DIREITA GOLPISTA E NAZISTA:Direita xucra ignora que Hitler perseguiu judeus e comunistas

16.08.2017
Do BLOG DA CIDADANIA,15.08.17
Por Eduardo Guimarães

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“Dizer que o nazismo foi de esquerda é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, segundo Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário disse recentemente à BBC.

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Na verdade, é mais do que isso. Não é só ignorância. Não raro, essa releitura histórica absurda é espargida por nazistas “naturais” que não sabem que são nazistas – e muito menos o que foi o nazismo.

O nazismo entrou em pauta por conta dos choques de neonazistas e supremacistas brancos contra grupos antirracistas na cidade universitária norte-americana de Charlottesville.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado(12). Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Vale ver ou rever reportagem sobre o caso para entender a origem de um surto que acometeu a direita xucra tupiniquim, nazifascista pela própria natureza.

Sou nazista, sim“, berrava o MBL norte-americano no último sábado (12). Os nazistas ianques pelo menos sabem que são nazistas. Os daqui, além de não saberem imputam sua ideologia – e os próprios métodos – à esquerda, em um rasgo quilométrico de burrice, falta de instrução e problemas psicológicos sérios.

Uma mocinha no Twitter definiu bem o que acontece no Brasil

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Mas, afinal, o nazismo foi um movimento de esquerda ou de direita? Há uma corrente nova de historiadores que fala em “confusão de conceitos” e afirma que o nazismo se apresentava como uma “terceira via”, não sendo, portanto, “nem de direita, nem de esquerda”…

Igualzinho ao partido inventado por Gilberto Kassab.

“Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial para enfrentar o socialismo marxista que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917, afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Porém, como no caso da Venezuela, não importa quantas provas apareçam que a direita xucra não aceita e fica repetindo – e contaminando outros ignorantes – que o nazismo foi de esquerda e que Hitler era uma espécie de Lula…

nazi 7Apesar de alguns dizerem que o nazismo também não gostava da direita, isso é ridículo. Eu e tantos outros aproveitamos a onda fascista que engolfou o Brasil em 2013 – e que ainda não refluiu – para estudar a ascensão do nazifascismo na Alemanha dos anos 1920, 1930 e sabemos que tudo isso é uma enorme besteira.

Por acaso o nazismo perseguiu empresários que não fossem judeus? Por acaso o nazismo perseguiu capitalistas? Não. O nazismo foi, também, uma caça interminável e irrefreável a judeus e comunistas. Essa era a base “popular” do nazismo: apontar judeus e comunistas como “inimigos da pátria” e jogar tudo de ruim nas costas deles.

Assim como fazem em um certo país gigante da América do Sul com comunistas e nordestinos.

A história não mente e seus fatos não comportam interpretações.

Em 8 de março de 1933, Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha cassando os mandatos de seus deputados. Dirigentes foram presos ou perseguidos e, uma semana depois, a agremiação foi proibida, segundo a Deutche Welle.

A tropa de assalto nazista marchou com suas tochas pelo Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler. Políticos conservadores não acreditavam que ele permanecesse por muito tempo no poder, mas o homem do uniforme marrom estava obcecado pela conquista do mundo e começou amplas reformas na Alemanha.

Ditadores tratam e começar suas ditaduras por uma onda de reformas, para salgar a terra em que antes vigia a democracia.

Poucos dias depois, no final de fevereiro, porém, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio. Os nazistas, muito provavelmente os autores do atentado, aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas contra os comunistas.

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O ministro Hermann Göring apresentou novas medidas voltadas principalmente contra os comunistas, acusados por Hitler de ser mentores do atentado incendiário.

Wilhelm Pieck, membro do Comitê Central, já havia advertido para o perigo nazista em 1932. Num apelo aos seus camaradas, sugeriu a movimentação em massa contra os fascistas e defendeu a aliança com a União Soviética.

No dia 15 de março de 1933, o Partido Comunista Alemão (KPD) foi proibido, colocado na ilegalidade, assim como fizeram as ditaduras militares sul-americanas no século passado.

