JOESLEY: TEMER É O CHEFE DA MAIOR E MAIS PERIGOSA QUADRILHA DO BRASIL

18.06.2017
Do portal BRASIL247
O Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso, chamado Michel Temer; quem afirma, em entrevista concedida à revista Época, é o empresário Joesley Batista, do grupo J&F; “O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, afirma
247 – O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, que controla a JBS, decidiu quebrar o silêncio e afirmou que o Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso. Sim, ele mesmo, Michel Temer.
“O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, disse Joesley, em entrevista à revista Época.
Na entrevista, Joesley falou sobre sua relação com Temer, sempre baseada na troca de favores. “Nunca foi uma relação de amizade. Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas. Acho que ele me via como um empresário que poderia financiar as campanhas dele – e fazer esquemas que renderiam propina. Toda a vida tive total acesso a ele. Ele por vezes me ligava para conversar, me chamava, e eu ia lá.”
Ele menciona o caso em que Temer o pediu para ajudar a financiar a guerrilha na internet, para ajudar a golpear a presidente legítima Dilma Rousseff, a quem devia lealdade institucional, e financiar o golpe de 2016. “Sempre estava ligado a alguma coisa ou a algum favor. Raras vezes não. Uma delas foi quando ele pediu os R$ 300 mil para fazer campanha na internet antes do impeachment, preocupado com a imagem dele. Fazia pequenos pedidos. Quando o Wagner saiu, Temer pediu um dinheiro para ele se manter. Também pediu para um tal de Milton Ortolon, que está lá na nossa colaboração. Um sujeito que é ligado a ele. Pediu para fazermos um mensalinho. Fizemos. Volta e meia fazia pedidos assim. Uma vez ele me chamou para apresentar o Yunes. Disse que o Yunes era amigo dele e para ver se dava para ajudar o Yunes”, afirma.
Segundo Joesley, Temer acredita que os empresários lhe devem favores em razão do cargo que ocupa. “Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, diz ele.
“Temer é o chefe de Cunha”
O empresário afirma ainda que Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara que aceitou o impeachment fraudulento e hoje está condenado a mais de 15 anos de prisão, é subordinado a Temer. “A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio [o operador Lúcio Funaro]. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, afirma.
“Em grande parte do período que convivemos, meu acerto era direto com o Lúcio. Eu não sei como era o acerto do Lúcio do Eduardo, tampouco do Eduardo com o Michel. Eu não sei como era a distribuição entre eles. Eu evitava falar de dinheiro de um com o outro. Não sabia como era o acerto entre eles. Depois, comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo. Em 2015, quando ele assumiu a presidência da Câmara. Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo.”
Joesley relembra que a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara institucionalizou o achaque. “O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado”, afirma. Ele enfatizou ainda que a turma que governo o Brasil pós-golpe “é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país, liderada pelo presidente.
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FELIZ NATAL! – MAS SÓ PARA QUEM NÃO É SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL

26.12.2016
Do portal THE INTERCEPT, 21.12.16
Por Helena Borges

ESPERAR O 13º bater na conta, em alguns estados brasileiros, tornou-se sinônimo de acreditar em Papai Noel. Pelo menos seis estados já comunicaram que terão problemas para pagar o abono, segundo levantamento feito pelo site G1. Entre eles, o governo do Amazonas mandou avisar que seus servidores passarão o Natal sem o salário de dezembro, que deveria ter sido pago no início do mês. No Rio de Janeiro, o salário de novembro ainda segue atrasado.

Revoltados, servidores se manifestam em diversos estados. Como resposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adiou o recesso de fim de ano da Casa para votar o mais rápido o possível o Projeto de Lei Complementar 257/2016, que renegocia a dívida dos estados.

