Para pastores batistas, reforma da Previdência é ‘crueldade genocida’

26.04.2017
Do portal do REDE BRASIL ATUAL
Por Redação RBA

Para a Aliança de Batistas do Brasil, PEC 287 é mais um projeto injusto contra trabalhadores, idosos, negros e camponeses. Além dos batistas, outras denominações evangélicas se unem aos católicos 

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Para setores da igreja evangélica, reforma da Previdência terá maior impacto sobre a vida das populações mais pobres

São Paulo –  Em nota assinada pelos pastores batistas Joel Zeferino, Marcos Adoniram Lemos Monteiro e Nívia Souza Dias, a Aliança de Batistas do Brasil repudia o teor do projeto de reforma da Previdência. Para os religiosos, a proposta do governo Temer se soma a uma série de outros projetos que consideram injustos por “desequilibrar ainda mais a relação capital-trabalho”, estruturalmente danosos para o trabalhador e para a classe mais pobre e ainda embute uma “crueldade genocida”.

No documento, os pastores afirmam que a reforma ameaça ainda a população mais pobre e os idosos, que historicamente sofrem com o achatamento das aposentadorias e pensões e com a progressiva dificuldade de inserção no mercado de trabalho por faixa etária.

Eles criticam o que chamam de cumplicidade da mídia conservadora, que mesmo diante de resistências e protestos de grande parcela da sociedade civil, apresenta a reforma de “modo adocicado”, demonstrando mais uma vez a leniência e parcialidade dos meios de comunicação. “O projeto tem sido apresentado como um evangelho, anúncio de salvação da pátria e do povo brasileiro”, afirmam os pastores. “A palavra evangelho é muito cara para nós, batistas. Denunciamos, então, esse projeto como um falso evangelho ou como um dysangelho, divulgação de um tipo de mundo contrário ao desejado por Deus.”

E destacam que a inconsistência de argumentos que respaldem a tese do déficit previdenciário e a inexistência de auditoria nas contas, prevista constitucionalmente, demonstram a iniquidade dos interesses que direcionam tais medidas. “A confluência de um presidente não eleito, um Legislativo venal e um Judiciário inconsistente ameaça garantias e direitos duramente conquistados pelos mais necessitados.”

Igrejas históricas

A Aliança de Batistas no Brasil é uma das entidades que congregam as várias igrejas de identidade batista no país. Outras, como a Convenção Batista Brasileira e a Convenção Batista Nacional, se juntaram a setores luteranos, metodistas e presbiterianos – que compõem as chamadas igrejas evangélicas históricas – em manifestação contrária à reforma da Previdência.

Esses evangélicos consideram que o atual sistema previdenciário cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, atuando no combate à desigualdade social e na segurança alimentar a uma parcela significativa da população.

Para eles, é injusta e incoerente com a realidade a exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria tanto de homens quanto de mulheres e de um tempo mínimo de contribuição de 25 anos que, na prática, requer 49 anos para aposentar-se com 100% dos proventos.

E que as mulheres, com dupla jornada, e os trabalhadores mais pobres, sem qualificação e registro em carteira, jamais poderão contribuir por 49 anos, como exige a proposta de Temer.

Além disso, apontam os graves desequilíbrios regionais e as diferenças de expectativa de vida entre as populações das regiões mais pobres em contraponto com as mais ricas, a injustiça na sistemática de cálculos proposta e a necessidade de investigação criteriosa e divulgação de dados quanto aos recursos arrecadados para sustentar a previdência e a seguridade social. Por fim, defendem a redução das desonerações fiscais concedidas aos segmentos privados, em detrimento da saúde financeira do Estado.

A cruzada contra a reforma da Previdência conta ainda a participação dos católicos. 

No último dia 19, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) voltou a se manifestar contra a reforma da Previdência, juntamente com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Economia (Cofecon).