De volta à Alemanha nazista, cada vez mais comunistas eram presos. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, prometeu, então, que não deixaria a perseguição aos opositores apenas ao encargo da polícia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento esquerdista reorganizou-se. Na Alemanha Oriental, comunistas e social-democratas criaram o Partido Socialista Unitário. De alguma forma, a República Democrática Alemã (RDA), dita Alemanha Oriental, foi resultado da perseguição de Hitler à esquerda.

No Brasil, a perseguição destro-midiático-nazifascista contra a esquerda e o comunismo tem muito da perseguição de Hitler à esquerda e ao comunismo alemães do início do século passado… Às vezes a história se repete como tragédia mesmo, como sugere o vídeo abaixo.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2017/08/direita-xucra-ignora-que-hitler-perseguiu-judeus-e-comunistas/

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Aécio e Caiado financiaram e organizaram grupos pró impeachment, diz ex-ativista de SP ligada ao PSDB

20.11.2016
Do site DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 00.11.16
Por Mauro Donato

Dani Schwery em seus tempos de militância pró impeachment

Um plano encabeçado e financiado por Aécio Neves e Ronaldo Caiado; eleições indiretas são para salvar FHC; movimentos pró impeachment como o MBL são fantoches.

Quem afirma é Daniela Schwery, uma das primeiras manifestantes a conclamar a população a ir para as ruas ‘contra a ditadura comunista que seria a reeleição de Dilma’, cujos vídeos atingiam 70 mil views.

 

Dizendo-se enganada pelo PSDB, hoje Schwery desfiliou-se do partido e ganha a vida como assessora do humorista Juca Chaves. Ela conversou com o DCM na última sexta-feira. A seguir, os principais trechos da entrevista.

DCM: Esses grupos sempre se disseram independentes, espontâneos, apartidários que não recebiam dinheiro de partidos ou de políticos. Mesmo quando todo mundo já sabia que o Vem Pra Rua, por exemplo, tinha dinheiro do Jorge Paulo Lehmann, sócio da cervejaria Ambev.

Schwery: Espontâneo o cacete. Eu fui a uma reunião quando o Vem Pra Rua estava querendo surgir no cenário com o Rogerio Chequer. Era gente que não queria aparecer, sempre ficou escondida, não subia nos carros de som. Essa turma é PSDB.

DCM: Você diz que MBL, Vem Pra Rua e afins não são movimentos sociais? O que são então?

Schwery: Eles são profissionais da comunicação. Eles estudam as massas e tal. Rogério Chequer é um profissional da comunicação. Quando ia a eventos ele orientava até na hora de tirar fotos. A Carla Zambelli é amiga do Augusto Nunes. A cúpula do PSDB é toda ligada ao Reinaldo Azevedo. Eles foram se infiltrando e forjando ser algo espontâneo. Mas nós nunca reconhecemos nenhum desses grupos como liderança. A gente criticava o Lula por não ter estudo e daí vem o Kim Kataguiri? Me poupe.

Mas você não fazia parte? A todo momento usa termos como ‘nós’ e ‘eles’. Quem são os ‘nós’ e os ‘eles’?

‘Eles’ são essa turma liberal. Eles caíam matando em cima de mim porque eu era do PSDB e para eles PT é igual PSDB. Eu também acho isso, mas eles são uns hipócritas porque fazem esse discurso enquanto a cúpula deles… Humm.

Tudo encenação?

O que foi aquela marcha a pé até Brasília? Ridículo. Saíam da marcha, comiam bem, dormiam em hotéis e voltavam para a estrada para fazer fotos. A Carla Zambelli é amicíssima do Danilo Amaral do ‘Acorda Brasil’, um cara que ia para manifestação contra corrupção mas que foi citado 18 vezes na Lava Jato.

Quem então é a cúpula, quem puxou todo esse processo?

Aécio e Caiado. No começo houve um acordo ‘todo mundo com todo mundo’ para unir forças, ignorando nossas diferenças. Mas a cúpula dessa galera não era clara pras pessoas. E quem conduziu dessa maneira foi o Aécio junto ao Caiado, que fizeram um acordão para que o pedido de impeachment produzido pelo Helio Bicudo fosse adiante numa grande jogada. Caiado pagou a Carla Zambelli para liderar esse processo todo de empurrar o impeachment do Bicudo, por isso queremos CPI desses ‘movimentos’.

