CRIADOR DA CAMPANHA DO PATO DELATA SKAF E APONTA FRAUDE NO SISTEMA S

09.11.2017
Do portal BRASIL247

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/326487/Criador-da-campanha-do-pato-delata-Skaf-e-aponta-fraude-no-Sistema-S.htm?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical

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Altamiro Borges: Aos poucos, brasileiros se dão conta de que foram patos do Skaf, do MBL e do Vem Pra Rua

29.03.2017
Do blog VI O MUNDO

“Seu vagabundo, Lula da Silva, nós não temos medo! Sua ladrona, sua vagabunda, mentirosa, Dilma Rousseff, nós não temos medo! Seu Gilmar Mendes, nós não temos medo! Vagabundo!” Marcelo Madureira, discursando na Paulista

Por que a marcha fascista foi um fiasco?

Por Altamiro Borges, em seu blog

As marchas das seitas fascistoides neste domingo (26) foram um fiasco. Um baita fracasso!

Até a mídia golpista, que deu total apoio a estes grupelhos na cruzada pelo impeachment de Dilma, foi obrigada a reconhecer o mico.

O Estadão, por exemplo, registrou: “Manifestação em Brasília atrai apenas 630 pessoas, ante expectativa de 100 mil”. E ainda ironizou: “O volume de manifestantes foi praticamente o mesmo do efeito policial para fazer segurança durante o protesto”.

No mesmo rumo, o site da Folha destacou: “Em protesto com baixa adesão, manifestantes defendem Lava Jato e criticam Congresso”. Quem melhor sintetizou o fiasco, talvez sinalizando que já decidiu abandonar os fascistas mirins, foi o site G1, da golpista famiglia Marinho:

“No Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas foram à praia de Copacabana, na altura do Posto 5, para apoiar a operação Lava-Jato, as reformas previdenciária e trabalhista, e protestar pelo fim da corrupção. Em Maceió (AL), um grupo de 30 pessoas foi à praça Sete Coqueiros, na orla da Ponta Verde. Já em Campo Grande (MS), organizadores e Polícia Militar estimam que 400 pessoas tenham comparecido. Belo Horizonte (MG) contou com presença de 500 pessoas, em estimativa da PM… Belém teve passeata com 300 manifestantes… Em Salvador (BA), um grupo de aproximadamente 1.500 pessoas, segundo organizadores, se reuniu na Barra. A manifestação de Brasília (DF) recebeu 500 pessoas, de acordo com a secretaria de Segurança Pública”.

https://player.vimeo.com/video/210599665?title=0&byline=0&portrait=0

Vídeo enviado por Igor Felippe

Os líderes das duas principais seitas organizadoras – Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua – nem conseguiram esconder sua frustração com a baixíssima adesão. Eles anunciaram que o ato em São Paulo, por exemplo, reuniria mais de 100 mil otários e a Avenida Paulista ficou vazia.

E olha que os sinistros grupelhos investiram muita grana, com mais de dois meses de agito nas redes sociais e pesada logística – com o desfile de seis caminhões de som. Novamente, eles não explicaram a origem dos seus recursos financeiros.

No maior cinismo, o chefete do MBL, Kim Kataguiri – já apelidado de “Kinta Katiguria” –, culpou os jogos do Campeonato Paulista e os shows do Lollapalooza no Autódromo de Interlagos pelo esvaziamento da marcha.

As razões do fiasco, porém, são outras. Muitas pessoas que foram às ruas na campanha pelo “Fora Dilma” já perceberam que foram ludibriadas por estes grupelhos ultraliberais e fascistoides. Elas serviram de massa de manobra, de verdadeiros “patos”, para a concretização do “golpe dos corruptos”, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer.

Mais atentas, elas também souberam – não através da mídia privada, que tentou ofuscar a pauta das marchas – que elas foram convocadas para defender as reformas previdenciária e trabalhista.

Errar uma vez é humano; duas vezes, é pura idiotice. Até o “coxinha” mais tacanho percebeu que o protesto serviria para retirar seus direitos e para reforçar as maldades do covil golpista.

O apelo à pressão em favor da midiática Lava-Jato também não convenceu muita gente.