Tentando amenizar a crise financeira, os deputados querem que a União postergue o pagamento das dívidas estaduais por mais 20 anos. A quantia devida já ultrapassa os R$ 427 bilhões. Os governadores, por sua vez, chegaram a pedir um novo aporte de mais R$ 178 bilhões da União, que foi negado.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a oferecer uma proposta de recuperação aos estados endividados que incluía a desejada suspensão temporária dos pagamentos das dívidas com a União. Em contrapartida, no entanto, os governos estaduais teriam que cumprir algumas medidas austeras, como  congelar a folha de pagamento, subir o custo das contribuições previdenciárias até o limite de 14% e dificultar o acesso a pensões. A meio caminho das eleições de 2018, os governadores não acharam o pacto atraente.

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Servidores públicos do Rio de Janeiro manifestam-se em frente à Assembleia Legislativa do estado.

Foto: Erick Dau

Um acordo feito entre as lideranças da Câmara retirou do texto aprovado a limitação de reajuste salarial, o congelamento de vagas e outras compensações exigidas pelo ministro, que haviam sido incluídas pelo Senado.

“A Câmara dos Deputados é um poder independente e nós vamos votar essa matéria. Se vai ser aprovada, essa é uma decisão de cada deputado, agora. Nós não precisamos do aval, nós precisamos do diálogo com o ministro da Fazenda”, revoltou-se Maia.

Em uma tentativa de controle da situação, o líder do governo, André Moura (PSC-SE) andou pelo plenário conversando individualmente com os parlamentares. Ele pedia para que seus colegas se ausentassem ou não votassem, de forma a não haver parlamentares o suficiente para aprovar a medida. Irritado, Maia chamou sua atenção na frente de todos: “Se a decisão do governo é não votar, que venha ao microfone e informe ao plenário.”

A proposta foi aprovada sem as compensações, na tarde dessa terça-feira, dia 20, representando uma derrota para a equipe econômica do governo. O texto ainda precisa passar pela sanção do presidente.

A mesma Câmara que mandou congelar os gastos públicos por 20 anos, agora quer prolongar as dívidas dos estados com a União pelos mesmos 20 anos. Com isso, segundo os cálculos, a esfera federal deixará de receber aproximadamente R$50 bilhões nos próximos dois anos. Aprovar o prolongamento da dívida vai contra o ajuste econômico proposto por Meirelles. E o ajuste foi justamente a missão que o alçou ao cargo.

Se votaram pelo congelamento dos gastos — e, portanto, demonstraram apoiar a agenda de austeridade —, com essa nova atitude, os deputados federais demonstram não ter entendido quais seriam suas aplicações práticas: medidas impopulares de corte em investimentos e de vagas de trabalho. Ou fizeram-se de desentendidos.

The president of Brazil's Chamber of Deputies Rodrigo Maia (L), the president of the Senate Renan Calheiros (C), and Finance Minister Henrique Meirelles (R) gesture during the announcement of new measures to stimulate the economy in the Planalto Palace on December 15, 2016 in Brasilia. / AFP / ANDRESSA ANHOLETE (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)

(da esq. para dir.) O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles durante o anúncio das medidas para estímulo da economia, no dia 15 de dezembro.

Foto: AFP/Getty Images

MAS NÃO ERA ISTO que os congressistas queriam quando votaram pelo impeachment, alguém que conduzisse a economia com mais responsabilidade?

Agora, que a tão pedida economia de gastos está se concretizando em medidas duras e impopulares, como Meirelles já avisava que seriam, os parlamentares lembram-se que austeridade é cortar na carne. E cortar na carne atinge cargos comissionados, a moeda de troca dos políticos,  e não atrai votos, já que corta garantias sociais.

Na votação que retirou as contrapartidas exigidas pelo governo, os deputados federais demonstraram que, na realidade, não querem tanto assim um ajuste de contas. E não é a primeira vez que isso acontece. A última vez, inclusive, parece ter acontecido em outro século, mas não tem muito tempo.

“Estão fingindo que cortam.”

A frase é de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e foi proferida durante uma entrevista à Folha de S.Paulo, em outubro de 2015. Naquele tempo, o então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que compunha a equipe de Dilma Rousseff, tentava propor medidas de ajuste fiscal que encontraram resistência no Congresso. Sua principal barreira foi o então presidente da Câmara, padrinho político do atual.