Mensagem de celular de Carla Zambelli, dos Nas Ruas

Mas impeachment não era o desejo de vocês?

A gente queria novas eleições, derrubar o Temer também, mas depois começaram a fantasiar a coisa toda, separar as contas da Dilma e do Temer, do PT e do PMDB. Pegaram a pior argumentação, que era a das pedaladas. Nós ficamos putos.

As coisas que vocês (referindo-se ao DCM) criticam, nós concordamos. Temos a autocrítica de que tudo que serviu para Dilma serviria para o Alckmin também. Nós sempre alertamos que se o PT fosse derubado a Lava Jato iria chegar no PSDB também. Repare que no começo o PSDB se dizia contra o impeachment.

Havia vários pedidos de impeachment. Por que brigaram para fazer valer o capitaneado por Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Reale Junior?

O primeiro pedido de impeachment quem fez foi o Bolsonaro. Tinha fundamentação para derrubar os dois, a chapa. Apoiamos. Não se tratava de ser pró Bolsonaro ou não. Mas já tinha um pedido lá, então que fosse aquele. Mas a cúpula depois entrou com outros pedidos para retardar o processo enquanto construía o marketing todo. Foi então que apareceram a Carla Zambelli, a Janaína Paschoal, para fazer toda essa engrenagem em torno do pedido do Helio Bicudo.

Tudo ficou aparelhado. Conseguiram o ‘aval’ de 43 ‘movimentos sociais’ e pronto. Mas que movimentos? Alguém que tinha uma página no facebook com 600 curtidas era um ‘movimento’. Um grupinho de WhatsApp era um ‘movimento’, tinha um nome, assinaram lá e pronto. Muita gente foi enganada, não concordou depois de ter assinado, mas a Carla dizia ‘agora já era, sua assinatura já foi’.

Tudo isso com qual a intenção?

Eleições indiretas. A gente alertava sobre isso. O FHC, se você perguntar ele vai dizer que não, mas ele aceita voltar. Deve estar com o c… na mão com o avanço da Lava Jato e já fez as continhas de que antes de 2018 a operação chegaria nele. Então o Xico Graziano [um dos principais assessores do ex-presidente, autor do artigo “Volta, FHC”] já veio arquitetando isso, visando o foro privilegiado.

Quando então a ficha caiu? Há uma mensagem entre vocês de Heduan Pinheiro de um tal Movimento Brasil Melhor instruindo como fazer para a mobilização ‘parecer’ democrática, que deveria ‘parecer’ espontânea perante a mídia… termos explícitos revelando que tudo sempre foi uma farsa. Por que demorou tanto para perceber?

É difícil. Eu era uma idiota, iludida. Essa turma de Aécio Neves, Ronaldo Caiado, eles iam enfiando os assessores de imprensa nos grupos de WhatsApp. A gente não sabia quem era quem.

O DEM aos poucos ‘contratava’ essas lideranças dos grupos como assessoria de comunicação, mas era pagamento pois eles não podiam falar claramente: “Vou te dar uma grana para você fazer o que eu quero”. Mas somos umas formigas contra o poderio. Eu tentava alertar as pessoas. Dizia: “O populismo mudou de lado, gente. Vamos tomar cuidado, vamos raciocinar”, poucos percebiam. Eu fiquei tomando porrada e agora muita gente me dá razão.

Em meu artigo sobre a rixa atual entre os movimentos, creditei a falta de vaga no camarote como um dos motivos. Argumento que você concorda em sua réplica. Você diz que o pessoal da Movimentomania conseguiu o que queria. Quem conseguiu o quê?

Não está vendo que agora todos são pró Temer? O Kim Kataguiri não conseguiu a coluna dele na Folha? Jornalistas sem emprego e aquele menino vazio escrevendo na Folha, não é uma conquista? Do Vem Pra Rua, nove pessoas conseguiram cargos na FIESP. O tal Forum Internacional da Carla quem financiou foi o DEM.

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Só o DEM?

Tem dinheiro da Companhia Suzano também, os Feffer.

Neste domingo ocorrerá uma manifestação puxada pelo Vem Pra Rua em defesa da Lava Jato e das 10 Medidas Contra a Corrupção. É mais uma mentira então?

