Maioria dos juízes do TST aponta 50 ‘lesões’ em projeto de reforma trabalhista

26.05.2017
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 25.05.17
Por  Redação RBA 

Proposta do governo irá reduzir, “de imediato ou a médio prazo”, várias dezenas de direitos individuais e sociais, afirmam magistrados. Oposição tenta conter tramitação 

Ministros do TST contra reforma trabalhista

Para ministros do TST, proposta de reforma “produz uma significativa redução do patamar civilizatório mínimo fixado pela ordem jurídica trabalhista vigorante no Brasil”

São Paulo – Dezessete dos 27 juízes que compõem o Tribunal Superior do Trabalho (TST), incluindo dois ex-presidentes (João Oreste Dalazen e Antônio José de Barros Levenhagen), posicionaram-se contra o projeto de lei (PLC 38) de reforma trabalhista, apontando 50 “lesões” a direitos. O documento foi entregue ontem (24) ao presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), e protocolado no gabinete do relator do texto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). A principal Corte trabalhista do país ratifica sua visão contrária à reforma do governo, contrariando inclusive o presidente do TST, Ives Gandra Filho. Hoje, Eunício recebeu alguns dos ministros signatários.

“A grande preocupação dos ministros do TST que subscrevem este documento – os quais contam, todos, com várias décadas de experiência diária no segmento jurídico trabalhista – é com o fato de o PLC n. 38/2017 eliminar ou restringir, de imediato ou a médio prazo, várias dezenas de direitos individuais e sociais trabalhistas que estão assegurados no País às pessoas humanas que vivem do trabalho empregatício e similares (relações de emprego e avulsas, ilustrativamente”, afirmam os magistrados. O presidente da Anamatra, associação nacional da categoria, Germano Siqueira, também participou da entrega.

Apenas a “ampla autorização” para a terceirização de serviços, afirmam, “produz uma significativa redução do patamar civilizatório mínimo fixado pela ordem jurídica trabalhista vigorante no Brasil”. O documento, de sete páginas, cita ponto a ponto os direitos que estariam expostos à redução ou eliminação, como horas in itinere (no percurso para o trabalho), “pactuação genérica” do regime de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, período de uma hora de refeição, entre outros, além de questões como aumento do trabalho em tempo parcial.

Segundo os juízes, o PLC 38 atinge não apenas o Direito individual e coletivo do Trabalho, mas também o Direito processual, restringindo o acesso da população à Justiça, especialmente pessoas “simples e pobres”. O texto entregue ao Senado critica ainda a possibilidade de formação de comissões de representação dos empregados sem participação dos sindicatos e a determinação da prevalência do negociado sobre o legislado, “em afronta ao princípio constitucional da norma mais favorável”.

Confira aqui a íntegra do documento. 

A oposição no Senado apresentou hoje (25) algumas medidas para tentar impedir o andamento do PLC 38. Não houve leitura do parecer na reunião de terça-feira (23) na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, devido a um tumulto, mas o presidente do colegiado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), considerou o texto como lido e concedeu vista coletiva. Isso permite que o relatório de Ricardo Ferraço seja votado na semana que vem.

As senadoras Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentaram questões de ordem contra o andamento do projeto. “Em momento algum o presidente anunciou que matéria seria colocada em discussão. Em momento algum passou a palavra para o relator ler o relatório. Em momento algum o relatório foi lido. É uma clara afronta ao regimento. Relatórios dados como lidos só são possíveis com acordo nas comissões”, argumentou Gleisi. O presidente Eunício de Oliveira disse que decidirá posteriormente. 

Com informações da Agência Senado

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/05/juizes-do-tst-apontam-lesoes-em-projeto-de-reforma-trabalhista

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QUEM É HONESTA CONSIGO MESMA RECONHECE O ÓDIO IRRACIONAL QUE UM DIA SENTIU POR LULA:O MEU ÓDIO AO LULA – TALVEZ VOCÊ SE IDENTIFIQUE

12.05.2017
Do portal BRASIL247
Por Cristina Diniz

Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se Presidente da República quando eu tinha 13 anos – entre 2003 e 2010 – e, nesses oito anos de mandato, senti muita raiva do sujeito. Não consigo lembrar exatamente desde quando ou por que, mas desde que me conheço por gente eu tenho uma certeza: que ódio desse Lula ignorante.

Em partes, porque minha família inteira o detesta também. Cresci ouvindo comentários da piada que ele era. De como supostamente arrancou um dedo só para ganhar um processo contra a fábrica que trabalhava. E, o mais chocante: porque não tinha educação. Como assim? Quer ser Presidente do Brasil e só fez até a quarta-série? Até eu já tinha passado da quarta-série. Diziam também que era analfabeto e não sabia escrever ou ler – circulava sempre uma sátira dele lendo um livro de ponta cabeças. Pessoalmente eu tinha minhas dúvidas em relação ao fato, afinal aprende-se a ler antes da quarta-série.

