Aécio pressionou Temer para mudar comando da Polícia Federal

30.05.2017
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 

Novo áudio divulgado nesta terça-feira (30) revela que Aécio Neves (PSDB) sugeriu a Michel Temer (PMDB) que trocasse o comando da Polícia Federal. O senador também reclama do então ministro da Justiça, que deixou o cargo nesta semana, por ele não intervir na Lava Jato

aécio neves michel temer

Em conversa gravada e entregue à Procuradoria-Geral da República pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ao empresário que pressionou o presidente Michel Temer (PMDB) para que realizasse mudanças na Polícia Federal. As informações são da Folha de S.Paulo.

A conversa foi gravada no dia 24 de março, no Hotel Unique, em São Paulo. No encontro de Aécio com Joesley, o tucano disse ao empresário que o governo deveria aproveitar a crise gerada pela Operação Carne Fraca para fazer mudanças que incluíam a troca do diretor-geral da PF, Leandro Daiello.

Diante do comentário, Joesley ressaltou: “Não vai ter outra. Porque nós nunca tivemos uma chance onde a PF ficou por baixo, né?” Aécio concordou: “Aí vai ter quem vai falar, ‘é por causa da Lava Jato”’. No próprio comentário, o senador já emendou uma possível resposta que poderia ser dada pelo governo: “Não, é por causa da Carne Fraca”.

O nome de Daiello não é citado em nenhum momento da conversa, mas de forma cifrada, algumas referências são direcionadas a ele. “Tem que tirar esse cara”, disse Joesley. Aécio repetiu: “Tem que tirar esse cara”. Em um dos trechos, Aécio diz que “ele próprio [referência a Daiello] já estava preparado para sair”.

De acordo com Aécio, na conversa com Joesley, outros empresários estavam também preocupados e “pressionando” Temer pela mudança na PF. O tucano citou um jantar com o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, uma pessoa identificada como Pedro e Michel Temer.

“Pressionaram. A polícia tem que fazer um gesto. Errou. Não adianta os caras ficarem falando que não, a Polícia Federal tem que falar: ‘Ó, realmente foi um erro do delegado que, enfim, não dimensionou a porra. Era um negócio pontual. Em três lugares. Já está contido e tal’. O laudo, pãpãpã, e zarpar com esse cara”, disse o senador.

Na conversa, Aécio também faz críticas à nomeação de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça. De acordo com o senador, ele “não dá nenhum alô” – o comentário é uma referência a intervenção dele na Operação Lava Jato. Neste domingo (29), Temer tirou Serraglio do cargo e colocou Torquato Jardim.

Desde o dia 18 de maio, Aécio está afastado do cargo por uma decisão do ministro Edson Fachin, responsável pela Operação Lava Jato na Corte. A PGR havia pedido ainda a prisão preventiva do senador e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), mas o ministro negou. Alvo de seis inquéritos na Corte, Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em delação premiada.

Nos depoimentos de Joesley e de seu irmão Wesley Batista, Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. O empresário disse que o primeiro contato sobre o pedido do dinheiro foi realizado pela irmão de Aécio, Andrea Neves – presa em caráter preventivo desde o dia 18.

Congresso em Foco

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/05/aecio-pressionou-temer-para-mudar-comando-da-policia-federal.html

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CLASSE MÉDIA FOI ENGANADA PELA MÍDIA QUE FEZ “TRABALHO SUJO” DO GOLPE

20.01.2017
Do portal BRASL247

A hipocrisia de Globo, Folha e Aécio Neves na questão dos presídios

10.01.2017
Do blog O CAFEZINHO 
Por Pedro Lorenzi Breier

(A troça com os direitos humanos de repente perdeu a graça)

Por Pedro Breier, colunista político do Cafezinho

A onda de chacinas nos presídios brasileiros que abriu tragicamente 2017 transformou, não mais que de repente, os maiores representantes da direita brasileira em defensores dos direitos humanos.

Globo e Folha, em editoriais (aqui e aqui), e Aécio Neves, em sua coluna na Folha (aqui), deram um espetáculo de hipocrisia ao proporem soluções para que os massacres de presos não se repitam.