Sobre eles eu concordo quando você diz que posam de indignados. Eles são profissionais. Sentam com o pessoal do PSDB e começam a contar prazo, eles sabem quando irá acontecer tal coisa e se mobilizam previamente para as datas ficarem próximas. Eles fazem uma coisa bem trabalhada, com profissionalismo, com marketing.

Esse negócio das 10 Medidas é tudo palhaçada, Onyx está sendo populista. Quem não gosta de ouvir aquilo? Se querem reconhecer caixa 2 como crime agora é porque querem deixar todo um passado para trás. Só agora é crime? Isso é para salvar o rabinho deles. Por isso o pessoal da intervenção militar entrou de sola na última quarta-feira e a gente entrou para defendê-los.

Defendê-los?

Eu os admiro porque são resilientes. Pode ser que o mote deles não seja o mais adequado, mas para quebrar essa estrutura que está aí, eles são loucos o suficiente. É um desespero. A gente vê que a Lava Jato está murchando e que o PSDB vai sair ileso e ainda mais fortalecido disso tudo… não é de ‘emputecer’? Sei que não é ideal nem adequado, mas é desespero.

Tem recebido ameaças?

Sim, já foram atrás até da minha mãe. Sinceramente, tenho mais medo do pessoal do PSDB que do pessoal do PT. Eles são ardilosos, são requintados na maldade.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/aecio-e-caiado-financiaram-e-organizaram-grupos-pro-impeachment-diz-ex-ativista-de-sp-por-donato/

Hora de colocar os pingos nos ‘is’ do termo ‘militonto’

27.10.2016
Do blog TIJOLAÇO
Por Luciana Oliveira, em seu blog

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Acho que é a primeira vez que recorro a esse termo pejorativo num texto, o recusei pela superficialidade e claro, porque só repito apelos que vão parar na boca de multidões que interessem a todos.

O colunista Reinaldo Azevedo enquadrou como “militontos disfarçados de pensadores” todos que denunciaram ilegalidades e perseguições judiciais seletivas e viram o processo de impeachment como golpe.

Quem não comprou sequer um adesivo do pixuleco foi rotulado como ‘petralha’, mesmo que não tenha roubado nada na vida.

Desde a eleição de Dilma Rousseff sou considerada ‘petralha’, afinal, de acordo com os pingos dos ‘is’ de Azevedo, não havia militonto na direita.

Passados cinco meses do governo golpista, chegou a hora de estufar o peito e perguntar quem realmente está com as faculdades intelectuais enfraquecidas e não se importa com a corrupção e a desordem.

Os golpistas, termo que faço questão de repercutir, transformaram os poderes em bordéis e a vida do brasileiro num inferno.

Nada melhorou, piorou e muito.

O mínimo em simplificação, basta.

O desemprego chegou a 11% em setembro, a inflação acumula alta de 8,48% nos últimos 12 meses, muito acima do teto da meta estipulada pelo governo que era de 6,5%, 21 estados e o DF têm escolas ocupadas por estudantes que protestam contra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que institui um teto de gastos para a União por 20 anos e o Senado está em pé de guerra com o Supremo Tribunal Federal.

De tudo que vai mal o que mais preocupa é a ruptura da “tranquilidade institucional extraordinária” que Temer teve a cara de pau de apontar como parte do cenário do país.

Sinceramente, gostaria de rir e torcer para que a briga de egos entre os poderes chegasse ao extremo, mas não consigo, afinal, sou ‘militonta’ que defende cegamente a Constituição Federal e a democracia.

Diz o ditado que “quando o mar briga com a praia, quem leva porrada é caranguejo”, por isso sigo pensando no país e no povo, independentemente de quem está no poder.

O governo golpista aprovou o congelamento de gastos em áreas essenciais, como a saúde e educação com a desculpa de que em tempo de crise não resta outra alternativa senão cortar ou frear gastos.

E o que foi esse aumento de até 47% para cinco categorias de servidores, um impacto de mais de R$ 2 bilhões em 2017, R$ 548 milhões em 2018 e R$ 574 milhões em 2019?

O que são os que apoiaram o golpe e se mantém invisíveis e silenciosos com o que acontece, senão militontos?

Chegou a hora de botar os pingos nos ‘is’ do termo dedicado generalizadamente à esquerda.

Estão com a cuca fraca ou vergonha?