Outra razão e objeto de canalização do meu ódio era o partido que ele representava. *Insira um palavrão*, o PT. Quem conseguia apoiar o Partido dos Trabalhadores? Eu ficava revoltada porque meu número na chamada na escola foi o 13 por três anos seguidos. Também não gostava de vermelho e evitava a cor. Nunca me esqueço do ano em que, para as Olimpíadas do Colégio, minha turma teve que ficar com a camisa vermelha – e o meu número era o treze, imaginem que vergonha eu passei.

Oras, o PT e o Lula já eram a escória da sociedade brasileira mesmo antes de estarem no poder. Mesmo antes do Lula ser Presidente eu já odiava o Lula e nós já sabíamos que ele era um ignorante. A voz dele irritava, e o fato do partido dele representar a esquerda. Ah, a esquerda! – ameaçava a paz global. Pra ser sincera eu também não sei desde quando comecei a ver a esquerda como a representação do mal na Terra, porém eu tinha as explicações que recebia: Che Guevara comunista matou milhares, comunismo é satanismo e o MST é uma barbaridade. Ok, no fundo eu não sentia nem vergonha por não saber explicar o meu ódio.

Quando entrei na faculdade de Relações Internacionais em 2010, era ano de eleições. E com informação, meu ódio cresceu. O curso estava dividido entre PSDB e PT, e eu obviamente, andava pelos corredores com meu “Serra” no peito. Para meu primeiro trabalho importante como universitária, na aula de Introdução à Política Externa, me propus a estudar e promover o debate “As Propostas de Política Externa dos Candidatos a Presidente do Brasil” – José Serra e Dilma Rousseff (Deus me livre, a Dilma).

Em resumo, depois de dois meses de pesquisa a minha conclusão me irritou: basicamente a política externa de Lula e do PT estavam trazendo o país para o seu momento mais privilegiado no cenário internacional, e a proposta de Serra levava para outro caminho. Por fim, tentei disfarçar mas apresentei o estudo e a conclusão. Ainda assim votei pelo PSDB naquele ano, e ainda assim tive muita raiva e “ameacei sair do país” quando Dilma foi eleita. Também culpei o Nordeste analfabeto por não saber votar e comprar os votos pra ganhar esmola do bolsa-família.

E saí do país, fui fazer o primeiro intercâmbio (trabalhar em uma fábrica nos Estados Unidos) e, aprendendo melhor o inglês, também fiz um curso online oferecido pela ONU na época: Os Desafios da Fome no Mundo. No primeiro texto eu já queria desistir. “Caso de estudo Brasil: a política social que tirou o país do mapa da fome”. É claro que enaltecia o programa Bolsa Família e o ex-Presidente Lula. Será que os doutores conheciam o Lula e o PT? Ah, que raiva. Que raiva por que mesmo?

Quem nunca se sentiu uma pessoa ruim por odiar um alguém sem saber explicar o porquê? -Principalmente nós, mulheres, que fomos educadas para ver a outra como inimiga e ameaça, e o fazemos assim até a maturidade chegar através de informação e experiências (quando ela chega) – enfim, comecei a perceber então que o que agora mais me dava raiva era que eu não sabia do que estava falando. Afinal, o problema do Brasil era a desigualdade e vilão nesse caso poderia ser o neoliberalismo,mas não era o Bolsa-Família ou o Lula.

A minha ficha caiu quando realmente olhei para uma charge na Veja (a revista que meus avos assinam e eu lia assiduamente): O ex-presidente Lula aparecia montado em um jegue cheio de malas e bolsas, e a legenda “mais um nordestino que veio pra São Paulo sem saber o que fazia” me deixou horrorizada. Esqueci o político naquela imagem e lembrei que essa era uma referência a um povo. Que horror. Era isso que eu pensava. Racista e preconceituosa. Sem a menor empatia. Achando que eu era melhor porque estava no Sul do país. Que bom que eu só tinha 22 anos e ainda dava tempo de me desconstruir.

Ainda faço esse exercício quando me surpreendo com sentimentos negativos a algo ou alguém. Pergunto-me o porquê e espero saber responder com lucidez. Hoje, admiro o Presidente que Lula foi e acompanho a perseguição que sofre, enquanto outros políticos estão envolvidos em escândalos maiores, mas não causam nem metade da indignação. Eu não tenho problemas se o Lula for preso – se fez errado, que pague. Porém como disse uma amiga “se contra fatos não há argumentos, contra a falta a de provas, qual é o argumento?”.

P.S: É claro que toda vez que um texto que não ataque o Lula seja publicado já se espera ser rotulado como “defender bandido”. Mas aí isso já é analfabetismo funcional, e tudo bem, eu tento entender. Também já fui assim.

