O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira

05.09.2017
Do portal JORNAL GGN, 04.09.17
Por Roberto Bitencourt da Silva

O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira

O sentido do golpe

A sociedade brasileira está submetida a uma condição abjeta: imoralidade desavergonhada de oligarquias políticas; um golpismo vende pátria despudorado que, ofendendo a consciência democrática e nacional do Povo Brasileiro, rasga a Constituição, despreza a soberania do voto popular e aliena o patrimônio público.

Sem qualquer respeito à chamada “opinião pública”, seja ela traduzida por voto, seja por sondagens de conjuntura ou por mobilizações populares de rua ou em rede. O entreguista deputado Rodrigo Maia (DEM) há meses esclareceu a coisa: “Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade”. Absoluto enclausuramento institucional e político. Findo o fiapo de democracia.

No início da movimentação golpista, em que uma plataforma política unitária circunstancial e reacionária, composta pelo grande capital nacional e gringo e por frações das camadas médias da população, tomava o PT e a presidente Dilma Rousseff como bodes expiatórios – e lá se vão mais de dois anos –, em muitos setores do campo progressista sobressaía uma incompreensão dos riscos que acenavam para o País.

Não eram, e ainda não são, poucos os que acredita(va)m que o golpe parlamentar-judicial-midiático tinha e tem em vista afastar da cena apenas o PT, Lula, em especial. À essa altura do campeonato, aquilo que afirmava, e que não raros contradiziam ser abordagem “depressiva”, tem ficado bastante claro: a emergência de um projeto de reconfiguração da dependência brasileira, intensificando-a por meio de um neocolonialismo flagrante, com a alienação de empresas e recursos voltados à coordenação e decisão sobre nossos destinos, enquanto Nação, além do incremento da superexploração dos trabalhadores.

Ataques frontais à CLT, à Eletrobras e à Petrobras são os símbolos maiores. Todo um legado das ações de patriotas, civis e militares, trabalhadores, servidores públicos e estudantes, agentes políticos individuais e coletivos sintonizados com o positivismo, o trabalhismo e o comunismo, uma herança de lutas dos anos 1930 a 1960, razoavelmente intocada décadas a fio. Essa herança era e é o verdadeiro foco destrutivo do golpismo entreguista e antipopular.

As frágeis barreiras ao golpismo e ao entreguismo

Nesse processo, as respostas foram muito tímidas, centrando-se, em boa medida, em showmícios e na definição de três datas que visavam promover greves gerais. Apenas uma destas greves, meses atrás, demonstrou certa força mobilizatória e organizacional. No mais, denúncias localizadas contra o golpismo e suas intenções, nos circuitos políticos institucionais, no webjornalismo alternativo e nas redes sociais.

Como facilmente se pode perceber, à luz do curso do tempo, pouco. Muito pouco para, ao menos, inibir a volúpia reacionária, entreguista e golpista.

Verdade seja dita: uma sociedade invertebrada é o que ora temos, no momento sem agentes potenciais e efetivos de mudança. O grosso dos trabalhadores humildes e de estratos mais altos de classe, por longos anos talhado em um movimento sindical desmobilizado e apassivador ou, pior ainda, em parte sequer integrante de alguma rede associativa, sindical ou não, de proteção, cooperação e solidariedade imediata.

Amplas faixas da classe trabalhadora destituídas ou com parcos hábitos e meios organizativos de mediação e politização. Exclui-se desse cenário, particularmente, a série de lutas e de engenhosas mobilizações, por anos, de professores e estudantes, atuantes em causas restritas à educação ou relativas a questões públicas mais abrangentes (como os jovens que reverberaram dilatadas questões sociais, nos primeiros dias das Jornadas de Junho de 2013).

Ontem e hoje submetidos a seguidas ações midiáticas, judiciais e políticas satanizantes, que retira(ra)m muito do fôlego na crítica hora presente. Em todo caso, a reorganização e a reestruturação dos movimentos sociais e sindicais têm que recolher as lições dos últimos anos, inclusive de desprendimento, oferecidas por esses atores situados no terreno da educação. Mas, esse processo vai levar tempo.

