DIREITA GOLPISTA E NAZISTA:Direita xucra ignora que Hitler perseguiu judeus e comunistas

16.08.2017
Do BLOG DA CIDADANIA,15.08.17
Por Eduardo Guimarães

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“Dizer que o nazismo foi de esquerda é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, segundo Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário disse recentemente à BBC.

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Na verdade, é mais do que isso. Não é só ignorância. Não raro, essa releitura histórica absurda é espargida por nazistas “naturais” que não sabem que são nazistas – e muito menos o que foi o nazismo.

O nazismo entrou em pauta por conta dos choques de neonazistas e supremacistas brancos contra grupos antirracistas na cidade universitária norte-americana de Charlottesville.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado(12). Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Vale ver ou rever reportagem sobre o caso para entender a origem de um surto que acometeu a direita xucra tupiniquim, nazifascista pela própria natureza.

Sou nazista, sim“, berrava o MBL norte-americano no último sábado (12). Os nazistas ianques pelo menos sabem que são nazistas. Os daqui, além de não saberem imputam sua ideologia – e os próprios métodos – à esquerda, em um rasgo quilométrico de burrice, falta de instrução e problemas psicológicos sérios.

Uma mocinha no Twitter definiu bem o que acontece no Brasil

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Mas, afinal, o nazismo foi um movimento de esquerda ou de direita? Há uma corrente nova de historiadores que fala em “confusão de conceitos” e afirma que o nazismo se apresentava como uma “terceira via”, não sendo, portanto, “nem de direita, nem de esquerda”…

Igualzinho ao partido inventado por Gilberto Kassab.

“Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial para enfrentar o socialismo marxista que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917, afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Porém, como no caso da Venezuela, não importa quantas provas apareçam que a direita xucra não aceita e fica repetindo – e contaminando outros ignorantes – que o nazismo foi de esquerda e que Hitler era uma espécie de Lula…

nazi 7Apesar de alguns dizerem que o nazismo também não gostava da direita, isso é ridículo. Eu e tantos outros aproveitamos a onda fascista que engolfou o Brasil em 2013 – e que ainda não refluiu – para estudar a ascensão do nazifascismo na Alemanha dos anos 1920, 1930 e sabemos que tudo isso é uma enorme besteira.

Por acaso o nazismo perseguiu empresários que não fossem judeus? Por acaso o nazismo perseguiu capitalistas? Não. O nazismo foi, também, uma caça interminável e irrefreável a judeus e comunistas. Essa era a base “popular” do nazismo: apontar judeus e comunistas como “inimigos da pátria” e jogar tudo de ruim nas costas deles.

Assim como fazem em um certo país gigante da América do Sul com comunistas e nordestinos.

A história não mente e seus fatos não comportam interpretações.

Em 8 de março de 1933, Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha cassando os mandatos de seus deputados. Dirigentes foram presos ou perseguidos e, uma semana depois, a agremiação foi proibida, segundo a Deutche Welle.

A tropa de assalto nazista marchou com suas tochas pelo Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler. Políticos conservadores não acreditavam que ele permanecesse por muito tempo no poder, mas o homem do uniforme marrom estava obcecado pela conquista do mundo e começou amplas reformas na Alemanha.

Ditadores tratam e começar suas ditaduras por uma onda de reformas, para salgar a terra em que antes vigia a democracia.

Poucos dias depois, no final de fevereiro, porém, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio. Os nazistas, muito provavelmente os autores do atentado, aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas contra os comunistas.

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O ministro Hermann Göring apresentou novas medidas voltadas principalmente contra os comunistas, acusados por Hitler de ser mentores do atentado incendiário.

Wilhelm Pieck, membro do Comitê Central, já havia advertido para o perigo nazista em 1932. Num apelo aos seus camaradas, sugeriu a movimentação em massa contra os fascistas e defendeu a aliança com a União Soviética.

No dia 15 de março de 1933, o Partido Comunista Alemão (KPD) foi proibido, colocado na ilegalidade, assim como fizeram as ditaduras militares sul-americanas no século passado.