No dia 23 de março, a CNBB, por meio do seu Conselho Permanente, divulgou nota convocando “os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/04/para-pastores-batistas-reforma-da-previdencia-piora-relacao-capital-trabalho

Intolerância religiosa e ateísmo

15.01.2017
Do portal GOSPEL PRIME
Por Leandro Bueno*

Deus não é a mesma coisa do que igreja e seus líderes

Intolerância religiosa e ateísmoDeus não é a mesma coisa do que igreja e seus líderes

Porém, a meu ver, hoje em dia, a maior intolerância que eu vejo é a perpetrada pelo movimento ateu contra as 3 religiões abraâmicas, e em especial ao Cristianismo e ao Islamismo. Para se chegar a essa conclusão, basta ir às redes sociais e ver como há inúmeras páginas de ateísmo, ridicularizando, xingando e zombando da fé alheia, apesar de eu reconhecer que, sendo maduros, há ateus que não adotam um comportamento como este.

Mas, o interessante é ver que este movimento nasceu no vácuo deixado pelo ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, quando abriu-se um mercado editorial para lançamentos de livros atacando religiões, vistas estas por uma parte da elite global como entraves à difusão de uma agenda contrária aos credos tradicionais. O mais irônico disso tudo para mim foi que o movimento ateu ajudou-me a ter mais fé em Deus e ser um cristão mais maduro pelo menos em 2 aspectos, que passo a descrever.

Deus não é a mesma coisa do que igreja e seus líderes

Uma das tendências infelizmente de muitos religiosos é confundir no mesmo pacote quem é Deus e quem são as religiões e seus líderes. Religiões são meras instituições humanas, onde pessoas boas e más se reúnem com o intuito de adorarem a Deus. Ou seja, religiões são meios, nunca fim em si mesmas.

Em várias das publicações ateias, uma das formas que mais utilizam para tentarem minar a fé das pessoas é mostrando os crimes e abusos praticados principalmente pelos líderes religiosos e a fome de muitos destes com o dinheiro a ponto de incorrerem em crimes e hipocrisia.

Ocorre que Deus nada tem a ver com isso. Não é porque alguém usa o nome de Deus para praticar crimes, promover guerras e buscar atender sua volúpia que Deus está naquilo. A começar, porque um dos mandamentos mais conhecidos da Bíblia é exatamente aquele que fala que não devemos tomar o nome de Deus em vão (Êxodo 20:7).

Ironicamente, o movimento ateu foi excelente neste ponto para mim, no sentido de que reforçou ainda mais a convicção que eu já tinha de separar bem Deus dos religiosos. Infelizmente, tenho visto, ao decorrer da vida, gente perdendo a fé, se afastando da igreja, pois não consegue emocionalmente separar Deus da instituição. É como se colocassem tudo no mesmo “kit” e isso é um erro crasso.

A Bíblia é para ser refletida e pensada e não lida de qualquer forma

Quando vejo sites ateus e escritos ateus, percebo claramente que eles buscam dinamitar a Bíblia, invocando o que alegam ser contradições, fazendo uma interpretação extremamente literalista do texto, do tipo que se a coisa não ocorreu literalmente como escrito, mostra que a Bíblia é falha e, portanto, por tabela, Deus não existe.

Ora, em primeiro lugar, Deus não se resume a um livro, ainda que ali esteja a revelação dEle para com o homem, devendo nós lermos o texto sempre tendo como chave exegética a figura de Jesus, coisa que 99% dos ateus que atacam a Bíblia não fazem, se apegando aos fatos ocorridos no tempo de barbárie do Antigo Testamento com suas guerras para desacreditar um Deus de amor.

Ocorre que a Bíblia também não é um tratado de ciência, como parece quererem alguns ateus militantes, sendo que seus livros não podem ser todos lidos da mesma maneira. Os cristãos acreditam que ela é a palavra de Deus, mas também reconhecem que ela apresenta um aspecto humano, refletido no estilo dos escritores (pois Deus não anulou seus caracteres e personalidades) e no gênero (categoria literária) que eles utilizaram.

 

Assim, encontramos história, poesia, sabedoria, parábolas, profecias e cartas – como em qualquer biblioteca.

Desta forma, como muito bem colocado pelo estudioso Mike Beaumont, em seu livro “Enciclopédia Bíblica Ilustrada”, da mesma forma que não lemos um livro de poesia como se fosse de história, também não devemos fazer isso quando lemos a Bíblia. Se assim fizermos, acabaremos vendo no texto o que nunca se intencionou transmitir.