A cada dia fica mais evidente, como atestam recentes pesquisas de opinião, que o “juiz” Sergio Moro serve aos interesses escusos da quadrilha de Michel Temer e “tem um caso” com Aécio Neves e outros tucanos de alta plumagem.

Os abusos do poder e o exibicionismo de setores do Ministério Público Federal e da Polícia Federal – como na desastrosa operação “Carne Fraca” – também já começam a gerar desconfiança até nos “midiotas” mais vulneráveis às manipulações da mídia falsamente moralista.

Estes e outros fatores explicam o fiasco das marchas deste domingo e podem indicar uma mudança de clima na sociedade – para azar dos fascistas mirins do MBL, do “justiceiro” Sergio Moro e da quadrilha de Michel Temer.

Leia também:

Rui Costa, do PCO, pede 100 mil com Lula em Curitiba

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/altamiro-borges-aos-poucos-brasileiros-se-dao-conta-de-que-foram-patos-do-skaf-do-mbl-e-do-vem-pra-rua.html

CUT desmente Fiesp e rebate: ‘Vândalo é quem ataca direitos’

14.12.2016
Do portal REDE BRASIL ATUAL
Por Redação RBA

Em nota, central afirma que a acusação de que é responsável pelos ataques ao prédio da Fiesp é “uma tentativa de desmoralizar entidades comprometidas com os direitos da classe trabalhadora”

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Manifestantes protestaram ontem (13), na Avenida Paulista, contra a aprovação PEC 55 no Senado

São Paulo – A CUT desmentiu hoje (14) a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que acusou a central de liderar a depredação do prédio da Fiesp, ontem (13), na Avenida Paulista, durante ato contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55. Em nota, a CUT afirma que a acusação é “mais uma tentativa de desmoralizar e desacreditar entidades comprometidas com os direitos da classe trabalhadora”.

No texto da Fiesp, a Federação diz que sofreu “um ataque criminoso e violento liderado por vândalos que portavam bandeiras do PT e da CUT”. Entretanto, a CUT também desmente a nota e afirma que nas imagens exibidas pelas emissoras de televisão não se vê “bandeiras, camisetas ou bonés da CUT”.

Leia a nota abaixo:

A CUT repudia veementemente a leviandade e a má-fé da Fiesp que, em nota, acusou a central de comandar a invasão da sede da entidade, na noite desta terça-feira (13) durante ato contra a PEC que congela gastos públicos.

Assistimos às imagens exibidas pelas televisões várias vezes. Em nenhuma delas, vimos bandeiras, camisetas ou bonés da CUT. Vimos apenas pessoas vestidas com roupas vermelhas.

Não somos vândalos, como a Fiesp afirmou. Somos defensores dos direitos da classe trabalhadora. Vândalo é quem ataca direitos sociais e trabalhistas. Vândalo é quem apoia a retirada de recursos da saúde e da educação, quem apoia a terceirização que mata e mutila trabalhadores. Vândalo é quem apoia ataques à democracia.

Todos os nossos atos são pacíficos e organizados. Em todos os atos fazemos reuniões com o comando da Polícia Militar, onde são definidos trajetos e tempo do ato. Já fizemos, inclusive, reuniões com a própria FIESP para evitar conflitos.

A nota da FIESP é mais uma tentativa de desmoralizar e desacreditar entidades comprometidas com os direitos da classe trabalhadora.

A FIESP é uma das principais responsáveis pelo golpe e mentiu para a população dizendo que a situação do País iria melhorar, se o impeachment fosse aprovado. Por causa das mentiras da FIESP, quem está pagando o pato é o povo brasileiro.

São Paulo, 14 de dezembro de 2016

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/12/cut-desmente-fiesp-e-rebate-vandalo-e-quem-ataca-direitos-4756.html

Jornalista desabafa: “Como ajudei a manipular opiniões e viabilizar o golpe”

01.09.2016
Do portal da REVISTA FORUM, 31.08.16
Por Elcio Cabral Melo, em seu Facebook

Assessor de imprensa, repórter e ghostwriter de presidente de federação de hospitais, que já publicou textos em veículos como Folha, Estadão e Valor Econômico, revela o passo a passo utilizado nesses jornais para manipular a opinião pública e legitimar o impeachment de Dilma Rousseff

hosptemer
 
Peço desculpas por ter colaborado com essa sujeira, e quero me justificar dizendo que eu estava tentando trabalhar honestamente, que entrei em depressão nesse trabalho e (ainda bem!) fui demitido.
 