As duas coisas.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/10/27/hora-de-colocar-os-pingos-nos-is-do-termo-militonto/

Como Gilmar Mendes, agora o MBL e outros ‘movimentos’ torcem o nariz para a Lava Jato

27.08.2016
Do portal DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Mauro Donato

Seu Cascata e Cascatinha

Acostumados com a condição de celebridades e, portanto, preocupados com a perspectiva de verem-se longe dos holofotes em breve, os procuradores e o Ministério Público recorreram aos grupos de encomenda (também conhecidos como ‘espontâneos’) que encabeçaram as manifestações desde 2014 que resultaram nisso que estamos vivendo.

O MP quer ajuda desses grupos para aprovar as 10 Medidas de combate à corrupção. Mas cadê Movimento Brasil Livre, Vem pra Rua, Revoltados OnLine?

As medidas tramitam na Câmara como ‘projeto de iniciativa popular’, afinal haviam milhares de pessoas nas ruas implorando pelo fim da corrupção, porém esses grupelhos liderados por fedelhos estão tirando o corpo fora. MBL sobretudo. O indefinível Kim Kataguiri agora faz ressalvas às medidas.

“Isso não é democracia, é coisa de regime totalitário”, falou o porta-voz dos patriotas-democratas-idôneos. Ué, mudou de opinião?

Por óbvio não se trata de mudança de visão. Um dos objetivos já foi alcançado (sim, um deles pois a outra obssessão dessa turma é ver Lula na cadeia), agora é tocar a vida como sempre foi. Como disse o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa no romance O Leopardo, “para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.”

Dilma Rousseff cairá por isso, para que tudo volte a ser como sempre foi.

A um passo do cadafalso, Dilma afirmou que irá ao Senado na segunda-feira dizer em alto e bom som que está indo para a forca por ter deixado a Lava Jato avançar. Mais verdadeiro, impossível. É disso mesmo que se trata, portanto a presidente estava condenada desde o primeiro dia.

E com a deposição de Dilma, qualquer operação ou medida de combate à corrupção perde impulso, para não dizer sentido. O que desejavam, já estará alcançado.

Vide Gilmar Mendes. Quando a Lava Jato mira em alguém do STF, ele estrila. Daí vê abusos, incoerências, injustiças. Quando os alvos eram outros, estava tudo certo.

E a suspensão da delação de Leo Pinheiro? A quem interessa engavetar o que ele tem a dizer? Claramente a todos aqueles que estavam morrendo de medo e incomodados com o andar da carruagem da Lava Jato desde os primeiros dias.

Se Dilma irá lavar a alma (dela e de muitos que têm esse golpe engasgado), a ver. A reação dos congressistas a quem diz a verdade não é nada boa. A senadora Gleisi Hoffman foi quase linchada após dizer uma verdade inquestionável: a de que ninguém ali no Senado tinha moral para julgar Dilma. Aliás, eu acrescentaria que não têm moral para julgar quem quer que seja. Aécio Neves, Ronaldo Caiado, Renan Calheiros… não têm moral nem para nada.

Passado o próximo dia 31, o MBL e outros desses ‘movimentos sociais’ de aluguel – que nunca revelaram de onde vem seus recursos – irão se dedicar às campanhas de seus integrantes que candidataram-se nas eleições municipais deste ano. Falar de combate à corrupção com eles a partir de agora é perda de tempo.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-gilmar-mendes-agora-o-mbl-e-outros-movimentos-torcem-o-nariz-para-a-lava-jato-por-donato/

Vanessa Grazziotin é agredida por advogado dentro de avião Advogado foi detido pela Polícia Federal após agredir Vanessa Grazziotin dentro de avião

01.09.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Agressor é membro do MBL e tentou arrancar o celular da mão da senadora, que bateu a cabeça na poltrona. Vídeo e testemunhas confirmam agressão

Vanessa avião voo agredida LATAM
Alterado, homem ataca senadora em voo da LATAM e é detido pela PF

Um homem de aproximadamente 40 anos foi detido por meia hora pela Polícia Federal (PF), por volta das 23h45 dessa quarta-feira (31), no Aeroporto Internacional de Curitiba (Afonso Pena). O agressor é o advogado Paulo Demchuk, integrante do MBL, Movimento Brasil Livre.

