PSDB teve o que mereceu: não há inocentes em um partido golpista

10.11.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Joaquim de Carvalho

O PSDB, quando tinha decência

A série Breaking Bad termina com a música Baby Blue, do Badfinger. A polícia se aproxima e o traficante Walter White caminha pelo laboratório onde se sentia absolutamente à vontade e se ouve a música com o verso: “Acho que eu tive o que mereci”.

Walter White trocou a vida medíocre de professor de Química pela de traficante, onde ganhou muito dinheiro, matou algumas pessoas e se impôs como homem mau.

No início, mentia para si mesmo: dizia que era tudo pela família — tinha câncer e precisava deixar a mulher e os dois filhos com dinheiro —, mas, no final, admite, diante da esposa derrotada:

“Eu fiz isso por mim. Eu gostei e era bom nisso.”

A polícia se aproxima e aponta para o fim trágico de quem escolheu o caminho errado.

A história lembra a agonia do PSDB. Como na ficção, o partido parece viver o drama terminal como o de Walter White, mas não se ouve a trilha “Acho que eu tive o que mereci.”

Pelo contrário.

Pelas declarações de Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati, o problema não são eles, mas outros, dentro do próprio partido.

“Esse PSDB desses caras não é o meu PSDB”, disse Tasso, afastado por Aécio Neves.

”Foi um ato covarde, violento e indigno. Aécio mostrou que não tem limites para alcançar seus objetivos espúrios”, acusou o senador Ricardo Ferraço.

“Já estávamos passando por um desgaste brutal. Agora estamos vendo o PSDB cometer um harakiri”, afirmou.

Aécio Neves é, seguramente, uma das figuras mais detestáveis do Brasil, ao lado de Michel Temer, mas é errado dizer que ele eu um golpe no PSDB.

Ele é o presidente do partido e tem poderes para fazer o que fez: reassumir, afastar Tasso e entregar o comando interino para Alberto Goldman.

Aécio tem também legitimidade para agir dessa forma, porque, nas vezes em que se ensaiou um confronto para tirá-lo da presidência, as vozes dissonantes afinaram, e a vontade dele prevaleceu.

Quem colocou Aécio na presidência do Partido e o acompanhou no movimento — este sim, de caráter golpista — para derrubar Dilma Rousseff?

São os mesmos tucanos que agora se dizem indignados com a decisão dele.

Hipocrisia e mimimi. 

Choro de quem está sem espaço num partido que escolheu o mau caminho, depois de perder quatro eleições presidenciais.

Mas nem sempre foi assim.

Em 1992, o PSDB, convidado, queria entrar no governo de Fernando Collor. Fernando Henrique Cardoso já tinha aceitado convite para ser ministro das Relações Exteriores, mas Mário Covas liderou uma rebelião e inviabilizou o acordo.

Aliado de FHC e de Collor, então governador do Ceará, Ciro Gomes tentou intimidar Covas, numa reunião em um hangar do aeroporto de Brasília.

Covas se manteve firme e o PSDB não aderiu ao governo que, alguns meses depois, acabaria por denúncias de corrupção.

Na época, a jornalista Miriam Dutra, então repórter da TV Globo, namorava Fernando Henrique Cardoso e ela conta que recebeu o então senador em casa, logo depois da reunião com Covas. “Ele (Fernando Henrique) estava furioso, dizia que o Covas tinha destruído a carreira dele”, disse Miriam.

Desde 2014, o PSDB tem se curvado à aventura golpista de Aécio Neves. Nas discussões internas, não houve uma voz que se levantasse contra esse movimento.

Todos caminharam unidos nesta marcha.

São cúmplices.

São todos golpistas.

Ali não há vítima.

Nem golpe.

Fizeram por merecer.

******
Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/psdb-teve-o-que-mereceu-nao-ha-inocentes-em-um-partido-golpista-por-joaquim-de-carvalho/

Anúncios

Delação de Cunha dirá que votos do impeachment foram comprados. E o STF?

15.07.2017
Do portal BRASIL247
Por Fernando Brito

Resultado de imagem para CUNHA E TEMER

Disse o Ricardo Noblat que parte da delação premiada de Cunha já foi aceita: a que conta quem foram os deputados – a maioria do PMDB – que receberam dinheiro para votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Cunha não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos.