Tecidas essas breves linhas, peço a Deus que Ele esteja renovando nossa fé cada dia mais, pois os tempos são difíceis e a todo tempo inúmeras pessoas e fatos buscam miná-la. Mas, antes de tudo, temos que entender que fé é, antes de tudo, algo relacional, e não algo a se provar cartesianamente do tipo 2+2. Fé é você saber o que Deus já fez, faz e fará na sua vida. Amém.

*Leandro Bueno,  Procurador da Fazenda/Professor, presbiteriano.

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Fonte:https://artigos.gospelprime.com.br/intolerancia-religiosa-e-ateismo/

MALAFAIA COMPROVA: PIMENTA NO DOS OUTROS É REFRESCO

16.12.2016
Do portal BRASIL247

“Só para lembrar: o juiz Sérgio Moro não cometeu nenhuma ilegalidade ao convocar, coercitivamente, Lula para depor. Só falácia de petistas”, tuitou o pastor Silas Malafaia no dia 4 de março desse ano; nesta sexta-feira 16, quando ele próprio foi alvo do mandado de condução coercitiva no âmbito da Operação Timóteo, ele declarou aos internautas: “É a tentativa para me desmoralizar na opinião pública. Não poderia ter sido convidado para depor? Vergonhoso”; “Silas Malafaia” e “condução coercitiva” viraram assuntos mais comentados no Twitter hoje.

247 – A mudança de opinião do pastor Silas Malafaia em relação ao mandado de condução coercitiva tem enlouquecido a internet na manhã desta sexta-feira 16. Os termos “Silas Malafaia” e “condução coercitiva” já viraram assuntos mais comentados no Twitter hoje.

Alvo da Operação Timóteo, que investiga fraudes em royalties de mineração, e tem o líder evangélico como suspeito de ter “emprestado” contas da igreja para receber dinheiro do esquema, Malafaia foi levado forçadamente para depor e soltou o verbo em sua conta no Twitter.

“É a tentativa para me desmoralizar na opinião pública. Não poderia ter sido convidado para depor? Vergonhoso”, criticou. Em março desse ano, essa foi sua crítica à condução coercitiva cumprida contra o ex-presidente Lula: “Só para lembrar: o juiz Sérgio Moro não cometeu nenhuma ilegalidade ao convocar, coercitivamente, Lula para depor. Só falácia de petistas”.

“Na visão do pastor Malafaia quem é levado pela PF para depor é automaticamente bandido. Hoje foi a vez dele de prestar esclarecimentos”, comentou o jornalista George Marques.

Já o senador Roberto Requião (PMDB-PR) criticou a medida: “Não sou ovelha do Malafaia, mas não vou saudar tolamente condução coercitiva a margem da lei. Processar Malafaia é legítimo. Condução coercitiva sem intimação recusada é abuso de poder. Oh têmpora Oh mores!”, postou.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/270905/Malafaia-comprova-pimenta-no-dos-outros-%C3%A9-refresco.htm