No momento do desembarque de passageiros que vinham de Brasília em um avião da Latam, a senadora foi hostilizada por um grupo favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ao ser xingada, ela começou a filmar quando o advogado tentou tirar o celular das mãos dela. Depois do tumulto, Paulo Demchuk foi levado para uma sala da PF.

Segundo testemunhas, os comissários de bordo tiveram que intervir para liberar a passagem da senadora para fora do avião. A PF foi acionada pela companhia aérea. O homem, que estava alterado, foi retido até que todos os passageiros desembarcassem.

“Achei um absurdo, que foi uma agressão sim. Ela apontou o celular para filmar e quando ele puxou, ela puxou também, e pegou no cabelo dela. E ela acabou batendo a cabeça no braço da poltrona. A Polícia Federal não tinha delegado no aeroporto e acabaram não registrando a ocorrência na hora. Ele (o agressor) foi para a salinha da Polícia Federal”, conta um passageiro que pediu para não ser identificado.

Segundo a PF, o passageiro não chegou a ser preso e foi liberado por volta da 0h20.

Por telefone, a assessoria informou que a senadora não registrou ocorrência e que achou melhor não divulgar o caso que considera lamentável. Vanessa Grazziotin participou da votação do impeachment no Senado nessa quarta e, à noite, foi a Curitiba para visitar a mãe que mora na capital paranaense.

O membro da Comissão da Verdade do Paraná, Daniel Godoy Júnior, considera as agressões motivadas por assuntos políticos intoleráveis. “Temos que resgatar um dos fundamentos da Constituição que é o respeito do princípio da dignidade humana. Temos que defender uma sociedade que consiga viver na pluralidade, aceitarmos e respeitarmos as ideias contrárias e assegurarmos que essas ideias possam se manifestar. Os atos de violência depõem contra o Estado Democrático de Direito e a Constituição e são intoleráveis”, diz.

Outro lado

Paulo Demchuk se defende e diz que não agrediu a senadora. “Eu não toquei em um fio de cabelo dela. Nós estávamos discutindo o descumprimento da constituição que prevê a perda dos direitos políticos no impeachment. Estava criticando os acordos feitos na surdina, falando sobre o assunto e ela começou a filmar. Eu tentei tirar o celular dela, eu admito o erro de tentar tirar o celular dela”, afirmou o advogado.

Questionado sobre a imagem gravada, em que ele parece ter dado um soco no celular, Paulo Demchuk justificou: “se foi um soco, foi no celular, para tirar o celular. Eu não toquei num fio de cabelo dela”, argumentou.

Nas redes sociais, Paulo Demchuk ainda atribuiu a polêmica ao “comportamento vitimista dos comunistas”.

LATAM

A LATAM Airlines Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal para realizar o desembarque de um passageiro do voo JJ3151 (Brasília – Curitiba) de ontem (31) em função de comportamento indisciplinado. A empresa ressalta que segue os mais elevados padrões de segurança, atendendo rigorosamente aos regulamentos de autoridades nacionais e internacionais”, disse, em nota, a LATAM.

com informações de Portal Paraná

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/vanessa-grazziotinn-aviao-agredida-mbl.html

Por que os manifestantes ‘contra a corrupção’ desapareceram?

23.05.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 20.05.16

Apesar de Michel Temer ser ficha-suja e citado na Lava Jato, assim como boa parte de seus ministros, panelas não são mais ouvidas. Onde foram parar os manifestantes com as caras pintadas de verde e amarelo e vestindo camisas da CBF?

bater panela corrupção brasil

O texto que segue é de Francisco Toledo, fundador da Agência Democratize. O conteúdo trata do desaparecimento súbito dos manifestantes ‘contra a corrupção’ no Brasil desde que Michel Temer assumiu o poder.

“Faço esse texto porque não ouço panelas batendo. Não vejo manifestantes com a cara pintada e a bandeira do Brasil nas ruas. Muito menos congressistas irritados com a corrupção na frente das câmeras, e a abraçando antes de dormir longe dos holofotes”, diz

Francisco. Leia a íntegra abaixo.