A diferença está no que Levy oferecia em 2015 e no que Meirelles oferece hoje. Entre as propostas do ministro de Dilma estavam o aumento na cobrança de imposto de renda mais altos para as camadas mais ricas da população. “Ainda é muito diminuta a quantidade de gente que paga impostos em renda declarada de R$ 50 mil mensais”, provocava.

Já Meirelles defende o teto de gastos públicos, que afeta diretamente áreas como saúde e educação, e a reforma da previdência, subestimando o fato de que  alguns brasileiros poderiam, literalmente, trabalhar até a idade que coincide com sua expectativa de vida.

Levy também defendia o aumento de impostos sobre produtos industrializados e operações financeiras. O economista provocou a ira dos industriais que, três meses depois de sua demissão, seriam os principais patrocinadores da campanha pelo impeachment. Depois de seguidas derrotas — por 11 meses Levy tentou fazer a reforma fiscal passar pelo Congresso — o ministro pediu demissão em dezembro de 2015, mês em que Cunha acolheu o pedido de abertura do processo de impeachment.

Brazilian President Michel Temer (R) and Finance Minister Henrique Meirelles (L) gesture during the announcement of new measures to stimulate the economy, in the Planalto Palace on December 15, 2016 in Brasilia. / AFP / ANDRESSA ANHOLETE        (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)

(da esq. para dir.) Henrique Meirelles e Michel Temer durante o anúncio das medidas de estímulo da economia nacional, dia 15 de dezembro.

Foto: Andressa Anholete/AFP/Getty Images

A FALTA DE DIÁLOGO (e de votos) do governo, no Congresso, foi chamada de falta de governabilidade: um dos argumentos apresentados para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff do posto. Durante meses, economistas clamaram para que o impeachment fosse logo resolvido, para que a pauta econômica voltasse a ser prioridade e a economia voltasse a andar como os investidores pediam.

Agora que a pauta econômica é prioridade, os parlamentares a colocam nos trilhos, mas na direção contrária à que a equipe econômica queria. Prova de que o problema não estava sentado na cadeira da presidência, mas nas do plenário.

Uma vez que a PEC do Teto foi aprovada e a agenda econômica de austeridade foi estabelecida, a conta precisa fechar. O próprio Temer veio a público no mesmo dia da aprovação da lei, por meio da conta do Planalto no YouTube explicar que não há plano B, as contrapartidas serão dadas:

“Hoje, ainda, a Câmara Federal aprovou um projeto. E lá havia — no projeto de lei agora aprovado definitivamente — essas contrapartidas, que foram retiradas embora se mantivesse a tese e o preceito da recuperação fiscal. Mas isso não significa, volto a dizer, que a União, quando firmar o contrato de recuperação fiscal com esses estados, se solicitada por eles, não irá exigir essas contrapartidas. Elas são indispensáveis para que se viabilize a recuperação fiscal prevista na lei que hoje foi aprovada.”

[ênfase adicionado]

Enquanto isso, as temidas contrapartidas foram empurradas pelo presidente da Câmara para a esfera estadual: “As contrapartidas podem estar no contrato entre o governo federal e os governos estaduais. Não precisa estar na lei obrigatoriamente”. Com isso, o presidente da Câmara Federal não quer dizer que as contrapartidas, que nada mais são do que cortes profundos e impopulares, serão evitadas, mas que não ficarão na conta dele ou de seus colegas deputados federais.

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Policiais lançam bomba de gás contra servidores públicos que se manifestavam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no dia 6 de dezembro

Foto: Erick Dau

Dessa forma, cada estado terá de negociar suas próprias contrapartidas diretamente com o governo federal, explicou Meirelles nesta quarta-feira, 21. Os cortes, que são impopulares e com certeza irritarão o eleitorado, deverão ser decididos nas assembleias legislativas estaduais, responsáveis pelas votações dos orçamentos de seus estados.

