DOENÇA DO “PATO LOUCO”

10.06.2017
Do Twitter de 

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Fonte:https://twitter.com/demo_fantasma/status/873638857010446336/photo/1

Quem pagou o pato de Paulo Skaf foi a Odebrecht

14.12.2016
Do blog DIÁRIO DE CENTRO DO MUNDO03.11.16
Por Mauro Donato

skaf

E então a campanha daquele engravatado senhor, deus do templo piramidal da avenida Paulista, foi paga com caixa 2. Surpreso, meu caro? Só se o leitor for alguém que toma sorvete com a testa, não é mesmo?

O marqueteiro Duda Mendonça tomou conhecimento de que seu nome está entre os citados na delação que a Odebrecht vem tratando na Operação Lava Jato. Decidiu então procurar a PGR (Procuradoria-Geral da República) para negociar a sua delação.

Como responsável pela campanha de Paulo Skaf (PMDB) para governador de São Paulo em 2014, a empresa de Duda Mendonça (Votemim Escritório de Consultoria Ltda), teria recebido R$ 4,1 milhões ‘por dentro’. A campanha custou bem mais que isso e o restante, o ‘por fora’, foi pago pela Odebrecht via caixa 2. Que coisa, não?

Duda Mendonça foi o marketeiro de Lula em 2002. Envolto no imbróglio do mensalão, esteve em risco de ficar preso. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, concluiu que ele não teria como saber a origem dos recursos com os quais seu trabalho na campanha de marketing foi quitada e ele acabou absolvido das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Não havia o espetáculo das delações à época e tudo o que Duda disse foi que parte de seus pagamentos era efetuada através de Marcos Valério.

Por que Duda Mendonça faria de novo, agora para o deus-pato? Porque é o modus operandi histórico na política brasileira. Algo que sempre existiu, com participação de todos, e que os golpistas fizeram o possível para colar apenas na imagem do PT. Ou era assim ou não se fazia campanha para partidos. Alguém ainda não entendeu isso?

O mais doloroso nos dias atuais é constatar que todas as previsões, todos os alertas feitos a respeito das reais intenções do que estava em curso travestido de combate à corrupção para extirpar Dilma Rousseff e o PT se confirmam candidamente.

Todo aquele carnaval era na verdade para brecar a Lava Jato? Claro. Está funcionando? Sem dúvida. Toda aquela indignação em verde e amarelo tinha como finalidade impor mais sacrifícios ao povo enquanto o poder e a elite permanecerão gozando de privilégios? Sim, sim, isso mesmo.

Veja com que idade se aposentaram e quais os vencimentos de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, toda aquela turma que deseja que o povo agora se esfalfe e trabalhe por mais tempo. Somando aposentaria e salários de seus cargos, ganham muito acima do teto do funcionalismo público. Mas teto para despesas voltadas ao amparo social serão respeitadas, certo?

Todo esse movimento queria mesmo é aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita de todas as ilicitudes cometidas até então e tocar a vida em paz? Obvio. Está dando certo? Estão a caminho. “Ah, mas veja, o Skaf está exposto agora.” É ruim, hein? Em breve desaparecerá das notícias. Com essa turma não pega nada. Aécio Neves vem à baila e some. José Serra esteve nas manchetes por um dia e depois desaparece. Geraldo Alckmin deita e rola e, impeachment que é bom, nem pensar.

Paulo Skaf apregoava que você não deveria pagar o pato, era preciso mudança, e bla bla bla. Está aí o resultado. Tomou?

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-pagou-o-pato-de-paulo-skaf-foi-a-odebrecht-por-mauro-donato/

Pato plagiado da FIESP levou R$ 6 milhões antes de ir às ruas “contra a corrupção”; “depois de muito choro”, diz Odebrecht

12.12.2016
Do blog VI O MUNDO, 10.12.16
Por Redação

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A empreiteira Odebrecht fazia muitos negócios nos e com os governos e os parlamentares.

Na versão apresentada pelo operador do propinoduto da empresa à Lava Jato, era uma troca explícita entre dinheiro e legislação.

Um dos “negócios”, segundo Claudio Melo, envolveu uma doação de R$ 10 milhões dividida assim: R$ 6 milhões para Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, associação empresarial que teve papel decisivo no impeachmentde Dilma Rousseff.