Procura-se: Um manifestante que seja contra a corrupção

O poeta e escritor francês Honoré de Balzac dizia que “os costumes são a hipocrisia de uma nação”. Acho que essa frase vale mais do que nunca para nós, brasileiros.

Não acredito em generalização, claro. Não somos todos nós os hipócritas. Pelo menos os hipócritas da vez. E sim eles, os “manifestantes contra a corrupção”.

Sim, talvez você faça parte desse grupo. Capaz que você nem imagine o quão hipócrita é, por apenas ter servido como massa de manobra de interesses mesquinhos de um grupo bem específico.

Mas, talvez você saiba da sua hipocrisia, e não tenha a menor vergonha de admiti-la.

De qualquer forma, foram alguns os milhões de brasileiros que ocuparam as ruas desde o ano passado para protestar contra a corrupção – e consequentemente pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Veja bem: a impopularidade de Dilma era algo que quase partia do senso comum do brasileiro. A diferença se encontra nos motivos e causas que geraram tal indignação.

Por exemplo, as classes C, D e E não gostavam de Dilma não por achar ela culpada de toda a corrupção denunciada pela Lava Jato. Eles não aprovavam seu governo por justamente não ter dado continuidade aos programas e avanços do governo Lula. O ajuste fiscal, a perda de consumo, tudo isso foi um reflexo de sua impopularidade com a classe trabalhadora.
Já vocês, os “manifestantes contra a corrupção”, pouco se importam com o ajuste fiscal. Terceirização, privatização e corte em programas sociais é visto como algo positivo por boa parte daquela massa confusa que ocupou as ruas.

Digo boa parte porque não são todos assim em sua totalidade. Como disse acima, talvez você seja “manifestante contra a corrupção”, mas também tenha sido parte de uma massa de manobra bem articulada.

Faço esse texto porque não ouço panelas batendo. Não vejo manifestantes com a cara pintada e a bandeira do Brasil nas ruas.

Muito menos congressistas irritados com a corrupção na frente das câmeras, e a abraçando antes de dormir longe dos holofotes.

Pelo menos 7 dos novos ministros indicados por Michel Temer estão sendo investigados pela Justiça. Alguns até mesmo são investigados pela Polícia Federal na operação Lava Jato.

Nem por isso o grupo fascistoide Revoltados On Line fez protesto na frente da casa desses novos ministros – assim como o fizeram quando Lula foi quase indicado para o Ministério da Casa Civil por Dilma.

E o senador Aécio Neves? O ministro do STF, Gilmar Mendes, em menos de 24 horas,

aceitou os argumentos do tucano e seus advogados, suspendendo as investigações sobre Aécio no caso de Furnas.

Resolvi fuçar a página dos liberais do Movimento Brasil Livre. Nenhuma postagem sobre.
Nenhuma. Nenhuma nota. Nada.

Pensei em pegar um cartaz e escrever em letras garrafais: PROCURA-SE O MANIFESTANTE CONTRA A CORRUPÇÃO. Onde ele foi parar?

A resposta é mais simples do que você imagina.

Nunca existiu nenhuma campanha popular contra a corrupção. A corrupção nada mais é do que o instrumento de grupos políticos pré-estabelecidos em um sistema corrupto para atacar seu rival, geralmente da situação (governo). Quando o cenário muda de lado, é a vez desse grupo político se defender das acusações.

A corrupção faz parte de um sistema que concilia partidos políticos com os interesses de multinacionais e empresas privadas, aceitando doações generosas para campanhas políticas.

E meu amigo, nenhum desses que estão no novo governo defendem o fim do financiamento privado. Nem os fascistoides do Revoltados Revolts. Nem os liberuxos do MBL. Nem mesmo o Temer, oras.

“Mas, primeiro derrubamos a Dilma, agora iremos derrubar o restante”.

Não, amigo. Não vão não.

Esses grupos que organizaram os protestos contra Temer já fazem campanha em defesa de seu novo governo. Talvez porque enquanto vocês torravam no sol durante a mega-ultra-manifestação na Avenida Paulista, esses caras que lideram tais grupos estavam ali nos bastidores, negociando cargos e ganhos em cima de tudo isso.

É diferente de 2013.

Em 2013 não havia lideranças. Não era preciso três carros de som gigantescos para colocar milhões de pessoas na rua. Muito menos era preciso protestar só nos domingos – pelo contrário, era todo dia, toda noite, toda madrugada se for preciso.

