-Temer-15-s%C3%A3o-investigados-ou-citados-na-Lava-Jato.htm
3 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_Furnas
4 – https://brasilcorrupto.wordpress.com/r40-milhoes-desviados-da-merenda-escolar-em-sao-paulo/
5 – https://limpinhoecheiroso.com/2012/10/15/recordar-e-viver-ministro-serra-a-operacao-sanguessuga-e-o-escandalo-das-ambulancias/
6 – http://www.viomundo.com.br/denuncias/istoe-assalto-tucano-em-sao-paulo-foi-de-r-425-milhoes.html
7 – http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/10/caso-marka-fontecidam-e-encerrado-apos-prescricao-sem-condenacoes.html
8 – http://www.revistaforum.com.br/2014/10/20/provas-da-compra-votos-pela-reeleicao-de-fhc-eram-cabais-conta-jornalista/
9 – http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/06/1778954-em-video-cervero-diz-que-filho-de-fhc-serviu-como-pressao-por-contrato.shtml

Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2016

Emanuel Cancella é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/emanuel-cancella-prender-eduardo-cunha-agora-e-chutar-cachorro-morto-quero-ver-a-lava-jato-prender-um-tucano.html