Skaf é o homem do pato de borracha — plagiado, aliás, de um artista holandês — que misturou a campanha pelo impeachment à campanha contra impostos enquanto embolsava a grana da Odebrecht.

O dinheiro financiou a campanha mal sucedida dele ao governo de São Paulo, em 2014.

Em resumo: ele recebeu propina, perdeu a eleição regional e foi às ruas lutar contra a “corrupção” dos outros.

Eliseu Padilha recebeu outros R$ 4 milhões em dinheiro vivo, que tratou de “rachar” com o homem do impeachment na Câmara, Eduardo Cunha, e o amigaço e conselheiro de Temer, José Yunes.

As informações foram divulgadas pela revista Veja, pelo site BuzzFeed e pelo vazamento de trechos da delação nas redes sociais.

“Depois de muito choro, não tive como não ajudar”, escreveu Marcelo Odebrecht, o presidente da empresa, em e-mail enviado a subordinados. Ele acertou a propina aos peemedebistas pessoalmente, em visita ao Palácio Jaburu.

O delator define o ex-ministro Geddel Vieira Lima como “ávido” por dinheiro e afirma que Eliseu Padilha e Moreira Franco faziam uma tabelinha para pedir dinheiro em troca de favores administrativos e legislativos.

Os dois formam o “coração” do governo usurpador de Michel Temer.

Moreira Franco, por exemplo, teria ‘matado’ a ideia de um terceiro grande aeroporto em São Paulo, para não prejudicar os negócios da Odebrecht  no Galeão, Rio de Janeiro, de onde a empresa é concessionária.

No Senado, Romero Jucá centralizava os recebimentos — teriam sido R$ 22 milhões no total.

Foi assim que a Odebrecht comprou, por exemplo, as MPs 613 e 627, através das quais obteve vantagens tributárias — sempre segundo o delator.

Melo é apenas o primeiro dos executivos da Odebrechet a delatar — serão mais de 70.

Leia também:

Bancada do PT na Alesp quer o impeachment de Alckmin

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/plagiado-da-fiesp-levou-r-6-milhoes-antes-de-ir-as-ruas-contra-a-corrupcao-depois-de-muito-choro-diz-odebrecht.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA:Propinas de Temer e Serra não duram mais que 24 horas nas manchetes

10.08.201
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

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De sexta para sábado, a Veja publicou – lá com os eufemismos dela, mas publicou – que a delação premiada de Marcelo Odebrecht informava que Michel Temer tinha pedido R$ 10 milhões à empreiteira e que o dinheiro foi entregue em espécie: R$ 6 milhões Paulo Skak, candidato ao Governo paulista e R$ 4 milhões a Eliseu Padilha, homem de confiança do hoje presidente em exercício;

De sábado para domingo, a Folha publicou que a mesma delação trazia a informação que o senador e agora chanceler brasileiro apanhou,por fora, valores que hoje representam cerca de R$ 32 milhões, além do que foi doado oficialmente?

Convenhamos, não são notícias irrelevantes.

Fossem acusações a Lula ou Dilma  seguiriam nas manchetes e estariam ocupando páginas e páginas.

Mas, para confirmar a seletividade da nossa mídia, os três principais jornais do país, 24 horas depois, já “esqueceram” do assunto em suas primeiras páginas. Mesmo nas páginas internas, quase nada.

Os jornais e a mídia brasileira em geral caíram ao nível da cumplicidade com o crime, enquanto se arrogam paladinos da moral e da honradez.

A sabujice em relação aos novos donos do poder vai aprofundar a crise em que estão metidos.

Afinal, para que comprar um jornal ou assiná-lo digitalmente se ele não traz notícias?
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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/propinas-de-temer-e-serra-nao-duram-mais-que-24-horas-nas-manchetes/