De volta à Alemanha nazista, cada vez mais comunistas eram presos. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, prometeu, então, que não deixaria a perseguição aos opositores apenas ao encargo da polícia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento esquerdista reorganizou-se. Na Alemanha Oriental, comunistas e social-democratas criaram o Partido Socialista Unitário. De alguma forma, a República Democrática Alemã (RDA), dita Alemanha Oriental, foi resultado da perseguição de Hitler à esquerda.

No Brasil, a perseguição destro-midiático-nazifascista contra a esquerda e o comunismo tem muito da perseguição de Hitler à esquerda e ao comunismo alemães do início do século passado… Às vezes a história se repete como tragédia mesmo, como sugere o vídeo abaixo.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2017/08/direita-xucra-ignora-que-hitler-perseguiu-judeus-e-comunistas/

ESTARRECEDOR: ELEITORES DE BOLSONARO PREFEREM UM PRESIDENTE ACUSADO DE CORRUPÇÃO

03.08.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Kiko Nogueira

Voto de Bolsonaro contra Temer na Câmara causa revolta e debandada entre seus eleitores. Por Kiko Nogueira

O voto dos Bolsonaros Jair e Eduardo na Câmara a favor da denúncia contra Temer causou um curto circuito em seu eleitorado e uma debandada em massa.

Antipetistas, anticomunistas, pouco inteligentes e sobretudo com pânico de Lula, fãs de Bolsonaro preferem manter um corrupto amigo como Michel Temer.

Bandidos de estimação, desde que à direita, estão liberados na utopia fascista.

A reação forçou pai e filho a dar explicações.

Eduardo fez um vídeo no carro, dirigindo (alô, autoridades do trânsito). Reclamou que lhe passaram um “atestado de trouxa”, que “tem vergonha na cara” e que é preciso “um cara decente na presidência”.

Seu genitor escreveu nas redes tentando explicar a diferença entre votos “sim” e “não” para sua galera de analfabetos políticos.

A verdade é que ambos colaboraram com a estratégia de Michel Temer.

Como lembrou Lauro Jardim no Globo, deram quórum, garantindo o início da sessão que deveria matar a primeira denúncia.

Na sequencia, votaram pelo encerramento das discussões, garantindo que a votação começasse o quanto antes e, com isso, se encerrasse também rapidamente.

A fragilidade do discurso moralista é facilmente desmoronável e cheia de buracos populistas.

Até 2018, muita água sujar vai minar a candidatura da grande esperança branca da extrema direita, segundo colocado na pesquisas mais recentes.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/voto-de-bolsonaro-contra-temer-na-camara-causa-revolta-e-debandada-entre-seus-eleitores-por-kiko-nogueira/

QUEM É HONESTA CONSIGO MESMA RECONHECE O ÓDIO IRRACIONAL QUE UM DIA SENTIU POR LULA:O MEU ÓDIO AO LULA – TALVEZ VOCÊ SE IDENTIFIQUE

12.05.2017
Do portal BRASIL247
Por Cristina Diniz

Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se Presidente da República quando eu tinha 13 anos – entre 2003 e 2010 – e, nesses oito anos de mandato, senti muita raiva do sujeito. Não consigo lembrar exatamente desde quando ou por que, mas desde que me conheço por gente eu tenho uma certeza: que ódio desse Lula ignorante.

Em partes, porque minha família inteira o detesta também. Cresci ouvindo comentários da piada que ele era. De como supostamente arrancou um dedo só para ganhar um processo contra a fábrica que trabalhava. E, o mais chocante: porque não tinha educação. Como assim? Quer ser Presidente do Brasil e só fez até a quarta-série? Até eu já tinha passado da quarta-série. Diziam também que era analfabeto e não sabia escrever ou ler – circulava sempre uma sátira dele lendo um livro de ponta cabeças. Pessoalmente eu tinha minhas dúvidas em relação ao fato, afinal aprende-se a ler antes da quarta-série.