Foi entre julho de 2014 e junho de 2015 que trabalhei como jornalista, assessor de imprensa, repórter e ghostwriter do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de SP) e Fehoesp (Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de SP) e lá ajudei a “aquecer o caldeirão” que colocaram a democraticamente eleita presidenta Dilma Rousseff.
 
Um golpe começa assim: você reúne os interessados e vai “queimando o filme” da presidenta em várias frentes, culpando-a de tudo que for possível, usando as televisões, os jornais, as rádios e os portais da internet. Um dos interessados na queda de Dilma era o meu chefe, Yussif Ali Mere Jr., bem como seus colegas diretores do sindicato e da federação.
 
Assim, tive de escrever coisas que abomino, e quem assinava era o presidente, ou vice, ou algum manda-chuva de lá. Consegui publicar as opiniões em jornais como “Folha”, “Estadão”, “Valor Econômico” e “O Globo”, entre outros.
 
Lembrando: eu era só um jornalista de uma pequena associação patronal. Muitos outros estavam fazendo o mesmo por aí, no Brasil todo. Exemplos: Fiesp, Fecomercio, Febraban etc…
 
PASSOS DA MANIPULAÇÃO
 
A) Desqualificar o alvo:
 
 – “Mere Jr explicou que 2015 é “o ano do ajuste de contas”, visto que a presidente Dilma Rousseff não tomou as atitudes cabíveis na economia no passado. ” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Presidente-fala-sobre-perspect…) e
 
 – “Os dados do TCU confirmam (editorial “As Falhas do Mais Médicos”) o que já era sabido: o programa Mais Médicos, de forte cunho ideológico e que liga o atual governo à ditadura cubana dos irmãos Castro, foi feito às pressas às vésperas das eleições e tem caráter eleitoreiro.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/O-Estado-de-S.-Paulo-destaca-o…)
 
 – “Em vez de leiloar ministérios para acalmar os ânimos dos partidos aliados –que de aliados não têm nada– o governo deveria anunciar as reformas políticas e ministeriais. Trocar favores, votos e cargos é uma barganha que faz mal à saúde.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Folha-de-S.-Paulo-destaca-opin…)
 
 – “Parabenizo o economista Arminio Fraga, cujas palavras desnudaram a tese falaciosa da candidata Dilma Rousseff. Por mais que haja, no governo atual, malabarismos financeiros, a verdade sempre surgirá, pois os números não mentem. É preciso manter olhos e ouvidos atentos.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Folha-de-SP-destaca-opiniao-de…)
 
 B) Impor a agenda de direita como se fosse solução para todos os problemas:
 
 – “O texto revela o mal que centrais sindicais estão provendo nas relações de trabalho. Políticas de bondade não levam ao crescimento. O país só integrará o rol dos desenvolvidos quando melhorar a produtividade.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Painel-do-leitor-da-Folha-de-S…
 
 C) Ignorar assuntos desconfortáveis como a Lei-Anticorrupção, enviando um subordinado em seu lugar:
 
 “Marcelo Luis Gratão, gestor do Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde (IEPAS), representou o presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, Yussif Ali Mere Jr, no 1º Seminário Lei das Empresas Limpas com Foco na Área da Saúde.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Lei-Anticorrupcao-e-tema-de-se…)
 
 D) Dar o tiro de misericórdia:

“Junto com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e outras centenas de entidades, o SINDHOSP, a FEHOESP e seus sindicatos filiados estão apoiando a campanha pelo “Impeachment Já!” da presidente da República, Dilma Rousseff.“ (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/SINDHOSP-e-FEHOESP-apoiam-mani…)

 E) Celebrar:
 
