Troca de e-mails com Odebrecht complica FHC

02.05.2018
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

A defesa de Lula pediu ao juiz Sergio Moro na segunda-feira (30) que anexe nove emails de Marcelo Odebrecht ao processo que trata da compra de um terreno destinado ao Instituto Lula.

Na avaliação dos advogados, as mensagens lançam dúvidas sobre depoimentos do empresário e podem ajudar a rebater uma das principais teses do Ministério Público, que trata como ilegais as doações feitas ao Instituto Lula por empreiteiras investigadas pela Lava Jato.

Cinco emails encontrados pela defesa tratam de contribuições para o instituto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, hoje uma fundação. Há duas mensagens do próprio FHC pedindo doações a Marcelo em 2010.

Os emails mostram que contribuições para entidades como as criadas pelos dois ex-presidentes são legítimas e não deveriam ser vistas como criminosas, como os procuradores sustentam no caso do petista.

A defesa de Lula achou os emails no acervo com milhares de mensagens recuperadas de Marcelo Odebrecht depois que saiu da prisão, em dezembro. Moro deu aos advogados do petista 15 dias para examinar o material.

Até que a defesa de Lula encontrasse os e-mails, os diligentes investigadores da Lava Jato não conseguiram encontrar mensagens que complicavam o tucano. A defesa de Lula foi mais eficiente que a PF e o MPF.

SQN

*****
Fonte:https://blogdacidadania.com.br/2018/05/troca-de-e-mails-com-odebrecht-complica-fhc/

Anúncios

PERSEGUIDOR E TENDENCIOSO:Moro aceita nova denúncia contra Lula e antecipa opinião

20.12.2016
Do portal da REDE BRASIL ATUAL,19.12.16
Por Patricia Faermann

Sem provas que as sustentem, mas convicto de suas acusações juiz, faz ex-presidente Lula virar réu pela 5ª vez e declara ver “conexões” com outros processos da Lava Jato

moromoro.jpg

Lula é novamente réu em denúncia sem provas aceitas pelo juiz federal de primeira instância, Sergio Moro, apesar de depoimentos de mais de 20 testemunhas inocentarem ex-presidente

 

São Paulo – O juiz federal Sérgio Moro aceitou mais uma denúncia – a quinta, no âmbito das operações Lava Jato e Zelotes – contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por “comandar uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal”, tese defendida pelos procuradores do MPF. Sem apresentar provas do quanto o ex-presidente teria sido beneficiado com o esquema, a denúncia aponta apenas que porcentuais, de 2% a 3%, de propinas acertados em cada contrato da Petrobras com a Odebrecht foram repassados a “partidos e políticos” que davam sustentação ao governo Lula, entre eles o PT, PMDB e PP. Mas, ao aceitar a denúncia, Moro não apenas admite investigar o caso, como adianta seu posicionamento.

“Considerando os termos da denúncia, a conexão com os demais processos envolvendo o esquema criminoso que vitimou a Petrobrás e em especial com as ações penais 5036528­23.2015.4.04.7000 e 5054932­88.2016.4.04.7000 é óbvia. Não há como, sem dispersar as provas e dificultar a compreensão dos fatos, espalhar processos envolvendo esse mesmo esquema criminoso perante Juízos diversos no território nacional, considerando a conexão e continência entre”, diz trecho.

Os advogados de defesa de Lula repudiam a nova denúncia, elaborada depois que mais de 20 testemunhas inocentaram o ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia, no caso do triplex do Guarujá. “Agora entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde aliás o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis”, diz a defesa.

A peça aceita por Moro tenta sustentar que todo o esquema até agora apurado foi liderado por Lula – apurações que incluem comprovações do quanto foi repassado a diretores, quanto as empreiteiras tinham que pagar para manter as contratações na Petrobras, e quais políticos exatamente negociaram ou eram beneficiados, seja participando de reuniões para o acerto de propinas, seja com a comprovação de suas contas serem receptoras dos repasses.

