”A inteligência artificial, e não a Coreia do Norte, causará a 3ª Guerra Mundial”, afirma Elon Musk

11.09.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 06.09.17
Por Diario do Centro do Mundo 

Entre ameaça nuclear e inteligência artificial, Elon Musk, o voluntário patrocinador da Tesla, SpaceX, Hyperloop e várias outras empresas, todas com alta taxa de inovação, faz as suas previsões sobre o futuro do mundo e sobre uma possível Terceira Guerra Mundial alimentada e até mesmo desencadeada pelas próprias inteligências artificiais.

Os pontos de partida são dois: por um lado, mais um teste atômico da Coreia do Norte, devastador desta vez, com uma bomba de hidrogênio que explodiu na montanha de Punggye-ri, provocando alguns terremotos que duraram vários segundos, avaliados em 6,3 e 4,6 graus na escala Richter.

Por outro lado, as declarações de Vladimir Putin, feitas durante uma conferência transmitida na última sexta-feira via satélite para mais de um milhão de estudantes russos para a inauguração do ano letivo, segundo o qual “a inteligência artificial é o futuro, não só para a Rússia, mas para todo o gênero humano. Ela traz enormes possibilidades, mas também ameaças que são difíceis de prever. Qualquer pessoa que se torne líder nesse âmbito será o soberano do mundo”.

Musk, que também está profundamente envolvido no setor – basta pensar na automação dos seus Tesla –, é também, e não de ontem, bastante crítico em relação aos riscos ligados ao desenvolvimento de redes neurais cada vez mais sofisticadas e inteligentes artificiais capazes, mais cedo ou mais tarde, de tomar um caminho determinado em plena autonomia, sem a supervisão do ser humano.

Ele também fundou, com outros, a OpenAI, uma fundação para a pesquisa que busca dirigir esse campo para caminhos pacíficos. Em julho passado, o empresário sul-africano naturalizado estadunidense, por exemplo, convidou os governos a regular o âmbito, instituindo regras e princípios que permitam, de algum modo, guiar os seus passos nos próximos anos.

Há poucos dias, ele voltou à questão um apelo à ONU para frear a corrida rumo aos armamentos autônomos, assinado com outros 116 empresários e especialistas reunidos na International Joint Conference on Artificial Intelligence, em Melbourne.

A questão é tão cara a ele que ele voltou ao assunto também no Twitter. Nessa segunda-feira, no seu perfil, ele relançou um artigo sobre as frases de Putin e, depois, desencadeou uma longa discussão, na qual ele continuou participando com várias respostas sobre o assunto.

ChinaRússia, em breve todas as nações fortes na informática” desenvolverão sistemas de inteligência artificial, afirma. “A competição pela superioridade pode provocar a Terceira Guerra Mundial.”

A mensagem oculta é que essa disputa corre o risco de ser mais complexa e perigosa para o destino da população mundial do que o braço de ferro com Pyongyang.

Mais tarde, Musk voltou a ressaltar que – em uma espécie de previsão apocalíptica da chamada singularidade tecnológica, isto é, do momento em que as inteligências artificiaissuperarão as humanas – “um novo conflito internacional poderia ser iniciado não pelos líderes dos vários países, mas por um dos seus sistemas de inteligência artificial, se este decidisse que um ataque preventivo é o caminho ideal para a vitória”.

Em suma, o alerta é sempre o mesmo: poderia não ser mais necessário que alguém pressione o botão vermelho, porque as máquinas poderiam fazer isso sozinhas.

O fato de que a Coreia do Norte, de Kim Jong-un, no centro das preocupações da comunidade internacional e das discussões do Conselho de Segurança convocado para essa segunda-feira, pode provocar um conflito de porte planetário parece altamente improvável a Musk: “Seria suicida para a sua liderança”, tuitou o chefe da Tesla, nada novo nessas rixas sobre política internacional. “A Coreia do Sul, os Estados Unidos e a China a invadiriam, decapitando o regime imediatamente.”

Nem todos concordam com o empresário. Durante a troca de mensagens, ainda em desenvolvimento, a ponto de ter reunidos mais de 8.000 respostas e 14.000 “curtidas”, alguns responderam que o jovem marechal não é exatamente alguém que pensa de modo racional, outros lhe responderam que os governos nunca seriam capazes de desenvolver seus próprios sistemas de inteligência artificial e que as autênticas ameaças virão de empresas privadas. Tentando, assim, colocar o empresário contra o muro.

Musk reagiu com alguns tuítes, explicando, por exemplo, que os governos não devem seguir as regras e poderão obter essas soluções de inteligência artificial quando quiserem e usá-las para chantagear os outros.