 Clique abaixo para ver foto do meu chefe com o golpista Temer
 
 
Foto: O presidente Mere Jr, do SIndhosp e Fehoesp, e Michel Temer
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Fonte:http://irineumessias.blogspot.com.br/2016/09/jornalista-desabafa-como-ajudei.html

Trabalhadores vão às ruas em todo o país nesta terça contra retirada de direitos

16.08.2016
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 
Por Redação RBA

Mobilização em capitais ocorre em frente às sedes de entidades patronais no país, contra a terceirização, reforma da Previdência e retirada de direitos da CLT
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Ato unificado: centrais constroem agenda comum de luta para ampliar força frente ao governo interino e ao Congresso

São Paulo – As oito centrais sindicais que representam os trabalhadores no país realizam hoje (16) atos nas capitais contra a perda de direitos trabalhistas e previdenciários, pretendidos pelo governo interino de Michel Temer e pelas bancadas conservadoras do Congresso Nacional. A mobilização será em frente às sedes das principais entidades patronais do país.

Em São Paulo, a concentração será às 10h, na porta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a concentração também será às 10h, no Boulevard Olímpico da Praça Mauá. Em Salvador, o ato começará às 9h, em frente à sede da Federação das Indústrias da Bahia (confira agenda completa abaixo).

“A luta contra a perda de direitos trabalhistas e previdenciários faz parte de uma agenda comum em que as centrais sindicais estão trabalhando juntas”, afirmou hoje (15) o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio à Rádio Brasil Atual. “As mobilizações de amanhã visam justamente a construir um posicionamento unitário contra a redução de direitos. As centrais e os movimentos são favoráveis ao aperfeiçoamento da lei, a uma melhoria das condições gerais da legislação, mas nunca à redução, à retirada de direitos. Elas estão atuando juntas para poder avançar e conquistar esses direitos.”

Segundo Clemente, a unidade surge “para fazer o enfrentamento de uma agenda que será bastante difícil”. Entre os projetos que estão na mira do governo e do Congresso estão a reforma da Previdência, em que se cogita a adoção de uma idade mínima de 70 anos, a terceirização ilimitada e a prevalência do negociado sobre o legislado, o que ameaça os direitos previstos na CLT, e também o fim da política de valorização do salário mínimo.

As centrais que participam da mobilização de amanhã são CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT. Além das mobilizações nas sedes de entidades patronais, haverá paralisações nos locais de trabalho como bancos e fábricas – de uma, duas horas ou a manhã inteira.

“Os empresários financiaram o golpe de Estado e agora estão cobrando a conta. Acham que nós é que vamos pagar. Estão enganados. Esse pato não é nosso”, disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

Segundo Freitas, o Dia Nacional de Mobilização é um alerta ao governo e aos empresários. “Vamos resistir, vamos lutar para impedir o aumento da exploração e a retirada de direitos. A mobilização do dia 16 é um dos passos dessa resistência rumo a uma greve geral.”

Para ele, não é possível aceitar qualquer retrocesso nos direitos sociais. Uma das principais ameaças do momento é a tentativa de implantar o negociado sob o legislado. Neste caso, as relações entre empregado e patrão ditam as regras que ficarão acima dos direitos garantidos pela CLT.

“Não é porque os sindicatos têm medo de negociação ou são acomodados com a legislação. É porque o empresário brasileiro não avança para ter uma relação de igual para igual, muito pelo contrário. O que acontece hoje é uma campanha mundial contra os sindicatos”, argumentou Freitas.

“Aceitamos o negociado sob o legislado, desde que seja negociado com o trabalhador mais do que está na CLT. Aceitamos desde que seja uma proposta melhor para o trabalhador, nada mais do que isso”, alertou o presidente da CUT.

Manifestações pelo país

Alagoas
8h – Casa das Indústrias de Alagoas

Bahia
9h – Em frente à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) com todas as centrais

Mato Grosso
17h – Ato na Praça Ipiranga, centro de Cuiabá

Mato Grosso do Sul
9h – Paralisação e ato em Campo Grande.
13h – Audiência Pública na Assembleia Legislativa

Pará
8h – Concentração com café da manhã na Escadinha (Próximo à Estação das Docas).
9h – Caminhada pela Avenida Presidente Vargas, fazendo paradas em frente a bancos e agência dos correios. Termina com um ato em frente à agência do INSS de Nazaré.