Então ficamos assim: Michel Temer, cuja ascensão ao governo foi comprada, fica no poder mais algum tempo, até que caia por outras bandalheiras, se os seus companheiro de bandalheira deixarem que caia.

Se cair, entra seu companheiro de bandalheira, eleito presidente da Câmara pelos companheiros de bandalheira que, segundo o super-bandalho Cunha, foram comprados para colocar Temer no Governo anulando o voto popular.

Se a elite brasileira perdeu a vergonha completamente diante do seu povo – a quem considera um estorvo indolente – ao menos pense no vexame internacional que este  país passa, solenemente ignorado em qualquer foro sério e, de fora, só atraindo  os negócios “espertos”, que eram da China e, agora, são de todos (até da China!) “negócios da china no Brasil”.

Fico pensando nos nossos puros, castos, doutos e moralíssimos juízes, especialmente os empavonados do Supremo.

Se compararmos bem, o Brasil vive a mesma situação que seria aquela em que a Justiça determinasse o pagamento do seguro de vida dos pais assassinados àquela Suzane Richthopfen.

Mas está tudo bem: Lula foi condenado e Bolsonaro sobe nas pesquisas.

****
Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/delacao-de-cunha-dira-que-votos-do-impeachment-foram-comprados/

ÁUDIOS E DELAÇÕES ESCANCARAM “O ESQUEMA” DE AÉCIO & CIA E MOSTRAM COMO A POLÍTICA É FEITA NA PRÁTICA

31.05.2017
Do portal THE INTERCEPT BRASIL, 30.05.17
Por Matheus Pichonelli

A PROFUSÃO DE ÁUDIOS vazados por delatores, ex-amigos e investigadores no Brasil da Lava Jato tem ajudado a desnudar os processos de produção de estratégias políticas, notas e opiniões na imprensa, salsichas, financiamento de salsicheiros e compra de apoio político na bancada do boi.

Quem escuta com atenção os áudios dificilmente encontra conversas do tipo “Fomos pegos, descobriram nosso esquema”, mas uma certa surpresa, misturada com indignação, com o avanço de suspeitas sobre eles.

Nesta segunda (29), por exemplo, chegou ao público o áudio de uma conversa entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o aliado Zezé Perrella (PMDB-MG). Aécio estava chateado porque o colega se gabava em uma entrevista por não constar da lista de investigados do procurador-geral da República, Rodrigo Janot – que tinha o aliado como um dos alvos. Perguntava se Perrella havia se esquecido de como sua campanha havia sido financiada. E argumentava que declarações como a dele nivelavam o seu grupo político ao dos adversários, estes sim, segundo ele, bandidos.

Opposition leader Senator Aecio Neves speaks during the senate impeachment trial of Brazilian suspended President Dilma Rousseff at the National Congress in Brasilia on August 30, 2016. Brazilian senators engaged in marathon debate Tuesday on the eve of voting on whether to strip Dilma Rousseff of the presidency and end 13 years of leftist rule in Latin America's biggest country. / AFP / ANDRESSA ANHOLETE        (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)Aecio Neves durante sessão do impeachment em  agosto 2016. Em novo áudio, senador demonstra chateação com amigo.

ANDRESSA ANHOLETE AFP/Getty Images

Perrella, ao pedir desculpas a quem lhe falava como chefe, justificava a declaração como resultado da tensão provocada pela história do helicóptero (em 2013, a aeronave de uma empresa de seu filho foi apreendida com 445 kg de cocaína). E, num surto de cinismo ou ironia macabra, concluiu: “Não faço nada de errado, só trafico”. A conversa é interrompida por risos nervosos.

Em outro diálogo, desta vez com Joesley Batista, dono da JBS, Aécio defendeu a troca do delegado-geral da PF. Há um ano, o senador mineiro já havia sido citado em um diálogo gravado pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com Romero Jucá. Quem não conhece o esquema do Aécio?”, questionou o delator.

Foi nesta conversa, sem saber da gravação, que o senador de Roraima definiu a estratégia para levar Michel Temer à Presidência: para conter a Lava Jato, era preciso botar o Michel num grande acordo nacional, “com Supremo, com tudo”. Ministro do Planejamento na época da divulgação, Jucá caiu pouco depois.