Uma sociedade invertebrada e os graves riscos para o País

Desse modo, sem organizações e agentes consequentes, a situação do País é desoladora e patética. Os partidos de esquerda, tradicionais e mais novos, de modo impressionante e em elevada medida, ainda primam por colocar no centro dos seus cálculos e iniciativas preocupações estritamente eleitorais.

Nesse sentido, expressões razoavelmente patéticas de desespero tem se manifestado nos últimos dias no webjornalismo. Artigos e notícias têm dado conta de apelos a uma intervenção militar, em acatamento ao princípio constitucional de garantia da soberania nacional pelas Forças Armadas. Daqui do próprio GGN, Luis Nassif e Rui Daher, até onde pude acompanhar. De outra plataforma jornalística, o historiador Moniz Bandeira, em e-mail a Paulo Henrique Amorim, vê como única saída do quadro perigoso prevalecente também a dita intervenção.

Compreensíveis e corajosos tais apelos por uma intervenção que se pode entender como “cirúrgica”. Apelos que mexem em cânones políticos e intelectuais consolidados, que já não dão conta dos desafios e dilemas presentes e no horizonte. Isto é, apelos que, em desespero, por conta da invertebralidade brasileira, visam preservar os ativos e recursos do Estado nacional, garantir as eleições ano que vem e proteger a Nação também do novo golpe, parlamentarista, tão almejado pelas oligarquias.

Sem “burguesia nacional” – a cada dia mais comprometida com a abjeta função especulativa, parasitária, rentista e imobiliária, assim como de testa de ferro de multinacionais – e sem classes trabalhadoras e médias organizadas e mobilizadas, a única eventual fronteira para assegurar uma mínima proteção da soberania nacional, em tese, são as Forças Armadas.

Contudo, como tantos sujeitos individuais e coletivos convergentes com ideias nacionalistas, anti-imperialistas e socialistas, tenho dúvidas sobre essa eventual possibilidade, em função do ocorrido em 1964 e no curso da ditadura. Fantasmas do passado são difíceis de serem exorcizados, ademais devido também a recalcitrante posição institucional acerca desse passado.

Em todo caso, o debate é pertinente, porque o cenário internacional de intervencionismo e de balcanização promovida nos países periféricos (Líbia, Síria, Iraque, Venezuela, Ucrânia), pelos EUA, requer inescapavelmente introduzir as Forças Armadas nas reflexões sobre a defesa da soberania nacional.  Elas poderiam impor claras barreiras internas e externas – em atendimento à soberania – a todo e qualquer programa político e de governo que tenha em vista retirar os atuais e mínimos centros internos de decisão nacional. Cabe saber se “combinou”, como diria Garrincha, se há esse entendimento e sensibilidade.

O Brasil corre o sério risco de colonização aberta e aviltante pelos EUA e pela China, sem eventuais mediações restritivas de burguesias domésticas. Atritos e diferenças à parte no tabuleiro internacional, símbolos antagônicos da antiga bipolaridade capitalismo e comunismo, na prática muitos interesses de ambas as potências se entrecruzam, notadamente via financiamento chinês da dívida norte-americana.

Ambos os países querem recursos energéticos, demais bens primários, lucros para financiar suas políticas internas e deslocar suas contradições sociais endógenas, assim como exercer domínio mundial. E o Brasil tornando-se um subserviente quintal do imperialismo, do grande capital internacional, seja sob controle privado, seja estatal. De resto, forçosamente capital alienígena, que suga e sugará ainda mais os excedentes criados pelo trabalho do Povo Brasileiro.

Desmonte, por tabela, de qualquer laivo de Nação e de preocupação com educação e pesquisa. Jovens sem futuro, sem aspirações, sem possibilidades sequer de sonhar! As importações de bens, produtos e equipamentos irão crescer, dispensando a inteligência e a criação nacional, retraindo mais ainda as oportunidades de empregos adensados e de salários melhores.

Vale observar que a gigantesca lista de privatizações e desnacionalizações do sistema produtivo e de infraestrutura, anunciada e posta em realização pelo golpista Michel Temer (PMDB), insere ainda uma potencial ameaça de balcanização territorial brasileira no horizonte.