 Cristina Diniz

Bacharel em RELAÇÕES INTERNACIONAIS – UNIVALI/Santa Catarina

Global Development Specialist na Youth for Understanding

Austin, Texas, 11 de maio de 2017

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/295219/O-meu-%C3%B3dio-ao-Lula-%E2%80%93-talvez-voc%C3%AA-se-identifique.htm

Greve Geral vence a conspiração da Mídia e do Judiciário

29.04.2017
Do blog O CAFEZINHO
Por Bajonas Teixeira

O primeiro indício do sucesso da greve, é que mesmo silenciando inteiramente na véspera qualquer notícia sobre a Greve Geral, a Globo foi obrigada ontem, 28, a encher suas páginas e portais com notícias da paralisação no país inteiro. A mesma coisa aconteceu com o UOL, e com a sua controladora, a Folha de São Paulo. É que as cidades foram esvaziadas, os transportes ficaram paralisados e a atividade produtiva caiu para próximo de zero. Ficou claro, e esse é o ponto decisivo, a capacidade dos trabalhadores nesse momento de pararem o país.

No Centro de São Paulo, a maior zona comercial do país, a maioria dos comerciantes ouvidos numa reportagem do UOL, repetiu a mesma avaliação: a situação estava pior, bem pior, que nos dias de feriado. Avaliaram ainda, quase todos os ouvidos pela matéria, que os prejuízos não eram pequenos, mais giravam em torno de 70 a 90%.

Não há dúvida de que, como mostram os dados qualitativos, essa foi uma greve muito bem sucedida. A paralisação dos transportes, do comércio e das demais atividades, especialmente pela dor que provocam no bolso dos empresários, são os evidentes índices de sucesso da Greve Geral.

A Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular devem comemorar essa grande vitória. É uma grande vitória pelo que anunciam, isto é, pela retomada da capacidade de ação conjunta, em união organizada, da maior parte da população brasileira, os trabalhadores. Parte da sociedade contra a qual, justamente se fez o golpe, e que agora se pretende massacrar através da reforma trabalhista e da reforma da previdência.

Realizar uma Greve Geral em um país tão extenso e diverso, não é fácil. A energia para romper a inércia, num país de baixo nível educacional e ínfimo  envolvimento político, como é o caso do Brasil, tem que ser muito alta e explosiva. O sucesso da Greve Geral mostra a grande elevação da indignação política dos trabalhadores das cidades e do campo. Nas passeatas e concentrações, se viu constantemente ao lado das camisetas e bandeiras da CUT e do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), as camisetas e bandeiras do Movimento Sem Terra (MST).

É importante ainda, para medir o sucesso da Greve Geral, considerar que se fez enfrentando interdições injustificáveis do Judiciário, sabotagens e ódios da grande mídia, e ameaças e chantagens de políticos, como do prefeito João Dória, que ameaçaram com punições e retaliações contra os grevistas. Que foram vencidos, como se vê pelo silêncio absoluto guardado hoje pelo falastrão midiático Doria.

No caso da Justiça em São Paulo, ela concedeu, com velocidade impressionante, liminar contra a paralisação de metrô, dos trens e ônibus, ou seja, tentou bloquear a Greve Geral impedindo a paralisação dos transportes. Era o que já no dia 27 se estampava em matéria da Folha:

“A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar (decisão provisória) contra a paralisação de 24 horas programada para esta sexta-feira (28) pelos sindicatos dos metroviários e ferroviários. A decisão é contra greve total ou parcial das categorias e estabelece multa de R$ 937 mil a cada um dos sindicatos envolvidos no caso de descumprimento.”

Observem que a liminar proíbe tanto a “greve total”, quanto a “parcial” dos metroviários e ferroviários e as pune com quase um milhão por dia por sindicato. Se pudesse, nesse paraíso judiciário que é o Brasil, a Justiça proibiria também a “greve mental”, o mero desejo de greve é perigoso para quem ganha mais de R$ 100 mil real por mês.

Pois bem. A conspiração da Mídia com o Judiciário foi vencida. E essa foi a primeira das grandes greves que vão desfazer a pilhagem organizada pelo golpe e por Temer. O avanço começou em época propícia. A perseguição contra Lula, que se intensificou brutalmente desde março de 2016, e que passa por um clímax nesse momento, a campanha eleitoral que se estenderá pelo próximo ano, tudo isso levará pólvora a boca dos canhões. A guerra está só começando.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2017/04/29/greve-geral-vence-conspiracao-da-midia-e-judiciario/

Eduardo Vasco: Globo usa série sobre idosos para fazer propaganda da reforma que tira direitos dos idosos

10.01.2017
Do blog VI O MUNDO

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Globo utiliza série sobre idosos para fazer propaganda pela reforma da previdência

Eduardo Vasco, no Causa Operária

O monopólio Globo tem um histórico invejável de ataques aos direitos dos trabalhadores, desde as capas de jornais contra o 13º salário até as campanhas atuais pela PEC 55, reforma trabalhista e da previdência, passando pela propaganda de golpes de estado e perseguição a políticos de esquerda.