Outra razão e objeto de canalização do meu ódio era o partido que ele representava. *Insira um palavrão*, o PT. Quem conseguia apoiar o Partido dos Trabalhadores? Eu ficava revoltada porque meu número na chamada na escola foi o 13 por três anos seguidos. Também não gostava de vermelho e evitava a cor. Nunca me esqueço do ano em que, para as Olimpíadas do Colégio, minha turma teve que ficar com a camisa vermelha – e o meu número era o treze, imaginem que vergonha eu passei.

Oras, o PT e o Lula já eram a escória da sociedade brasileira mesmo antes de estarem no poder. Mesmo antes do Lula ser Presidente eu já odiava o Lula e nós já sabíamos que ele era um ignorante. A voz dele irritava, e o fato do partido dele representar a esquerda. Ah, a esquerda! – ameaçava a paz global. Pra ser sincera eu também não sei desde quando comecei a ver a esquerda como a representação do mal na Terra, porém eu tinha as explicações que recebia: Che Guevara comunista matou milhares, comunismo é satanismo e o MST é uma barbaridade. Ok, no fundo eu não sentia nem vergonha por não saber explicar o meu ódio.

Quando entrei na faculdade de Relações Internacionais em 2010, era ano de eleições. E com informação, meu ódio cresceu. O curso estava dividido entre PSDB e PT, e eu obviamente, andava pelos corredores com meu “Serra” no peito. Para meu primeiro trabalho importante como universitária, na aula de Introdução à Política Externa, me propus a estudar e promover o debate “As Propostas de Política Externa dos Candidatos a Presidente do Brasil” – José Serra e Dilma Rousseff (Deus me livre, a Dilma).

Em resumo, depois de dois meses de pesquisa a minha conclusão me irritou: basicamente a política externa de Lula e do PT estavam trazendo o país para o seu momento mais privilegiado no cenário internacional, e a proposta de Serra levava para outro caminho. Por fim, tentei disfarçar mas apresentei o estudo e a conclusão. Ainda assim votei pelo PSDB naquele ano, e ainda assim tive muita raiva e “ameacei sair do país” quando Dilma foi eleita. Também culpei o Nordeste analfabeto por não saber votar e comprar os votos pra ganhar esmola do bolsa-família.

E saí do país, fui fazer o primeiro intercâmbio (trabalhar em uma fábrica nos Estados Unidos) e, aprendendo melhor o inglês, também fiz um curso online oferecido pela ONU na época: Os Desafios da Fome no Mundo. No primeiro texto eu já queria desistir. “Caso de estudo Brasil: a política social que tirou o país do mapa da fome”. É claro que enaltecia o programa Bolsa Família e o ex-Presidente Lula. Será que os doutores conheciam o Lula e o PT? Ah, que raiva. Que raiva por que mesmo?

Quem nunca se sentiu uma pessoa ruim por odiar um alguém sem saber explicar o porquê? -Principalmente nós, mulheres, que fomos educadas para ver a outra como inimiga e ameaça, e o fazemos assim até a maturidade chegar através de informação e experiências (quando ela chega) – enfim, comecei a perceber então que o que agora mais me dava raiva era que eu não sabia do que estava falando. Afinal, o problema do Brasil era a desigualdade e vilão nesse caso poderia ser o neoliberalismo,mas não era o Bolsa-Família ou o Lula.

A minha ficha caiu quando realmente olhei para uma charge na Veja (a revista que meus avos assinam e eu lia assiduamente): O ex-presidente Lula aparecia montado em um jegue cheio de malas e bolsas, e a legenda “mais um nordestino que veio pra São Paulo sem saber o que fazia” me deixou horrorizada. Esqueci o político naquela imagem e lembrei que essa era uma referência a um povo. Que horror. Era isso que eu pensava. Racista e preconceituosa. Sem a menor empatia. Achando que eu era melhor porque estava no Sul do país. Que bom que eu só tinha 22 anos e ainda dava tempo de me desconstruir.