Na aparência, Maia concedeu uma ajuda aos governadores, porque foi responsável pelo lado bom do pacote. Na prática, ele aproveitou o Natal para entregar um belo presente de grego aos seus colegas deputados estaduais.

Eles estão sendo foco de protestos por conta de projetos de lei que tentavam cortar investimentos antes mesmo de surgirem as contrapartidas pedidas por Meirelles – os famosos pacotes de maldades. As contrapartidas exigidas pela União tornarão ainda mais duros os odiados pacotes que, por sua vez, serão repassados aos servidores estaduais. Significa que o tempo, que já está fechado, pode se tornar uma tempestade perfeita.

Com ou sem contrapartidas, a aprovação do projeto, no entanto, não muda a atual situação de salários atrasados, já que trata sobre os orçamentos dos próximos anos, apenas. Mesmo que ajude a pagar os atrasados, o socorro só viria no ano que vem.

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Fonte:https://theintercept.com/2016/12/21/feliz-natal-mas-so-para-quem-nao-e-servidor-publico-estadual/

Marcelo Odebrecht confirma propina paga a Temer e aliados

14.12.2016
Do portal BRASIL247

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Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo que leva seu sobrenome, confirmou à força-tarefa da Lava Jato a versão do ex-executivo da empreiteira Cláudio Melo Filho sobre pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB feito a pedido do presidente Michel Temer; Marcelo respaldou o episódio do jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no qual, segundo os delatores, foi acertado o pagamento o peemedebista; Marcelo, que fechou acordo de delação premiada, depôs por pouco mais de três horas na segunda (12) em Curitiba

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/270419/Marcelo-Odebrecht-confirma-propina-paga-a-Temer-e-aliados.htm

Quem pagou o pato de Paulo Skaf foi a Odebrecht

14.12.2016
Do blog DIÁRIO DE CENTRO DO MUNDO03.11.16
Por Mauro Donato

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E então a campanha daquele engravatado senhor, deus do templo piramidal da avenida Paulista, foi paga com caixa 2. Surpreso, meu caro? Só se o leitor for alguém que toma sorvete com a testa, não é mesmo?

O marqueteiro Duda Mendonça tomou conhecimento de que seu nome está entre os citados na delação que a Odebrecht vem tratando na Operação Lava Jato. Decidiu então procurar a PGR (Procuradoria-Geral da República) para negociar a sua delação.

Como responsável pela campanha de Paulo Skaf (PMDB) para governador de São Paulo em 2014, a empresa de Duda Mendonça (Votemim Escritório de Consultoria Ltda), teria recebido R$ 4,1 milhões ‘por dentro’. A campanha custou bem mais que isso e o restante, o ‘por fora’, foi pago pela Odebrecht via caixa 2. Que coisa, não?

Duda Mendonça foi o marketeiro de Lula em 2002. Envolto no imbróglio do mensalão, esteve em risco de ficar preso. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, concluiu que ele não teria como saber a origem dos recursos com os quais seu trabalho na campanha de marketing foi quitada e ele acabou absolvido das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Não havia o espetáculo das delações à época e tudo o que Duda disse foi que parte de seus pagamentos era efetuada através de Marcos Valério.

Por que Duda Mendonça faria de novo, agora para o deus-pato? Porque é o modus operandi histórico na política brasileira. Algo que sempre existiu, com participação de todos, e que os golpistas fizeram o possível para colar apenas na imagem do PT. Ou era assim ou não se fazia campanha para partidos. Alguém ainda não entendeu isso?

O mais doloroso nos dias atuais é constatar que todas as previsões, todos os alertas feitos a respeito das reais intenções do que estava em curso travestido de combate à corrupção para extirpar Dilma Rousseff e o PT se confirmam candidamente.