Essa manipulação e distorção dos fatos para enganar a população muitas vezes é feita de forma escancarada, e em outras é encoberta.

Esse é o caso da propaganda a favor da reforma da previdência, que o governo golpista busca implementar para fazer com que os trabalhadores só se aposentem até pouco antes de morrer.

O Jornal Nacional desta semana está com uma série de reportagens especiais sobre os idosos, como podem cuidar da saúde na velhice e viver melhor.

Curiosamente, segundo a reportagem desta quarta-feira (4), uma das maneiras de viver melhor para os idosos é trabalhando para um patrão até o fim da vida, e não utilizando seus últimos anos de vida para o lazer.

Os entrevistados da reportagem são idosos que gostam de trabalhar.

Um especialista afirma que um dos motivos de pessoas com idade para se aposentar continuarem trabalhando é a baixa renda dos trabalhadores.

O dinheiro da aposentadoria também é muito pouco.

A solução, para a Globo, é muito simples: que continuem a trabalhar, ora!

Aumentar o salário e a aposentadoria, isso nem passa pela cabeça dos patrões, obviamente.

Mas o pior vem a seguir: “É pouco dinheiro para quem recebe, mas é muito para quem paga”, diz o repórter, com ênfase no muito.

Exatamente a mesma lábia dos patrões, não?

E o argumento é aquele mesmo do governo golpista: a expectativa de vida está aumentando, a cada ano mais gente recebe aposentadoria mas menos gente contribui etc, etc, etc.

Aí vem um economista burguês dizer que a reforma da previdência é urgente!

Hélio Zylberstajn, professor da USP, é o entrevistado. Ele já deu declarações em outras reportagens da Globo a favor da reforma previdenciária, é aquele típico entrevistado de fachada que serve só para os jornais dizerem que são imparciais e estão apenas consultando a opinião de um especialista.

Tem mais. Outro “especialista” vem com um discurso ridículo, pra avacalhar de vez: desesperados para manipular a opinião da audiência, o argumento é o de que os idosos têm que trabalhar mais tempo porque sua simples presença deixa mais agradável o ambiente de trabalho e assim ele funciona melhor!

O trabalhador idoso, segundo a esdrúxula explanação do “especialista”, tem mais jogo de cintura pra conversar com seus colegas e com o chefe.

Ainda segundo a reportagem/propaganda, uma aposentadoria “precoce” (que foi um direito conquistado por anos de luta dos trabalhadores) acaba desperdiçando a experiência que o aposentado adquiriu ao longo da vida.

Então se for assim, para que a experiência do trabalhador não seja desperdiçada, ele deveria trabalhar até o último suspiro, porque quanto mais velho maior sua experiência.

O ato final da comédia midiática do Jornal Nacional é citar o exemplo do Japão: idosos com mais de 70 anos se “divertem” trabalhando.

O governo incentiva os idosos a trabalharem (ou obriga, como os golpistas daqui querem fazer?).

O Japão, que tem um dos sistemas de trabalho mais brutais e exploratórios do mundo, onde o trabalho é tão opressor que as pessoas enloquecem ou se suicidam para se livrar do excesso de exploração.

Segundo o governo japonês, mais de 2 mil trabalhadores se suicidam todos os anos por estresse relacionado ao excesso de trabalho (BBC, 29/12/16).

Isso sem contar as mortes por problemas de saúde resultantes do trabalho excessivo. “Karoshi” é o termo utilizado para designar esse tipo de suicídio, de tão comum que se tornou a prática.

A Globo, comandada pela família mais rica da história recente do Brasil, sonegadora de impostos e benefeciária de grande fatia de dinheiro público por investimento do governo, utiliza mais uma vez seu monopólio para fazer campanha de ataques aos direitos da classe operária, como é o direito à aposentadoria.

Seguindo os interesses da sua própria classe burguesa, ela quer que o trabalhador produza a riqueza para encher os bolsos do patrão até que morra por morte natural aos 80 anos, ou então até que morra enquanto trabalha em condições miseráveis aos 75, sendo superexplorado e dando lucros para o patrão e sem receber qualquer migalha de aposentadoria.