Como frisava o grande geógrafo Milton Santos, a integração da economia nacional na “globalização”, sobretudo por meio das privatizações, guarda a possibilidade de incidir na criação de “economias arquipélagos”. Isto é, a inexistência de uma coordenação nacional do território, abandonado a conexões diretas entre as localidades e o exterior. Não gratuitamente, hoje, os agentes principais da entrega do País são as oligarquias políticas regionais.

Com as novas desnacionalizações e privatizações, que incrementam as danosas medidas adotadas na era FHC, e em parte seguidas também pelo lulopetismo, o terreno ficaria aberto à competição interterritorial com o exterior, entre os entes subnacionais. Um caldeirão propício a separatismos, motivados de dentro, por oligarquias ciosas por poder, e de fora do País. Quem melhor para representar os interesses de conglomerados internacionais que as oligarquias, seja via separatismo, seja parlamentarismo, de fato ou de “direito”?

Há muito o conservador e arguto sociólogo brasileiro Oliveira Vianna mapeou os perigos da predominância política das oligarquias regionais no Brasil: a dispersão do poder e a incapacidade de coordenação, identidade e criação de mercado interno nacional. A força dos clãs oligárquicos destrói qualquer ideia de integração territorial, política, cultural e econômica do País. Hoje, estão com desenfreado poder político.

Até Delfim Netto denuncia

Em tom crítico, Delfim Netto (note bem, Delfim Netto!), em artigo assinado na Carta Capital desta semana, afirma que o Brasil está voltando “a ser colônia”. Eis o que denuncia simplesmente um dos czares da economia durante a ditadura civil-militar de 1964, que teve por objeto transnacionalizar a economia brasileira e silenciar os trabalhadores.

Se não estamos, agora, em “processo de subdesenvolvimento”, como faz alusão o articulista de Carta – subdesenvolvimento e dependência são duas chagas estruturais do nosso País, não é novidade do nosso tempo –, seguramente nos encontramos mergulhados na intensificação do fenômeno e experimentando um reordenamento aprofundado da dependência. Do jeito que a coisa vai, talvez nem a integração territorial brasileira resista.

*Roberto Bitencourt da Silva – cientista político e historiador.

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Fonte:http://jornalggn.com.br/blog/roberto-bitencourt-da-silva/o-neocolonialismo-e-a-possibilidade-de-desintegracao-territorial-brasileira-por-roberto-bitenco#.Wa2QFirnEL8.twitter

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VILLAÇA: ‘COMO PUDEMOS PERMITIR QUE ESSES CANALHAS FIZESSEM ISSO COM O PAÍS”

09.07.2017
Do portal BRASIL247

Escritor e crítico de cinema Pablo Villaça usou sua conta no Twitter para criticar a possibilidade do Brasil voltar a integrar o mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). “Do jeitinho que a elite brasileira gosta. Como pudemos permitir que esses canalhas fizessem isso com o país?”, escreveu Villaça.

247 – O escritor e crítico de cinema Pablo Villaça usou sua conta no Twitter para criticar a possibilidade do Brasil voltar a integrar o mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). “Do jeitinho que a elite brasileira gosta. Como pudemos permitir que esses canalhas fizessem isso com o país?”, escreveu Villaça em referência ao fato de entidades da sociedade civil encaminharem a ONU um relatório sobre o assunto.
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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/305429/Villa%C3%A7a-‘Como-pudemos-permitir-que-esses-canalhas-fizessem-isso-com-o-pa%C3%ADs.htm

Com Temer denunciado, Dilma dá estocada nos patos amarelos e nos ‘inteligentes e articulados’ que puseram o vice no Planalto

27.06.2017
Do blog VI O MUNDO

Montagem produzida com vídeos postados por Margarida Salomão e Marcelo Rubens Paiva no twitter (a atriz global reage a um discurso anterior de Temer, não o de hoje)