“Ótimo, ótimo”

Antes mesmo da mudança de governo, alguns diálogos interceptados já causavam constrangimento às antigas lideranças políticas. Então prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB-RJ), apontado como possível presidenciável por aliados, chegou a se queixar, em conversa com o ex-presidente Lula, da alma de pobre” do petista. “Todo mundo que fala no meio, eu falo o seguinte: imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele (em Atibaia). Não é em Petrópolis, não é em Itaipava. É como se fosse em Maricá. É uma merda de lugar”.

Ex-governador da Bahia, Jaques Wagner também teve conversa interceptada com Lula na qual comemorava quando o ex-presidente contava que Marta Suplicy havia sido chamada de “puta” por manifestantes na Avenida Paulista. “É bom pra nega aprender”, disse Wagner.

Em outra conversa, Lula se queixava com um advogado da “ingratidão” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao decidir investigá-lo.

De todos, porém, o diálogo mais constrangedor foi entre Joesley Batista e Michel Temer, no qual o presidente ouve o dono da JBS narrar como comprou juízes e um procurador e reage de forma, digamos, pouco espantada. “Ótimo, ótimo”, respondeu o peemedebista.

A exposição de lideranças destituídas das máscaras do discurso treinado por marqueteiros, e da própria forma como marqueteiros eram pagos pelos clientes, deixou amedrontados os esperançosos e esperançosos os amedrontados.

O que temos observado, nestes tempos, não é a desconstrução das lideranças políticas, mas dos mitos criados em torno delas.

Aqui a construção dos afetos políticos se esborracha. O que temos observado, nestes tempos, não é a desconstrução das lideranças políticas, mas dos mitos criados em torno delas; expostas a olho nu, sem a mediação dos discursos ensaiados, derretem. É uma ferida narcísica e tanto para quem confiava nos discursos oficiais e dormia tranquilo com a sensação de que, longe dali, alguém em Brasília saberia como lidar em caso de incêndio. Ninguém parece saber, e quem diz o contrário ou mente ou está iludido.

Talvez resida na sensação de desamparo, resultado da descoberta de que em política não há pai, mãe nem santo fora das planilhas da Odebrecht, a chave para compreender a desilusão de quem observa em um passado em linha reta (um outro mito) a solução para todos os problemas.

Em entrevista concedida há dois anos, o filósofo Vladimir Safatle definiu, em uma entrevista há dois anos,  a mobilização em torno do Estado-nação como uma gestão social do medo, daí o apelo a soluções autoritárias observado aqui e mundo afora. A esperança, por sua vez, significa expectativa de que um bem ocorra no futuro – algo que, grifo meu, parece diluído a cada novo vazamento de conversa privada entre agentes públicos em um tempo em que até o santo protetor dos animais seria suspeito, em algum momento, de maus tratos ou zoofilia.

Qual, então, o caminho?

A resposta está em aberto, e não será encontrada pelos atalhos dos lugares-comum da internet. Uma pista, porém, pode estar no que Safatle chama de capacidade de lidar com a dimensão contingente dos acontecimentos. “Firmar seu desamparo quer dizer que você entra nas relações sabendo que não vai encontrar no outro aquilo que o ampara”, diz.

Levado para o campo político, é possível pensar numa outra relação entre representantes e representados quando esta relação deixa de ser mediada pela construção de mitos ou pela crença apaixonada em deuses ou demônios. O grau de exposição dessa fronteira ainda mal divisada entre a vida pública e privada, o legítimo e o legal, demandará uma outra ideia de transparência e participação política – uma participação que, ao destituir o sujeito político da aura que separa eleito e eleitores, os aproxima numa espécie de coautoria de projetos, acompanhamento e cobrança. Isso exigirá um salto de amadurecimento aos que se situam entre o imobilismo e o ativismo infantil costurado entre bonecos infláveis, panelas na janela e memes lacradores.

Isso exigirá um salto de amadurecimento aos que se situam entre o imobilismo e o ativismo infantil costurado entre bonecos infláveis, panelas na janela e memes lacradores.

Além das consequências jurídicas em torno da validade das gravações como provas e da legalidade de sua divulgação, há um impacto político profundo na forma como seus agentes se organizam em uma época de intensa transformação tecnológica e expansão dos canais de compartilhamento. Se antes era possível filtrar ou barrar notícias desabonadoras pelo funil dos veículos tradicionais, hoje qualquer pensamento solto, expresso em voz alta ou à meia voz, pode cair nas redes e enfrentar seus tribunais.