O propósito principal do ser humano

05.09.2016
Do  portal ULTIMATO ON LINE, 22.08.16
Por Rosifran Macedo 

“Digno és, Senhor e Deus nosso, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e para o teu prazer vieram a existir e foram criadas”. (Ap 4.11)
Qual é o fim supremo e principal do homem? O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Eu sempre concordei plenamente com a resposta, até ler o livro “The Problem of Pain”, de C.S. Lewis, onde ele faz a seguinte declaração:
“Nós não fomos criados primeiramente para amar a Deus, (ainda que tenhamos sido criados para isto também) mas para que Deus nos ame, para que sejamos objetos nos quais o Amor Divino ‘descanse’ satisfeito”.2
Em Ap 4.11 a palavra usada para “prazer” pode ser traduzida por: propósito, vontade. Todas as coisas foram criadas para Deus, de acordo com sua vontade, seu desejo, seu prazer. Acho que não tem como separar a vontade e o prazer dele. Se Ele tem vontade de fazer algo, é porque isto o satisfaz. É o seu prazer. Cl 1.16, Rm 11.36, Ef 1.5. 
Se pensarmos que o propósito supremo do homem é que ele faça algo para Deus, estamos centrando a sua existência nele mesmo, e Deus como objeto da sua ação. Se pensarmos que o propósito supremo do homem é receber algo de Deus, então o homem é que é o objeto, Deus é o Centro de tudo, inclusive da existência humana. Deus não existe em função do homem, e nem o homem existe em função de si mesmo. O homem existe em função de Deus. Ele é o recipiente da ação de Deus. Fomos criados para que Deus nos ame. Fomos criados para o seu prazer. 
Criados para sermos recipientes do seu amor, agora somos caídos, corruptos, carentes da Sua presença, e Deus não vai ficar satisfeito até que sejamos quem ele planejou que fôssemos, que tenhamos o caráter adequado para receber o seu amor. Ele vai até as últimas consequências, até a morte, e morte de cruz. Ele também vai nos conduzir por caminhos que nos transforme – às vezes, caminhos desconfortáveis e dolorosos. O verdadeiro amor não vai se contentar que o seu “amado” permaneça na sajerta, na sujeira, no estado de domínio do pecado. Ele nos mostra isto na história de Oséias e Gomer. Depois de Oséias tirar Gômer da prostituição e casar com ela, a esposa volta para a prostituição. Mas Deus o ordena comprá-la novamente. Diante disso, uma das declarações mais amorosas de Deus se encontra em 11.8:
“Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? (…) Está comovido em mim o meu coração, as minhas compaixões à uma se acendem”.
Lewis tenta mostrar este amor de Deus para conosco usando algumas ilustrações, bíblicas, de relacionamentos. Todas são limitadas, mas juntas, elas pintam um quadro que nos ajuda a contemplar este amor divino.
A primeira é a relação do artista e sua obra. Jeremias fala do oleiro e do vaso (18). Pedro nos chama de “pedras vivas” (1 Pe 2.5), e Paulo de “edifício de Deus” (1 Co 3.9). Todas falam do desejo do artista em executar sua obra com perfeição. Ele não fica satisfeito até que a obra tenha o caráter intecionado. É o seu prazer. É assim que Deus nos ama.
A segunda é a relação do homem com animais. O Salmo 23 é a analogia bíblica mais conhecida. É melhor do que a anterior, pois o “objeto” aqui é senciente. A relação do homem com o animal (o cachorro, por exemplo), visa, principalmente, a intenção do homem. O cachorro existe para realizar este desejo do homem, e não o contrário. O bem estar do cachorro será preservado, e a intenção do homem só será plenamente alcançada se o cachorro também o amar de volta. Para isto, o homem interfere na realidade do cachorro e o faz mais amável do que ele é na natureza.
A terceira é uma ilustração mais nobre, o amor de um pai pelo filho. Embora as relações paternais no período fossem mais autoritárias do que as modernas, no entanto, o padrão continua. O amor paternal significa “amor-autoridade” de um lado e “amor-obediência” do outro. O pai usará seu amor e autoridade para moldar o filho na pessoa que ele, na sua sabedoria e experiência, deseja que o filho se torne.
Por último, o amor entre um homem e uma mulher. O amor deseja e busca o bem, o crescimento, o aperfeiçoamento da pessoa amada. Quando amamos não paramos de nos importar com o estado do outro, se está agradável ou desagradável, decente ou indecente. Se uma mulher perceber que o marido deixou de se importar com o estado emocional e a aparência dela, ela irá questionar o amor dele por ela. O amor perdoa todas as falhas, e ama apesar delas, mas nunca deixa de desejar a remoção destas.
Lewis fala que o amor de Deus é persistente como o amor do artista; autoritário como o amor de um homem por seu cachorro; providente e venerável como o amor do pai pelo filho; zeloso, e inexorável como o amor entre os sexos. Não dá para entender isto. Ultrapassa todo o entendimento pensar que o Criador, que não precisa ou depende de nada, deseja, tem prazer e dá tanta importância a criaturas como nós. Só podemos nos por de joelhos em adoração. O dever principal da nossa existência deve ser glorificá-lo para sempre. A vida na sua plenitude é gozar deste amor com Ele.
Notas:
 