Eis o resultado do Golpe de 2016:  o País está nas mãos do único presidente da história denunciado por corrupção. O impeachment sem crime de responsabilidade foi a  ponte dos perdedores sobre a democracia para o desmonte do País. A grande mídia, o PSDB, os adeptos do Pato Amarelo conheciam a conduta do grupo que assaltou o Palácio do Planalto e são responsáveis diretos por sua ascensão ao poder. Dilma Rousseff, em nota oficial

“Não cabe à Fiesp falar de renúncia”, diz Skaf, líder de atos anti-Dilma

Da CartaCapital

A autointitulada “casa do impeachment de Dilma”, que ofereceu filé mignon aos antipetistas, agora diz desejar “discutir economia e não política”

Nos 17 meses entre a posse para seu segundo mandato e o afastamento determinado pelo Senado, a ex-presidenta Dilma Rousseff enfrentou pressões de diversos pontos da sociedade brasileira.

Um dos mais evidentes foi o dos chamados agentes econômicos, grupo no qual se destacou o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Filiado ao PMDB e candidato pelo partido ao governo de São Paulo, em 2014, Skaf se engajou pessoalmente na batalha pelo afastamento de Dilma e colocou o peso, e o dinheiro da entidade, na campanha.

Em 12 de dezembro de 2015, Skaf anunciou apoio da Fiesp ao processo de impeachment de Dilma. “É importante que se diga que estar a favor do processo de impeachment não é nenhum julgamento ou pré-julgamento. É estar a favor do andamento do processo de impeachment. Cabe ao Congresso Nacional julgar”, afirmou ele.

A mais notória participação da Fiesp naquele período foi a campanha “Chega de pagar o pato”, uma referência à possibilidade de impostos serem aumentados para contornar a crise econômica.

Um pato amarelo de 12 metros de altura confeccionado pela Fiesp foi exibido diuturnamente no prédio da entidade, na Avenida Paulista. Bonecos menores do pato fizeram uma “turnê” pelo País e foram exibidos em capitais, como Belo Horizonte, durante protestos contra Dilma.

Em janeiro de 2015, o pato gigante esteve em Brasília e milhares de mini-patos foram lançados no espelho d’água do Congresso Nacional. Em abril de 2016, o pato gigante da capital federal chegou a ser “esfaqueado” por um militante pró-Dilma.

A campanha foi exibida em veículos de imprensa de todo o País e a Fiesp, que em parte é sustentada com dinheiro público, jamais revelou quando gastou nos anúncios.

O prédio da entidade na Avenida Paulista também se tornou ponto de encontro dos manifestantes anti-Dilma. Por seis meses entre março e setembro de 2016, um pequeno grupo pró-impeachment acampou em frente ao local e jamais foi incomodado pelos seguranças da Fiesp.

Em 16 de março de 2016, o famoso edifício exibiu as cores da bandeira do Brasil e uma faixa preta com a inscrição “renúncia já”. No mesmo dia, Skaf pediu pessoalmente a renúncia, em frase que está registrada no site da entidade. “Pelo bem do Brasil, Dilma deve renunciar já!”, afirmou ele.

No dia seguinte, 17 de março, a Fiesp ofereceu um almoço com filé mignon, massa, salada, torta, purê e arroz aos líderes da campanha anti-Dilma. Ao jornal Valor Econômico, a assessoria de imprensa da entidade celebrou o fato de a Fiesp ter virado “a casa do impeachment de Dilma”.

Memória

Nesta quinta-feira 26, Skaf aparentemente esqueceu a campanha que liderou. No dia em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Michel Temer por corrupção, Skaf decidiu poupar o colega de PMDB. “Não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de Presidente da República, mas defender a retomada do crescimento do País”, disse Skaf ao jornal O Estado de S.Paulo.

Questionado sobre a contradição entre sua postura com Dilma e com Temer, Skaf disse se tratarem de situações diferentes. “No caso da Dilma era uma situação diferente. Ela havia perdido completamente o controle do País. Vivemos dois anos seguidos de crescimento negativo de 3,8%, tanto que acumulou mais de 13 milhões de desempregados”, afirmou.
Para Skaf, sob Temer houve “controle inflacionário”. Ainda segundo ele, “cabe à Fiesp discutir economia, não política”.