Leia também:

Wadih Damous: Temer e Moraes fazem espuma sobre crise prisional

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/eduardo-vasco-globo-usa-serie-sobre-idosos-para-fazer-propaganda-da-reforma-que-tira-direitos-dos-idosos.html

Ódio à classe média, “pobrismo” e empreendedorismo

12.12.2016
Do portal da Revista Carta Capital
Por David Carneiro e Roberto Dutra* 

A esquerda precisa se reconciliar com a massa que empreende, ou quer empreender, nas periferias brasileiras. Não fazer isso é esnobar a luta cotidiana de muitos

Empreendedorismo
Debate sobre startups no Parque Tecnológico da Bahia, em 2015: a esquerda não deve demonizar o empreendedorismo

Em seu clássico A economia do socialismo possível, Alec Nove relembra-nos um conto de Vasili Grossman no qual o escritor ucraniano coloca as seguintes palavras na boca de um soldado soviético: “desde pequeno, sonho em abrir uma lojinha. Assim as pessoas poderiam entrar e comprar. Ao lado dela, haveria uma lanchonete, onde os clientes pudessem comer carne assada e tomar um bom drink se assim quisessem. Tudo isso por um bom preço…se eu falasse isso em voz alta, no entanto, seria mandado direto para a Sibéria. E mesmo assim, eu lhe pergunto: que mal estaria fazendo a essas pessoas?”

Hoje os males de uma economia planificada e as irracionalidades e efeitos políticos colaterais que lhes são correlatos são de amplo conhecimento e já não angariam simpatias, ao menos expressas, na maior parte da esquerda e dos setores progressistas.

Não obstante, o ódio ou a desconfiança em relação ao empreendedorismo persistem e são reatualizados pelo imaginário coletivista e pela herança teológica que a esquerda decidiu chamar de sua.

Ao mesmo tempo em que se orgulha de ter implementado políticas, em parte, de fato responsáveis pela emergência de umanova classe média”, que nós chamamos aqui de “batalhadores”, a esquerda manteve, no nível de sua estética e representações, uma imensa má vontade em relação aos valores dessa classe emergente, fechando as portas para uma aproximação programática e para a própria inteligibilidade de seu discurso.

O primeiro elemento desse fechamento e talvez o mais tosco consiste no conclamado ódio nutrido pela entidade abstrata que se convencionou chamar de “classe média”. Não há uma única pesquisa que mostre que a classe média brasileira possua posições políticas mais retrógradas que “os pobres” e nem que haja, nos estratos de renda média, uma única posição política consolidada. Apesar, é claro, de um avanço conservador, nos últimos anos, poder ser verificado em todas as classes e estratos sociais.  

Apontar esse fato não significa negar a existência de posições retrógradas em um nível alarmante, nem negar a vocação colonial das elites brasileiras, mas sublinhar os riscos que a reificação de uma imagem de classe traz ao cultivo de um imaginário progressista.

Pode-se dizer que um dos erros contido nesse “ódio” é que a condição de classe média, compreendida como um mínimo de conforto material e segurança familiar, é aspiração quase que universal e legítima nos dias atuais, à qual muitos almejam alcançar e da qual muitos lutam para não sair.

Ao cultivar esse ódio irracional, a esquerda parece esnobar boa parte das lutas cotidianas das pessoas comuns do País, seja para fechar as contas no final do mês, seja para garantir o sustento dos filhos. Quando não, para fugir ou remediar a dolorosa realidade atual do desemprego.   

O reverso do ódio à classe média tem se materializado em outro erro, que chamamos de cultivo da estética do “pobrismo”. Uma vez indisponível a figura do operário modelo, o pobre, o flagelado ou, de modo mais idílico, os povos tradicionais, transformaram-se em horizonte estético da esquerda, operando um fechamento para os horizontes de vida possíveis e um afastamento de aspirações legítimas das maiorias desorganizadas do País.

Se por um lado sonhar com um eletrodoméstico soa quase como uma traição de classe, um atestado de ser “manipulado” ou mesmo exemplo do “erro” da estratégia de inclusão pelo consumo, o pobre só “prestaria” para esquerda quando assumisse com orgulho sua condição de destituído, isto é, sem os vícios típicos dos “pequenos burgueses” e seus sonhos de ascensão material.

Isso, é lógico, quando muitos dos intelectuais de esquerda já têm acesso aos mesmos bens desejados pelos batalhadores.

Quando se cruzam no mundo produtivo, o ódio à classe média e o pobrismo transformam-se em negacionismo das experiências de empreendedorismo dos batalhadores. O sonho com o negócio, a busca de autoajuda e mesmo redes cooperativas ligadas à religião são reduzidos a “dispositivos funcionais de controle” ou captura pela “ideologia capitalista”.

Batalhadores são lembrados a todo o tempo que “não são um deles” ou que são simplesmente “massas de manobra” de empresários e pastores. 

É preciso entender que se, como mostram algumas pesquisas, mais de 40% dos moradores de favelas sonham em ter seu próprio negócio, não o fazem somente por vocação (ou manipulação), mas também por necessidade. Nos dias que correm, o “empreender” é tanto a possibilidade que resta aberta para uma vida melhor quanto uma necessidade imediata de prover a si mesmo e a sua própria família diante da crise do assalariamento.

