IMPEACHMENT, UM GOLPE DE ESTADO, HÁ MUITO TEMPO BEM ORQUESTRADO: As Memórias de um assassino econômico, John Perkins

13.12.2017
Do portal G1, 12.11.2008
Por Luciano Trigo

 John Perkins denuncia ação clandestina dos EUA em rede mundial de corrupção, que incluiria o Brasil: ficção ou realidade?

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 capa-perkins.jpgJohn Perkins foi um “assassino econômico”. Nos anos 70 e 80, seu trabalho era, disfarçado de “consultor”, viajar pelo mundo corrompendo, subornando, sabotando, aliciando, bajulando, estorquindo, cooptando – e, quando necessário, assassinando – empresários, líderes políticos, jornalistas, ativistas e até membros dos governos dos países pobres, em prol do chamado império americano. Do Panamá à Arábia Saudita, da Colômbia ao Irã, ele atuou defendendo os interesses do que chama  de “corporatocracia”, uma aliança entre as corporações, os bancos e o governo de seu país. Pelo menos é o que ele afirma.

 Arrependido, Perkins mudou de lado e, enfrentando riscos pessoais e ameaças de morte, relatou suas experiências em Confissões de um assassino econômico, que logo se tornou um fenômeno de vendas nos Estados Unidos, mas que passou despercebido ao ser publicado aqui, em 2005. Virou uma celebridade, ao denunciar a lavagem de dinheiro e outras ações veladas da corporatocracia, cujo efeito colateral mais leve foi insuflar o sentimento de antiamericanismo ao redor do mundo – entre os mais sérios, estaria o terrorismo, aí incluído o atentado de 11 de Setembro.

 Com o sucesso, Perkins voltou a viajar pelo mundo, agora como palestrante. E lançou um segundo volume de memórias, A história secreta do Império Americano – Assassinos econômicos, chacais e a verdade sobre a corrupção global  – com dois capítulos dedicados ao Brasil, onde o livro acaba de ser lançado, com prefácio de Heródoto Barbeiro (Cultrix, 320 pgs. R$45).

Em ritmo de romance de espionagem, Perkins volta a denunciar intrigas corporativas internacionais, com base em suas próprias experiências e em entrevistas com agentes da CIA, mercenários e chacais. Revela, por exemplo, interesses secretos dos voluntários do Corpo da Paz nos países africanos,  objetivos escusos do apoio ao desenvolvimento da infraestrutura na Indonésia, lucros bilionários obtidos com catástrofes naturais e o que ele aponta como uma estratégia desestabilizadora de governos latino-americanos. Tudo isso com o objetivo de reforçar a hegemonia do império – mas também de drenar trilhões de dólares dos países pobres (onde as estatísticas melhoram, mas a miséria continua), por meio de variadas formas de dominação:

“Canalizamos fundos do Banco Mundial e de suas organizações irmãs para esquemas que, apesar de parecer servir aos pobres, beneficiavam principalmente alguns poucos ricos”, escreve Perkins. Num dos esquemas mais comuns, “identificávamos um país em desenvolvimento que possuía recursos cobiçados por nossas corporações (como o petróleo), providenciávamos um empréstimo fabuloso para esse país e então direcionávamos a maior parte do dinheiro para nossas próprias construtoras e empresas de engenharia. (…) Em algum momento, voltávamos ao país devedor e exigíamos o pagamento total da dívida: petróleo barato, votos em questões críticas da ONU ou tropas que fornecessem apoio às nossas em algum lugar do mundo, como o Iraque.” Cabe ao leitor decidir se isso é ficção ou realidade.

Em termos de ação, os capítulos mais impressionantes são aqueles sobre a África e o Oriente Médio, que incluem seqüestros de aviões, assassinatos de políticos e outras práticas dignas de figurar nos filmes de 007. Embora Perkins afirme que tudo é verdade, nem tudo é crível: são freqüentes as citações anônimas, e em alguns momentos a vaidade parece levá-lo a exagerar seu próprio papel em atividades clandestinas. Mas, como ele próprio afirma na apresentação: “A história pode ser minha, mas os episódios são de domínio público”.