Paraíba
15h – Parque Solon de Lucena, centro João Pessoa

Pernambuco
8h – Ato da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado (Fetape) na Secretaria de Agricultura
17h – Ato com a Frente Povo Sem Medo e Conlutas na Praça da Independência, centro do Recife

Piauí
Ato será no dia 23, às 8h, na Praça do Marques

Rio de Janeiro
10h – Bancários vão lançar a campanha salarial e a CUT vai se incorporar na atividade, no Boulevard Olímpico, praça Mauá

Rondônia
Plenária das Mulheres Cutistas do estado em Ji-Paraná

Rio Grande de Sul
7h – Ato estadual unificado em defesa da CLT e da Justiça do Trabalho e contra a Reforma da Previdência, em frente à Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), na Avenida Assis Brasil, zona norte de Porto Alegre

Santa Catarina
13h – Ato em frente à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Florianópolis, com todas as centrais

São Paulo
10h – Ato em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/08/centrais-realizam-ato-conjunto-nesta-terca-feira-contra-retirada-de-direitos-257.html

O desespero de Sergio Moro é não poder matar ideias

07.08.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 02.08.16
Por Armando Rodrigues Coelho, GGN

juiz sergio moro ideias lula

A coruja teve um filhinho lindo.

Por um golpe de estado comprado por 45 dinheiros não se pode pedir certificado de garantia. As falhas aparecem por todos os lados. É como uma quinquilharia chinesa comprada no camelô, sem durabilidade, chinfrim, “fake in Mooca”. Jamais será o que pretende ser e vai sempre mostrar a identidade – é falso. Assim como o golpe assinado por mais de 300 bandidos, endosso por Cunha, Fernandinho Beira-Mar, coxinhas e seus asseclas.

Um golpe de 45 dinheiros, que traz o número de uma quadrilha impune, intocável, repleta de bandidos de estimação da grande mídia e da Polícia Federal. Amiga do caloteiro pato da Fiesp, hoje murcho e silente como os paneleiros. Os delegados da PF, que nos grupos fechados já sabiam há tempos do golpe “que viria através dos Estados Unidos”, estão caladinhos. Falavam grosso com Dilma e hoje, nem fino falam com o impostor Temer, sem um centavo a mais no orçamento pessoal ou institucional.

Não é golpe, dizem. Mas o partido que perdeu as eleições está no governo, vale o programa político rejeitado nas urnas. A podridão do truque dos magos está escancarada, a crise não é mais crise e qualquer escândalo sobre os ladrões golpistas pode ser abafado com notícia falsa contra o estadista, herói do povo Lula – o cidadão mais perseguido da história do Brasil.

A sorrelfa golpista passa pelo escárnio, pela apressada venda do patrimônio nacional. Vai além dos 45 dinheiros, inclui ator pornô, desprezo pela cultura, bandidos assumindo postos-chaves. Constituição rasgada, a Corte Suprema é tão silente que dá até saudade dos circunspectos juízes que no passado eram maldosamente tratados como membros de um “grande balcão de negócios”, sensíveis a “embargos auriculares”.

Sacripantas e sibaritas comemoram a volta do Brasil ao ideário do Século 19. Pobre do estudante de direito de hoje, que nos primeiros dias de aula aprende que o Direito Civil só serve para tornar o rico mais rico e o Direito Penal para perseguir o pobre. A lei contra o terror é o próprio terror. Foi aprovada por um governo acuado, que de tão acuado sancionou a lei que impede o povo de lutar pelo resultado das urnas. Faces de um golpe sujo e calculado, que ora se apresenta como assalto a mão armada numa quebrada qualquer, ora com requintes de quem faz um túnel para roubar o Banco Central e ora como festa de estelionatários depois de enganar e roubar vítimas.

Tudo isso em clima de Farsa Jato – pirotecnia falso moralista para acabar com o PT e prender Lula.