Filho de SKAF da FIESP e vários políticos na lista #PanamaPapers

12.04.2016
Do BLOG DO LUIZ MULLER 04.04.16

Ninguém do PT na lista. E como lá esta a empresa Mossack Fonseca, aquela da Mansão da Globo, é bem provável que a mídia tupiniquim vá esconder, já que no caso o Moro não pode decretar o “segredo de justiça”. Além do filho do golpista SKAF, lá estão políticos de vários matizes passando pelo PSDB, PTB e PMDB entre outros. Todos na lista. Todos lavando dinheiro lá fora. E o pior é que em alguns casos tem lei que os protege. São bandidos lesa pátria . No caso de empresários, é pior ainda, por que ao mesmo tempo em que recebem dinheiro do governo aqui dentro, a título de incentivos fiscais, ao invés de investir este dinheiro nas empresas, mandam o dinheiro para o exterior, usando-se de instrumento como as empresas “”offShore” . No caso da Mossack Fonseca, que abriu o caminho pra que toda esta gente lavasse dinheiro lá fora e também cometa ilegalidades aqui dentro, além de estar por trás da Mansão dos Marinho em Parati, também abriu offshores que comercializam armas e drogas pelo mundo. Esta começando a ficar mais claro por que eles querem golpear a democracia no Brasil. Par impedir que as investigações avancem de outra forma, não com a seletividade anti petista do Moro e da banda podre do MP e da PF. Na matéria que reproduzo abaixo há a citação de algumas empresas offShore que estariam dentro da Lei, mas mesmo nestas há algo no mínimo estranho. Faço um extrato do artigo :

Gabriel Junqueira Pamplona Skaf é filho de Paulo Skaf, atual presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e que trabalha para ser candidato do PMDB ao governo de São Paulo na eleição de 2018. Já concorreu a esse cargo nas disputas de 2010 e 2014.

De maio de 2008 a julho de 2009, Gabriel foi dono da Sunrise Management Finance Ltd. Em 2009, desfez-se da empresa. A offshore foi incorporada nas Ilhas Virgens Britânicas. O objetivo era abrir uma conta bancária. (O grifo é do blogueiro)

 Por que alguém tem que abrir uma empresa em paraíso fiscal, para ter uma conta no exterior? Que tipo de dinheiro ele transita por esta conta? Os ricos e poderosos querem cassar a presidenta Dilma, por que sabem que a partir do seu Governo as investigações estão avançando. Até agora se esconderam atrás do seletivismo de Moro e sua trupe. Mas não poderão fazer isto para sempre. A não ser que impeçam o Governo de continuar.

Skaf e Temer

Vai matéria do Fernando Rodrigues sobre o tema:

PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB têm políticos e parentes com offshores

Entre outros, aparecem vinculados a empresas offshores o deputado federal Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) e o pai dele, o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso; o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto; os ex-deputados João Lyra (PSD-AL) e Vadão Gomes (PP-SP), e o ex-senador e presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em 2014.

Há também alguns parentes de políticos que têm ou tiveram offshores registradas. É o caso de Gabriel Nascimento Lacerda, filho do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e de Luciano Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA). 

O Blog procurou todos os mencionados na reportagem. Leia aqui o que cada um disse.  

A lei brasileira permite a qualquer cidadão ter uma empresa num paraíso fiscal. É necessário, entretanto, que a operação esteja registrada no Imposto de Renda do proprietário. Quando há envio de recursos para o exterior é também obrigatório informar ao Banco Central sobre a operação, em casos que superem determinado valor.

A documentação usada nesta reportagem foi obtida pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. O material está sendo investigado há cerca de 1 ano para a preparação da série Panama Papers. Participam dessa investigação com exclusividade no Brasil o UOL, o jornal “O Estado de S.Paulo” e a Rede TV!.

As informações são originais, da base de dados da Mossack Fonseca. Os dados foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e compartilhados com o ICIJ. 

Funcionários da Mossack Fonseca dizem, em trocas reservadas de e-mails, que a política da companhia é “não atender pessoas que têm ou tiveram cargos políticos”.

Algumas das offshores foram utilizadas pelos políticos e seus parentes para comprar bens e imóveis no exterior. Outras serviram para movimentar contas bancárias em países como a Suíça. 

No Brasil, foram checados pelo UOL no banco de dados os nomes de pessoas classificadas no mercado financeiro como “PEPs” (do inglês, “politically exposed person” ou “pessoa politicamente exposta”). O cruzamento realizado incluiu os 513 deputados federais, os 81 senadores e seus suplentes, os 1.061 deputados estaduais eleitos em 2014 e os 424 vereadores das 10 maiores cidades brasileiras.

Foi checado o nome da atual presidente e os de todos os seus antecessores vivos, além de seus familiares mais próximos. Os ministros atuais e ex-ministros do STF e de todos os tribunais superiores também foram checados, além de dos candidatos à governador e à Presidência da República em 2014.

Muitos outros cruzamentos foram realizados e o resultado que tenha relevância jornalística e interesse público será publicado nas próximas reportagens da sériePanama Papers.