Disso não se segue, é claro, que os setores progressistas devam comprar totalmente o “discurso do empreendedorismo” ou a própria linguagem dos batalhadores tal como se apresenta. Uma das faces mais perversas da “ideologia do empreendedorismo” consiste na tentativa de culpar os pobres pela própria pobreza e ilidir os fatores estruturais das desigualdades e privações nas sociedades atuais. Não se pode, contudo, confundir o empreendedorismo com sua ideologia.

Em vez disso, o ideário da esquerda deveria compreender que há no mundo produtivo um processo aberto e em disputa, que exige de nós abertura a múltiplas fontes teóricas. Isto não significa capitular ao espírito do tempo, mas sim manter-se à altura da complexidade social que caracteriza o mundo atual. É preciso ver, por exemplo, na crise do assalariamento e o consequente “escape” pelo empreendedorismo, não uma capitulação, mas uma nova oportunidade de emancipação.

Isso nos leva, por consequência, à necessidade de cultivar alternativas não-estatistas, que poderíamos chamar de um “liberalismo popular” ou “experimentalismo democrático”. Abraçar essas alternativas não significa abandonar a aspiração emancipatória do socialismo dos séculos XIX e XX, mas revisitar seus próprios fundamentos.

Não esqueçamos que autores como Marx sempre tiveram o valor da autonomia individual como parte central de seus ideários políticos. O comunismo previa a conquista, por meio da luta social, daquilo que a sociedade de então não podia oferecer: a liberação do potencial de produtor autônomo de cada indivíduo.

O erro de Marx, é claro, foi não ter antevisto as consequências anti-democráticas da planificação, mas qualquer projeto que deseje revisitar os fundamentos de Marx sem incorrer em seus erros deve assumir que o caminho para uma sociedade de produtores autônomos precisa estar baseado em algum tipo de organização econômica que valorize a iniciativa e a autonomia individuais.

Um projeto desse tipo passa na maioria das vezes por fora do Estado, mas exige também outro modelo de Estado para que possa florescer.

Um novo projeto de esquerda deve combinar a energia autônoma dos pequenos negócios, cooperativas e empreendimentos com um novo desenho das instituições, que vá além da distribuição marginal da renda e do discurso da equidade que até agora marcaram, para o bem ou para o mal, a experiência da esquerda no poder.

Se por um lado um programa desse tipo baseia-se na democratização do acesso dos pequenos e médios empreendimentos ao crédito e a oportunidades de capacitação e escala que lhes são negados pelo neoliberalismo, por outro radicaliza o projeto da esquerda, recolocando a questão estrutural da reorganização da economia e das oportunidades no centro do debate político.

Ao invés de ignorar ou esnobar essa força que surge nas periferias brasileiras, a esquerda deveria valorizar a linguagem política que prioriza o sonho da autonomia individual, coletivamente construído e sustentado nas famílias e igrejas periféricas. Trata-se de terreno muito mais fértil do que aquele orientado por ideias coletivistas vagamente professadas, restritas a corporações e movimentos tradicionais.

Isso porque permite tanto que os setores progressistas mobilizem uma nova base para bandeiras históricas, como a democratização do crédito produtivo e a reorganização do sistema financeiro, mas também a abertura a novas formas de construção de prosperidade individual e coletiva.

A aliança entre e a esquerda e os batalhadores está longe de ser automática. O discurso destes hoje, não sem motivos, mistura uma profunda desconfiança na política com a crença de que o Estado deve prover infinitas demandas. Se a esquerda conseguirá se encontrar programaticamente com a energia dos batalhadores, é uma questão aberta.

Algo, no entanto, não parece estar em aberto. Ao manter o discurso do ódio à classe média, da estética do pobrismo e da nostalgia mal confessada da planificação, caminhamos para uma fragorosa derrota histórica. Contra a redução estética, defendemos que a esquerda precisa fazer sua opção preferencial pela riqueza. Não para cultivar a cultura do descarte, mas para promover o reencontro com as aspirações e possibilidades de prosperidade colocadas pelo nosso tempo. 

*David Carneiro é doutorando em Filosofia do Direito pela UERJ. Foi pesquisador visitante da Harvard Law School e consultor legislativo. Roberto Dutra, doutor em sociologia pela Universidade Humboldt, é professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/blogs/o-brasil-no-mundo/odio-a-classe-media-201cpobrismo201d-e-empreendedorismo

Hora de colocar os pingos nos ‘is’ do termo ‘militonto’

27.10.2016
Do blog TIJOLAÇO
Por Luciana Oliveira, em seu blog

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Acho que é a primeira vez que recorro a esse termo pejorativo num texto, o recusei pela superficialidade e claro, porque só repito apelos que vão parar na boca de multidões que interessem a todos.