1. Primeira pergunta do Catecismo Maior de Westminster.
2. CS Lewis, The complete CS Lewis Classics, pg 574.
3. Ibid, 570-574
• Rosifran Macedo é pastor presbiteriano mestre em Novo Testamento pelo Biblical Theological Seminary (EUA). É missionário da Missão AMEM/WEC Brasil, onde foi diretor geral por nove anos. Atualmente, dedica-se, junto com sua esposa Alicia Macelo, em projetos de cuidado integral de missionários.
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Cristão é jogado em cela com animais ferozes e sai ileso

18.07.2016
Do portal GOSPEL PRIME,14.07.16
Por Jarbas Aragão

Como o profeta Daniel, advogado egípcio experimentou milagre na cadeia

Cristão é jogado em cela com animais ferozes e sai ileso
Dramatização do testemunho de Majed El Shafie

Um ex-muçulmano egípcio foi preso e torturado após se converter a Cristo. Milagrosamente, escapou de ser morto por animais ferozes, num relato que lembra a história bíblica do profeta Daniel.

Segundo foi noticiado pela Christian Today, o advogado egípcio Majed El Shafie entregou sua vida a Cristo depois de ser evangelizado por um amigo e estudar a Bíblia com ele. El Shafie era um homem influente em sua comunidade. Nascido e criado em família muçulmana, após sua conversão foi proibido de advogar e acabou preso por apostasia. Enviado para Abu Zaabel, no Cairo, passou meses na penitenciária conhecida como “Inferno na Terra”.

Enquanto estava na prisão, El Shafie foi submetido a várias formas de tortura, incluindo ser espancado, queimado, cortado e amarrado a uma cruz por dois dias inteiros. O tempo todo, seus agressores exigiam que confessasse quem eram os cristãos com quem ele se reunia.

Certo dia, durante uma sessão de tortura, cães ferozes foram colocados pelos guardas na sala onde ele estava. O advogado temeu ser devorado vivo, pois os animais estavam famintos, mas permaneceu em oração e viu uma cena que lembra a história bíblica de Daniel na Cova dos Leões. Os cães ficaram calmos e sentaram perto de El Shafie, sem feri-lo. Seus captores ficaram irritados e trouxeram outros cães, mas aconteceu a mesma coisa.

No quarto dia de sua tortura, o ex-muçulmano decidiu confessar: “Eu vou dizer quem é o nosso líder, e se vocês puderem pegá-lo, ele poderá dizer os nomes de todos os membros. O nome do nosso líder é Jesus Cristo”. Isso deixou os guardas ainda mais nervosos.

Apanhou tanto que, dias depois, foi levado para um hospital para se recuperar de seus ferimentos. Desidratado por ter ficado dias sem comida nem água, conta que recebeu uma visita de Jesus, que lhe ofereceu água.

Foi quando soube que tinha sido condenado à morte. Com a ajuda de amigos, ele conseguiu fugir para Israel. De lá, foi para o Canadá, onde foi aceito como refugiado. Estou teologia e se tornou pastor. Há anos vem trabalhado para ajudar os cristãos perseguidos. Fundou a One Free World International uma ONG que luta pelos direitos humanos, sobretudo a liberdade religiosa.

“Nossos inimigos têm um exército muito forte, tem armas muito fortes, mas nós temos o Senhor Todo-Poderoso. Eles podem matar o sonhador, mas ninguém pode matar o sonho”, ensina.

Recentemente, recebeu o prêmio “Raoul Wallenberg Citation for Moral Courage”. Quando dá seu testemunho, menciona a história dos cães. “Eles são treinados para ouvir seus mestres, mas não há maior mestre que o Senhor Jesus Cristo”, comemora.
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Fonte:https://noticias.gospelprime.com.br/cristao-cela-animais-ferozes-ileso/

Confiabilidade e Autoridade das Escrituras

12.07.2016
Do blog VOLTEMOS AO EVANGELHO, 16.03.2012
Por Augustus Nicodemus*

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A CONFIABILIDADE E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS(pdf)

Os Ataques as Escrituras

Ataque pós-moderno – A mente pós-moderna condena a afirmação de verdade que as Escrituras fazem, devido o relativismo que acreditam. Eles rejeitam a ideia de que um livro religioso seja o certo e todos os demais errados.