O UOL detalha a seguir os principais casos de empresas em paraísos fiscais relacionadas a políticos brasileiros e seus parentes.

CLÃ NEWTON CARDOSO
O deputado federal Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) e seu pai, o ex-governador de Minas Newton Cardoso, usaram empresas offshores para comprar um helicóptero e um flat em Londres.

Newton Cardoso Jr elegeu-se deputado pela 1ª vez em 2014. A offshore Cyndar Management LLC foi aberta em 2007, no Estado norte-americano de Nevada, quando ele ainda não tinha mandato. Trocas de e-mails encontradas no acervo da Mossack Fonseca mostram que o objetivo da empresa era comprar um helicóptero, no valor de US$ 1,9 milhão.

O helicóptero é da marca Helibrás, modelo Esquilo AS350 B-2. Tem capacidade para 5 passageiros e autonomia de 3h de voo. O helicóptero foi comprado de outra offshore, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. O equipamento foi arrendado à Companhia Siderúrgica Pitangui, de propriedade da família Cardoso, no fim de 2007.

A companhia continua ativa, segundo o registro da Mossack Fonseca. Em 2011, Cardoso decidiu vender a aeronave, o que acabou acontecendo só em 2013. O preço acertado foi de US$ 1 milhão. Quem adquiriu o helicóptero foi Inácio Franco, hoje deputado estadual pelo PV-MG, por meio de uma empresa de sua propriedade.

Como a aeronave foi vendida antes da 1ª disputa eleitoral de Newton Cardoso Jr, este não tinha necessidade de declará-la ao TSE.

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FLAT EM LONDRES
Já Newton Cardoso, o pai, adquiriu uma offshore em out.1991, quando ainda era governador de Minas Gerais. A Desco Trading Ltd. foi usada para comprar um flat em Londres em jul.1992, pouco depois de Newton deixar o governo de Minas Gerais. O valor à época: 1,2 milhão de libras. Esse montante hoje (abril de 2016) convertido em reais equivaleria a aproximadamente R$ 6,3 milhões.

Documentos da Desco Trading mostram que o objetivo da companhia era receber aluguéis. Os valores deveriam ser depositados numa conta no Lloyds Bank de Londres.

A família Newton Cardoso nega irregularidades. Leia aqui o que disseram ao UOL.

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DE ALAGOAS, JOÃO LYRA
Papéis da Mossack Fonseca indicam que o ex-deputado João Lyra (PSD-AL) utilizou uma empresa offshore para abrir e manter uma conta no banco suíço Pictet Asset Management, a partir de 2009.

Em 2010, Lyra foi eleito deputado federal pelo PTB de Alagoas (depois, em 2011,filiou-se ao PSD). A offshore e a conta bancária não aparecem na declaração de bens que Lyra entregou à Justiça Eleitoral.

O ano de abertura da offshore coincide com o agravamento da situação das empresas de Lyra. No fim de 2008, o Grupo João Lyra apresentou um pedido de recuperação judicial ao Tribunal de Justiça de Alagoas.

Em janeiro de 2009, a Mossack Fonseca abriu para ele uma companhia offshore chamada Refill Trading Corp. Pouco depois, em fevereiro, a Mossack Fonseca recebeu documentos para abrir uma conta em nome da Refill no Pictet Asset Management, um banco suíço. O nome de Lyra aparece anotado à mão, ao lado de uma assinatura, nos documentos de abertura da conta.

Lyra foi senador por Alagoas de 1989 a 1991 e deputado federal por 2 mandatos (2002 a 2006 e 2010 a 2014). Produtor de açúcar e álcool, ficou conhecido como o deputado mais rico do país após declarar à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 246,6 milhões.

Em 2008, uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho encontrou 53 trabalhadores vivendo em condições análogas à de escravidão em usinas do ex-congressista. Em 20 de fevereiro de 2015, o Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), publicou a determinação de venda dos bens da massa falida do grupo Laginha Agroindustrial S/A, pertencente a João Lyra –empresa que teve falência decretada em 2008.

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TUCANO: SÉRGIO GUERRA
O ex-senador e ex-presidente nacional do PSDB Sérgio Guerra (1947-2014) aparece nos documentos da Mossack Fonseca. Outra pessoa que manteve boas relações com o PSDB e está no banco de dados da firma panamenha é o banqueiro Saul Sabbá, do Banco Máxima.