Justiça

Em meio às investigações da Operação Lava Jato, o nome de Skaf também surgiu. Ele é investigado em um inquérito derivado da delação de Marcelo Odebrecht, herdeiro da empreiteira. Segundo Odebrecht, a pedido de Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a construtora repassou 2,5 milhões de reais à campanha de Skaf ao governo de São Paulo, em 2014. O dinheiro teria sido pago pelo “departamento de propina” da Odebrecht.

O caso estava com o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, mas no último dia 22 o ministro Edson Fachin, do STF, remeteu os autos à Justiça Federal de São Paulo, como solicitado pela defesa de Skaf.

PS do Viomundo: Dilma não caiu por conta dos muitos erros que cometeu. Caiu porque mexia no vespeiro montado por Eduardo Cunha e quadrilha nos bastidores do poder. Caiu por ser mulher, um aspecto pouquíssimo mencionado pelos ‘analistas políticos’. Da mesma forma, a perseguição a Lula tem como eixo central, em nossa opinião, as mexidas tênues que ele fez na hierarquia conservadora de uma sociedade que introjetou 300 anos de escravidão em seu organismo. Dar o cartão do Bolsa Família para as mulheres? Valorizar as empregadas domésticas? Acelerar a economia de tal forma a encarecer a mão-de-obra das madames? Colocar negro pobre na universidade? O ódio de classe dos paneleiros se voltava contra isso, tanto que eles desistiram completamente quando as denúncias chegaram ao PSDB e ao PMDB.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/galeria-dos-hipocritas/com-temer-denunciado-dilma-da-estocada-nos-patos-amarelos-e-nos-inteligentes-e-articulados-que-puseram-o-vice-no-planalto.html

DOENÇA DO “PATO LOUCO”

10.06.2017
Do Twitter de 

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Fonte:https://twitter.com/demo_fantasma/status/873638857010446336/photo/1

Datena e Junho de 2013, Veja e Greve Geral

27.04.2017
Do BLOG DO MIRO
Por Renato Rovai, em seu blog:

Um dos marcos de que as manifestações de junho de 2013 não eram algo de grupelhos, mas que tinham apelo popular foi uma enquete realizada pelo apresentador Datena, na TV Bandeirantes.

Ele perguntou se as pessoas eram favor ou contra os atos contra o aumento da passagem de ônibus, os famosos 20 centavos. E sua audiência começou a votar que sim.

Do alto de sua arrogância, Datena xingou todo mundo e mandou a produção modificar a questão pois, no seu entendimento, o público não havia entendido a pergunta.

E tomá-lhe pau. As pessoas continuaram apoiando.

E o apresentador teve que engolir aquele sapo.

Hoje, foi a Veja.

A revista dos Civitas realizou uma enquete para desmoralizar a Greve Geral, achando que sua bolha iria votar em peso contra o movimento.

E, danou-se. Mesmo na sua bolha.

No momento em que Fórum fez essa matéria, 73% dos votantes apoiavam o movimento.

A Greve Geral pode surpreender muita gente, incluindo os que a estão convocando.

O saco cheio do povo é maior do que se imagina. E não é de se descartar que a Greve Geral desencadeie algo próximo de um novo Junho de 2013.

Só que dessa vez à revelia da Globo. E também contra a Globo. Que defende as reformas.

Sei que parece delírio. Mas a enquete da Veja de hoje diz muito mais do que qualquer análise de redes. Como a enquete do Datena também disse muito sobre o que a opinião pública pensava naquele momento.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/camara-aprova-fim-dos-direitos-trabalhistas-no-brasil-e-da-clt-veja-quem-sao-os-traidores.html

TIJOLAÇO: TEMER PARTE PARA O TUDO OU NADA PELO CORTE NA PREVIDÊNCIA

10.04.2017
Do portal BRASIL247

Michel Temer advertiu que quem votar contra a reforma da Previdência estará votando contra o governo; ameça de traduz no corte de cargos e dificultação para liberação de recursos; “Funcionará? Com o Congresso que aí está, não se pode dizer que não fará efeito, mas está longe de ser o suficiente, neste momento, para reverter a ‘onda’ antirreforma que se formou”, diz Fernando Brito, do Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço O final de semana no Planalto foi de tambores de guerra.