Todo aquele carnaval era na verdade para brecar a Lava Jato? Claro. Está funcionando? Sem dúvida. Toda aquela indignação em verde e amarelo tinha como finalidade impor mais sacrifícios ao povo enquanto o poder e a elite permanecerão gozando de privilégios? Sim, sim, isso mesmo.

Veja com que idade se aposentaram e quais os vencimentos de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, toda aquela turma que deseja que o povo agora se esfalfe e trabalhe por mais tempo. Somando aposentaria e salários de seus cargos, ganham muito acima do teto do funcionalismo público. Mas teto para despesas voltadas ao amparo social serão respeitadas, certo?

Todo esse movimento queria mesmo é aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita de todas as ilicitudes cometidas até então e tocar a vida em paz? Obvio. Está dando certo? Estão a caminho. “Ah, mas veja, o Skaf está exposto agora.” É ruim, hein? Em breve desaparecerá das notícias. Com essa turma não pega nada. Aécio Neves vem à baila e some. José Serra esteve nas manchetes por um dia e depois desaparece. Geraldo Alckmin deita e rola e, impeachment que é bom, nem pensar.

Paulo Skaf apregoava que você não deveria pagar o pato, era preciso mudança, e bla bla bla. Está aí o resultado. Tomou?

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-pagou-o-pato-de-paulo-skaf-foi-a-odebrecht-por-mauro-donato/

Pato plagiado da FIESP levou R$ 6 milhões antes de ir às ruas “contra a corrupção”; “depois de muito choro”, diz Odebrecht

12.12.2016
Do blog VI O MUNDO, 10.12.16
Por Redação

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A empreiteira Odebrecht fazia muitos negócios nos e com os governos e os parlamentares.

Na versão apresentada pelo operador do propinoduto da empresa à Lava Jato, era uma troca explícita entre dinheiro e legislação.

Um dos “negócios”, segundo Claudio Melo, envolveu uma doação de R$ 10 milhões dividida assim: R$ 6 milhões para Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, associação empresarial que teve papel decisivo no impeachmentde Dilma Rousseff.

Skaf é o homem do pato de borracha — plagiado, aliás, de um artista holandês — que misturou a campanha pelo impeachment à campanha contra impostos enquanto embolsava a grana da Odebrecht.

O dinheiro financiou a campanha mal sucedida dele ao governo de São Paulo, em 2014.

Em resumo: ele recebeu propina, perdeu a eleição regional e foi às ruas lutar contra a “corrupção” dos outros.

Eliseu Padilha recebeu outros R$ 4 milhões em dinheiro vivo, que tratou de “rachar” com o homem do impeachment na Câmara, Eduardo Cunha, e o amigaço e conselheiro de Temer, José Yunes.

As informações foram divulgadas pela revista Veja, pelo site BuzzFeed e pelo vazamento de trechos da delação nas redes sociais.

“Depois de muito choro, não tive como não ajudar”, escreveu Marcelo Odebrecht, o presidente da empresa, em e-mail enviado a subordinados. Ele acertou a propina aos peemedebistas pessoalmente, em visita ao Palácio Jaburu.

O delator define o ex-ministro Geddel Vieira Lima como “ávido” por dinheiro e afirma que Eliseu Padilha e Moreira Franco faziam uma tabelinha para pedir dinheiro em troca de favores administrativos e legislativos.

Os dois formam o “coração” do governo usurpador de Michel Temer.

Moreira Franco, por exemplo, teria ‘matado’ a ideia de um terceiro grande aeroporto em São Paulo, para não prejudicar os negócios da Odebrecht  no Galeão, Rio de Janeiro, de onde a empresa é concessionária.

No Senado, Romero Jucá centralizava os recebimentos — teriam sido R$ 22 milhões no total.

Foi assim que a Odebrecht comprou, por exemplo, as MPs 613 e 627, através das quais obteve vantagens tributárias — sempre segundo o delator.

Melo é apenas o primeiro dos executivos da Odebrechet a delatar — serão mais de 70.