Uma das tentativas de relacionar o ex-presidente ao esquema foi a aquisição de um imóvel em São Paulo, adquirido para a instalação do Instituto Lula, em setembro de 2010. O intermediário seria o ex-deputado Antonio Palocci, com o auxílio de seu assessor Branislav Kontic, que já foram também denunciados na Lava Jato.

O que os investigadores afirmam é que a compra deste imóvel foi realizada com recursos da Odebrecht, supostamente com a intermediação de Glaucos da Costamarques, parente de José Carlos Bumlai, e sob os trabalhos jurídicos do advogado de Lula, Roberto Teixeira.

Por outro lado, na decisão em que aceita a denúncia, Moro admite que a aquisição do imóvel não foi concluída e tampouco o ex-presidente recebeu propina, mas que, ainda assim, Lula foi corrupto. “Cumpre observar que a não ultimação do negócio, ou seja, a falta de transferência final do imóvel para o Instituto Lula não prejudica a imputação de corrupção, já que esta consuma-­se com a oferta e a solicitação da propina, ainda que não ocorra o pagamento ou recebimento efetivo”, diz Moro.

A suposição é que Teixeira teria atuado como operador da lavagem de dinheiro. Não existe, contudo, argumentos que sustentam que o ex-presidente Lula tenha sido o beneficiário. Tampouco que os trabalhos de Teixeira, como advogado da aquisição do imóvel pelo Instituto Lula, tenham sido ilegais. Mas os procuradores da Lava Jato acreditam que ambos tenham sido beneficiados com a compra e manutenção do imóvel, em setembro de 2012, por R$ 12,4 milhões.

Sobre o advogado, Sérgio Moro tentou argumentar que Roberto Teixeira perdeu a imunidade da profissão ao ter indícios de que praticou crime. Para isso, usou jurisprudência dos Estados Unidos para se defender. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a proteção jurídica da relação cliente/advogado, o assim denominado ‘attorney/client privilege’ fica sujeita à assim denominada ‘crime­fraud exception’“, disse o juiz.

E foi além, ao também concluir não a hipótese de crime, mas a prática, mesmo sem ter transcorrido a abertura do processo: “A proteção jurídica restringe-se à relação entre advogado e cliente que seja pertinente à assistência jurídica lícita, não abrangendo a prática de atividades criminosas. Nessa última hipótese, o advogado não age como tal, ou seja, não age em defesa de seu cliente ou para prestar-­lhe assistência jurídica, mas sim como associado ao crime.”

Também viraram réus nesta nova ação o empreiteiro Marcelo Odebrecht, Antonio Palocci, a ex-primeira dama Marisa Letícia e o advogado de Lula Roberto Teixeira, além de mais quatro pessoas.

Tempo recorde

“O que se observa é a ansia desmesurada e crescente de prover acusações a Lula em tempo recorde”, afirmaram os advogados do ex-presidente e de Dona Marisa. Além da falta de argumentos que sustentem a aceitação da denúncia, a defesa mostra que o casal teve os seus direitos cerceados e a tramitação ocorreu de forma inconsistentemente ágil.

“A denúncia hoje recebida é proveniente de um inquérito policial no qual o ex-Presidente e seu advogado tiveram apenas dois dias para se manifestar e em menos de um dia útil já estavam indiciados. A denúncia foi oferecida três dias úteis depois e o recebimento da peça acusatória se deu 4 dias úteis depois”, explicou Cristiano Zanin Martins. Para os advogados, o objetivo era “impedir o sucesso de suas atividades políticas.

“Não houve qualquer investigação isenta, mas uma sequencia de fatos produzidos para sustentar a abertura de inúmeros procedimentos frívolos e sem materialidade contra Lula”, publicaram.

Para eles, a inserção do advogado Roberto Teixeira na lista de réus dessa denúncia foi uma forma de tornar o processo “mais verossímel e simultaneamente fragilizar a defesa”.