 É claro que a curiosidade leva diretamente aos capítulos sobre o Brasil – “Esqueletos no armário” e “A bela carioca”. Em relação ao restante do livro são até bastante leves, mas ainda assim sugestivos. Segundo Perkins, a corporatocracia controla todos os partidos políticos brasileiros, por meio de uma complexa rede de corrupção e trapaça. Seguem alguns trechos, referentes a uma passagem do autor por Porto Alegre, em 2004:

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Como EUA interfere nos países – parte1 – Entrevista John Perkins

Clique nos links abaixo, e assista a continuidade da entrevista com John Perkins.Vale a pena:

Como EUA interfere nos países – parte2

Trecho – Documentário “Let’s make money” – Ex-assassino econômico John Perkins

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Fonte:http://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2008/11/12/351/

 

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Das senzalas aos estúdios contemporâneos, racismo naturalizado

07.12.2017
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 03.12.17

Como uma criança negra pode adquirir uma cidadania completa vendo o negro ser exibido cotidianamente – salvo raras exceções – como escravo, assalariado subalterno ou bandido?

racismo

Um jornalista da Rede Globo diz com todas as letras que a buzina de um carro nas proximidades do local onde realizava uma entrevista “era coisa de preto”. Outro, colocado pelo governo golpista no cargo de presidente da Empresa Brasil de Comunicação, divulga em pleno horário de trabalho mensagens racistas através da internet.

Parecem fatos isolados, originários de comportamentos individuais doentios. Mas não são. Refletem o racismo arraigado em amplos setores da sociedade que volta e meia vem à tona fazendo-nos lembrar que mais de 300 anos de escravidão não se apagam tão facilmente.

O Brasil depois da abolição não viveu a segregação institucionalizada dos Estados Unidos ou o apartheid da África do Sul, onde a discriminação racial era explicita. Aqui os negros ao conquistarem sua libertação tornaram-se cidadãos formalmente iguais a todos os outros. Apenas formalmente. Na vida real deixaram os grilhões que os prendiam aos senhores para serem jogados na vala comum da miséria, quando não da indigência.

Refletindo sobre esses acontecimentos, o abolicionista Joaquim Nabuco deixa tudo isso claro. Escreve no livro Minha Formação que o movimento contra a escravidão no Brasil “era um partido composto de elementos heterogêneos capazes de destruir um estado social levantado sobre o privilégio e a injustiça, mas não de projetar sobre outras bases o futuro edifício”.

E mais. Dizia que a realização da obra abolicionista “parava assim naturalmente na supressão do cativeiro; seu triunfo podia ser seguido, e o foi, de acidentes políticos, até de revoluções, mas não de medidas sociais complementares em benefício dos libertados, nem de um grande impulso interior, de renovação da consciência pública, da expansão dos nobres instintos sopitados”. Para Nabuco, “a corrente abolicionista parou no mesmo dia da abolição e no dia seguinte refluía”.

Refluxo com consequências que chegam aos nossos dias através das estatísticas recorrentes mostrando as discrepâncias de renda entre a população branca e negra ou da constituição da população carcerária brasileira formada em sua absoluta maioria por negros e pardos.

São dados reais e palpáveis aos quais se associam outros, de caráter simbólico, como o da ausência ou da sub-representação do negro na televisão, especialmente na publicidade e em telenovelas. Fato que levou uma dinamarquesa a dizer que há mais negros na TV do seu país do que na televisão brasileira.

Como formar uma identidade negra se os espelhos refletem imagens que não correspondem a ela. Em outras palavras, como uma criança negra pode adquirir uma cidadania completa vendo o negro ser exibido cotidianamente – salvo raras exceções – como escravo, assalariado subalterno ou mesmo bandido?

Do mesmo modo formam-se identidades brancas fundadas na ideia da superioridade racial. Constituem-se mentalidades que diante do cerco simbólico racista naturalizam a relação desigual revelada em situações as mais variadas que vão de comentários e pretensas piadas à escolha, pela cor, das pessoas abordadas nas ruas por agentes policiais.

No telejornalismo a situação é a mesma. Apresentadores negros contam-se nos dedos e atrás das câmeras a situação não muda. No jornalismo em geral as redações são formadas praticamente apenas por brancos. São eles que falam sobre os negros, sobre suas alegrias e angústias. A vivência negra, dessa forma, aparece na mídia atravessada por intérpretes brancos que por maior boa vontade e retidão de caráter que possuam nunca conseguirão transmitir o que os negros sentem na pele.