“Votar contra a reforma é votar contra o governo”, disse Michel Temer, numa reunião de áulicos: seus ministros receberam a tarefa de “fechar a porteira” aos colegas de partido e estão formalmente autorizados a ameaçar retirar do governo os indicados por quem não ceder à pressão.

Ricardo Noblat, que achava Temer “até bonito”, diz agora que o ocupante do Planalto “sabe ser mau como um picapau”:

Quem votar contra a reforma, advertiu Temer, estará votando contra o governo. Para bom entendedor, isso significa que o presidente está disposto a retaliar partidos e parlamentares que o deixarem na mão no momento em que mais ele precisará deles.

E como fará isso? Não precisou dizer. Todos sabem. Cargos, acesso facilitado à liberação de recursos públicos e outros favores são moedas de troca na política. É dando que se recebe. Pune-se tomando o que foi dado.

Funcionará?

Com o Congresso que aí está, não se pode dizer que não fará efeito, mas está longe de ser o suficiente, neste momento, para reverter a “onda” antirreforma que se formou.

O pacote de recuos anunciado semana passada não parece ter surtido efeito para isso, porque a brutalidade da proposta original contaminou todo o debate na sociedade.

Se a primeira impressão é a que fica, neste aspecto, a estratégia de colocar uma multidão de bodes para, depois, retirá-los” criou uma animosidade que, agora, implica fazer quase uma centena de deputados voltar atrás da posição pública já tomada.

O “pequeno problema” deste “dá ou desce político” é que há muito pouco do que descer, quando se trata de um governo manietado por um laço formado de duas cordas: a Lava Jato e o brutal arrocho nos gastos públicos.  E sob o qual falta o chão de alguma popularidade.

O próprio Noblat adverte que “se a reforma da Previdência não passar no Congresso, adeus ao sonho de Temer de ser reconhecido um dia como o presidente que tirou o país do buraco da mais profunda recessão econômica de sua história”.

A pergunta inevitável é: quem o reconhece como capaz disso?

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/289617/Tijola%C3%A7o-Temer-parte-para-o-tudo-ou-nada-pelo-corte-na-Previd%C3%AAncia.htm

CONHEÇA 9 IMPACTOS QUE A TERCEIRIZAÇÃO TRARÁ NA VIDA DO TRABALHADOR

27.03.2017
Do portal BRASIL247

Site Voyager elaborou uma lista com nove impactos diretos que a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4302 de 1998, que regulamenta a terceirização no país, liberando-a para ser usada em qualquer ramo de atividade das empresas privadas e de parte do setor público, trará aos trabalhadores e ao mercado de trabalho no Brasil; entre os pontos listados estão a perda de direitos, aumento do número de acidentes de trabalho, maior taxa de rotatividade, redução do número de vagas em concursos públicos, dentre outros

247 – O site Voyager elaborou uma lista com nove impactos diretos que a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4302 de 1998, que regulamenta a terceirização no país, liberando-a para ser usada em qualquer ramo de atividade das empresas privadas e de parte do setor público, trará aos trabalhadores e ao mercado de trabalho no Brasil.

Dentre outros pontos, “desaparece, por exemplo, a obrigação de que a empresa que encomende trabalho terceirizado fiscalize regularmente se a firma que contratou está cumprindo obrigações trabalhistas e previdenciárias. Desaparecem também, restrições à chamada “pejotização”, que é a mudança da contratação direta, com carteira assinada, pela contratação de um empregado nos moldes da contratação de uma empresa (pessoa jurídica) prestadora de serviços”, diz a publicação.

Confira os nove pontos destacados pelo site Voyager sobre o assunto.

1. Maior precarização das condições de trabalho e redução de vagas de emprego

A proposta induvidosamente acarretará para milhões de trabalhadores no Brasil o rebaixamento de salários e de suas condições de trabalho, instituindo como regra a precarização nas relações laborais.
Segundo estudo feito pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a partir de dados de 2013 do Ministério do Trabalho, os terceirizados, ao mesmo tempo em que ganham salários em média 25% menores, trabalham em média três horas a mais por semana do que os contratados diretamente pela empresa.