Ainda faço esse exercício quando me surpreendo com sentimentos negativos a algo ou alguém. Pergunto-me o porquê e espero saber responder com lucidez. Hoje, admiro o Presidente que Lula foi e acompanho a perseguição que sofre, enquanto outros políticos estão envolvidos em escândalos maiores, mas não causam nem metade da indignação. Eu não tenho problemas se o Lula for preso – se fez errado, que pague. Porém como disse uma amiga “se contra fatos não há argumentos, contra a falta a de provas, qual é o argumento?”.

P.S: É claro que toda vez que um texto que não ataque o Lula seja publicado já se espera ser rotulado como “defender bandido”. Mas aí isso já é analfabetismo funcional, e tudo bem, eu tento entender. Também já fui assim.

 Cristina Diniz

Bacharel em RELAÇÕES INTERNACIONAIS – UNIVALI/Santa Catarina

Global Development Specialist na Youth for Understanding

Austin, Texas, 11 de maio de 2017

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/295219/O-meu-%C3%B3dio-ao-Lula-%E2%80%93-talvez-voc%C3%AA-se-identifique.htm

Reitor responde a Marco Villa: Vá estudar!

28.10.2016A
Do BLOG DO MIRO

Do blog Viomundo:

Em comentários em programa da rádio Jovem Pan (aqui), o comentarista Marco Antônio Villa critica veementemente as universidades públicas criadas nos governos Lula e Dilma. Ele foca principalmente na Unilab – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira e no curso de Pretagogia.

Segundo o reitor recentemente eleito da Unilab, o professor Afonso Ferreira Junior, os argumentos usados por Villa não condizem com a realidade dessas universidades públicas.

Por isso, decidiu responder as críticas do comentarista em carta aberta, que segue abaixo:

***

Porto, Distrito do Porto, Portugal
Ao comentarista Marco Villa,

Uma carta aberta,

Escrevo para um professor aposentado de uma universidade costaesilvista (Universidade Federal de São Carlos) ou de uma universidade do Emílio Garrastazu Médici (Universidade Federal de Ouro Preto).

Qualquer destas classificações, utilizando o seu próprio argumento, cairiam-lhe bem, mas seria desonesto com os meus amigos, colegas e adversos da UFSCar e da Ufop.

Fui professor de uma universidade lulista – denominação dada pelo senhor em entrevista sobre algumas universidades públicas – a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (a única do Norte de Minas) e sou professor de uma universidade que, segundo o senhor ninguém conhecia: a lulista Unilab – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.

Não tenho como negar minha simpatia com essa alcunha a nosso doutor honoris causa e essa é a única parte que gosto em seus depoimentos, mas também seria descortesia acadêmica com vários de meus colegas, que pertencem a espectros políticos diferenciados, aceitar seu argumento.

É verdade que aqueles que defendem ditaduras, ou golpes, são poucos, mas sejamos sinceros, mesmo na velha casa, onde nos doutoramos, esses também são poucos. O senhor é um caso raro.

Vamos parar de falar de “nós”, de nossas opiniões folhetinescas e vamos falar da Unilab: a criação da Unilab é “um grande momento da história nordestina, onde os sertanejos lutaram para construir um mundo novo”.

Fiz um acochambrado na frase anterior para citar um historiador que, ao se aposentar, deve estar com alguma dificuldade.

Acho que esse historiador deveria ponderar o seu passado e a sua produção, um tanto quanto significativa, mas destruída pela sua briga política e midiática contra o Partido dos Trabalhadores.

Sei que essa briga começa lá na UFSCar e na Prefeitura de São Carlos, mas isso significa que, para questionar o projeto de um partido, o senhor vai questionar todas as universidades criadas por esses governos? Somos muitos. Não admira não poder visitar universidades nenhuma ultimamente.

Minha retórica ou a sua (panfletária, partidária, midiática) não pode associar uma universidade a um governo.

Isso é de um simplismo vulgar. Dizer que o Presidente da República é responsável por toda a produção intelectual de uma universidade, do contrário não seria universidade, seria apenas governo ou seu braço.

Lembro aqui que o ex-presidente Lula por vezes é acusado, por antipatizantes, de ser “analfabeto”.