“Na audiência da última sexta-feira (16/12), em Curitiba, Moro permitiu a uma testemunha que insultasse Lula e a mim, como seu advogado, chamando-nos de “lixo”. O magistrado ainda prosseguiu com provocações e ataques à minha honra profissional, deixando evidente o espírito de perseguição e falta de imparcialidade que norteia suas ações”, lembrou Zanin.

Por isso, a defesa argumenta que a peça é uma forma de “retaliação” e “vingança”.

Nota da defesa do ex-presidente Lula

O Power Point contra ataca

Comunicado sobre denúncia da Lava Jato contra Lula Depois de mais de 20 depoimentos de testemunhas arroladas pelo próprio Ministério Público enterrarem a farsa de que Lula seria proprietário de um apartamento tríplex no Guarujá, com as testemunhas comprovando que a família do ex-presidente jamais teve as chaves ou usou o apartamento, sendo apenas “potenciais compradores” do imóvel, os procuradores do Ministério Público do Paraná, chefiados por Deltan Dallagnol, tinham que inventar uma nova história na sua busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios na Petrobras.

Após um apartamento que nunca foi de Lula no Guarujá, entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde aliás o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis.

Em release, a Lava Jato admite que a denúncia seria uma “reafirmação” da Operação, uma vingança contra a atuação dos advogados de Lula, descrita como “abuso do direito de defesa” e iniciativas legislativas no Congresso com as quais o ex-presidente não tem qualquer relação, não sendo nem deputado, nem senador. Os procuradores da República revelam que são contra a punição do abuso de autoridade e até mesmo do exercício do direito de defesa. Usam de suas atribuições legais como forma de vingança contra aqueles que se insurgem contra ilegalidades praticadas na Operação Lava Jato.

A denúncia repete maluquices da coletiva do Power Point; atropela a competência do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República ao fazer conclusões precipitadas sobre inquérito inconcluso na PGR; quer reescrever a história do País para dizer que todos os males seriam culpa de Lula; tenta atribuir responsabilidade penal objetiva, coisa completamente fora do Código Penal Brasileiro; contradiz depoimento como testemunhas (com a obrigação de dizer a verdade) de delatores ouvidos pela própria Lava Jato como Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que disseram em depoimentos ao juiz Sérgio Moro jamais terem tratado ou tido conhecimento de qualquer irregularidade ou desvio envolvendo o ex-presidente Lula. Usam delações não homologadas e rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal, como a do deputado Pedro Paulo Corrêa, em um festival de ilegalidades, arbitrariedades e inconformismo diante da realidade: mesmo com uma devassa completa na vida de Lula, não encontraram nenhum desvio de conduta do ex-presidente.

Os procuradores da Lava Jato não se conformam com o fato de Lula ter sido presidente da República. Para a Lava Jato, esse é o crime de Lula: ter sido presidente duas vezes. Temem que em 2018 Lula reincida nessa ousadia.

****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/12/moro-aceita-nova-denuncia-contra-lula-e-antecipa-opiniao-7771.html

NOVA DELAÇÃO DA ODEBRECHT ATINGE TEMER: PROPINA EM PARCERIA COM CUNHA

16.12.2016
Do portal BRASIL247

Depois de ser citado 43 vezes na delação de Claudio Melo Filho, a primeira da Odebrecht, num relato confirmado por Marcelo Odebrecht, sobre um pedido de propina de R$ 10 milhões, Michel Temer apareceu novamente na delação da Odebrecht; quem o acusa é Marcio Faria, um dos executivos mais graduados da empreiteira; ele afirma que Temer lhe pediu dinheiro na companhia de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, e do lobista João Augusto Henriques, oferecendo como contrapartida a promessa de contratos na Petrobras; Cunha e Henriques estão presos em Curitiba; denúncia feita por Veja, com requintes de crueldade até na escolha da foto, sinaliza que os dias de Temer na presidência estão contados 

247 – Depois de ser citado 43 vezes na delação de Claudio Melo Filho, a primeira da Odebrecht, num relato confirmado por Marcelo Odebrecht, sobre um pedido de propina de R$ 10 milhões, Michel Temer apareceu novamente na delação da Odebrecht.