A Globo informa que “Dos mais de 600 mil condôminos das penitenciárias, 40% deles são presos provisórios, pessoas que, antes mesmo de serem julgadas, já amargam o cumprimento de penas que sequer se sabe se serão confirmadas em juízo.”

Só depois de tragédias horríveis como essas os Marinho perceberam o quão absurdo é o número de presos provisórios no país?

Na hora de fazer populismo penal para destruir os adversários políticos, como acontece desde 2014 na Lava Jato, as prisões provisórias são justas?

Sérgio Moro, provavelmente o juiz que mais manda prender provisoriamente no país, foi transformado em herói exatamente pela Globo, auxiliada, é claro, pelos demais integrantes do cartel midiático nacional, entre eles a Folha.

O jornal dos Frias citou relatórios que apontaram a precariedade das instalações, as péssimas condições para ressocialização e a falta de assistência jurídica e de saúde aos detentos no presídio de Manaus onde ocorreram 56 mortes. E defendeu penas alternativas e mudanças no enfoque prisional:

Esta Folha há mais de 15 anos defende a segunda via. Entende que a lei deveria evoluir no sentido de reservar a prisão a criminosos que recorrem a violência ou grave ameaça; os demais, cuja liberdade não representa perigo à sociedade, poderiam cumprir pena alternativa, desde que suficientemente dura e proporcional ao delito.

É uma ironia macabra.

Para derrubar o governo escolhido pelas urnas em 2014, o oligopólio midiático alimentou como nunca o pensamento de extrema direita da população.

As sugestões da Folha para evitar novos massacres, se propostas no meio de uma das micaretas coxinhas que foram convocadas pela mídia familiar e usadas para justificar o golpe, certamente provocariam reações iradas e violentas. Afinal, penas alternativas e condições dignas para presos é coisa de “defensor de bandido” para a esmagadora maioria do exército de zumbis midiáticos.

Aécio Neves, que já foi acusado de provocar a prisão arbitrária de jornalistas desafetos, também cita, em seu artigo, a proporção de presos provisórios e diz que “prisão deve ser lugar de justiça, não de vingança da sociedade”.

Aécio nem precisou defender isso para ser escorraçado da última marcha coxinha da qual tentou participar.

O sensacionalismo penal, as prisões midiáticas, a transformação de justiceiros em heróis, a ridicularização dos ativistas dos direitos humanos, a farsa do “país da impunidade”, a ausência de debate e reportagens sobre as condições desumanas das prisões e até mesmo a falta de moderação dos comentários abertamente fascistas nos portais geraram uma horda de defensores do “bandido bom é bandido morto” (dependendo do bandido, é claro).

Chamar de hipócrita quem vira defensor dos direitos humanos só depois do desastre consumado é pegar leve demais. É canalhice mesmo.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2017/01/10/hipocrisia-de-globo-folha-e-aecio-neves-na-questao-dos-presidios/

Lava Jato chega no ninho tucano, com delações contra Aécio e Serra

09.12.2016
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 11.07.16
Por Helena Sthephanowitz

Duas notinhas nos jornais de domingo (10) prometem tirar o sono dos tucanos de alta plumagem e pôr fogo em Brasília nos próximos dias 

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Continuamente blindados pela mídia, agora Aécio e Serra aparecem em delações. Haverá investigação?

A Folha de S. Paulo publicou uma pequena matéria ontem (10) que traz em sua manchete: “Executivos da Andrade falarão a Sergio Moro sobre obra erguida no governo Aécio Neves (PSDB), em Minas”. De acordo com o jornal, os executivos da Andrade Gutierrez estão com depoimentos marcados em Curitiba para os próximos dias 25 e 27. Eles foram convocados a depor sobre a construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, durante o governo Aécio Neves. Em negociações para fechar delação premiada, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, relatou suposto pagamento de propina durante a construção da obra.

Pelo relato da notinha, finalmente, o juiz Moro vai tomar conhecimento da “grande” obra de Aécio Neves nos oito anos em que permaneceu à frente do governo mineiro – entre 2003 e 2010 –, além dos dois famosos “aecioportos”. O palácio de governo faraônico, chamado Cidade Administrativa de Minas, foi estimado em R$ 500 milhões, mas a obra custou aos cofres público R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bilhão em 2010, corrigido pelo IGP-M), e ganhou dos mineiros até apelidos como Aeciolândia e Neveslândia.

O ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro disse nas negociações para o acordo de delação na Operação Lava Jato que vai relatar, com base em documentos, que pagou suborno a auxiliares do então governador de Minas Gerais, atual presidente do PSDB e senador Aécio Neves, durante a construção da chamada Cidade Administrativa.

Pinheiro ainda deu detalhes sobre o pagamento da propina: A OAS teria pago a Aécio 3% do valor recebido pela sua parte no empreendimento, construído por consórcios que reuniram nove empreiteiras em Minas. A OAS recebeu R$ 102,1 milhões, ou seja, a suposta propina seria equivalente a pouco mais de R$ 3 milhões. Segundo Pinheiro, a dinheirama era entregue por um operador da empreiteira – em dinheiro vivo – a um intermediário do senador.

Pela delação do executivo, Aécio Neves teria feito jus à fama de conciliador na construção de seu palácio faraônico: a divisão da obra bilionária, entre nove empreiteiras, transcorreu sem nenhum abalo de relacionamento, do começo ao fim da licitação e, posteriormente, durante as obras.

A divisão aparece de forma organizada: nenhuma empreiteira se repete, nenhuma ganhou a concorrência no lote da outra e cada consórcio construiu um dos três grandes prédios.

O senador tucano Aécio Neves, até então poupado nas delações de empreiteiros, tem sido ultimamente lembrado nas notas de jornais e comentários de delatores. A jornalista Monica Bergamo sugere que Aécio deu tiro no pé ao esquecer dos amigos.

De acordo com a colunista, integrantes da equipe que acompanha as delações, tanto dos executivos da Odebrecht quanto Léo Pinheiro, da OAS, acham que Aécio colocou fogo na Operação Lava Jato porque imaginava que ela só atingiria o PT. Pouco teria se importado com as empreiteiras.

Recados enviados inclusive por Marcelo Odebrecht, que dizia ser amigo do tucano, teriam sido desprezados pelo mineiro. Aécio Neves diz que não esteve com o empresário no ano passado… Mas esteve.

Serra na roda

A segunda nota foi publicada em O Globo: “José Serra aparece em delações da Odebrecht e da OAS”. Serra aparece nas duas “megadelações” que estão sendo negociadas, as da Odebrecht e OAS. As duas empreiteiras revelarão histórias de propinas em obras públicas nos tempos em que Serra (PSDB) era governador de São Paulo, entre 2007 e 2010.

No caso da OAS, a história a ser relatada gira em torno de uma propina negociada (e paga) diretamente entre Léo Pinheiro e uma pessoa muito próxima de Serra, que dizia falar em nome do então governador.

O rolo com a Odebrecht é relativo a um trecho do Rodoanel, a maior obra viária de São Paulo. A Odebrecht promete detalhar a propina que teria dado ao homem-bomba de José Serra, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, o controverso ex-diretor da empresa que administrava a construção de rodovias no estado, a Dersa.

Léo Pinheiro citou o senador e atual chanceler interino nas negociações para firmar acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. O tucano integra uma lista de quase uma centena de políticos sobre os quais a empreiteira promete dar informações detalhadas de contribuições para campanhas eleitorais.

Serra pode aparecer também na delação da Odebrecht. Ele já constava da lista de mais de 200 políticos que foi obtida em operação de busca e apreensão feita na casa de um dos executivos da empreiteira. Agora, a Odebrecht pretende trazer à tona o caso que os tucanos queriam esquecer.

O trecho do Rodoanel custou R$ 5 bilhões e é alvo de suspeitas e denúncias de instituições fiscalizadoras, como o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público, que apontam a obra como manchada por superfaturamentos e irregularidades de todo tipo.

Na época, o então candidato à presidência José Serra, mesmo depois de ter nomeado (quando foi governador de São Paulo, em 2007) a filha do ex-diretor da Dersa Tatiana Arana Souza Cremonini, assistente técnica de gabinete, declarou, que não sabia quem era Paulo Preto: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar”.

Paulo Preto reagiu em uma entrevista: “Não somos amigos, mas Serra me conhece muito bem”. Inconformado por ter sido retirado da direção da Dersa, mandou um recado para José Serra: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. No dia seguinte, José Serra lembrou de Paulo Preto e definiu-o como um engenheiro competente.

Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel, ao lado dos principais líderes do PSDB. A portaria, publicada no Diário Oficial em 2010, não explica os motivos da demissão. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, deflagrada para investigar a suposta ação ilegal de executivos da construtora Camargo Corrêa para fraudar licitações e pagar propinas a agentes públicos entre 2008 e 2009.

No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro Paulo Vieira de Souza. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e do ano seguinte.

Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado, e o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por força de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.

Será que dessa vez veremos tucanos sendo investigados? A conferir.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/07/lava-jato-chega-no-ninho-tucano-com-delacoes-contra-aecio-e-serra-5995.html

IMPRENSA SELETIVA E PARTIDARIZADA:Denúncia contra Serra não sai no Jornal Nacional

28.10.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

serra

Todo mundo que tem vergonha na cara sabe que a corrupção não tem partido e que o PT está pagando sozinho uma dívida que é de todos os partidos. Afinal, políticos de todos os partidos vêm sendo denunciados por empresários picaretas que corrompem o Estado há décadas, subornando Executivo, Legislativo e Judiciário em nível federal, estadual e municipal.

Para as pessoas decentes e responsáveis, portanto, não constitui novidade alguma que mais um tucano tenha sofrido acusação tão ou mais grave do que as que pesam contra quaisquer petistas e que essa acusação (reiterada) não receba da mídia tratamento sequer parecido com o que é dado a estes.

Nesse aspecto, a denúncia feita pela Folha de São Paulo em agosto e agora reiterada pelo jornal, de que Serra recebeu propina da Odebrecht, soma-se a denúncias iguais contra outros tucanos – FHC, Alckmin, Aécio – que ocorrem sempre mas que não se tornam de conhecimento público porque ficam restritas ao único veículo da grande mídia que faz denúncias contra caciques do PSDB: à Folha.

E ninguém lê a Folha. Ou o Estadão. Ou a Veja. As denúncias deles só têm repercussão quando vão para o Jornal Nacional. E o Jornal Nacional não denuncia tucanos graúdos. No máximo, um Aécio.  Serra, Alckmin e FHC são os políticos mais blindados do Brasil.

A matéria da Folha em questão decorre de planilhas apreendidas pela Polícia Federal na casa de um ex-executivo da Odebrecht em março deste ano. Essas planilhas listaram possíveis repasses a pelo menos 316 políticos de 24 partidos. Ecumênica, a lista da empreiteira aumentou a tensão ao tragar governistas e oposicionistas –muitos deles integrantes da tropa de choque que votaria o impeachment de Dilma – para o centro da Lava Jato.

Quem tiver curiosidade em saber que nomes apareceram na lista só tem que clicar aqui para ver

O material foi apreendido em fevereiro com o então presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, no Rio, durante a fase Acarajé da Lava Jato. Os documentos se tornaram públicos em março.

O Jornal Nacional não divulgou os nomes da lista afirmando que “não haveria tempo” para divulgar “200 nomes” de envolvidos. Mas haveria, sim. Demoraria 15 ou 20 minutos. Para atacar o PT durante campanhas eleitorais o Jornal Nacional já usou tempo maior em uma única matéria.

— vídeo

Imediatamente após a censura da Globo, Sergio Moro decidiu colocar o inquérito sob sigilo.

Mas que não exaltem muito a Folha por esse furo de reportagem porque o jornal está apenas sendo esperto, pois, apesar do antipetismo, pode se dar ao luxo de posar como único veículo “isento” do país, já que os outros grandes grupos de mídia (Globo, Estado, Abril) até podem noticiar sua denúncia em algum cantinho de seus portais ou veículos impressos, mas jamais produziriam matérias como a do jornal da família Frias contra um tucano tão graúdo.

A Folha se tornou o maior jornal do país graças à burrice da concorrência, que pratica um antipetismo suicida, desabrido, escancarado, enquanto blinda os adversários do PT.

A imagem desses veículos entre quem pensa e pode ou não ser de esquerda, desaba. Nos círculos sérios, ninguém leva a sério uma Veja, um Estadão ou uma Globo justamente porque blindam descaradamente os tucanos graúdos.