Guerra adquiriu uma empresa offshore com a mulher, Maria da Conceição, e um dos filhos, Francisco. A New Deal Corporation emitiu poderes para os 3 em mar.1992, quando Guerra era deputado federal pelo PSDB de Pernambuco. A transação foi intermediada por um escritório de Miami (EUA).

Em 1994, a companhia foi desativada por falta de pagamento das taxas do ano de 1993. De acordo com a correspondência da Mossack Fonseca, os Guerra não voltaram a manifestar interesse em manter a empresa.

Já Saul Dutra Sabbá, do Banco Máxima, manteve uma offshore com a Mossack & Fonseca de 1997 a 2001. A ICC Asset Management, LTD estava registrada nas Bahamas. Poderes de representação foram emitidos para Sabbá e outros 3 executivos do Banco Máxima em 17.jun.1997.

Em mar.2001, a ICC foi transferida para outra firma de criação de offshores, a Sucre & Sucre Trust, também nas Bahamas. Não há mais registros sobre a empresa nos arquivos da Mossack.

O Banco Máxima informa em seu site que deu consultoria ao “governo brasileiro no Programa Nacional de Desestatização (PND), que resultou no fortalecimento de grandes empresas, como Vale e CSN”.

O PND foi criado pela lei 9.491, de 9.set.1997, cerca de 3 meses depois de Sabbá ter recebido o poder de representação da offshore por meio da Mossack Fonseca.

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O FILHO DE EDISON LOBÃO
Luciano Lobão adquiriu uma empresa offshore com a Mossack Fonseca em agosto de 2011. A VLF International Ltd teve como intermediário um escritório de advogados de Miami Beach, na Flórida.

A offshore foi usada para comprar um apartamento em Miami Beach em 2013, por US$ 600 mil. O imóvel foi vendido no ano seguinte por US$ 1,08 milhão. A mulher de Luciano Lobão, Vanessa Fassheber Lobão, também aparece como dona da VLF International.

Luciano é filho do senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA). Ele nunca se envolveu diretamente com política, mas é dono de uma empreiteira, a Hytec, que é responsável por obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal) no Maranhão.

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Em dez.2015, uma casa de propriedade de Luciano no bairro Lago Sul, em Brasília, foi alvo da fase Catilinárias da Operação Lava Jato. As ligações políticas de Luciano só foram descobertas pela Mossack em agosto de 2014.

OUTROS POLÍTICOS E SUAS OFFSHORES
A seguir, um resumo de como alguns outros políticos e seus familiares se relacionaram com a Mossack Fonseca, de acordo com a investigação Panamá Papers:

Gabriel Nascimento de Lacerda é filho do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB). Em 2012, a Mossack Fonseca emitiu documentos para que ele pudesse operar uma conta bancária no Banque Morval, em Genebra, na Suíça.

A offshore controlada por Gabriel é a Nessa Properties Limited. Em janeiro de 2014, Lacerda abriu uma subconta no mesmo Banque Morval, controlada pela Nessa Properties.

Em 2015, o Blog já havia identificado outra conta de Gabriel e de 2 irmãos no HSBC da Suíça. Essa conta foi devidamente declarada à Receita Federal e a saída do dinheiro está informada ao Banco Central, como determina a lei brasileira.

Delfim Netto criou uma companhia offshore com a Mossack Fonseca em 2008, aAspen 2 Consult Ventures Ltd. A empresa foi controlada por ele e pela filha, Fabiana.

Na mesma negociação, criou-se outra companhia de nome parecido: a Best 2 Consult Ventures, que tem como controlador Luís Ramon Petrillo. Ele é sócio de Delfim Netto na Best Consult, uma firma de consultoria que é descrita como “sucesso entre clientes”. Ambas as empresas foram registradas nas Ilhas Virgens Britânicas. A Aspen ficou inativa logo em seguida, em 2009. Segundo Delfim, as empresas não chegaram a movimentar qualquer valor.

Delfim Netto é economista. Ocupou vários cargos públicos ao longo da vida, inclusive o de ministro da Fazenda (1967-1974), durante a ditadura militar. Sua última função pública foi a de deputado federal pelo PMDB de São Paulo –antes ele foi por muitos anos filiado ao PP. Ficou na Câmara por 5 mandatos, até 2007.