Quem o acusa é Marcio Faria, um dos executivos mais graduados da empreiteira, e que chegou a ser preso na Lava Jato.

Ele afirma que Temer lhe pediu dinheiro na companhia de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, e do lobista João Augusto Henriques, oferecendo como contrapartida a promessa de contratos na Petrobras.

Cunha e Henriques estão presos em Curitiba.

A denúncia feita por Veja, com requintes de crueldade até na escolha da foto, sinaliza que os dias de Temer na presidência estão contados.

Abaixo, um trecho da reportagem:

Um dos principais executivos da construtora Odebrecht, o empresário Márcio Faria da Silva disse à Procuradoria-Geral da República que operacionalizou o repasse de recursos a pedido do presidente Michel Temer e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A liberação do dinheiro, segundo contou, estava vinculado à execução de contratos da empreiteira com a Petrobras. A informação consta do acordo de delação premiada assinado pelo executivo. Em 2010, Michel Temer recebeu, em seu escritório político em São Paulo, Márcio Faria da Silva para uma conversa, da qual também participaram Eduardo Cunha e o lobista João Augusto Henriques, coletor de propinas para o PMDB dentro da Petrobras.

O Palácio do Planalto confirmou o encontro, mas informou que foi Cunha quem pediu a conversa a Temer, dizendo que o executivo gostaria de conhecê-lo.  A assessoria do presidente acrescentou que na reunião, que teria durado cerca de 20 minutos, não se tratou de questões financeiras, mas só de formalidades. Nada além disso. “Se, depois da conversa de apresentação do empresário com Temer, Eduardo Cunha realizou qualquer acerto ou negociou valores para campanha, a responsabilidade é do próprio Eduardo Cunha”, afirmou a assessoria de Temer.

Abaixo, vídeo em que Temer fala de sua parceria com Cunha:

*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/270842/Nova-dela%C3%A7%C3%A3o-da-Odebrecht-atinge-Temer-propina-em-parceria-com-Cunha.htm

Marcelo Odebrecht confirma propina paga a Temer e aliados

14.12.2016
Do portal BRASIL247

images_cms-image-000527172

Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo que leva seu sobrenome, confirmou à força-tarefa da Lava Jato a versão do ex-executivo da empreiteira Cláudio Melo Filho sobre pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB feito a pedido do presidente Michel Temer; Marcelo respaldou o episódio do jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no qual, segundo os delatores, foi acertado o pagamento o peemedebista; Marcelo, que fechou acordo de delação premiada, depôs por pouco mais de três horas na segunda (12) em Curitiba

*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/270419/Marcelo-Odebrecht-confirma-propina-paga-a-Temer-e-aliados.htm

Quem pagou o pato de Paulo Skaf foi a Odebrecht

14.12.2016
Do blog DIÁRIO DE CENTRO DO MUNDO03.11.16
Por Mauro Donato

skaf

E então a campanha daquele engravatado senhor, deus do templo piramidal da avenida Paulista, foi paga com caixa 2. Surpreso, meu caro? Só se o leitor for alguém que toma sorvete com a testa, não é mesmo?

O marqueteiro Duda Mendonça tomou conhecimento de que seu nome está entre os citados na delação que a Odebrecht vem tratando na Operação Lava Jato. Decidiu então procurar a PGR (Procuradoria-Geral da República) para negociar a sua delação.

Como responsável pela campanha de Paulo Skaf (PMDB) para governador de São Paulo em 2014, a empresa de Duda Mendonça (Votemim Escritório de Consultoria Ltda), teria recebido R$ 4,1 milhões ‘por dentro’. A campanha custou bem mais que isso e o restante, o ‘por fora’, foi pago pela Odebrecht via caixa 2. Que coisa, não?

Duda Mendonça foi o marketeiro de Lula em 2002. Envolto no imbróglio do mensalão, esteve em risco de ficar preso. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, concluiu que ele não teria como saber a origem dos recursos com os quais seu trabalho na campanha de marketing foi quitada e ele acabou absolvido das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Não havia o espetáculo das delações à época e tudo o que Duda disse foi que parte de seus pagamentos era efetuada através de Marcos Valério.