O resultado é que a Folha pode se arrogar o título de único órgão de imprensa isento, ainda que isso esteja longe da verdade devido ao volume de antipetismo ser muito maior do que as reportagens e opiniões desfavoráveis para o PSDB, o xodó da mídia do eixo São Paulo-Rio.

Ao fim de sua segunda reportagem sobre os 23 milhões de propina a Serra (que, em valores atualizados, agora são 36), porém, o jornal dos Frias tenta esfriar a denúncia contra o grão-tucano informando que “(…) Nas conversas preliminares da Lava Jato com a Odebrecht, além de Serra, vários políticos foram mencionados, entre eles o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, governadores e parlamentares.”

Ah, então, tá.

Mas se todos estão envolvidos da mesma forma, o tratamento a todos é dado da mesma forma pela mídia, pela Justiça, pelo Ministério Público, pela Polícia Federal?

Alguém aí teria a cara-de-pau de dizer isso, que mídia e autoridades tratam igualmente tucanos e petistas acusados da mesma forma? Provavelmente aparecerá algum desavergonhado para afirmar tal enormidade, mas todos sabem que é mentira.

A relação de Dilma com a Odebrecht e outras empreiteiras gerou processo do PSDB contra a ex-presidente no TSE, afirmando que as doações que ela recebeu das empresas foram produto de propina. A mídia trata as doações das empreiteiras a Dilma como propina. Vaccari está preso por isso. Palocci também. Mantega quase foi preso por isso.

E quanto à propina que a delação da Odebrecht diz que pagou a Serra e a Alckmin? Os tesoureiros das campanhas eleitorais desses dois foram presos? Aliás, alguém investigou? Quem foi que comprou a tese criminosa de que as doações legais ao PT são propina e as doações legais ao PSDB são… legais?

Quanto a Lula, nem se fala. É ocioso falar. Lula já foi até conduzido coercitivamente por muito menos do que pesa contra um Serra ou um Aécio, reiteradamente acusados por delatores. Mas sem investigação fica difícil. E as denúncias se sucedem e não são investigadas. Até porque, à exceção da folha, a mídia não pressiona por investigações contra tucanos.

A razão é muito simples: hoje o Brasil é governado por uma aliança entre a Globo, a Lava Jato, o PSDB e parte do Supremo. Assim, podemos todos ter certeza de que a denúncia da Odebrecht contra Serra vai para as calendas enquanto o mesmo Serra e seu partido continuarão acusando petistas de terem sido acusados pela Odebrecht…

Alguém discorda?

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/10/denuncia-contra-serra-nao-sai-no-jornal-nacional/

JANIO: É ILÓGICO QUE O CONGRESSO FIQUE SUJEITO A UM JUIZ DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

27.10.2016
Do portal BRASIL247

Marcos Oliveira

“Se um congressista só pode ser processado e julgado pelo Supremo, no mínimo é ilógico que o próprio Congresso fique sujeito a um juiz de primeira instância, e não a decisões do Supremo. Ainda mais se a ordem é de que a Polícia Federal, dependência do Executivo, arrebate bens patrimoniais do Poder Legislativo”, avalia Janio de Freitas

247 – “Se um congressista só pode ser processado e julgado pelo Supremo, no mínimo é ilógico que o próprio Congresso fique sujeito a um juiz de primeira instância, e não a decisões do Supremo. Ainda mais se a ordem é de que a Polícia Federal, dependência do Executivo, arrebate bens patrimoniais do Poder Legislativo”, avalia Janio de Freitas em sua coluna de hoje na Folha de S.Paulo. 

“O esbravejar de associações de juízes e de procuradores contra um protesto do presidente do Senado não é, apenas, mais uma das tantas manifestações de corporativismo com que tais categorias se privilegiam. A reação desproporcional teve também a finalidade de depressa encobrir, com o barulho exaltado, uma ordem judicial vista como abusiva. É dar as costas à democracia”, avalia o colunista Janio de Freitas na Folha de S.Paulo. 

Nem por ser quem é, Renan Calheiros está impedido de ter, vez ou outra, atitudes corretas. Se a forma como o faça for descabida, e no caso foi, não é o sentido da atitude que deve pagar. Mesmo porque, se falarmos em democracia, defender a soberania relativa do Congresso é tão democrático quanto invadi-lo policialmente não é.