2. Maior número de acidentes de trabalho

Além disso, essa mesma pesquisa aponta que os “terceirizados” costumam sofrer mais acidentes de trabalho. O já elevado número desse tipo de acidente no Brasil (de dez acidentes, oito acontecem com empregados terceirizados) tende a ser agravado, gerando prejuízos para os trabalhadores, para o Sistema Único de Saúde e para Previdência Social, a qual, ainda, sofrerá impactos negativos até mesmo nos recolhimentos mensais.

3. Terceirização está ligada a condições análogas à escravidão e a maior probabilidade de morte no trabalho

Segundo números apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre 2010 e 2013, nas 10 maiores operações de resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão, quase 3.000 dos 3.553 casos envolviam terceirizados.
Estes dados divulgados, em 2015, na audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CPF), revelam também que no caso de óbitos durante o serviço no setor elétrico, 61 terceirizados perderam a vida em 2013, contra 18 empregados diretos. Na construção de edifícios, foram 75 falecimentos de terceirizados num total de 135 mortes; nas obras de acabamento, os terceirizados foram 18 do total de 20 óbitos.

4. Maior taxa de rotatividade

Não se pode deixar de lembrar a elevada taxa de rotatividade que acomete os profissionais terceirizados. Esses trabalhadores ficam em média 2,7 anos no emprego intermediado, enquanto os contratados permanentes ficam em seus postos de trabalho, em média, por 5,8 anos.

5. Empresas poderão demitir funcionários para não pagar benefícios e ainda recontratá-los pagando menos

É comum que companhias de prestação de serviços terceirizadas demitam funcionários antes dos 12 meses de contrato para não pagar férias, décimo terceiro, entre outros direitos trabalhistas. A PL aprovada no Congresso também abre a porta para que empresas demitam funcionários e os recontratem pagando menos para exercer as mesmas funções.

6. Se a empresa decretar falência o funcionário não recebe nada.

Isso é mais corriqueiro do que você imagina. Em entrevista concedida ao G1 em 2012, a sindicalista Maria Isabel Caetano dos Reis, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis do Distrito Federal, resumiu bem a situação: “Aqui todo dia chega um trabalhador reclamando que a empresa (de prestação de serviços terceirizadas) sumiu, fechou, faliu”.

Consequentemente, os terceirizados deixam de receber seus direitos, como salários, 13º, férias ou vale-transporte.

7. Número de vagas em concursos públicos será bastante reduzida

Segundo a PL aprovada, no caso do serviço público, a exceção da terceirização será para atividades que são exercidas por carreiras de Estado, como juízes, promotores, procuradores, auditores, fiscais e policiais. Entretanto, outras funções, mesmo que ligadas à atividade-fim, poderão ser terceirizadas em órgãos ou empresas públicas. Isso acarretará uma drástica redução no número de vagas em concursos públicos.

8. O poder de greve será enfraquecido

Esta PL também autoriza a contratação de terceirizados para substituir trabalhadores em greve, caso ela seja declarada abusiva ou atinja serviço considerado essencial. O coordenador de Relações Sindicais do Dieese, Fausto Augusto Júnior, diz que a medida torna mais vulneráveis as contratações temporárias. Mais ainda: ele afirma que o texto fere preceito constitucional do direito à greve.

9. Como já ocorreu em outros países, o número de terceirizados deve disparar

No México, dados oficiais apontam que atualmente 16% da população economicamente ativa (8,32 milhões de pessoas) trabalham neste esquema. Em 2012 o país regulamentou a “subcontratação” – nome pelo qual a terceirização é conhecida por lá. O número representa quase o dobro do verificado em 2004, quando apenas 8,6% adotavam o regime. Além disso, 60% dos trabalhadores do país têm emprego informal, sem carteira assinada.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/economia/287125/Conhe%C3%A7a-9-impactos-que-a-terceiriza%C3%A7%C3%A3o-trar%C3%A1-na-vida-do-trabalhador.htm