Por que Duda Mendonça faria de novo, agora para o deus-pato? Porque é o modus operandi histórico na política brasileira. Algo que sempre existiu, com participação de todos, e que os golpistas fizeram o possível para colar apenas na imagem do PT. Ou era assim ou não se fazia campanha para partidos. Alguém ainda não entendeu isso?

O mais doloroso nos dias atuais é constatar que todas as previsões, todos os alertas feitos a respeito das reais intenções do que estava em curso travestido de combate à corrupção para extirpar Dilma Rousseff e o PT se confirmam candidamente.

Todo aquele carnaval era na verdade para brecar a Lava Jato? Claro. Está funcionando? Sem dúvida. Toda aquela indignação em verde e amarelo tinha como finalidade impor mais sacrifícios ao povo enquanto o poder e a elite permanecerão gozando de privilégios? Sim, sim, isso mesmo.

Veja com que idade se aposentaram e quais os vencimentos de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, toda aquela turma que deseja que o povo agora se esfalfe e trabalhe por mais tempo. Somando aposentaria e salários de seus cargos, ganham muito acima do teto do funcionalismo público. Mas teto para despesas voltadas ao amparo social serão respeitadas, certo?

Todo esse movimento queria mesmo é aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita de todas as ilicitudes cometidas até então e tocar a vida em paz? Obvio. Está dando certo? Estão a caminho. “Ah, mas veja, o Skaf está exposto agora.” É ruim, hein? Em breve desaparecerá das notícias. Com essa turma não pega nada. Aécio Neves vem à baila e some. José Serra esteve nas manchetes por um dia e depois desaparece. Geraldo Alckmin deita e rola e, impeachment que é bom, nem pensar.

Paulo Skaf apregoava que você não deveria pagar o pato, era preciso mudança, e bla bla bla. Está aí o resultado. Tomou?

*****
Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-pagou-o-pato-de-paulo-skaf-foi-a-odebrecht-por-mauro-donato/

Lula parte para ofensiva e processa Delcídio e Isto é

11.11.2016
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

luladano

Duas ações de indenização por dano moral marcam o início de uma ofensiva dos advogados do ex-presidente Luís Inacio Lula da Silva contra seus acusadores.

A primeira é uma ação de indenização por danos morais – no valor de R$ 1,5 milhão –  contra o ex-senador Delcídio do Amaral por este ter mentido em “delação premiada” procurando envolver Lula na tentativa dele próprio de manter em silêncio Nestor Cerveró, seu  amigo e ex-subordinado na Petrobras.

Como Cerveró e todas as demais pessoas citadas por Delcídio disseram em depoimentos desconhecerem  qualquer ação de Lula para favorecer negócios ou mesmo para obstruir as investigações do caso e o ex-senador não apresenta prova alguma de suas acusações – embora a Justiça Federal tenha achado que isso basta para tornar alguém réu em um processo – terá de responder por isso, senão na esfera criminal, ao menos na cível, numa vara do Fórum de São Bernardo do Campo, local de moradia de Lula e foro adequado para ação de danos morais.

A segunda, que ainda será apresentada, é contra a revista Istoé que antecipou sua edição para dizer que, na delação de Marcelo Odebrecht, este teria dito que Lula recebeu dinheiro dele, em espécie.  Não diz, entretanto, nem quanto, nem a que título e nem dizem a razão, até porque não haveria ato de ofício que pudesse ser praticado por Lula dois anos ou três depois de ter saído da Presidência.

No seu site, o ex-presidente reclama que  a “má-fé da revista é tão evidente que os autores sequer procuraram a defesa ou a assessoria do ex-presidente antes de publicar a mentira”e que não a publicação não apresentou quaisquer documentos, referindo-se a uma suposta delação que estaria em absoluto sigilo e que, por isso, nem mesmo se pode saber o que nela se contém.