Outros usuários, ainda, céticos sobre essa leitura dos fatos, ressaltaram que, posta dessa forma, a questão Coreia do Norte parece realmente algo de pouca importância. E o fundador da SpaceX, que várias vezes definiu a inteligência artificial como uma espécie de “demônio” que estamos evocando sem pensar nas consequências, também voltou à questão: “A Coreia do Norte deveria ocupar um lugar muito baixo na lista das nossas preocupações. Ela não tem alianças a ponto de poder provocar um conflito global”.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/inteligencia-artificial-e-nao-coreia-do-norte-causara-3a-guerra-mundial-afirma-elon-musk/

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Maior parte do dinheiro doado para o Criança Esperança fica para a Rede Globo, diz documento

08.09.2017
Do blog CENTRAL POLÍTICO, 20.08.17

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WikiLeaks divulga documento que mostraria que a Globo fica com 90% do dinheiro do Criança Esperança. Confira abaixo o link para o documento e confira você mesmo.

Com informações do Wikileaks Promovida pela TV Globo em parceria com o Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância -, a campanha já arrecadou R$ 122 milhões, em 18 anos, investidos integralmente no Brasil.

O Show do Criança Esperança completou 18 anos de alegria. Sob o comando de Renato Aragão, a festa de solidariedade teve a sempre presente Xuxa e muitos outros convidados como Sandy & Junior, Caetano, Angélica e Maurício Mattar.

WikiLeaks divulga documento que mostraria que a Globo fica com 90% do dinheiro do Criança Esperança. Confira abaixo o link para o documento e confira você mesmo.

Um documento publicado pelo site WikiLeaks, famoso por divulgar materiais e informações confidenciais de governos e empresas, registra uma investigação sobre o recebimento de verbas da campanha Criança Esperança da Rede Globo pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

O documento pode ser encontrado no site do Wikileaks no endereço abaixo:

Clique aqui para acessar o documento.

Unesco

O documento, de 15 de setembro de 2006, revela um telegrama que teria sido enviado do escritório da Unesco em Paris, na França, para Washington, capital dos EUA. O material relata uma solicitação de reunião do então embaixador brasileiro na capital francesa, Luiz Filipe de Macedo Soares, com lideranças da entidade da ONU para discutir irregularidades ocorridas no escritório da Unesco em Brasília.
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Fonte:http://www.centralpolitico.com.br/2017/08/maior-parte-do-dinheiro-doado-para-o.html

VILLAÇA: ‘COMO PUDEMOS PERMITIR QUE ESSES CANALHAS FIZESSEM ISSO COM O PAÍS”

09.07.2017
Do portal BRASIL247

Escritor e crítico de cinema Pablo Villaça usou sua conta no Twitter para criticar a possibilidade do Brasil voltar a integrar o mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). “Do jeitinho que a elite brasileira gosta. Como pudemos permitir que esses canalhas fizessem isso com o país?”, escreveu Villaça.

247 – O escritor e crítico de cinema Pablo Villaça usou sua conta no Twitter para criticar a possibilidade do Brasil voltar a integrar o mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). “Do jeitinho que a elite brasileira gosta. Como pudemos permitir que esses canalhas fizessem isso com o país?”, escreveu Villaça em referência ao fato de entidades da sociedade civil encaminharem a ONU um relatório sobre o assunto.
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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/305429/Villa%C3%A7a-‘Como-pudemos-permitir-que-esses-canalhas-fizessem-isso-com-o-pa%C3%ADs.htm

Datafolha gera pânico na Lava Jato e onda de denúncias contra Lula

19.12.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

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É tudo muito claro, muito escancarado, muito fácil de notar. Os playboys da Lava Jato não têm maiores preocupações com as aparências, donde se depreende que o alvo dessa overdose de denúncias contra Lula na Justiça, que as aceita em seguida, em questão de minutos após serem feitas, não visa a opinião pública, mas uma estratégia jurídica.

É tudo muito claro, muito escancarado, muito fácil de notar. Os playboys da Lava Jato não têm maiores preocupações com as aparências, donde se depreende que o alvo dessa overdose de denúncias contra Lula na Justiça, que as aceita em seguida, em questão de minutos após serem feitas, não visa a opinião pública, mas uma estratégia jurídica.

Não sejamos ingênuos. Os antipetistas da Lava Jato e da mídia sabem muito bem que não adianta multiplicarem por dez a quantidade de ações contra ele na Justiça. A população que até agora, de forma crescente, ignora o linchamento jurídico-midiático e apoia um terceiro mandato para o ex-presidente não vai dar bola a denúncias só por serem muitas.

Aliás, a estratégia da Lava Jato é de altíssimo risco.