Leia também:

Bancada do PT na Alesp quer o impeachment de Alckmin

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/plagiado-da-fiesp-levou-r-6-milhoes-antes-de-ir-as-ruas-contra-a-corrupcao-depois-de-muito-choro-diz-odebrecht.html

Reforma da Previdência: deputados analisam pontos prejudiciais à classe trabalhadora

12.12.2016
Do portal BRASIL DE FATO, 07.12.16
Por Cristiane Sampaio Brasil de Fato | Brasília (DF)

Proposta começou a tramitar oficialmente na Câmara Federal 

Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia em conversa reservada com o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha - Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia em conversa reservada com o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha / Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta de reforma da Previdência editada pelo governo de Michel Temer começou a tramitar oficialmente na Câmara Federal nesta terça-feira (6). Entregue ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e batizada de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, a medida já figura entre os destaques das críticas da oposição.

Entre as alterações que a reforma pretende implementar estão: contribuição mínima de 25 anos e idade mínima de 65 anos para aposentadoria, igualmente para homens e mulheres; contribuição de 49 anos para ter direito à aposentadoria integral; e proibição do acúmulo de benefícios, como pensão e aposentadoria.

Se aprovada, a nova forma valerá para mulheres de até 45 anos e homens com idade até 50. Os contribuintes que se encontram acima dessa faixa etária ficarão sujeitos a regras especiais de transição.

Confira a versão em áudio da matéria (para baixar o arquivo, clique na seta à esquerda do botão compartilhar):

Para parlamentares da oposição, a medida seria prejudicial à classe trabalhadora. “É uma proposta que vem para penalizar ainda mais os milhões de trabalhadoras e trabalhadores. Não é aceitável, por exemplo, que homens e mulheres tenham o mesmo tempo mínimo para acessar o benefício, porque é preciso considerar que as mulheres ainda têm uma jornada tripla. Essa proposta é um desastre”, qualificou o vice-líder da minoria na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Para justificar a reforma, o governo argumenta que ela seria a única forma de garantir a continuidade da Previdência, por conta do envelhecimento da população, argumento vem sendo fortemente combatido pelos opositores. Para o vice-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa, Henrique Fontana (RS), a proposta estaria fundada numa inversão de prioridades.

“Ela sacrifica o trabalhador, ao mesmo tempo em que não fala em tributação de grandes fortunas, de grandes heranças, dos lucros e dividendos, etc. Todas essas fontes poderiam ser destinadas à Previdência. Os aposentados rurais, por exemplo, ganham um salário-mínimo. Será que alguém que recebe somente isso de aposentadoria é a causa dos problemas no Brasil? Não acredito nisso. Essa proposta está muito mal concebida”, criticou o vice-líder.

O líder da bancada do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), Ivan Valente (SP), corroborou a posição do petista. “Essa reforma considera que o povo vai aguentar sacrifício a vida inteira. Eles querem que os pobres paguem a conta da crise atual. É uma perversidade”, considerou.

Classe social

Fontana salientou ainda que o estabelecimento de idades e tempos mínimos igualitários desconsidera as diferenças de classe social existentes no país. “Não se pode tratar de forma igual um jovem que trabalha em serviços pesados, que começa a trabalhar aos 16 anos, por exemplo, e um jovem que cursa a universidade exclusivamente estudando e entra no mercado com 23 ou 24 anos. Seria uma distribuição injusta dos esforços para manter um regime previdenciário equilibrado”, considera o parlamentar.

Na avaliação dele, o regime deveria considerar uma complementariedade entre os critérios. “Sistemas que somam a idade e o tempo de contribuição são mais justos do que sistemas que estabelecem uma tábua rasa na ideia de idade mínima. Eu sou a favor de reformas, mas de reformas justas, o que não é o caso”, afirmou o parlamentar.

Chances

Para os opositores, o Planalto não deve conseguir uma aprovação da reforma da Previdência. As crises envolvendo a cúpula governista, aliadas ao mau desempenho da economia, colocariam em risco os planos de Temer.