Não tem marqueteiro político capaz de impedir a sentença de que o rei, gravado em conversas privadas, está nu. Por nu entenda-se não apenas com as mãos atoladas em dinheiro sujo (não são poucos, diga-se), mas com um inesperado despreparo e descolamento da realidade expostos a quem quiser ver ou ouvir.

Em uma cultura política baseada em mitos – o pai dos pobres, o homem do povo, o cidadão honesto e, mais recentemente, o gestor aplicado – fica difícil explicar ao eleitor como a outrora raposa política se deixa gravar em conversa imprópria com investigado em residências oficiais; ou como o deputado temente a Deus engordou as burras na Suíça; ou que o defensor dos oprimidos andava em companhia de empreiteiros graúdos; ou como o herdeiro incorruptível do príncipe civil defendia em voz alta (e aos palavrões, para desespero dos filhos das Senhoras de Santana) interferência na Polícia Federal para salvar a própria pele.

Mais do que tramoia, as conversas divulgadas lícita ou ilicitamente mostram articuladores políticos desconectados com a nova régua estabelecida, ainda que de forma confusa, pelos representados, sobretudo a partir de 2013.

******
Fonte:https://theintercept.com/2017/05/30/audios-e-delacoes-escancaram-o-esquema-de-aecio-cia-e-mostram-como-a-politica-e-feita-de-verdade/

Renata Sorrah aos coxas: você é o bichinho de estimação dos bandidos

28.05.2017
Do portal BRASIL247

A atriz Renata Sorrah postou em seu Twitter uma mensagem aos chamados “coxinhas”, aqueles que defenderam cegamente o golpe contra a presidente deposta Dilma Rousseff e embarcaram no movimento liderado pelo senador Aécio Neves; “Você é o próprio bichinho de estimação do bandido. Votou no Aécio, foi pras ruas protestar contra a derrota que sofreu, balançou o rabinho para a aliança dele com Cunha e Temer, fez dancinha pedindo o impeachment da Dilma, rosnou nas redes sociais. E agora, quando a casa caiu, se finge de morto. Bem adestrado”, disse Sorrah; a voz da atriz surge no momento em que artistas e apresentadores, como Luciano Huck e Márcio Garcia, que apoiaram Aécio, agora, envergonhados e decepcionados, demonstram decepção com o senador mineiro; principal articulador do golpe, Aécio Neves hoje está atolado em denúncias, afastado da presidência do PSDB, além de ser acusado de cometer diversos crimes

247 – A atriz Renata Sorrah, que atua na Globo, postou em seu Twitter uma mensagem aos coxinhas: “Você é o próprio bichinho de estimação do bandido”, diz ela. No dia 10 de maio, a atriz estava em Curitiba e participou do ato de apoio ao ex-presidente Lula, que naquela ocasião prestou depoimento ao juiz Sergio Moro. “Estou nesse momento em Curitiba. Avante! #MoroPersegueLula”, tuitou Renata naquele dia.

“Recado para meu amigo coxinha: claro que você não tem bandido de estimação. Você é o próprio bichinho de estimação do bandido. Votou no Aécio, foi pras ruas protestar contra a derrota que sofreu, balançou o rabinho para a aliança dele com Cunha e Temer, fez dancinha pedindo o impeachment da Dilma, rosnou nas redes sociais. E agora, quando a casa caiu, se finge de morto. Bem adestrado”, postou Sorrah.

A voz ativa da atriz no mundo da mídia contrasta com a sentimento de decepção que tomou conta de muitos artistas que vestiram camisetas de apoia a Aécio Neves e agora estão decepcionados com senador, afundado em muitas denúncias de corrupção e outros crimes. O caso mais emblemático é o do apresentador Luciano Huck, parceiro de primeira hora do político mineiro e que agora, envergonhado, tenta justificar os laços com o senador. Huck disse que nunca misturou amizade com política ou negócios.

Outras figuras, como os atores Marcelo Serrado e Márcio Garcia, agora tentam desvincular suas imagens da de Aécio, que foi principal articulador do golpe. “Só agora a ficha caiu. E esta é a minha sensação: rasgaram o nosso país. Que vergonha pra todos nós. Acho que neste momento não há um único brasileiro orgulhoso, muito menos com orgulho do seu voto pra Presidente. Nenhum. Me incluo em primeiro lugar. Não existe um eleitor neste país que não esteja decepcionado com o seu “candidato””, escreveu Garcia.