Claro que se houver uma profusão de inquéritos e, futuramente, de condenações, será mais fácil para o Judiciário antipetista condenar Lula em algumas ações e absolver em outras, de modo que a perseguição judiciária não pareça o que é, mas, por outro lado, a perseguição mais evidente e imediatamente após pesquisa de intenção de voto em que o ex-presidente desponta como nova força eleitoral para 2018 vai dando consistência à acusação de motivação política da Lava Jato e da Justiça.

O tese sobre lawfare vai se fortalecendo e pode abrir processo formal na ONU, que passará a investigar o Brasil por usar o poder do Estado para perseguir Lula.

Na verdade, ainda que a mídia vá negar até a morte, ao menos a abertura do processo na ONU está praticamente garantida – e se o processo for aberto a condenação do Brasil será certa.

Está ficando cada vez mais claro que está havendo perseguição a Lula. A onda de denúncias contra ele na Justiça logo após a pesquisa em que ele aparece derrotando todos os adversários inclusive no segundo turno – menos Marina Silva, mas aproximando-se muito dela –, pôs o consórcio anti-Lula de cabelos em pé.

Vale a pena, para quem não assistiu ou mesmo para quem assistiu, ver ou rever o depoimento do porteiro do prédio no Guarujá em que fica o tal “tríplex” de 200 metros quadrados.

Antes de prosseguir, porém, um aviso. Esse porteiro, para combater a “corrupção” de Lula, filiou-se ao partido mais envolvido na Lava Jato, o PP, e tem hoje muitíssimo interesse em que Lula seja condenado para que sua carreira política avance.

Como se vê, Sergio Moro parece ter combinado a estratégia com o ex-porteiro. Impediu que o interesse dele em mentir para lucrar politicamente não pudesse ser questionado. É uma atitude criminosa, cerceando o direito de defesa.

Para mandar um ex-presidente para a cadeia no mínimo é exigível que a defesa dele tenha todas as condições de agir sem constrangimentos. Os renitentes choques da defesa de Lula com Sergio Moro faz dele um inimigo do ex-presidente e de seus advogados. É uma vergonha ele ser julgado por um juiz que já manifestou reiteradas vezes suas diferenças com o réu que irá sentenciar.

Sobre as denúncias contra Lula, o que está ocorrendo é uma estratégia muito clara de indiciá-lo em vários inquéritos para poder usar apenas alguns deles em condenação em segunda instância, de modo a enganar a sociedade quanto ao resultado desse julgamento.

O conclave antilulista não pode apenas desmoralizar Lula. Têm que fazer dele um exemplo, para que outros presidentes não ousem tentar melhorar a vida dos pobres na mesma velocidade. Ou até para que nem tentem melhorá-la.

No caminho dos carrascos de Lula, porém, existe uma muralha que Moro e seus asseclas vão considerar intransponível. Uma muralha chamada povo. Poderão derrubar essa muralha, mas serão soterrados por ela, se cair. Se Lula for preso ou tornado inelegível sem provas inquestionáveis, não podendo se candidatar elegerá quem quiser.

Ou Lula ou um “poste” por ele indicado vêm aí. Lula se converterá no preso político mais famoso do mundo, se tentarem condená-lo como condenaram os réus do mensalão. A crise político-econômica brasileira se estenderá por tempo e alcance indeterminados. Essa guerra insana contra Lula ainda vai afundar todos nós

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/12/datafolha-gera-panico-na-lava-jato-e-onda-de-denuncias-contra-lula/

8 consequências da aprovação da PEC 55 para o Brasil (e para sua vida)

18.12.2016
Do blog VOYAGER, 14.12.2016
Por   

Ontem (13/12/2016) foi aprovada a Proposta de Emenda Constitucional 55, ou a PEC 55 (antes conhecida como PEC 241). Com sua implementação os investimentos em educação, saúde, políticas sociais e em pesquisa e desenvolvimento ficarão comprometidos, limitados a um teto corrigido de acordo com o índice IPCA, que mede a inflação.

Muito se falou nos grandes veículos de comunicação que a PEC é um instrumento necessário para conter os gastos decorrentes da gestão de um mau governo para equilibrar a dívida pública. Vários especialistas, em sua maioria economistas ortodoxos,  foram convidados por esses veículos para fazerem uma análise dessa crise fiscal que confirmavam essa visão, dando-lhe assim uma condição de verdade absoluta.

O problema é que muitos deles partiram de pressupostos incorretos, como confundir a macroeconomia (no caso, a economia do setor público) com a economia doméstica, chegando a comparar uma pessoa endividada no cartão de crédito com o governo. Além de ser uma comparação indevida, a causa que apontaram, o descontrole dos gastos, foge completamente da real raiz do problema: a crise é de receita, ou seja, pouca arrecadação, e não os gastos, foi o que provocou o desequilíbrio das contas públicas, conforme alertou Laura Carvalho, economista da USP, em seu perfil do Facebook.