Ataque ateu/neoateu – Os ateus e neoateus tem zombado de todos aqueles que acreditam na bíblia e no sobrenatural.

Ataque de outras religiões – Com seus gurus, profetas e líderes iluminados que reivindicam sonhos, visões e revelações

Ataque liberal – O pior tipo de ataque, pois vem de dentro. Eles desacreditam a Bíblia. Fazem distinção entre a Escritura e a Palavra de Deus, afirmando que a bíblia não pode ser identificada como Palavra de Deus absoluta, infalível, confiável e autoritativa, mas um livro de religião como qualquer outro. O resultado do liberalismo é que Cristo não é mais o único caminho para Deus e que não há regras morais e ensinamentos teológicos que sejam absolutos e permanentes.

Palavra de Deus e Escritura

Os neo-ortodoxos disseram que a Escritura não é mas contém a palavra de Deus. Contudo, os cristãos históricos sempre creram que as duas coisas são idênticas, baseados nas palavras de Jesus em João 10:35 e outras passagens.

Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), João 10:35

Por causa disto, os liberais chamam tais cristãos de fundamentalistas. Diante disto é importante: entendermos bem por que confiamos na Bíblia e termos respostas para estes ataques.

O que Entendemos por Escritura

No período de 250 a.C. a 250 d.C. muitos outros livros foram produzidos como Macabeus (250 – 150 a.C.) e escritos Pós-apostólicos (100 – 250 d.C). Todavia, a Igreja reconheceu (reconheceu, não determinou) como inspirados por Deus, infalível, confiável e autoritativa somente os 66 que hoje compõe o cânon (39 + 27) usando critérios como apostolicidade e ortodoxia. Contudo, esse conceito foi sendo perdido ao longo da Idade Média, especialmente com a questão católica do magistério, da infalibilidade papal e da revelação progressiva (após o fechamento do Cânon).

A Autoridade da Escritura

Os Reformadores recuperaram a doutrina da autoridade das Escrituras canônicas que havia sido soterrada durante a Idade Média. Ele rejeitaram a autoridade e infalibilidade papal e re-estabeleceram a autoridade e infalibilidade das Escrituras. Entenderam que este conceito é derivado da própria escritura e tem raízes nos profetas do AT, no Senhor Jesus e seus apóstolos.

Assim, a Escritura passou a ser o Juiz Supremo nas Igrejas protestantes e na vida individual, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas,  todos os decretos de concílios,  todas as opiniões dos antigos escritores e as doutrinas de homens e opiniões particulares têm de ser examinados.

A Necessidade de Escrituras Confiáveis

Qual a base teológica para uma revelação escrita que fosse infalível, confiante e autoritativa?

Temos a revelação de Deus na natureza que é suficiente para mostrar sua existência e sua natureza e deixar os homens indesculpáveis (Romanos 1), mas insuficiente para salvar. Temos também a revelação de Deus na consciência, resultante da Imago Dei (imagem de Deus), que é suficiente para mostrar que existe certo e errado, mas também insuficiente para salvar.

Deus revelou-se e declarou sua vontade ao seu povo e depois a fez escrever toda através de homens que escolheu ao longo de dois milênios e os inspirou para melhor preservação da verdade, propagação da verdade e estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo. Com isto cessaram os modos antigos de Deus se revelar aos homens. Por ser a revelação escrita e inspirada de Deus, as Escrituras são portanto confiáveis e autoritativas.

A Inspiração e Infalibilidade das Escrituras

Agora precisamos definir com mais clareza o que é inspiração – pois ela é a base para a autoridade da Bíblia e para nossa confiança nela. O que queremos dizer é que o Espírito de Deus supervisionou o processo de escrituração da revelação de tal maneira que:

  • Tudo o que os autores humanos escreveram é verdadeiro. Isto se estende até a escolha das palavras.
  • Eles foram preservados de registrar informações e conceitos errados, geográficos, históricos, morais ou espirituais.
  • Não podemos separar informações históricas de doutrinas. Ex: a ressurreição de Jesus é um evento histórico e o ponto doutrinário central.
  • Portanto, a Bíblia é a própria Palavra de Deus, confiável e autoritativa e infalível e inerrante.