Ainda dá tempo de negar essa hipocrisia, e entender o jogo como funciona.

Antes que seja tarde. Não é preciso “temer”.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/05/por-que-os-manifestantes-contra-a-corrupcao-desapareceram.html

GOLPISTAS TRAIDORES: PAULO PIMENTA ANALISA OS MOTIVOS GEOPOLÍTICOS POR TRÁS DO GOLPE

03.04.2016
Do portal BRASIL247

Deputado Paulo Pimenta apresenta um organograma do envolvimento entre FHC e as organizações Globo. Foto Lula Marques/Agência PT

Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) traçou uma análise dos fatores geopolíticos que estão por trás da tentativa de golpe contra o governo da presidente Dilma Rousseff; segundo o parlamentar, o fim do protagonismo político e econômico brasileiro conquistado nos últimos anos, utilização de meios de espionagem internacional, além do financiamento de organizações de direita e a entrega do petróleo, tudo está previsto no Manual de Forças Especiais de Guerra Não-convencional dos Estados Unidos.

247 – O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) fez uma análise para a Revista Fórum dos fatores geopolíticos que estão por trás da tentativa de golpe contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo o parlamentar, o fim do protagonismo brasileiro, espionagem internacional, financiamento de organizações de direita e a entrega do petróleo está previsto no Manual de Forças Especiais de Guerra Não-convenciona dos Estados Unidos.

Segundo Pimenta, em 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva fortaleceu o Mercosul, participou da criação do Banco dos Brics e conseguiu emplacar brasileiros no comando da FAO e da OMC, sem contar o fato de contribuir para uma correlação de forças não alinhadas com os EUA na América Latina.

“O golpe que atualmente se articula reúne forças políticas que militam contra essa política externa independente; forças que, como lembra Marcelo Zero, propugnam a assinatura de “acordos de livre comércio assimétricos, como o Acordo Comercial Transpacífico (TTP) e o Acordo Transatlântico de Comércio e Investimentos (TTIP)”, e também o abandono do Mercosul e da alta prioridade dada aos BRICS e a outros foros que conduzem a um mundo mais multipolar”, destaca o parlamentar.

Ainda segundo a análise de Pimenta, a participação das grandes construtoras brasileiras em inúmeros projetos de infraestrutura na América Latina, Caribe e África ampliava o protagonismo econômico e político brasileiro, “mas, agora, com essas empresas fragilizadas pela Operação Lava Jato, tais mercados ficam mais abertos a investidas dos EUA, Europa e China”.

Pimenta lembra ainda que Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), divulgou, em 2013, que sua agência espionava a Petrobras. “Em 2014, por coincidência ou não, começou de forma ostensiva a Operação Lava-Jato, que investiga desvios na Petrobras. Em 2016, coincidência ou não, começa a ganhar força, no Congresso brasileiro, a possibilidade de aprovação de uma lei que acaba com o regime de partilha do pré-sal, abrindo-o para a exploração por empresas internacionais do Petróleo. Os promotores dessa ideia são justamente os opositores do Governo Dilma”, destaca.

Por fim, o parlamentar gaúcho oberva que a Operação lava Jato tem sido empregada como uma espécie de “instrumento jurídico-político com claro objetivo de prender Lula (sem que tenha cometido algum crime) e de desestabilizar o governo Dilma”., além de estar repleta de irregularidades.

Ainda no texto, Pimenta relembra que o “Manual de Forças Especiais de Guerra Não-convencional dos Estados Unidos explicita que os esforços desse tipo de guerra é explorar vulnerabilidades de “poderes políticos hostis”, como talvez o Brasil seja considerado”, além de “perturbar projetos transnacionais multipolares por meio de conflitos”, estimulando grupos políticos antagonistas e as fragilidades internas nos países alvo.

Por último, o artigo observa que “o Movimento Brasil Livre (MBL) é uma marca criada pelo Estudantes pela Liberdade “para participar das manifestações de rua sem comprometer as organizações americanas que são impedidas de doar recursos para ativistas políticos pela legislação da receita americana (IRS)””.
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Fonte:https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6270130302447890955#editor/target=post;postID=1871685207550045190