O pior é que além de praticamente não existirem nas redações, os negros nem sempre são tratados por brancos capazes de entender o drama do racismo. Ao contrário, o difundem sem a menor autocrítica como demonstram os exemplos recentes citados acima.

As duas agressões mencionadas possuem como ponto comum o fato de terem sido cometidas por profissionais da comunicação, ambos colocados em posições públicas onde atos e palavras causam larga repercussão. E por consequência implicam em maior responsabilidade, algo ao que tudo indica desprezado por seus autores.

O antídoto a esse estado de coisas é a denúncia ampla e rápida dessas violações da dignidade humana, envolvendo todos aqueles que lutam contra o racismo no país. Nesses casos recentes, foi essa reação que determinou o imediato afastamento do apresentador de TV das telas e a investigação pela Comissão Ética Pública do governo federal do comportamento adotado pelo gestor da Empresa Brasil de Comunicação. Não deixa de ser um alento.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/135/das-senzalas-aos-estudios-contemporaneos-racismo-naturalizado

CUT repudia má-fé da Folha de S. Paulo: “Não negociamos retirada de direitos dos trabalhadores!”

07.12.2017
Do blog  VI O MUNDO
Por da CUT Nacional

CUT repudia má-fé da Folha de S. Paulo

Vagner Freitas, presidente da CUT NACIONAL

Central não negocia retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, muito menos com um governo golpista, ilegítimo e corrupto

A CUT repudia a má-fé da Folha de S. Paulo que distorce e manipula informações com o claro objetivo de enfraquecer a luta do movimento sindical contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Uma nota do Painel da Folha insinua que o governo irá liberar recursos em troca de apoio a nova proposta de reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria.

Em minutos a nota virou manchete do UOL, como se fosse uma verdade incontestável.

É mais uma mentira da Folha de S. Paulo!

O governo não está liberando nada. Esse dinheiro pertence a CUT e demais centrais e foi bloqueado indevidamente pela Caixa Econômica Federal.

Temer não faz mais do que a obrigação ao liberar um dinheiro que pertence à classe trabalhadora e vai ser usado na luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas patrocinado por esse governo usurpador e corrupto, como afirmou o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

Folha de S. Paulo repete o que já se tornou tradição no jornal, manipula as informações para induzir o leitor a acreditar que a CUT e demais centrais estão negociando recursos em troca de apoio ao desmonte da Previdência.

A CUT, a maior e mais combativa central sindical do país, reafirma que não negocia direitos dos trabalhadores.

A CUT reafirma também que não negocia nada com o governo ilegítimo e golpista de Temer.

A CUT denuncia a manipulação e a má-fé deste jornal golpista que tem interesse em defender o fim das aposentadorias.

Um aviso a Folha e ao governo: se botar para votar, o Brasil vai parar!

Vagner Freitas

Presidente Nacional da CUT

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/cut-repudia-ma-fe-da-folha-de-s-paulo-nao-negociamos-retirada-de-direitos-dos-trabalhadores.html

IMPEACHMENT:Golpe Parlamentar

01.12.2017
Do portal JORNAL GGN
Por Jorge Folena

Golpe Parlamentar

Em 31 de março de 2017, no primeiro Seminário SOS Brasil Soberano, promovido pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, quando o professor Márcio Pochmann manifestou, ao final da sua exposição, que poderíamos não ter eleição presidencial em 2018, todos os presentes no auditório lotado ficaram perplexos com sua afirmação.

O professor Pochmann não é vidente, porém é certo que os golpistas de 2016, sob os quais pesam gravíssimas acusações de desmandos criminais, não entregarão facilmente o poder que conquistaram sem o voto popular, que tem sido utilizado por eles para promover reformas, cortes de direitos e ações que constituem verdadeiras atrocidades contra o povo brasileiro e também para se manterem imunes, pelo foro privilegiado, quanto aos diversos crimes pelos quais estão sendo processados.

Em um comportamento típico de sociedades ainda coloniais, que copiam modelos estrangeiros para aplicá-los em contextos inteiramente diversos, em janeiro de 2016 foi apresentado, para debate na Ordem dos Advogados do Brasil, um estudo para se implantar no Brasil o semipresidencialismo, em que se defendia a retirada da Presidência da República de suas atribuições de chefia de governo e administração  do país, que seriam transferidas para um conselho de ministros formado por parlamentares.