Mesmo entre os economistas favoráveis a um teto de gastos, muitos discordaram fortemente da forma como o texto da PEC foi feito, como é o caso de Felipe Salto, professor de macroeconomia no Master in Business Economics, na FGV/EESP e de Monica de Bolle, macroeconomista, pesquisadora visitante do Peterson Institute for International Economics, nos Estados Unidos e ex-economista do FMI. Pelo fato da PEC usar como indexador a inflação, eles apontaram que a curto prazo a emenda teria um efeito nulo, e a longo prazo criaria um superávit primário (saldo positivo das contas públicas) do qual a sociedade não poderia se beneficiar.

 

Tributação progressiva, taxação de grandes fortunas e heranças, taxação de bens de luxo (carros esportivos, helicópteros, jatinhos e iates), a revogação da lei que isenta a tributação de lucros e dividendos do Imposto de Renda (IR) (o que conseguiria recuperar R$ 43 bilhões ao ano para os cofres públicos); o combate à sonegação (só em 2015 causou um rombo 500 bilhões nas contas públicas); o combate à evasão fiscal (estimado em 1 trilhão nos paraísos ficais de brasileiros); a revisão das desonerações tributárias e a cobrança da dívida ativa, são algumas das medidas que reverteriam facilmente a nossa crise de receita, sem precisar atropelar direitos e nem comprometer investimentos essenciais para qualquer país que queira se desenvolver. Tais medidas dificilmente seriam aprovadas pelo congresso mais conservador que já existiu na nossa história, eleito em parte graças à narrativa que esses grandes veículos de comunicação fazem da política.  No fim, o correto diagnóstico da crise e as melhores medidas para combatê-la não chegaram ao conhecimento do maior interessado nessa história: a população brasileira.

Devido ao monopólio da mídia (confira como a nossa mídia é concentrada nas mãos de poucas famílias aqui), a narrativa de que a crise era causada por excesso de gastos prevaleceu perante a opinião pública. Curiosamente essa mesma mídia também ignorou o  Conselho Federal de Economia, entidade que representa mais de 230 mil economistas e que se posicionou publicamente contra a PEC.

Desta forma, percebendo que enfrentaria pouca resistência popular, o atual governo conseguiu aprovar a PEC 55 , e com ela 20 anos de arrocho nos investimentos necessários para o desenvolvimento econômico e social serão impostos, beneficiando o sistema financeiro em detrimento de toda a população brasileira e o futuro do país.

A aprovação da PEC 55 foi um golpe tão devastador ao nosso desenvolvimento que chamou até a atenção da ONU: o relator dos Direitos Humanos e da Extrema Pobreza, Philip Alston, declarou que é “inapropriado que um governo que não foi eleito proponha medidas tão radicais” e que “toda uma geração está condenada”.

Conheça algumas das consequências da aplicação dessa emenda que poderão atingir você, sua família e amigos, e que colocará o Brasil no caminho do retrocesso por 20 anos, rumo ao precipício, caso tenha êxito em seu objetivo.

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Fonte:http://voyager1.net/politica/brasil/8-consequencias-da-aprovacao-da-pec-55-para-o-brasil-e-para-sua-vida/

Aleppo: questione antes de compartilhar

18.12.2016
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Marina Terra

Em outros conflitos nos quais os EUA e outras potências estão envolvidas, notícias falsas proliferaram; quando há tanta inconsistência e nuances, o melhor é duvidar e buscar fontes alternativas

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Interesses políticos e econômicos podem estar por trás das notícias sobre conflitos na Síria. Estratégia de espalhar notícias falsas podem privilegiar a ‘verdade’ de um só lado

Opera Mundi – O fenômeno da proliferação das notícias falsas alcançou um novo pico na semana passada, com a retomada da metade leste de Aleppo pelo exército sírio, quatro anos após ser ocupada por grupos opositores. Dias antes, mas, sobretudo, após o anúncio do controle total da cidade pelo governo, uma avalanche de notícias dramáticas ganhou com força as redes.A maioria dava conta de que os soldados leais ao líder sírio, Bashar Al-Assad, estariam assassinando civis a esmo e exercendo tamanho pavor entre as mulheres que algumas escolheram se matar em vez de serem capturadas.

Crianças em orfanatos imploravam por ajuda, enquanto habitantes de Aleppo emitiam suas “últimas”mensagens antes da morte certa.O que seria um cenário de extremo terror foi rapidamente desenhado pelos principais centros de informação hegemônicos e disseminado nas redes sociais. Títulos horripilantes, fotos de crianças apavoradas e depoimentos “finais” dos que supostamente estavam em Aleppo ocuparam, em poucas horas, as contas pessoais de milhões de pessoas ao redor do mundo.Frente ao que parecia ser uma tragédia, noticiada exaustivamente pelos principais veículos de comunicação, era preciso se manifestar. Com isso, um número impressionante de notícias não verificadas e tendenciosas se espalhou e uma narrativa binária e superficial ganhou destaque. Com fontes bastante questionáveis.