Etivaldo Vadão Gomes abriu uma empresa offshore por meio da Mossack Fonseca em 2011. O nome escolhido, South America Beef Company S.A, parece relacionar-se com a atividade empresarial do ex-deputado. Ele foi dono de um frigorífico que pediu recuperação judicial em 2008.

Vadão Gomes exerceu 4 mandatos como deputado federal por vários partidos. Sua última legenda foi o PP. Ele deixou a Câmara em 2011, depois de perder as eleições em 2010. Segundo e-mails da Mossack Fonseca, o objetivo da offshore era investir em ações, títulos e imóveis, no Brasil e no exterior.

Ao descobrir a ligação de Vadão com a política, a Mossack Fonseca suspendeu a criação da offshore até que ele prestasse as informações sobre seu mandato e sobre as denúncias de envolvimento com o mensalão. Ele foi absolvido. Documentos posteriores indicam que a sociedade foi criada.

Há algumas pessoas politicamente expostas (PEPs, na sigla em inglês) que possuem offshores e comprovadamente fizeram os registros necessários perante as autoridades brasileiras. Nesses casos, por liberalidade dos citados, o Blog teve acesso às suas declarações de bens à Receita Federal. São elas:

Paulo Octávio foi vice-governador de Brasília pelo DEM na gestão de José Roberto Arruda. A chapa foi eleita em 2006.

PO, como é conhecido, chegou assumir o governo por menos de um mês, em fevereiro de 2010, quando Arruda foi preso. A offshore de Paulo Octávio é mencionada em uma reportagem do “Miami Herald”.

Em 2011, Paulo Octávio abriu uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa estava em nome dele e da mulher, Anna Christina Kubitscheck. Ele é um dos empresários mais ricos de Brasília, com forte atuação no ramo imobiliário. Em 2014, teve seus bens bloqueados por uma decisão judicial.

A sociedade foi batizada de Mateus 5 International Holding Inc. Segundo os registros da Mossack Fonseca, offshore continua ativa. Os documentos não deixam claro qual o objetivo do empreendimento. Ao Blog, Paulo Octavio disse que a empresa foi criada para a aquisição de um apartamento em Miami, onde o filho dele viveu enquanto estudava administração.

O empresário mostrou à reportagem suas declarações de bens nas quais consta a empresa Mateus 5. A companhia foi devidamente tributada.

Gabriel Junqueira Pamplona Skaf é filho de Paulo Skaf, atual presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e que trabalha para ser candidato do PMDB ao governo de São Paulo na eleição de 2018. Já concorreu a esse cargo nas disputas de 2010 e 2014.

De maio de 2008 a julho de 2009, Gabriel foi dono da Sunrise Management Finance Ltd. Em 2009, desfez-se da empresa. A offshore foi incorporada nas Ilhas Virgens Britânicas. O objetivo era abrir uma conta bancária.

(Comentário do Blogueiro: Por que alguém tem que abrir uma empresa em paraíso fiscal, para ter uma conta no exterior? Que tipo de dinheiro ele transita por esta conta?)

Rodrigo Meyer Bornholdt foi candidato a deputado estadual em Santa Catarina pelo PDT, em 2010, e não se elegeu. Antes, de 2005 a 2008, foi vice-prefeito de Joinville (SC), na gestão do tucano Marco Tebaldi, hoje deputado federal.

Max Roberto Bornholdt, pai de Rodrigo, aparece nos arquivos como titular de uma offshore. Ele foi secretário da Fazenda de Santa Catarina de 2003 a 2006, na gestão de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), morto em 2015.

A primeira offshore da família, a Auras Management Group SA, foi adquirida no fim de 2010 e tinha como titulares Max, a mulher, Eliane, e Isabela Meyer Bornholdt. Já Rodrigo aparece como titular da Talway International SA, adquirida em dezembro de 2011 com o pai e Karla Cecilia Adami Bornholdt. As empresas foram usadas para adquirir um imóvel em Punta del Este, no Uruguay.

As offshores da família Bornholdt são legais e estão declaradas à Receita Federal do Brasil.

Participaram da série Panama Papers os repórteres Fernando Rodrigues,André Shalders, Mateus Netzel e Douglas Pereira (do UOL), Diego Vega eMauro Tagliaferri (da RedeTV!) e José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti,Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte e Isabela Bonfim (de O Estado de S. Paulo).

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Fonte:https://luizmullerpt.wordpress.com/2016/04/04/filho-de-skaf-da-fiesp-e-varios-politicos-na-lista-panamapapers/