Decidam-se. A Unilab propõe fazer integração internacional para além daquela que já existe e que foi objeto de nossa formação histórica: não sei se vale lembrar, mas se chama colonização.

Essa dúvida que o senhor não consegue entender, perceptível quando fala em outra universidade internacional (UNILA), envolve sim, no caso da Unilab, os Palop´s, o Brasil e o Timor-Leste, porque tivemos uma colonização em comum: a portuguesa.

A sua crítica à Pretagogia é fruto do racismo mais puro. É claro que o senhor participou dessas discussões e sabe que, ao dizer que somos ocidentais, exclui inclusive toda a África ocidental e remete à Europa como os países desenvolvidos.

Quantas categorias ruins mencionadas que para responder me bate muito cansaço.

O termo que o senhor diz que “não dá”, dá. Vai ter que dá porque estamos cansados de uma pedagogia apenas de brancos e para brancos.

Uma disciplina, em uma universidade do interior do Ceará e mesmo assim, não dá?

Isso é Universidade, Villa?

O senhor está preocupado com duas regiões sobre as quais faz chacota?

Está fazendo apenas graça com a produção intelectual de centenas de doutores? Se não faltou, deve ao menos ter escutado falar de um professor chamado Florestan Fernandes.

Lá, na escola dos franceses, ele falava de negros no mundo de brancos.

Esse termo, Pretagogia, para a sua ciência, foi cunhado na Universidade Federal do Ceará, nossa tutora, universidade varguista.

Dito isso, sua produção deveria indicar certo apreço pela Universidade Federal do Ceará, mas não.

O senhor também fere essa instituição como se toda a produção do mundo viesse da USP. Universidade que nunca o aceitou. Por isso, não a defende tanto assim.

Claro que nada disso é sua preocupação e não lhe interessa conhecer a Unilab, que assevera ter tomado conhecimento pesquisando na noite anterior ao programa.

Sua preocupação não é essa. O senhor precisa atingir o Lula e depois terminar seus dias como comentarista de rádio. Não mede atos, nem consequências. E um ex-professor da UFSCar ou um profissional das comunicações não pode ser inconsequente.

“Com tal gente, era melhor tê-lo deixado morrer só e heroicamente num ilhéu qualquer, mas levando para o túmulo inteiramente intacto o seu orgulho, a sua doçura, a sua personalidade moral, sem a mácula de um empenho que diminuísse a injustiça de sua morte, que de algum modo fizesse crer aos seus algozes que eles tinham direito de matá-lo.”

Permita-me utilizar um denominado na época como mestiço, Lima Barreto, para fazer um pouco de Pretagogia, preconizando o seu triste fim.

Não espalhe para ninguém, mas em um passado distante, eu já o citei. Por sorte, o sábio professor Fernando Novais, que me orientou no mestrado (Unicamp) e doutorado (USP) rasgou o meu projeto de mestrado e não existe registro desse fato.

Estou citando um professor em comum para questionar a sua estranheza em dedicarmos 120 horas para os estudos da diáspora, que não significa apenas escravidão.

Eu me pergunto, estudamos em programas vizinhos, que o senhor valoriza pela formação francesa, ou, através da missão de Claude Levi-Strauss e Fernand Braudel et alli, oui.

Eu lhe pergunto em belo sergipanês: gazeou as aulas, Villa?

Em determinado momento, a grande crítica do programa de História Social da USP era a carga dedicada ao estudo sobre escravidão e o senhor grosseiramente associa escravidão a toda a diáspora africana e acha uma carga horária em excesso? Jura, Villa?

Aqueles estudos com o Jobson não lhe renderam nada? Só eu e o senhor, naquele café da FFLCH, está de sacanagem?

Lição que aprendi com o Novais era sobre um professor que escrevia três dias por semana, passava três dias em programas de TV e rádio, no sétimo dia, como um Deus, descansava e se dedicava as coisas mundanas.

Vila, o senhor lê quando? O que a profa. Maria Lígia acharia da (des)importância que dedica à América Latina e à nossa co-irmã, a Unila? Quer matar a professora de desgosto?