O colunista Reinaldo Azevedo enquadrou como “militontos disfarçados de pensadores” todos que denunciaram ilegalidades e perseguições judiciais seletivas e viram o processo de impeachment como golpe.

Quem não comprou sequer um adesivo do pixuleco foi rotulado como ‘petralha’, mesmo que não tenha roubado nada na vida.

Desde a eleição de Dilma Rousseff sou considerada ‘petralha’, afinal, de acordo com os pingos dos ‘is’ de Azevedo, não havia militonto na direita.

Passados cinco meses do governo golpista, chegou a hora de estufar o peito e perguntar quem realmente está com as faculdades intelectuais enfraquecidas e não se importa com a corrupção e a desordem.

Os golpistas, termo que faço questão de repercutir, transformaram os poderes em bordéis e a vida do brasileiro num inferno.

Nada melhorou, piorou e muito.

O mínimo em simplificação, basta.

O desemprego chegou a 11% em setembro, a inflação acumula alta de 8,48% nos últimos 12 meses, muito acima do teto da meta estipulada pelo governo que era de 6,5%, 21 estados e o DF têm escolas ocupadas por estudantes que protestam contra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que institui um teto de gastos para a União por 20 anos e o Senado está em pé de guerra com o Supremo Tribunal Federal.

De tudo que vai mal o que mais preocupa é a ruptura da “tranquilidade institucional extraordinária” que Temer teve a cara de pau de apontar como parte do cenário do país.

Sinceramente, gostaria de rir e torcer para que a briga de egos entre os poderes chegasse ao extremo, mas não consigo, afinal, sou ‘militonta’ que defende cegamente a Constituição Federal e a democracia.

Diz o ditado que “quando o mar briga com a praia, quem leva porrada é caranguejo”, por isso sigo pensando no país e no povo, independentemente de quem está no poder.

O governo golpista aprovou o congelamento de gastos em áreas essenciais, como a saúde e educação com a desculpa de que em tempo de crise não resta outra alternativa senão cortar ou frear gastos.

E o que foi esse aumento de até 47% para cinco categorias de servidores, um impacto de mais de R$ 2 bilhões em 2017, R$ 548 milhões em 2018 e R$ 574 milhões em 2019?

O que são os que apoiaram o golpe e se mantém invisíveis e silenciosos com o que acontece, senão militontos?

Chegou a hora de botar os pingos nos ‘is’ do termo dedicado generalizadamente à esquerda.

Estão com a cuca fraca ou vergonha?

As duas coisas.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/10/27/hora-de-colocar-os-pingos-nos-is-do-termo-militonto/

GOLPISTAS E MENTIROSOS:PEC da maldade faz ficha dos coxinhas começar a cair

13.10.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

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Este blogueiro continua na contramão do senso comum – e se preocupa quando não está, pois sabe que não deve estar enxergando direito. Por exemplo, nessa questão da ascensão da direita radical ao poder ou do tempo que vai demorar para os golpistas serem desmascarados.

Assim como em junho de 2013 eu achava, desde a primeira manifestação, que tudo aquilo iria fazer um grande mal ao Brasil – e, por isso, fui tachado de “reacionário” -; assim como desde 2005 venho dizendo que iriam derrubar o PT do poder via golpe parlamentar (impeachment), agora digo que vai demorar pouco tempo para a máscara dos golpistas cair.

Nesse aspecto, estou na contramão da contramão da contramão. Cerca de 9 em cada dez comentários que fazem quando escrevo sobre isso vão no sentido de que estou enganado, de que sou muito “otimista”.

Quando eu falava em golpe, já a partir de 2005, e a cada semana de cada ano posterior até que o golpe fosse dado, e quando eu avisava, desde então, que iriam usar o impeachment para tirar o PT do poder, diziam-me “pessimista”.

Não sou nem uma coisa (otimista) nem outra (pessimista). Sou realista.

Assim como eu achava negativo quando diziam que estava tudo azul ou cor-de-rosa – e eu achava o cenário para lá de cinzento –, agora eu acho que está tudo menos cinzento do que parece. E que não vai demorar tanto assim para o povo entender que foi ludibriado pela direita.

Há vários indícios de que aqueles que chegaram a pedir a derrubada de Dilma começam a perceber que fizeram um mau negócio trocando o certo pelo duvidoso e que foram enganados pelos golpistas.

Em post anterior, noticiei pesquisa privada que mostra que a maioria do país não faz nem ideia do que representa a PEC 241 e grande parcela da sociedade nem sabe que medida tão grave foi tomada. Isso é uma má notícia.

Porém, há uma boa notícia. Quem fica sabendo dessa lei e de todos os males que irá causar, assusta-se e fica visceralmente contra.

Se você pensa que é só a esquerda que entende quanto é ruim essa medida tucano-peemedebê-midiática, enganou-se. À direita, a militância mais engajada – porém sem vínculo direto com o governo – já começa a se assustar e a ficar incrédula diante da loucura que é essa PEC.