“O Aécio foi padrinho do meu casamento. Ele e a esposa dele são meus amigos há muitos anos. Eu conheço a pessoa, e sobre a pessoa eu não tenho nada de ruim para dizer. Ele é um amigo incrível, um pai incrível e uma pessoa incrível. Eu nunca convivi com ele no exercício da profissão. Sobre todas essas denúncias, acho que primeiro as coisas têm de ser investigadas. Se ficar provado que ele fez algo errado, ele terá que pagar por isso. Todos que estão envolvidos em escândalos precisam ser investigados”, tentou justificar a cantora Wanessa Camargo.

****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/298188/Renata-Sorrah-aos-coxas-voc%C3%AA-%C3%A9-o-bichinho-de-estima%C3%A7%C3%A3o-dos-bandidos.htm

Pai de Fred, o primo de Aécio, confirma desabafo: “Ele não honra a memória do pai e do avô”

22.05.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

LUCAS FERRAZ

Circulou nas redes sociais, neste domingo (21), um texto atribuído ao desembargador aposentado Lauro Pacheco de Medeiros Filho com fortes críticas ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Nele, o pai do advogado Frederico Medeiros, preso na semana passada por buscar parte da propina acertada pelo primo com o dono da JBS, desabafa: falta a Aécio “qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República”. O Truco – projeto de checagem de dados da Agência Pública – verificou a postagem e constatou que o texto é verdadeiro.

A informação foi confirmada à Pública pelo próprio Lauro. “[Meu filho] fez aquilo de boa fé. Fiquei com um sentimento de revolta muito grande com o Aécio. Sempre fui um admirador dele, mas a decepção é grande, com aquela imagem de bom moço…”, afirmou.

Advogado e empresário, Frederico é filho do primeiro casamento de Lauro com uma das sobrinhas de Risoleta Neves, avó de Aécio que foi casada com Tancredo Neves por quase 50 anos. Lauro foi nomeado procurador-geral da Justiça em Minas Gerais quando o tio torto Tancredo assumiu o governo do Estado, em 1983. Mais tarde, Frederico também faria parte do governo do primo, entre 2003 e 2010, atuando em órgãos como a Cemig, além de ter sido um dos coordenadores de sua campanha presidencial em 2014.

“Aécio não honra a memória do avô e do pai, Aécio Cunha, que era um político honestíssimo”, afirma Lauro Pacheco, que tem 78 anos e vive em Belo Horizonte. Ele foi visitar o filho na Penitenciária Nelson Hungria, onde Frederico está preso – junto com o assessor parlamentar e cunhado do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima – desde a quarta-feira da semana passada. “Ele está bem, numa cela isolada.” Sobre as especulações de que o filho poderia fazer uma delação premiada, Lauro nega. “Ele jamais faria uma delação. Ele não sabe de nada, o Fred caiu numa enrascada”, disse.

Frederico Medeiros foi pelo menos duas vezes à sede da JBS, em São Paulo, para buscar parte da propina acertada entre o primo, Aécio Neves, e o dono da JBS, Joesley Batista. O diálogo sobre o acerto com o agora senador afastado foi gravado por Joesley. “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, disse o empresário, sobre a entrega de R$ 2 milhões para o senador. Aécio respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu, porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”.

Ao buscar parte da propina, Frederico revelou preocupação, segundo as interceptações realizadas com a autorização da Justiça: “Outro dia estava pensando. Acordei à meia-noite e meia, o que estou fazendo? O que tenho com isso? Eu não trabalho para o Aécio, eu não sou funcionário público, sou empresário. Trabalho para sobreviver”, disse o primo para Ricardo Saud, diretor de relações institucionais da J&F. O primo de Aécio deixa claro que estava cometendo uma ilegalidade. “Eu tenho com o Aécio um compromisso de lealdade que o que precisar eu tenho de fazer. Eu falei, olha onde eu tô me metendo”, disse, para o diretor da J&F.

Sobre a situação do filho, preso numa “enroscada”, segundo ele, provocada pela deslealdade de Aécio, Lauro Pacheco de Medeiros Filho concluiu: “É uma pena”.