Uma das notícias mais compartilhadas informava que mulheres estariam escolhendo entre ser estupradas ou se suicidar. Apesar de a maioria dos títulos de jornais cravar o fato como certo, não havia qualquer depoimento ou prova, mesmo que circunstancial. A fonte real, Abdullah Othman, pertence à Frente da Conquista do Levante, um antigo braço sírio da Al Qaeda – grupo terrorista responsável pelo 11 de Setembro de 2001 e outras dezenas de atentados ao redor do mundo. Não é difícil imaginar que é de total interesse dele semear informações falsas sobre o governo sírio – seu inimigo direto.Outro grupo terrorista atuante na Síria é o Estado Islâmico, que tinha presença em Alepo e a mantém em outras regiões do país.

O Daesh, como é chamado no mundo árabe, pretende estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita.O uso de notícias falsas para pautar o sentimento global sobre um fato não é novo. Sobre a Líbia, em 2011, a própria representante dos EUA na ONU, Susan Rice, disse que o líder Muamar Kadafi distribuía Viagra entre suas tropas para promover estupros em massa. Os recentes vazamentos de e-mails da ex-chefe do Departamento de Estado Hillary Clinton mostraram que se tratava de um rumor alimentado por um assessor seu, Sidney Blumenthal.

As armas de destruição em massa que Saddam Hussein foi acusado de ter no Iraque justificaram a invasão do país por George W. Bush – elas, porém, jamais foram encontradas. Anos antes, uma garota do Kuwait deu um tocante depoimento em que acusou o exército iraquiano de, durante a invasão ao país em 1990, tirar centenas de bebês de incubadoras e deixá-los à morte. Novamente, se descobriu depois que se tratava de uma mentira.

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Crianças em Jibreen, leste de Alepo, recebendo comida e abrigo após a tomada da cidade pelo exército sírio. Fotos e vídeos que ajudam a refletir com mais amplitude sobre o que está acontecendo na Síria

Apesar de o uso de notícias falsas para criar tendências e justificar ações não ser recente, foi com o crescimento das redes sociais que esse recurso ganhou novos contornos e mais volume. Um rumor qualquer, que antes demoraria meses para ser absorvido pelo público, hoje se transforma em verdade em apenas algumas horas. Como quando lançamos uma pequena pedra num lago, as ondas formadas continuam se multiplicando, ganhando força e tamanho.

Hoje, mesmo que se descubra que a notícia que iniciou esse movimento é falsa, se torna praticamente impossível acessar todos aqueles impactados e reverter a primeira impressão.Confiando justamente nesta dinâmica, os interesses que controlam grupos terroristas na Síria – cuja missão é a de derrubar Assad – orquestraram um conjunto de boatos e depoimentos duvidosos, prontamente disseminado pelos maiores emissores de informação mundiais.

Esse trabalho também é facilitado pelos cinco anos de propaganda negativa direcionada unicamente contra o líder sírio, acusado de violações aos direitos humanos antes e depois do início da guerra.No entanto, o DNA das forças opositoras, seus atos e seus financiadores pouco aparecem nas televisões, jornais e sites, gerando um quadro de “bons combatentes opositores” versus os “malvados soldados governistas”.

Um outro lado

Em julho deste ano, a Anistia Internacional (AI) divulgou um relatório onde alertava para “abduções, torturas e assassinatos sumários” de civis sírios por grupos armados no leste de Aleppo e Idleb. No documento, a organização de direitos humanos demonstra preocupação com o grau de violência exercido nessas áreas controladas pelos opositores, que, “aparentemente, são apoiados por governos como o do Catar, Arábia Saudita, Turquia e EUA”.Em depoimento à Anistia Internacional, um garoto de 17 anos capturado pelo grupo terrorista Jabhat al-Nusra conta que conheceu cinco mulheres que estariam sendo acusadas de adultério e seriam “somente perdoadas por meio da morte”. Ele depois assistiu um vídeo mostrando combatentes assassinando uma delas em público. Outro entrevistado conta que havia ficado feliz por não estar mais sob controle de Assad, mas que “agora a situação é pior”.

Assim como este levantamento feito pela AI, outras organizações e jornalistas alertaram durante anos para o que estava acontecendo nas áreas controladas pelos terroristas. Histórias, inclusive, muito parecidas com as que atualmente estão sendo compartilhadas como sendo protagonizadas por soldados leais a Assad.