Fazer “varredura” é ilegal? Não. Ou sim, desde que direitos, vários, ficaram à mercê do que pretenda um procurador ou um juiz das novas forças – poucos, ainda bem. A conclusão deles, de que “as ‘varreduras’ nas casas de três senadores e de um ex-presidente eram obstrução à Lava Jato”, carece de sentido. Ninguém está obrigado a se sujeitar à hipótese de que esteja com suas conversas sob gravação. Impedir de ter a intimidade violada clandestinamente não é obstrução ilegal. Além disso, nem houve obstrução prática, por falta do que fosse obstruível.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/262464/Janio-%C3%A9-il%C3%B3gico-que-o-Congresso-fique-sujeito-a-um-juiz-de-primeira-inst%C3%A2ncia.htm

Villaça: mídia sabe que Cunha pode derrubar Temer, mas age como se fosse algo perfeitamente normal

20.10.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Pablo Villaça, em seu Facebook

Brasília - O vice-presidente Michel Temer recebe do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a Medalha do Mérito Legislativo 2015 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

“A prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi recebida com apreensão no Palácio do Planalto pela incerteza sobre o que o deputado cassado poderá falar às autoridades, envolvendo o governo, o PMDB e até a figura do presidente Michel Temer.” – O Globo [1]

“A ordem no governo é evitar declarações que possam parecer uma provocação ao ex-presidente da Câmara.” – G1 [2]

“O problema, reconhecem governistas, é que se Eduardo Cunha resolver abrir sua caixa preta, ele vai envolver outros nomes do PMDB e ligados ao presidente. Podendo revelar, inclusive, episódios relacionados a Temer, já que os dois eram muito próximos até pouco tempo.” – Folha de São Paulo [3]

“A prisão de Cunha é a primeira onda de um tsunami (…) que deverá atingir peemedebistas e tucanos. (…) É uma ameaça concreta à sobrevivência do governo Temer devido ao conhecimento profundo de bastidores sobre figuras centrais da atual administração.” – Kennedy Alencar [4]

“Mesmo após ter seu mandato cassado em setembro, [Cunha] ‘ainda mantém influência nos seus correligionários, tendo participado de indicações de cargos políticos do governo Temer'” – Estado de Minas [5]

“Antes de ser preso, Cunha dizia que não faria delação premiada, mas contaria todos os bastidores do processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff num livro. Sempre deu a entender que suas revelações tinham potencial para derrubar o governo Temer.” – Estado de São Paulo [6]

Estes são apenas seis exemplos de um tipo de comentário que pode ser encontrado com extrema facilidade em TODA a mídia brasileira há muitos meses: o reconhecimento de que Eduardo Cunha tem, em suas mãos, o poder de derrubar o “governo” de Temer, o Pequeno.

Mas o mais chocante é perceber como todos estes veículos fazem estas afirmações não em tom de denúncia ou reprovação, mas como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Afinal, a corrupção de quem protege os interesses da elite (incluindo-se, aí, a grande mídia [7][8][9]) não é um problema, mas um mero pedágio das vantagens desejadas, perseguidas e alcançadas com o golpe.

Pablo Villaça é um crítico cinematográfico brasileiro e editor do site Cinema em Cena, que criou em 1997, o mais antigo site de cinema no Brasil

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[1] http://oglobo.globo.com/…/prisao-de-cunha-recebida-com-apre…
[2] http://g1.globo.com/…/governo-adota-silencio-para-nao-levar…
[3] http://www1.folha.uol.com.br/…/1824455-personalidade-incont…
[4] https://www.youtube.com/watch?v=2AsHmV6lQUc
[5] http://www.em.com.br/…/prisao-de-eduardo-cunha-aumenta-medo…
[6] http://politica.estadao.com.br/…/geral,antes-da-prisao-cunh…
[7] http://www1.folha.uol.com.br/…/1820312-para-enfrentar-a-cri…
[8] http://www.admin.paginaoficial.ws/…/biblioteca/tabela_midia…
[9] http://www.admin.paginaoficial.ws/…/…/tabelamidia2101452.jpg

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/10/20/villaca-midia-sabe-que-cunha-pode-derrubar-temer/