RESULTADO DO GOLPE DE 2016: EMPREGO COM CARTEIRA? SÓ ATÉ DOIS SALÁRIOS

30.04.2018
Do portal BRASIL247

O desastre econômico produzido pelo golpe de 2016 e a reforma trabalhista de Michel Temer e Henrique Meirelles precarizaram o mercado de trabalho no País; segundo estudo feito a partir de dados do Caged, as únicas vagas formais em um mercado de trabalho cada vez mais crítico têm remuneração de até 2 salários mínimos (R$ 1.908); o dado estatístico do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) é: as contratações foram maiores que as demissões apenas no segmento de salário mais baixo; no espectro salarial mais elevado, foram fechadas vagas em todas as faixas; Norte e nordeste têm situação mais dramática: lá, a magra abertura de empregos teve o teto de apenas um salário mínimo (R$ 954)

247 – As únicas vagas formais em um mercado de trabalho cada vez mais crítico têm remuneração de até 2 salários mínimos (R$ 1.908). O dado estatístico do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) é: as contratações foram maiores que as demissões apenas no segmento de salário mais baixo. No espectro salarial mais elevado, foram fechadas vagas em todas as faixas. Norte e nordeste têm situação mais dramática: lá, a magra abertura de empregos teve o teto de apenas um salário mínimo (R$ 954).

A comparação com anos do período democrático só faz piorar o cenário atual: em 2008, eram geradas vagas de até quatro salários mínimos e também de sete a dez.

A fragilidade dos dados sobre o emprego fez o Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) revisar a projeção de 800 mil vagas para 2018: retificou o número para 630 mil.

Em 2017, no day after da aprovação da reforma trabalhista, o governo afirmou que seriam abertas duas milhões de vagas em dois anos. Sobre os atuais números e a nova projeção do Instituto da FGV o ministério do trabalho não quis comentar.

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/economia/353091/Emprego-com-carteira-S%C3%B3-at%C3%A9-dois-sal%C3%A1rios.htm

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BRASIL COLONIZADO: O REFIS DAS PETROLEIRAS

19.12.2017
Do blog DINÂMICA GLOBAL, 12.12.17
Por Samuel Gomes*

O Brasil inteiro já sabe que a MP 795, a MP do Mi-Shell, gera perdas de arrecadação para o erário da ordem R$ 1 trilhão até 2040, destrói a nossa indústria naval, debilita de morte a indústria de bens e equipamentos, retira dinheiro da Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência Social) e destrói um milhão de empregos de brasileiros em favor da criação de empregos nos países centrais do capitalismo, permitindo que eles enfrentem suas crises aprofundando a nossa. Tudo isso para atender aos interesses e exigências das petroleiras internacionais, aquelas poderosas empresas que promovem guerras de rapina e destroem países mundo afora para roubar o seu petróleo. Se houvesse corrupção no Brasil e se este não fosse um governo sério e responsável, não seria uma temeridade (opa!) supor que o crime de lesa pátria foi imposto ao país à custa de dutos de dinheiro das mãos dos beneficiários para as mãos sujas de abjetos governantes e desprezíveis parlamentares entreguistas.

Mesmo sabendo de tudo isso, no dia 6 de dezembro de 2017 a Câmara Federal aprovou a MP 795, a MP do Mi-Shell. No dia da vergonha e da humilhação da nacional, 208 deputados entreguistas e traidores derrotaram 194 deputados que votaram contra com a bandeira nacional à frente dos olhos. Os 208 joaquim silvérios dos reis tinham as bandeiras dos Estados Unidos e da Inglaterra tremulando diante dos seus olhos de peixe morto.

Agora é a vez do Senado Federal votar a medida. Agora é a hora e a vez do Senado Federal, supostamente a Câmara Alta, a Casa da Federação, a casa da sabedoria, da reflexão e da prudência. Eis que senão quando, no dia de hoje, às vésperas da votação da MP do Mi-Shell pelo Senado, vem a público um estudo da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco) mostrando que, além da doação de R$ 1 trilhão em renúncia fiscal em favor das empresas petrolíferas internacionais, a maldita lei do Mi-Shell Temer promoverá o perdão de R$ 54 bilhões de impostos que a Receita Federal está cobrando das multinacionais do petróleo por remessa ilegal de “lucros” ao exterior. Remessa ilegal de lucros é o nome técnico para o velho golpe que as multinacionais aplicam nos países onde se instalam de superfaturar compras nos seus países para mandar dinheiro para lá ao invés de investir aqui. Esse é um assunto sério e perigoso. Não esqueçamos que o presidente João Goulart foi apeado do poder em 1964 também por haver liderado, com a bancada de esquerda e nacionalista, a aprovação da Lei da Remessa de Lucros, que havia sido enviada ao Congresso ainda no governo Vargas (Lei 4.131/1962).

Pois bem. Se o Senado já tinha um trilhão de razões para mandar para o lixo, que ao lixo pertence, a MP do Mi-Shell, agora tem um argumento adicional, o argumento da vergonha na cara. Não é possível que a Receita Federal cobre impostos dos brasileiros e não apenas seja impedida de cobrar impostos da ordem de 1 trilhão de empresas que vem aqui explorar o nosso petróleo como também tenha que perdoar 54 bilhões de impostos que elas sonegaram criminosamente aos cofres públicos mediante contratos- fantasma para remessa ilegal de “lucros”.