Um episódio recente comprova isso. O deputado de ultradireita Jair Bolsonaro, ligado às Forças Armadas, vinha criticando fortemente a PEC 241 porque obviamente sabe que os salários dos militares e os investimentos nas três Armas da República ficarão prejudicados pela medida, como de resto tudo o mais.

Porém, após banquete de 200 talheres promovido por Temer para os deputados na véspera da votação da PEC, Bolsonaro mudou radicalmente de posição, passou a apoiar a medida e anunciou que iria votar a favor.

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Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook pouco antes da votação, Bolsonaro explica que mudou de posição porque os golpistas e altas patentes das forças armadas lhe garantiram que os militares não serão afetados de verdade pela PEC porque logo após ela “passar” no Congresso eles serão tirados do rol dos setores que terão as verbas públicas contingenciadas, o que deve ser um tipo de ilegalidade ou, no mínimo, uma afronta ao resto da sociedade.

Confira vídeo que mostra as duas posições antagônicas entre si que Bolsonaro adotou em um intervalo de poucos dias.

Em situação normal, essa postura inaceitável de Bolsonaro de pregar contra os horrores da PEC 241 e de prometer que votaria contra e, em seguida, mudar de posição miraculosamente seria recebida com conformismo pelos fidelíssimos seguidores dele, mas eis que ocorre um fenômeno que, pensando bem, nem chega a ser de estranhar tanto…

Os seguidores de Bolsonaro se revoltaram. No post do Facebook em que ele comunica sua mudança de posição, direitistas radicais e moderados espantam-se ao ver que o deputado militarista se contenta com a promessa – que, provavelmente, Temer fez – de que os militares serão tirados da PEC 241 logo após ela ser aprovada.

Afinal, como esses comentaristas disseram, Bolsonaro não é o candidato só dos militares. Ele anseia ser candidato a presidente da República, ora.

Confira algumas dessas manifestações no perfil de Bolsonaro no Facebook

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São mais de cinco mil comentários. Quem quiser pode clicar no link acima e conferir um por um.

Muitos comentaristas se rendem ao discurso absurdamente suspeito de Bolsonaro e ficam no mimimi antipetista, mas GRANDE parte dos fãs dele tomou um susto ao ver sua atitude ridiculamente desonesta e em total desconsideração com um país que ele pretende governar.

E olhem que os efeitos da PEC nem começaram a ser sentidos. Há uma profusão de setores que serão duramente atingidos.

Uma quantidade imensa de pessoas que apoiou o golpe contra Dilma vai se arrepender amargamente; vai perder emprego, vai ter sua vida destruída. Não há jeito de os golpistas não fazerem isso. É só seguirem o que estão dizendo que vão fazer.

Que façam, pois!

Venho dizendo essas coisas e, assim como em 2013, parece que, em certos momentos, poucos enxergam os fatos. A comoção cega as pessoas.

As medidas que os golpistas prometem adotar para agradar ao capital e aos países ricos, EUA à frente, vão massacrar o povo brasileiro. E não pense que será só o pobre. A classe média vai sofrer muito, talvez até mais do que os pobres, pois deles há pouco a tirar – vão perder ao longo do tempo.

Já os mais abastados vão pagar com o encolhimento draconiano do mercado brasileiro. Empresários que atuam no segmento voltado para as classes populares, por exemplo, terão prejuízos GIGANTESCOS.

Vai demorar pouco. Se Temer, seu partido e o PSDB inteirinho fizerem o que estão prometendo, em 2018 vai ter gente que apoiou o golpe pedindo de joelhos a volta do Lula.

E se Lula estiver preso ou inelegível? Será a vez do candidato de esquerda que se apresentar. Bastará ser de esquerda.

Tenho dito que essa “alternância” (forçada) no poder será boa para o país, em larga medida, porque vai fazer as pessoas entenderem a diferença entre esquerda e direita.

O recall do governo Lula é muito forte, por isso precisam prendê-lo. Mas nada como sofrimento para tornar as pessoas mais lúcidas. Vão entender o que de fato é ser de esquerda e o que de fato é – e a quem interessa – ser de direita.

Hoje, as pessoas estão com os ouvidos tampados. Só ouvem quem fala mal do PT porque ainda acham que tirando o PT do poder, agora suas vidas voltarão ao que eram durante a maior parte do governo petista. Mas já começam a descobrir que se enganaram.

Vai ter muita gente zangada com os golpistas. Eu não queria estar na pele deles. Por isso FHC, esperto como só ele, está atacando Temer sem parar. Ele, como eu e outros como eu, já percebeu que o golpe vai ser desmascarado logo, logo.

Não acredita? Espere, então. Um par de anos será suficiente…

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/10/pec-da-maldade-faz-ficha-dos-coxinhas-comecar-a-cair/