No mesmo ano, o assunto foi debatido no Senado Federal como um plano B para a eventualidade de não ser possível materializar o afastamento de Dilma Roussef da presidência.

Com Michel Temer já processado por duas vezes no Supremo Tribunal Federal, a estratégia para mantê-lo no poder e assegurar-lhe o foro privilegiado, para que não venha a responder pelos crimes de que está sendo acusado, será aprovar, por emenda constitucional, o parlamentarismo no Brasil. O tema está aguardando julgamento no Supremo Tribunal Federal e tem como relator Alexandre de Morais, ministro indicado por Michel Temer, que já pediu sua inclusão em pauta para julgamento.

O próprio Michel Temer tem manifestado que está governando o país no sistema parlamentar, pois a todo momento interage com os parlamentares, que lhes correspondem em sua maioria, sendo, porém, necessário destacar que, entre estes “apoiadores”, encontram-se indivíduos sobre os quais pendem sérias acusações, havendo inclusive aqueles já condenados por graves delitos, como Celso Jacob, do PMDB do Rio de Janeiro.

Com a aprovação do parlamentarismo, ganharão todos os golpistas de 2016, que se mantêm no poder trabalhando contra o país e sacrificando o povo com mais tributos, mais horas de trabalho e menos direitos sociais a cada dia; tudo em benefício dos políticos corruptos e do mercado financeiro que os patrocina.

Caso seja aprovado o parlamentarismo no Brasil, por meio de um semipresidencialismo, será o desdobramento do golpe político de 2016, que violou a democracia no Brasil, e permitirá que pessoas sem qualquer compromisso com o povo possam doravante governar diretamente o destino do Brasil e por um período muito longo.

O futuro chefe do governo do Brasil poderá ser uma pessoa que tenha recebido menos votos que o prefeito de uma cidade brasileira, o que é estranho para a realidade e o pensamento político brasileiro.  Além disso, fica uma outra questão: uma vez que o Brasil adota o sistema federalista, será o parlamentarismo implantado também nos Estados e Municípios brasileiro? Pois, caso isso venha a ocorrer, colocará em risco o mando dos caciques políticos locais, que ficarão submetidos ao governo parlamentar de deputados estaduais e vereadores, enfraquecendo uma tradição politica brasileira, pois governadores e prefeitos se tornarão figuras decorativas, sem efetiva capacidade decisória.

Entre tantas indagações, a frase proferida por Romero Jucá torna-se realidade a cada dia, mostrando que se trata, efetivamente, de um golpe com supremo e tudo.

Jorge Folena – Cientista político e advogado

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Fonte:https://jornalggn.com.br/noticia/golpe-parlamentar-por-jorge-folena

RESULTADO DO GOLPE DE ESTADO:Soltaram os bichos, não reclamem

29.11.2017
Do blog TIJOLAÇO, 13.11.17
Por Fernando Brito

laertefrank

A irreverência carioca incorporou o provérbio português de que “Deus não da asa a cobra”.

Deram.

Por dinheiro e por política que, afinal, é dinheiro.

Como a comunicação é império privado onde não deveria ser – tem lá na Constituição que as emissoras, concessão pública, devem preferir “finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”, mas preferem é dinheiro fácil com o “mundo cão” – fomos assistindo ela se encher de personagens “solta o dedo em cima deles” ou até batendo de porrete na mesa e de pseudohumoristas onde gentileza – quando há – é só no nome.

A seguir, vieram os Ratinho togados, liberados para uma temporada de prisões midiáticas – o tal Japonês da Federal será até candidato a deputado, se a sua condenação por contrabando o permitir – comandados pelos curitibanos enviados de Deus.

Depois vieram os bichos da política, porque valia tudo para derrubar o legado de Lula, no Governo Dilma. Aécio Neves virou “estadista”, Eduardo Cunha tornou-se, sob aplausos e torcidas, o terrorista das pautas-bomba.

E do sombrio e suspeito Tribunal de Contas da união, pelas artes de um promotor assíduo nas marchas dos coxinhas, vieram as tais “pedaladas fiscais” – alguém se lembra delas? – para “justificar” a deposição do Governo eleito.

Ontem, Folha teve sua repórter barrada numa reunião do tal MBL, que tinha ingressos vendidos a qualquer pessoa.