******
Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/pai-de-fred-o-primo-de-aecio-confirma-desabafo-ele-nao-honra-memoria-do-pai-e-do-avo/

VÍDEO SENSACIONAL MOSTRA COMO A MÍDIA ATACA LULA, ENQUANTO BLINDA CORRUPTOS

04.05.2017
Do portal  BRASIL247, 15.03.17


Um vídeo editado pela equipe da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) aponta que os verdadeiros corruptos são José Serra, acusado de receber R$ 23 milhões na Suíça, Aécio Neves, também delatado na Lava Jato e chamado de “chato” cobrador de propina pela UTC, entre outros, e destaca que o denunciado e alvo de manchetes quase diárias na imprensa é o ex-presidente Lula
247 – Um vídeo editado pela equipe da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) aponta quem são os verdadeiros corruptos e quem é o atacado pela Justiça e quase que diariamente pela imprensa: o ex-presidente Lula.
Foi Lula quem recebeu R$ 23 milhões na Suíça?, questiona o vídeo, lembrando que este é o senador José Serra, do PSDB. Lula foi chamado de “chato” cobrador de propina pela UTC?, pergunta ainda, trazendo como resposta o nome do também senador tucano Aécio Neves.
O vídeo lembra ainda que Aécio, cujo nome foi tarjado em depoimento da Odebrecht prestado ao TSE, recebia um terço das propinas de Furnas e que eram Serra, o ‘Careca’, e Geraldo Alckmin, o ‘Santo’, quem comandavam o Estado de São Paulo durante o escândalo de corrupção nos trilhos. E Alckmin o envolvido no escândalo da merenda.

GOLPISTAS SEM MORAL:Violaram o PSDB

19.04.2017
Do portal BRASIL247
Por HENRIQUE MATTHIESEN

Valter Campanato/Agência Brasil

Uma das organizações políticas mais “castas” da política nacional, que historicamente se posta hipocritamente como “virgens engomadinhas” acaba de ser violada pelo ministro do STF, Edson Fachin.

Devassada em seu puritanismo cínico, o ninho tucano vê sua sujidade não mais protegida pelo monopólio de apoio midiático e judiciário, enfim a máscara começa cair nos voos rasteiros da tucanada.

O pedido de investigação por supostos atos de corrupção ativa, passiva, desvio de dinheiro, entre outros crimes, de quase toda cúpula tucana, mostra que o discurso de bastiões da ética, sustentáculos da moralidade, ícones da decência, personificação da probidade, não passa de uma alegoria mentirosa de seus líderes.

Moralistas sem moral, o todo poderoso príncipe da sociologia pátria, ou da privataria, o professor de Higienópolis participa agora da investigação, sim o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, além de ter quebrado o Brasil, ter comprado a reeleição, está sendo investigado por fazer “caixa dois”.

Paladino da descortesia, bufão da República, o “mineirinho” presidente Nacional do PSDB que é amigo dos “heróis” da República de Curitiba também se vê agora todo enrolado nas mais diversas práticas corruptivas. O semeador de ódio, agora, pede calma em vídeos patéticos.

Descortina-se também a fortuna do “vizinho” justamente ele que escreve Brasil com “Z”, essa figura singular de nossa política que tem ojeriza contra o patrimônio nacional, em especial contra a Petrobrás.

Outro que sempre se beneficiou da blindagem midiática cai no estafo político, trata-se do “Santo” que segundo relatos, utilizou-se do cunhado para receber propinas para suas campanhas eleitorais, finalmente alguma fissura se abre na caixa preta dos governos tucanos, em São Paulo.

Não olvidemos do coronel da Paraíba, do Aluisio 500mil, do Dengo de MG, entre outros, e também o senhor Doria do “panamá papers”.
Enfim, que moral tem o discurso, as argumentações destes golpistas que se locupletam da corrupção do sistema político brasileiro? Que cinismo e chocarreiros fantasiados de limpinhos, nas manifestações anticorrupção?

Esse é o Brasil real, pois a crise mais profunda deste país é a crise de valores. A corrupção está no DNA dos herdeiros das capitanias hereditárias, que sempre viram o Brasil como um lugar para saquearem, se enriquecerem e se hipocrizarem.

O ninho tucano está mofado de sujeira, afinal foi violado, caiu uma das últimas “virgens” de nossa política.

*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/henriquematthiesen/291141/Violaram-o-PSDB.htm