Perda de tempo! Crucificaram Cristo, mas o Cristianismo sobreviveu. Mataram Tiradentes, mas seu ideal cruzou os séculos. Mataram Zumbi, mas um negro, mesmo sujeito a críticas, chegou à ex-Corte Magna. Assim, permito-me mandar um recado a um tal Sérgio Moro e sua trupe, inspirado na peça “Liberdade, Liberdade” (Flávio Rangel e Miloor Fernandes).

“O Cristo morreu na cruz, mas o cristianismo se transformou na maior força espiritual do mundo. Galileo Galilei cedeu diante da Inquisição, mas a Terra continuou girando ao redor do Sol, e quatro séculos mais tarde, um jovem tenente anunciou da estratosfera que a Terra é azul. Anne Frank morreu, mas Israel ressurgiu da cinza dos tempos… Depois da segunda guerra mundial tornaram-se independentes treze nações asiáticas e trinta e quatro nações africanas…”

Portanto, Sr. Sérgio Moro, não se matam ideias. O Cristianismo não morreu na cruz, do mesmo modo que qualquer truculência contra Lula ou o Partido dos Trabalhadores (ao qual não sou filiado e nem tenho procuração para defender), só vai lhe servir para promoção pessoal diante de medíocres. A força, o ideal de fraternidade que nos impulsiona, sobreviverá como cobra de vidro à tirania do golpe.

Não será prendendo Lula, fechando diretório, calando jornalistas que se mata uma ideia. Prende-se, matam, torturam e desmoralizam-se pessoas, mas o que nos move é um sentimento de fraternidade. Não tem nada a ver com dinheiro nem grana da Petrobrás, não se esgota em siglas, nem o PT é isso que a mídia diz. Sobrará sempre uma semente do Lula ou algo parecido para infernizar vossa ganância. E tem mais: se precisar, a gente volta a vender estrelinhas de novo… Lamento frustrar o paparicado “magistrado”. Assim mesmo, sem data vênia, entre aspas e com letra minúscula.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/08/o-desespero-de-sergio-moro-e-nao-poder-matar-ideias.html

VENDILHÕES DA PÁTRIA:Não é tiro no pé. É o “brazil”

01.08.2016
Do portal BRASIL247
Por MARCELO ZERO

Beto Barata/PR: <p>Brasília - DF, 30/06/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante encontro com representantes da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil - CACB. Foto: Beto Barata/PR</p>

O ótimo artigo da jornalista Eleonora de Lucena, no qual se afirma que as nossas elites estariam dando um tiro no pé ao apoiar o golpe que conduzirá o país a um grande atraso social, político e econômico, causou grande impacto.

Com efeito, qualquer pessoa medianamente informada está se perguntando como essas “elites” podem ser tão cegas a ponto de apostarem nesse enorme retrocesso social e político? Como pode o sacrifício da própria democracia ser uma “saída” para a crise política? Como pode o retorno da nossa grotesca desigualdade histórica ser uma “ponte para o futuro”? Como pode a associação subalterna ao capital internacional e à única superpotência do planeta ser uma afirmação dos interesses do Brasil?

Mas a questão não é tão simples assim.

Em primeiro lugar, o capitalismo é um sistema “cego”, intrinsecamente desequilibrado, que gera inexoravelmente desigualdades e contradições. O mercado, essa reificação que justifica tudo, nada mais é que um bando anômico de lemingues vorazes e míopes, sempre disposto a cometer suicídio coletivo. A lógica da acumulação é cega, não tem plano, não tem nacionalidade, não tem equilíbrio, não tem estratégia de longo prazo. É por isso que o capitalismo é um sistema de crises periódicas, frequentemente profundas e destrutivas. É por isso que esse sistema gera, de forma reiterada, bolhas especulativas descontroladas.

Assim, faz parte da natureza do capitalismo atirar sistematicamente contra os próprios pés.