Não reclamem. Não foi a Folha quem alçou o tal Kim Kataguiri a “um dos expoentes de um movimento combativo, jovem e emergente, adepto de ideias liberais e crítico da esquerda”?

Hoje, sai com um editorial em que – tal como Aécio diz de Luciano Huck – diz que Jair Bolsonaro é resultado da falência da política:

O postulante da direita radical beneficia-se, ao mesmo tempo, da degradação econômica e social do país nos últimos anos e da ausência de candidaturas definidas fora do campo esquerdista.

Mas ontem, dava-lhe manchete absolutamente infundada e propagandista ao dizer que o Mercado flerta com agenda reformista de Bolsonaro”, quando é, na verdade, exatamente o contrário, como se demonstrou ontem, aqui.  Bolsonaro é quem se despe de parte do personagem que adotou e se oferece, despudoradamente, ao “mercado”.

Não é apenas a Folha que não tem autoridade moral para questionar o surto autoritário para o qual contribuiu e ao qual legitimou. Toda a mídia e as instituições judiciais foram cúmplices disso que agora chamam de “falência da política”.

No cenário deprimente que construíram, pior, ainda vêem com saída possível a aventura de um apresentador de sorteios da TV, habitué da turma que enoja o Brasil.

A imprensa brasileira, desde aqueles idos de 2010, quando se proclamou “a verdadeira oposição”, tornou-se um mal muito maior do que todos os que ela aponta.

Porque foi  seu ódio a Lula que a fez apelar para o “escândalo acima de tudo”, que amplificou e deu à estupidez o monopólio da fala neste país.

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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/soltaram-os-bichos-nao-reclamem/

TIJOLAÇO: MÍDIA SE TORNOU MAL MUITO MAIOR DO QUE TODOS OS QUE ELA APONTA

24.11.2017
Do portal BRASIL247, 13.11.17

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/327102/Tijola%C3%A7o-m%C3%ADdia-se-tornou-mal-muito-maior-do-que-todos-os-que-ela-aponta.htm

Benedita da Silva: Artigo-atentado da IstoÉ levará à morte o jornalismo de direita

19.11.2017
Do blog VI O MUNDO, 14.11.17
Por Benedita da Silva*

Cara Conceição,

A morte do jornalismo de direita

por Benedita da Silva*, especial para o Viomundo

À exceção dos disseminadores do ódio contra Lula, a sociedade democrática está reagindo com revolta e indignação ao artigo “Lula deve morrer”, do jornalista Mário Vitor Rodrigues, publicado pela IstoÉ.

Com esse título, o jornalista incorreu na Art. 286 do Código Penal, que define como crime “incitar, publicamente, a prática de crime”.

Agiu no seu direito o Partido dos Trabalhadores ao entrar com ação penal contra esse jornalista, que claramente agiu de má fé ao tentar esconder atrás desse título-atentado o falso álibi de artigo político.

Mas a reação das forças democráticas tem de ser muito maior do que a de acionar o autor desse crime.

Na realidade, a revista IstoÉ é também responsável por permitir a veiculação de um artigo incitando crime de morte em suas páginas. É um atentado seriíssimo contra a ordem democrática que não podemos subestimar.

Não é uma ameaça apenas a Lula, mas também a todos aqueles que defendem liberdades democráticas e à própria liberdade de imprensa.

Quando se defende a morte de um adversário político é porque não se tem mais argumentos. Por isso, esse artigo-atentado representa a morte do jornalismo de direita.

Mas a publicação dessa incitação à morte de Lula, mostra também e claramente o desespero dos setores mais radicais dos golpistas de tentar impedir por todos meios a candidatura do ex-presidente.

Contudo, quanto mais medidas tomam contra o povo e contra a soberania nacional, mais o nome de Lula se fortalece como a única saída democrática desse atoleiro golpista.

A defesa física de Lula contra atentados fascistas passou agora a ser uma questão central da luta democrática do povo.

Que não se enganem os golpistas. Se com essa incitação criminosa contribuíram para elevar ainda mais o clima de ódio, isso também tornou muito mais forte a nossa determinação de proteger Lula e levar a cabo a sua candidatura para resgatar o estado democrático de direito e um governo de desenvolvimento econômico e combate às desigualdades sociais.

*Deputada Federal, PT/RJ

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/benedita-da-silva-artigo-atentado-da-istoe-levara-a-morte-do-jornalismo-de-direita.html