E, contendo algo, o que se tem para provar o que se diz, porque para sair da cadeia depois de quase dois anos, ou para livrar dela o filho ou para salvar um império empresarial diz-se qualquer coisa se isto lhe é exigido.

******
Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/lula-parte-para-ofensiva-e-processa-delcidio-e-isto-e/

O vídeo da palestra de Lula em Angola desmoraliza a denúncia do MPF

17.10.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Pedro Breier, correspondente policial do Cafezinho

captura-de-tela-2015-08-11-as-07-09-09

Os delírios dos procuradores do MPF em sua alucinada perseguição a Lula ficam cada vez mais evidentes.

A teoria da acusação é a de que as viagens do ex-presidente para ‘proferir palestras para empresários e agentes de governo estrangeiros, com o propósito de intensificar as relações comerciais/econômicas/empresariais entre o Brasil e tais países, tarefa que o próprio LULA, em declarações prestadas a este órgão, classificou como “natural” e “normal”, vez que assemelhadas a tarefas realizadas igualmente por outros ex-chefes de Estado do mundo inteiro’ seriam apenas um pretexto para arranjar negócios para a Odebrecht.

Para sustentar a teoria, o MPF diz que a Odebrecht disfarçava os pagamentos a Lula como remuneração por palestras. Leiam este outro trecho da denúncia (íntegra aqui):

Todavia, apesar de formalmente justificados os recursos recebidos a título de palestras proferidas no exterior, a suspeita, derivada inicialmente das notícias jornalísticas, era de que tais contratações e pagamentos, em verdade, prestavam-se tão somente a ocultar a real motivação da transferência de recursos da ODEBRECHT para o ex-Presidente LULA. As palestras, na realidade, seriam o meio utilizado pela empresa e pelo ex-Presidente para escamotear o mecanismo de “compra e venda” da influência exercida por LULA tanto em face dos órgãos de governo brasileiros (mercê de sua condição de ex-Presidente) quanto em face de governos estrangeiros com os quais o Brasil tivera e conservara boas relações (a exemplo de Angola, Cuba, Venezuela, etc), a fim de permitir à ODEBRECHT angariar contratos de obras de engenharia nesses países, mediante financiamentos a serem concedidos pelo BNDES, em decorrência de seu programa de financiamento à exportação de serviços a ente público estrangeiro.

É realmente incrível a simbiose entre a mídia corporativa e a Lava Jato: reparem que a suspeita é ‘derivada inicialmente das notícias jornalísticas’.

Uma mídia reacionária, manipuladora, golpista, lança uma suspeita qualquer através de seu jornalismo tosco e o MPF, a partir disso, produz uma denúncia delirante, mas que dá uma contribuição substancial para o clima de linchamento político de Lula que precisa ser produzido para que uma eventual prisão do ex-presidente possa ser sustentada.

A menção apenas a Cuba e Venezuela, quando a Odebrecht realizou obras em diversos outros países, dá uma pista das motivações ideológicas por trás de todo esse circo.

Em outros trechos da denúncia o MPF afirma que as palestras foram uma ‘cortina de fumaça para encobrir o real intento das viagens’ e que a Odebrecht não comprovou a efetiva realização das palestras. A denúncia fala ainda em ‘palestras supostamente proferidas em Angola’.

Na última sexta-feira, dia 14, a página de Lula no Facebook postou um vídeo de um trecho de uma das palestras ‘supostamente proferidas em Angola’, além do áudio completo, e ironizou: ‘Segundo o Ministério Público Federal, essa palestra que aconteceu em 7 de maio de 2014, em Luanda, Angola, não existe.’

Procurei na velha mídia a notícia da divulgação do vídeo por Lula, que evidentemente desmoraliza a denúncia do MPF, mas não encontrei ‘notícias jornalísticas’ sobre o fato fora dos sites e blogs progressistas.

Não vem ao caso, não é?

O circo tem que continuar pegando fogo.

****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/10/17/o-video-da-palestra-de-lula-em-angola-desmoraliza-a-denuncia-do-mpf/