De acordo com o Acnur, a agência da ONU para refugiados, ao redor de 40 mil sírios chegaram à parte oeste de Aleppo nos últimos dias com relatos de fome, violência e terror. “Estávamos famintos, precisávamos fugir”, contou um menino aos voluntários. A situação teria se agravado muito nos últimos cinco meses, pois os grupos opositores impediram a chegada de ajuda humanitária ao leste.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, admitiu em 10 de dezembro que a oposição síria ameaçou pessoas e bloquearam ajuda humanitária.Jornalistas independentes, como a norte-americana Vanessa Beeley, reportaram os momentos anteriores e posteriores à retomada total de Aleppo e suas informações também contrastavam com aquelas propagadas pela cobertura hegemônica ocidental. Em sua conta no Facebook, ela publicou vídeos e fotos da assistência dada aos que escaparam das áreas controladas por terroristas. O que vemos são crianças recebendo comida e bebidas quentes, em filas organizadas.

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Outra voz dissonante foi a do experiente repórter britânico Robert Fisk, especialista em Oriente Médio, que publicou há três dias um artigo intitulado “Há mais de uma verdade para contar a dramática história de Aleppo”. Nele, o jornalista do The Independent explicita como os mesmos grupos que são alvo da “Guerra ao Terror”, capitaneada por Washington, controlavam o leste de Aleppo.Também colaborador do Independent, Patrick Cockburn, veterano correspondente no Oriente Médio, ressaltou a profunda diferença de tratamento midiático entre os acontecimentos no Leste de Aleppo e em Mosul, Iraque – cidades que compartilham praticamente a mesma realidade. Enquanto que, na primeira, os grupos opositores estariam protegendo seus cidadãos da ameaça de Assad e de Moscou, na segunda o Estado Islâmico estaria usando iraquianos como escudo humano e evitando fugas.

Financiamento e interesses

Utilizando-se dessa lógica binária, na qual o mundo é pintado em preto ou branco, a propaganda das forças hegemônicas ganha corações e, consequentemente, apoio em massa. Com a opinião pública indignada e exigindo justiça, se torna mais fácil aprovar resoluções para mais ataques militares – mesmo que a intenção não seja a de trazer paz à Síria.Por que então o Congresso dos EUA aprovou neste mês uma emenda dentro do Ato de Autorização da Defesa Nacional (orçamento para a Defesa) que deixa aberta a possibilidade de a oposição síria ter acesso a mísseis capazes de derrubar aviões civis (os chamados “MANPADS”)? Dar armas de alta potência a reconhecidos terroristas, colocando a segurança de toda a população mundial em risco, não parece ser um ato pacifista.Ao se investigar quem financia esses grupos, os interesses em torno da queda de Assad começam a ficar mais claros. Como até mesmo a Anistia Internacional reportou em julho, EUA, Catar, Arábia Saudita e Turquia são quem mais injetam dinheiro e armas na insurgência. E não se trata de um segredo.

Em depoimentos ao Financial Times, líderes “rebeldes” relataram receber salários para lutar na Síria. No total, diz a matéria de 2013, mais de 3 bilhões de dólares teriam saído de cofres cataris diretamente para grupos opositores sírios. Foi em 2013 também quando o presidente dos EUA, Barack Obama, começou a secretamente armar a dissidência síria e a financiá-la, contando com dinheiro saudita, conforme detalha esta reportagem de janeiro de 2016 do The New York Times.

Também se investiu intensamente na construção de instituições dedicadas a pautar a imprensa com informações simpáticas aos opositores. Uma delas é a Revolutionary Forces of Syria, mantida pelo governo britânico e sediada na Turquia. Em matéria publicada pela jornalista norte-americana Rania Khalek, ela revela uma troca de e-mails de um repórter sondado pela RFS, que chegou a lhe oferecer um salário de 17 mil dólares. “Eu conversaria com pessoas da oposição na Síria e escreveria matérias baseadas nas declarações de ativistas a filiados aos grupos armados em lugares como Aleppo”, relatou o profissional, que pediu anonimato.

De acordo com Khalek, campanhas midiáticas promovidas pelo RFS têm grande impacto ao redor do mundo. Seus vídeos e hashtags, a maioria com um apelo moderno, são rapidamente disseminados no Ocidente, como a #AvengersInAleppo (Avengers em Aleppo), que publicou fotos de crianças pedindo para que super-heróis os salvassem.É também de responsabilidade do RFS propagandear ações dos “Capacetes Brancos”, grupo de voluntários que promove salvamentos na Síria e que chegou a ganhar uma série exclusiva no Netflix.