“Tenho certeza de que vai ter resistência aqui no Congresso, com grandes alterações, se é que ela vai chegar a ser votada. Essa reforma não passa de forma nenhuma”, projeta Ivan Valente.

Na avaliação dele, os protestos de rua tendem a se intensificar a partir de agora. “Vamos ter reações populares maiores dos que as da Lava Jato, até porque o governo Temer caminha pra um encerramento. Todos os analistas e jornais estão apontando que não temos, para 2017, nenhuma perspectiva de melhora do desemprego, de queda da taxa de juros, de investimento público pra animar a economia”, aponta o líder do PSOL.

Para Fontana, o contexto de crise política e econômica deve turvar a tramitação da nova proposta. “Eu acredito que o governo vai terminar antes mesmo que essa reforma seja eventualmente votada no parlamento brasileiro. E aí nós vamos repactuar com um novo governo de que forma de fato a Previdência será alterada”, acredita o petista.

Presidência

Após recebimento da proposta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou que pretende dar uma tramitação célere à matéria e defendeu a medida. “Manter sustentável a Previdência brasileira exige, induvidosamente, uma reforma, sob pena de colocar em risco o recebimento de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários dessa geração e das próximas”, disse na ocasião.

A proposta será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso tenha a admissibilidade aprovada, será instalada uma comissão especial para analisar a PEC.

Edição: José Eduardo Bernardes

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Fonte:https://www.brasildefato.com.br/2016/12/07/deputados-da-oposicao-criticam-reforma-da-previdencia/

Eles ficaram fora de novo, da reforma da previdência: Governo altera PEC para militares poderem acumular benefícios

09.12.2016
Do portal jornal GAZETA ON LINE, 07.12.16

O Palácio do Planalto também retirou policiais militares e bombeiros das mudanças nas regras previdenciárias

Presidente Michel Temer quer aprovação das reformas
O governo do presidente Michel Temer alterou a proposta de reforma da Previdência apresentada nesta terça-feira (6) para agradar militares e permitir que eles acumulem aposentadorias e pensões. O Palácio do Planalto também retirou policiais militares e bombeiros das mudanças nas regras previdenciárias. As informações são dos jornalistas Laís Alegretti e Ranier Bragon, do jornal Folha de S.Paulo.
O texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) protocolado na Câmara dos Deputados pelo Palácio do Planalto é diferente do material divulgado à imprensa na terça-feira.
Apesar de as Forças Armadas não terem suas regras de Previdência alteradas pela PEC, o texto original proibia o acúmulo de aposentadorias e pensões por morte referentes ao INSS, aos regimes de servidores da União, Estados e municípios e também ao regime dos militares, policiais militares e bombeiros.
 
Depois de pressão dos ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Westphalen Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), o Palácio do Planalto alterou a PEC, segundo apurou a Folha. Na versão mais recente, disponível no site da Câmara, militares, bombeiros e policiais militares estão fora da regra de acúmulo de benefícios.
Além disso, foi retirado um parágrafo inteiro do texto para deixar policiais militares e bombeiros fora das novas regras de acesso à aposentadoria. Agora, caberá a deputados e senadores uma eventual inclusão de PM e bombeiros na proposta. A inclusão desses profissionais na PEC era um pedido de governadores, já que os benefícios pagos a eles são dos regimes de Previdência estaduais e pressionam as contas dos Estados. Em relação às Forças Armadas, o Planalto diz que o assunto será tratado posteriormente, em outra proposta.
OUTRO LADO
Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto respondeu, em nome do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que “sempre foi dito que os militares ficariam fora desta reforma”. “Eles serão tratados em outro projeto dadas as características de suas atividades, pelo fato de constitucionalmente não se enquadrarem como servidores públicos. Como eles não integravam o sistema, apenas foi corrigido o equívoco contido na versão anterior”, informa a nota

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Fonte:http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2016/12/noticias/economia/4003603-governo-altera-pec-para-militares-poderem-acumular-beneficios.html