Contudo, nos países mais desenvolvidos, especialmente os da Europa Ocidental, conseguiu-se estabelecer, ao menos durante algum tempo, um controle político desse sistema, que lhe conferiu algum equilíbrio, civilidade e capacidade de planejamento. Principalmente após a Segunda Guerra Mundial, os países dominados pela socialdemocracia conseguiram distribuir renda, construir um Estado do Bem-Estar, afirmar seus interesses nacionais, planejar seu futuro e evitar crises profundas e duradouras. Os lemingues foram domesticados e controlados com políticas keynesianas, sindicatos robustos de trabalhadores, e um sistema político que conseguia representar, ainda que com assimetrias, os interesses da maior parte da sociedade.

Essa “Era de Ouro”, como a denomina Hobsbawn, começou a ser destruída a partir da década de 1980 com as políticas neoliberais, que quebraram a espinha dorsal dos sindicatos, reduziram os controles democráticos sobre os mercados, deram autonomia aos bancos centrais, desregulamentaram o capital financeiro em nível mundial, diminuíram as funções do Estado, aumentaram a influência do poder econômico sobre o poder político e impuseram sua hegemonia no cenário internacional.  Os resultados maiores foram o grande aumento das desigualdades e a “financeirização” e desregulamentação da acumulação do capital. Soltaram os lemingues. “Atiraram nos pés”.

A regressão econômica, social e política foi avassaladora. Piketty e outros mostram que o capital deste século, novamente desregulamentado, voltou a ter os grotescos níveis de desigualdade de renda e patrimônio que tinha ao final do século XIX. A presente crise, a pior desde 1929, é consequência direta dessas políticas neoliberais desregulamentadoras e concentradoras.  Ironicamente, o país que mais se desenvolveu nas últimas décadas e que melhor resiste à crise é a China, que tem o que a The Economistchama apropriadamente de “capital confinado”.

Atualmente, a hegemonia econômica e ideológica dessa acumulação desregulamentada é, com nuances, praticamente mundial. O “tiro no pé” é internacional, embora doa mais nos mais fracos, como a Grécia.  No Brasil, porém, há um sério agravante. Ao contrário do que aconteceu em vários países desenvolvidos, principalmente europeus, aqui nunca tivemos de fato uma “burguesia nacional”, uma elite progressista, capaz de liderar um processo robusto e continuado de afirmação dos interesses do país no cenário mundial, incorporar as massas ao mercado de consumo, promover a cidadania social e acolher os interesses de todos os segmentos sociais na representação política.

Nosso capitalismo nunca teve uma Era de Ouro. Nosso capitalismo sempre foi de chumbo: dependente, excludente, marginalizador, autoritário e, sobretudo, extremamente violento. Nunca produziu uma utopia, uma “revolução burguesa”. Sempre foi distópico.  Nunca gerou um Brasil com b maiúsculo e s. Ficou apenas no “brazil”.

Tivemos, é claro, espasmos de verdadeiro progresso. Getúlio, odiado pelas elites, foi quem implantou a indústria de base e criou a Petrobras. Juscelino, também muito combatido, foi quem implantou a indústria automobilística. Jango caiu porque, entre outras coisas, tentou fazer uma reforma agrária.

Ironia das ironias, foi nos governos do Partido dos Trabalhadores que o país chegou mais perto de ter algo parecido a uma “revolução burguesa”, a um capitalismo mais inclusivo, democrático, capaz de eliminar a pobreza, distribuir renda de modo sistemático e produzir um ciclo de desenvolvimento relativamente autônomo.  Durante um breve período, parecia que o país teria um ciclo de longo prazo de verdadeiro desenvolvimento para todos os seus cidadãos, parecia que a nossa Índia migraria para nossa Bélgica, parecia que o “brazil” viraria Brasil.

Bastou, entretanto, que a crise mundial se agravasse, que o ciclo das commodities acabasse, o crescimento minguasse e as taxas de lucro se reduzissem para que o “brazil”, que havia somente tolerado (mal) o PT e o Brasil, mostrasse de novo suas velhas garras e passasse a exigir o retrocesso.