Os deputados que votaram a favor da MP do Mi-Shell e que agora dizem que não sabiam do perdão de R$ 54 bilhões de impostos devidos por remessas ilegais de lucro ao exterior pelas multinacionais do petróleo vão fazer hara kiri coletivo na Praça dos Três Poderes? E os senadores querem saber já ou preferem “arrependimento” posterior? Faça chegar essa pergunta e sua indignação a cada senador, a cada senadora. Pergunte se o Senado vai botar a sua digital no criminoso Refis das petroleiras internacionais: 1 trilhão de renúncia fiscal e 54 bilhões de perdão por impostos sonegados. Vamos ver se o Senado Federal se comportará como a Casa da Federação ou uma casa da luz vermelha.

A pressão sobre o Senado é gigante. A imprensa noticia hoje, 8 de dezembro de 2017, que as empresas estão ameaçando o governo: se a MP do Mi-Shell não for aprovada pelo Senado, elas não assinarão os contratos que ganharam no leilão do pré-sal do dia 27 de novembro. São elas a angloamericana Shell, a francesa Total, a inglesa BP e a norueguesa Statoil. Para um governo desesperado em fazer caixa para salvar a própria pele mostrando que apesar da desgraça que se abate sobre a nossa economia e o nosso povo as contas do governo vão muito bem, obrigado, essa é uma pressão mortífera. O pseudo-governo Temer não gosta de desagradar aos seus senhores. As empresas estrangeiras e os seus governos neo-coloniais pressionam o governico Temer, que comprou a Câmara e quer fazer o mesmo com o Senado. A minha aposta, porém, é a de que, se o Brasil se levantar, o Senado rejeita a MP do Mi-Shell. O placar está apertado. A nossa esperança equilibrista está de volta. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer. A votação será na terça-feira, dia 12. A hora é agora. Pressão total! De pé, Brasil! Não à MP do Mi-Shell!

*Samuel Gomes, advogado em Brasília, assessor no Senado.

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Fonte:https://dinamicaglobal.wordpress.com/2017/12/12/brasil-colonizado-o-refis-das-petroleiras/

Governo planeja super PDV nacional para retirar da folha 50% dos servidores públicos de todo o país

10.10.2016
Do blog MÍDIA POPULAR, 08.10.16

 Imagem: Agência Brasil

“Previdências estaduais e municipais estão no ‘buraco’ e há problemas de norte a sul de mais atrasos de salários do funcionalismo. Até o 13º está ameaçado. ‘É preciso reduzir o gigantismo estatal e conferir mais eficiência ao setor’. Áreas cruciais como saúde e educação deverão ser menos atingidas. Parte dos recursos para indenizações viriam dos efeitos da contenção de gastos oriundos da PEC 241″, diz o governo

Por Fábio Assunção, Brasília | A equipe econômica do governo federal estuda implantar um super Programa de Desligamento Voluntário-PDV para retirar da folha de pessoal cerca de 50% dos servidores públicos de todo o país. Informação é de um assessor parlamentar do Senado aliado do presidente Michel Temer em Brasília. 

Medida atingiria União, estados e municípios. Temer teria designado os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Eliseu Padilha (Casa Civil) para articular o projeto.

Segundo matéria de hoje (8) de O Globo, Estado do Rio sai na frente e já acena cortar metade de suas secretarias e afastar milhares de servidores através de programa desse tipo. Pacote de demissão deve ser anunciado até o dia 20 deste mês e o Estado busca fontes de recursos para pagar indenizações aos servidores que aderirem ao plano. 

O governador Francisco Dornelles disse também ao O Globo ontem (7) que vai discutir o envio de um projeto de lei para que seja reconhecido o estado de calamidade financeira já decretado pelo executivo em junho deste ano.

Para o governo Temer, situação do Rio tende a se espalhar por todo o Brasil. “Não é possível equilibrar as contas públicas de estados e municípios com tantos gastos com pessoal”, argumenta um técnico da Fazenda. 

O governo federal observa também que as previdências estaduais e municipais estão no ‘buraco’ e há problemas de norte a sul de mais atrasos de salários do funcionalismo. Até o 13º está ameaçado. “É preciso reduzir o gigantismo estatal e conferir mais eficiência ao setor”, diz o Planalto.

Segundo declaração recente do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) ao Correio Brasiliense, 11 estados estão quebrados, sem condições sequer de pagar seus servidores. E o que é pior, sem perspectivas de ajuda mais consistente do governo Temer. Henrique Meirelles (Fazenda) estaria com um “pé no freio” e mingua recursos para prefeitos e governadores.

A saída em estudo pelo governo federal, portanto, é incentivar o setor público a “se livrar” de pelo menos metade da sua folha de pessoal. 

Técnicos da Fazenda dizem que áreas cruciais como saúde e educação deverão ser menos atingidas, caso a idéia vigore.“Efeito da contenção de gastos a ser oriundo pela edição da PEC 241 asseguraria parte dos recursos a serem aplicados nas indenizações desse super PDV nacional”, teria dito o próprio presidente Temer a seus ministros.

Fonte:http://www.midiapopular.net/news/super-pdv-nacional-deve-retirar-da-folha-50-dos-servidores-publicos-de-todo-o-pais-diz-equipe-economica/*****