Gostas tanto da Europa e dos países “desenvolvidos”, Villa, que não consegues compreender que isso aqui virou uma grande diáspora e as universidades europeias – neste momento, lhe escrevo de uma dessas – estão direcionando estudos para as diásporas e com a presença de um Centro de Estudos Africanos. Vou escrever aquilo que falo aos meus alunos: vá estudar, Villa.

Mais estranho ainda é um nacionalista sem igual, vestidor de camisa verde amarela, não questionar a filosofia do football, os estudos de música clássica, a filosofia da bola ao cesto ou basketball, mas questionar a filosofia do samba ou filosofia da capoeira.

Caia pra dentro da roda ,Villa, vou te mostrar meu pulo do gato: “quem não gosta de samba, bom sujeito não é; é ruim da cabeça ou doente dos pés”.

Essa é e será uma universidade diferente. Nem o campo de oliveiras da entrada da Acrópole, em Atenas, tem dúvidas de que existe algo além da filosofia grega. Vá estudar, Villa. “Meninos eu vi”! Sugiro Unilab ou Unila para aprender algo.

Fernando Afonso Ferreira Junior
Professor do Instituto de Humanidades e Letras da Unilab
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira.
Pós-doutorando do Centro de Estudos Africanos da Flup-Universidade do Porto
Doutor em Ciências (História Econômica) da FFLCH-USP.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/10/reitor-responde-marco-villa-va-estudar.html

Bresser: “A PEC 241 é feita para a classe rica que patrocinou o golpe e essa onda de ódio”.

27.10.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 21.10.16
Por 

Bresser

Luiz Carlos Bresser Pereira foi entrevistado no programa do DCM na TVT desta semana.

Bresser nos recebeu em sua casa no Morumbi na tarde em que Cunha foi preso, um dia depois do artigo de Lula na Folha, intitulado “Por que querem me condenar”.

Ex-ministro da Fazenda no governo Sarney e ministro da Reforma do Estado e, depois, da Ciência e Tecnologia de FHC, Bresser tomou o caminho oposto ao dos ex-colegas.

Enquanto eles foram para a direita, Bresser tornou-se um crítico contumaz do que chama de desmonte do estado social brasileiro. Fundador do PSDB em 1988, saiu em 2011. Posicionou-se firmemente contra o golpe e esteve presente a diversos atos pela democracia — mantendo suas discordâncias relativas ao rumo da economia sob Dilma.

“Cunha tinha que ser preso, já era esperado com a ficha corrida que ele tem”, diz ele.

“Isso pode servir para alegar imparcialidade na hora de pegar Lula. O objetivo da Lava Jato é atacar o PT e Lula. O PT eles já pegaram. Do Lula, não encontraram nada. Insistem em dizer que ele é chefe de uma ‘organização criminosa’. Gastaram milhões e encontraram o sítio que ele usou emprestado e o apartamento no Guarujá. O artigo dele à Folha é coisa de estadista”.

Bresser acredita que há uma caça às bruxas contra a política. “Um país que tem a classe política desmoralizada pela direita e pela esquerda é um país sem rumo”, afirma.

A PEC 241 serve, em sua opinião, para atender “a classe rica dominante que patrocinou o golpe e essa onda de ódio”.

“Eles dizem que temos uma crise fiscal. Temos, na verdade, uma dívida fiscal causada por uma imensa recessão. As causas foram a queda do preço das commodities no segundo semestre de 2014”.

“A PEC não vai ter nenhum efeito agora. O objetivo é desmantelar o estado do bem estar social e destruir o SUS e a educação fundamental.”

A alternativa, segundo ele: “Imediatamente baixar a taxa de juros e abrir linha especial de crédito para salvar as empresas, para elas saírem do buraco”.

“Isso tudo é a aplicação da cartilha neoliberal. O neoliberalismo só é eficiente quando há perda de controle das finanças públicas, o que não é o nosso caso. A crise financeira agora é das empresas, e não do estado. A política liberal nunca promoveu desenvolvimento econômico no mundo. Sempre fracassou, mas é uma religião para o setor financeiro, para rentistas e para os economistas orgânicos desse capital rentista”, enumera.