No entanto, conforme detalha nesta reportagem o jornalista Max Blumenthal, ao contrário de heróis anônimos, esses indivíduos pertencem a grupos terroristas e são financiados para pressionar pela agenda de “mudança de regime” na Síria. Eles teriam chegado a receber 23 milhões de dólares da Usaid, agência norte-americana para o desenvolvimento internacional.Se pelo lado dos EUA e seus aliados a justificativa para a guerra na Síria é a de libertar esse povo de Assad, outras vozes apontam interesses geopolíticos e econômicos (sobretudo energéticos). O que teria sido um levante popular espontâneo pedindo reformas e liberdade em 2011 logo se transformou em um conflito entre as forças do Estado sírio e a dissidência, desde o começo abastecida com armamento e apoio logístico.

Telegramas vazados pelo Wikileaks detalham como Washington forçou agressivamente a agenda de mudança de governo desde 2006.Apesar de apoiar o governo de Assad desde o começo da guerra, a Rússia só passou a atuar com envolvimento militar direto no segundo semestre de 2015 – fato que transformou radicalmente o cenário e permitiu avanços das tropas sírias. Ao mesmo tempo, esquentava a disputa entre Washington e Moscou, no que atualmente analistas afirmam ser uma “segunda Guerra Fria”.

Fake News 

No caso sírio, apesar de se observar um panorama em que a verdade parece ser o que menos importa, a ainda relativa credibilidade e a extensa malha de alcance de grandes conglomerados midiáticos contribuem para que o consumidor de notícias comum compartilhe em suas redes a informação disseminada por eles. Mas, conforme as eleições norte-americanas revelaram, a proliferação de notícias falsas muitas vezes tem como emissor páginas fantasmas ou claramente tendenciosas.

Assim que a história cai nas redes, é freneticamente distribuída. E o dano já está feito.Mês passado, diretores de Facebook e Google anunciaram que irão banir sites que compartilhem notícias falsas. Em entrevista recente desde Moscou, onde está exilado, Edward Snowden problematizou o tema das notícias falsas, mas ressaltou que a solução não passa pela eleição de um juiz, mas a participação ativa dos cidadãos. A resposta a esse discurso, segundo o ex-funcionário da NSA, não é a censura: “Temos de exercitar e espalhar a ideia de que o pensamento crítico hoje importa mais do que nunca, frente ao fato de que as mentiras parecem estar ficando muito populares”.

Na resposta de Snowden também está incluído um alerta sobre como o combate às notícias falsas pode esconder uma caça aos meios que não compartilham da ideologia mundial dominante. A acusação de que meios russos influenciaram o resultado das eleições nos EUA a partir da disseminação de notícias falsas vem ganhando cada vez mais força. Em novembro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução contra as notícias falsas, mencionando, em particular, o canal RT, a agência Sputnik, a fundação Russky Mir e a agência federal Rossotrudnichestvo.

Todos russos.Como diversos jornalistas e organizações demonstraram no caso sírio, a grande maioria das notícias falsas ou tendenciosas não foi publicada por blogs obscuros, mas pelos principais veículos de informação ocidentais, com apoio de agências e logística oficiais. O Google derrubaria o site do NYT caso fosse verificada a publicação de uma mentira? Diria que não.Mais do que um momento de necessária autocrítica da classe jornalística e da responsabilidade em torno do nosso trabalho, está a necessidade de que os receptores dessas informações, a população que habita o ambiente virtual, questione os conteúdos, busque vozes dissonantes e pense duas vezes antes de clicar em “compartilhar”. Ali pode existir uma propaganda, não um fato.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2016/12/aleppo-questione-antes-de-compartilhar-5452.html

Audiência OEA: ONU alerta que PEC 55 viola direitos humanos

14.12.2016
Do portal da CNTSS/CUT, 09.12.16
Por Relatoria Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU*

Em nota, Philip Alson diz que, se a PEC 55 for adotada, colocará o país em uma categoria única em matéria de retrocesso social; presidente da CNTSS/CUT acompanha discussões sobre tema na OEA

NOTA À IMPRENSA

Brasil: Teto de 20 anos para o gasto público violará direitos humanos, alerta relator da ONU

333x222xphilip_onu-jpg-pagespeed-ic-zxxiqc1q2yGENEBRA (9 de Dezembro, 2016) – Os planos do governo de congelar o gasto social no Brasil por 20 anos são inteiramente incompatíveis com as obrigações de direitos humanos do Brasil, de acordo com o Relator Especial da ONU para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alson.

O efeito principal e inevitável da proposta de emenda constitucional elaborada para forçar um congelamento orçamentário como demonstração de prudência fiscal será o prejuízo aos mais pobres nas próximas décadas, alertou o Relator. A emenda, que deverá ser votada pelo Senado Brasileiro no dia 13 de Dezembro, é conhecida como PEC 55 ou o novo regime fiscal.