O golpe veio para destruir tudo. Não veio apenas para acabar com a democracia política. Veio para acabar com nossa incipiente democracia social. Veio para acabar com a saúde pública, a educação pública, a previdência pública e os programas sociais. Veio para acabar com os direitos trabalhistas e previdenciários. Veio para tirar os pobres e os negros das universidades. Veio para tirar as crianças pobres da escola e devolvê-las às ruas. Veio para tirar os pobres do orçamento. Veio para acabar com a soberania e o patrimônio público. Veio para entregar tudo o for possível: pré-sal, terras, empresas públicas, reservas indígenas e tudo o que der lucro. O golpe veio para vender o Brasil e restaurar o “brazil”.

É tiro no pé? Do ponto de vista dos que apostaram na construção, no longo prazo, de um verdadeiro Brasil lógico que é. Mas não do ponto de vista e dos interesses do “brazil”.

O capital nunca foi sábio, mas sempre foi astuto.

O capital financeiro, os rentistas, os sonegadores da FIESP associados ao capital internacional, os exportadores de soja, os grupos políticos fisiológicos etc. sabem que o golpe pode lhes dar muito lucro. Privatizações, venda do patrimônio público, taxas de juros estratosféricas, abertura indiscriminada da economia, subida do desemprego, diminuição dos rendimentos do trabalho e redução dos direitos sociais podem ser muito lucrativas. A desigualdade, ainda que irracional e insustentável no longo prazo, pode restituir as taxas de lucro ao “brazil”. Golpe pode dar dinheiro. Em 64 deu tanto que deu até para pagar a propina aos torturadores.

Nesse sentido, o golpe e seu retrocesso monumental têm a astúcia rasa dos “cunhas”, o cinismo moralista dos sonegadores da FIESP, a desfaçatez míope dos que sempre venderam o país, a subserviência obtusa dos que querem inserir-se nas “cadeias mundiais de valor” como supridores de matéria-prima e mão de obra barata. O “brazil” do golpe quer um Brasil bem baratinho para vendê-los aos seus sócios internacionais. 

A resistência ao golpe não virá nunca dessa corja imunda de saqueadores, entreguistas, exploradores, sonegadores e cínicos. A democracia não será salva pela assembleia-geral de bandidos reunida no Congresso e tampouco pelas classes médias cooptadas ideologicamente pelo discurso hipócrita e neoudenista das classes dominantes e sua mídia falseadora.

Essa associação de ratos vorazes, de lemingues celerados, de punguistas da Nação, provinciana, inculta, preconceituosa, insensível às necessidades do povo e cuja única utopia é Miami não se importa em destruir o país e sua democracia, desde que possa pilhar impunemente as suas ruínas. Eles não dão somente tiros no pé, eles dão tiro no coração do Brasil para poder vender o seu cadáver. Eles sempre viveram do escracho ao país.

A resistência só poderá vir de baixo, dos trabalhadores, dos pequenos agricultores e comerciantes, dos negros, dos índios, das mulheres, daqueles que experimentaram o gostinho de serem cidadãos depois de 500 anos de opressão, daqueles que saíram do Mapa da Fome e de todos aqueles que vão sentir na carne as consequências da falta de democracia, de direitos, de empregos, de salários, de comida, de oportunidades e de respeito.

Mas o fato é que a luta de classes não está suficientemente escancarada nas ruas. Se estivesse, o golpe não passaria. A resistência ainda é débil e fragmentada. A mídia golpista falsifica pesquisas e manipula dados para convencer que a coisa está melhorando e os investidores pararam de apostar contra o governo, como faziam freneticamente até Dilma ser afastada. Os bandidos do Congresso agora desistiram das “pautas-bomba” e decidiram contribuir para a governabilidade. Por enquanto, o “brazil” parece estar ganhando do Brasil.

Lula disse que os pobres são solução, não problema. O problema é que os pobres foram apenas solução econômica, foram apenas consumidores. Os pobres serão realmente solução, solução definitiva, quando forem incorporados de fato ao sistema de representação política e conseguirem arejar os miasmas fisiológicos e conservadores do nosso Estado privatizado. Faltou o essencial: transformar a emancipação econômica e social em emancipação política.

Se isto acontecer, o Brasil salvará o Brasil.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/marcelozero/246898/N%C3%A3o-%C3%A9-tiro-no-p%C3%A9-%C3%89-o-brazil.htm