Em sua opinião, o artífice da PEC não é o governo Temer. Há uma espécie de prestação de contas.

“O PMDB não tem ideologia. Quando o PSDB perdeu as eleições e Aécio pediu o impeachment, o Moreira Franco falou: ‘Essa é a nossa chance. Vamos fazer uma profissão de fé neoliberal e ganhar a confiança dos rentistas. Aí fizeram aquele documento ‘Ponte Para o Futuro’”, diz.

O grande estelionato eleitoral está sendo cometido por Michel Temer, considera o professor. “Se ele foi eleito como vice de Dilma, como pode estar fazendo agora exatamente o contrário do que vinha sendo feito?”

Ele guarda amizade por Fernando Henrique Cardoso (não lhe pergunte sobre Serra), que não encontra há tempos. Mas de sua antiga agremiação partidária quer distância.

“O PSDB é a UDN atual. É um tipo de partido que, para o Brasil, é um desastre. Eles não têm nenhuma ideia de nação, não têm nenhuma ideia do que seja a defesa dos trabalhadores e dos pobres. É um partido elitista, dependente e colonialista”.

Eis os destaques do programa:

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/bresser-a-pec-241-e-feita-para-a-classe-rica-que-patrocinou-o-golpe-e-essa-onda-de-odio-por-kiko-nogueira/

A CLASSE MÉDIA ESTÁ DE PARTIDA

13.10.2016
Por Zuggi Almeida*
Recebido via whatsApp

A classe média afivelou as malas. Vai fazer uma longa viagem e não sabe se volta (isso, se puder retornar ! ).

Ela parte deixando para trás a ilusão que pertencia a elite e que imitando hábitos e trejeitos de uma casta superior poderia posar de rica.

Se despede do apartamento de três quartos financiado na zona nobre da cidade. Na garagem fica o carro bacana com as prestações atrasadas. Adeus ao sonho de ver o filho formado fazer uma pós-graduação no exterior.

Ela embarca com a incerteza de adquirir a aposentadoria e sem saber se vai continuar a pagar o plano de saúde da família.

Esse momento exige desapego dos mimos das grifes importadas, dos jantares creditados nos cartões, das viagens internacionais.

A viagem de agora é pra ‘não sei pra onde’.

A classe média tem um semblante de esposa traída, bem pior, o ex-marido já mantinha um casamento oficial, anterior ao dela. Muito duro. Difícil de acreditar.

A classe média perdeu a voz, o ímpeto, a arrogância. Hoje anda disfarçada e correndo das câmaras de tv, das postagens indignadas nas redes sociais. Sumiu das ruas e das sacadas.

A classe média se despede levando apenas duas coisas na mala: uma camiseta da seleção brasileira e uma panela.

Good bye.

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“Quem não tem dinheiro, não faz universidade”, diz deputado do PTB

12.10.2016
Do portal da Revista Fórum
Por Redação

“Quem pode pagar vai pagar. Os meus filhos vão pagar”, afirmou Nelson Marquezelli (PTB-SP) ao justificar seu voto a favor da PEC 241.

Dep. Nelson Marquezelli

O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou nesta segunda-feira (10), pouco antes da votação da PEC 241, vai congelar os investimentos em saúde em educação pelos próximos 20 anos, que “quem não tem dinheiro não faz universidade”.

“Quem pode pagar vai pagar. Os meus filhos vão pagar. Quem não tem dinheiro não faz a universidade”, disse o deputado.

Questionado a respeito dos cortes na saúde, o parlamentar disse que as “pessoas têm que se cuidar” ao invés de reclamar.

“Como que não tem? Se cuida! Eu vi um cara reclamando aí com um cigarro na mão, reclamando que não é atendido. O cara fuma três maços de cigarro por dia…”, completou.

Assista o vídeo:

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Funeoficial%2Fvideos%2F1397188400308614%2F&show_text=0&width=400

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/2016/10/12/quem-nao-tem-dinheiro-nao-faz-universidade-diz-deputado-do-ptb/