“Se adotada, essa emenda bloqueará gastos em níveis inadequados e rapidamente decrescentes na saúde, educação e segurança social, portanto, colocando toda uma geração futura em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais. ” 

O Relator Especial nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU recomendou ao Governo Brasileiro que garanta um debate público apropriado sobre a PEC 55, que estime seu impacto sobre os setores mais pobres da sociedade e que identifique outras alternativas para atingir os objetivos de austeridade.

 “Uma coisa é certa”, ele ressaltou. “É completamente inapropriado congelar somente o gasto social e atar as mãos de todos os próximos governos por outras duas décadas. Se essa emenda for adotada, colocará o Brasil em uma categoria única em matéria de retrocesso social”. 

O plano de mudar a Constituição para os próximos 20 anos vem de um governo que chegou ao poder depois de um impeachment e que, portanto, jamais apresentou seu programa a um eleitorado. Isso levanta ainda maiores preocupações sobre a proposta de amarrar as mãos de futuros governantes.

O Brasil é a maior economia da América Latina e sofre sua mais grave recessão em décadas, com níveis de desemprego que quase dobraram desde o início de 2015.

O Governo alega que um congelamento de gastos estabelecido na Constituição deverá aumentar a confiança de investidores, reduzindo a dívida pública e a taxa de juros, e que isso, consequentemente, ajudará a tirar o país da recessão. Mas o relator especial alerta que essa medida terá um impacto severo sobre os mais pobres.

“Essa é uma medida radical, desprovida de toda nuance e compaixão”, disse ele. “Vai atingir com mais força os brasileiros mais pobres e mais vulneráveis, aumentando os níveis de desigualdade em uma sociedade já extremamente desigual e, definitivamente, assinala que para o Brasil os direitos sociais terão muito baixa prioridade nos próximos vinte anos.”

Ele acrescentou: “Isso evidentemente viola as obrigações do Brasil de acordo com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais que o pais ratificou em 1992, que veda a adoção de “medidas deliberadamente regressivas” a não ser que não exista nenhuma outra alternativa e que uma profunda consideração seja dada de modo a garantir que as medidas adotadas sejam necessárias e proporcionais.”

O Sr. Alston apontou que, nas últimas décadas, o Brasil estabeleceu um impressionante sistema de proteção social voltado para erradicar a pobreza e o reconhecimento dos diretos à educação, saúde, trabalho e segurança social.

“Essas políticas contribuíram substancialmente para reduzir os níveis de pobreza e desigualdade no país. Seria um erro histórico atrasar o relógio nesse momento,” disse ele.

O Plano Nacional de Educação no Brasil clama pelo aumento de 37 bilhões de reais anualmente para prover uma educação de qualidade para todos os estudantes, enquanto a PEC reduzirá o gasto planejado em 47 bilhões de reais nos próximos oito anos. Com mais de 3,8 milhões de crianças fora da escola, o Brasil não pode ignorar o direito deles de ir à escola, nem os direitos de todas as crianças a uma educação de qualidade.

O debate sobre a PEC 55 foi apressadamente conduzido no Congresso Nacional pelo novo Governo com a limitada participação dos grupos afetados, e sem considerar seu impacto nos direitos humanos. Um estudo recente sugere que 43% dos brasileiros não conhecem a emenda, e entre aqueles que conhecem, a maioria se opõe a ela.

O relator especial, que está em contato com o Governo Brasileiro para entender melhor o processo e a substancia da emenda proposta, ressaltou que “mostrar prudência econômica e fiscal e respeitar as normas internacionais de direitos humanos não são objetivos mutuamente excludentes, já que ambos focam na importância de desenhar medidas cuidadosamente de forma a evitar ao máximo o impacto negativo sobre as pessoas. ”

“Efeitos diretamente negativos têm que ser equilibrados com potenciais ganhos a longo prazo, assim como esforços para proteger os mais vulneráveis e os mais pobres na sociedade”, disse ele.

“Estudos econômicos internacionais, incluindo pesquisas do Fundo Monetário internacional, mostram que a consolidação fiscal tipicamente tem efeitos de curto prazo, reduzindo a renda, aumentando o desemprego e a desigualdade de renda. E a longo prazo, não existe evidência empírica que sugira que essas medidas alcançarão os objetivos sugeridos pelo Governo, ” salientou o relator especial.

O apelo do Sr. Alston às autoridades brasileiras foi endossado também pelos a Relatora Especial sobre o Direito à Educação, Sra. Koumbou Boly Barry.

FIM

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* Relatoria Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU

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Fonte:http://cntsscut.org.br/destaques/2759/audiencia-oea-onu-alerta-que-pec-55-viola-direitos-humanos