O que a Inerrância Não Nega

Ao afirmarmos a inerrância da Bíblia:

  • Não estamos falando que a Bíblia não tenha um lado humano. Reconhecemos isto, mas como Jesus Cristo, a Bíblia é humana e não têm erros.
  • Não estão falando que as traduções são inerrantes – a inerrância está nos originais. Não os temos, mas podemos ter quase plena certeza do conteúdo pela manuscritologia.
  • Não estamos falando que não existem cópias contendo variações e redações diferentes – existem, mas secundárias e em pontos que não comprometem em nada as principais doutrinas da Bíblia.
  • Não estamos falando que a Bíblia seja um livro científico escrito em linguagem científica. Ela usa a linguagem do observador  – morcego, lebre, sol se movendo.
  • Não estamos falando que  não existam aparentes contradições – há várias, mas elas são aparentes. Exemplos: harmonia da cura do cego; números diferentes entre Crônicas e Reis.
  • Não estamos falando que algumas informações da Bíblia não são por vezes vagas e imprecisas – as vezes os autores fazem referências vagas a números e medidas arredondados. Imprecisão não significa erro. Ex: “eu moro a vários quilômetros do meu trabalho”.
  • Não estamos falando que  não há passagens difíceis de entender. Não compreendemos plenamente tudo o que a Bíblia diz – sua mensagem central é clara, mas há passagens difíceis, como o próprio Pedro reconhece (2 Pe 3:15-16)
  • Não estamos falando que não é preciso estudá-la para melhor compreendê-la – sua mensagem central está disponível a todos os crentes. Mas sendo um livro humano, escrito há tanto tempo em outra cultura e língua, os estudos ajudam. Calvino: orare et labutare(ore e labute).

Provas da Inspiração das Escrituras

Ao longo da sua história, os cristãos sempre foram chamados a defender a sua confiança nestes 66 livros, que consideram como Palavra de Deus. Os argumentos geralmente usados são estes:

  • As reivindicações dos autores do AT e NT de que estão escrevendo a palavra de Deus;
  • O testemunho Jesus Cristo sobre as Escrituras;
  • As evidências da ciência: Design Inteligente, etc.;
  • As evidências da arqueologia;
  • A suprema excelência do seu conteúdo (quem somos; de onde viemos; para que existimos; há vida após a morte? Quem é Deus? como posso me relacionar com ele; como resolvo o problema da culpa?)
  • A eficácia da sua doutrina nas vidas transformadas;
  • A harmonia de todas as suas partes;
  • O seu alvo escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória);
  • As profecias cumpridas;
  • Sua preservação em meio aos ataques.

Todavia, estes argumentos só serão persuasivos e convincentes mediante a iluminação e a convicção do Espírito Santo. Sua autoridade não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor.

A Interpretação da Escritura

A doutrina da inspiração e infalibilidade das Escrituras conduzem logicamente a um método de interpretação que se coaduna com a natureza divina das Escrituras. Esse foi o problema dos liberais com o método crítico pretensamente científico e neutro.

Princípios de interpretação:

  • Escritura com Escritura
  • Harmonização
  • Sentido único – natural e óbvio
  • Necessidade de estudo do contexto cultural, histórico e das línguas originais.
  • Dependência do Espírito.

Implicações Práticas

Podemos confiar plenamente em tudo o que a Bíblia diz, pois é a Palavra de Deus. Devemos nos submeter à sua autoridade, reivindicações, promessas, advertências, orientações e instruções. Devemos guiar nossa conduta, decisões, escolhas e toda nossa vida pelos seus ensinamentos, normas, promessas e encorajamentos. Podemos anunciar o Evangelho com convicção, sabendo que Deus honrará a sua própria Palavra aqui registrada.

Conclusão

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. 6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. (Salmo 1)

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*Augustus Nicodemus é bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Cristã de Potchefstroom, na África do Sul, e doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA), com estudos adicionais na Universidade Reformada de Kampen, na Holanda. Atualmente, é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia.

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Fonte:http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/03/augustus-nicodemus-confiabilidade-e-autoridade-das-escrituras/