Delação de Cunha dirá que votos do impeachment foram comprados. E o STF?

15.07.2017
Do portal BRASIL247
Por Fernando Brito

Resultado de imagem para CUNHA E TEMER

Disse o Ricardo Noblat que parte da delação premiada de Cunha já foi aceita: a que conta quem foram os deputados – a maioria do PMDB – que receberam dinheiro para votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Cunha não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos.

Então ficamos assim: Michel Temer, cuja ascensão ao governo foi comprada, fica no poder mais algum tempo, até que caia por outras bandalheiras, se os seus companheiro de bandalheira deixarem que caia.

Se cair, entra seu companheiro de bandalheira, eleito presidente da Câmara pelos companheiros de bandalheira que, segundo o super-bandalho Cunha, foram comprados para colocar Temer no Governo anulando o voto popular.

Se a elite brasileira perdeu a vergonha completamente diante do seu povo – a quem considera um estorvo indolente – ao menos pense no vexame internacional que este  país passa, solenemente ignorado em qualquer foro sério e, de fora, só atraindo  os negócios “espertos”, que eram da China e, agora, são de todos (até da China!) “negócios da china no Brasil”.

Fico pensando nos nossos puros, castos, doutos e moralíssimos juízes, especialmente os empavonados do Supremo.

Se compararmos bem, o Brasil vive a mesma situação que seria aquela em que a Justiça determinasse o pagamento do seguro de vida dos pais assassinados àquela Suzane Richthopfen.

Mas está tudo bem: Lula foi condenado e Bolsonaro sobe nas pesquisas.

****
Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/delacao-de-cunha-dira-que-votos-do-impeachment-foram-comprados/

GOLPISTAS SEM MORAL:Violaram o PSDB

19.04.2017
Do portal BRASIL247
Por HENRIQUE MATTHIESEN

Valter Campanato/Agência Brasil

Uma das organizações políticas mais “castas” da política nacional, que historicamente se posta hipocritamente como “virgens engomadinhas” acaba de ser violada pelo ministro do STF, Edson Fachin.

Devassada em seu puritanismo cínico, o ninho tucano vê sua sujidade não mais protegida pelo monopólio de apoio midiático e judiciário, enfim a máscara começa cair nos voos rasteiros da tucanada.

O pedido de investigação por supostos atos de corrupção ativa, passiva, desvio de dinheiro, entre outros crimes, de quase toda cúpula tucana, mostra que o discurso de bastiões da ética, sustentáculos da moralidade, ícones da decência, personificação da probidade, não passa de uma alegoria mentirosa de seus líderes.

Moralistas sem moral, o todo poderoso príncipe da sociologia pátria, ou da privataria, o professor de Higienópolis participa agora da investigação, sim o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, além de ter quebrado o Brasil, ter comprado a reeleição, está sendo investigado por fazer “caixa dois”.

Paladino da descortesia, bufão da República, o “mineirinho” presidente Nacional do PSDB que é amigo dos “heróis” da República de Curitiba também se vê agora todo enrolado nas mais diversas práticas corruptivas. O semeador de ódio, agora, pede calma em vídeos patéticos.

Descortina-se também a fortuna do “vizinho” justamente ele que escreve Brasil com “Z”, essa figura singular de nossa política que tem ojeriza contra o patrimônio nacional, em especial contra a Petrobrás.

Outro que sempre se beneficiou da blindagem midiática cai no estafo político, trata-se do “Santo” que segundo relatos, utilizou-se do cunhado para receber propinas para suas campanhas eleitorais, finalmente alguma fissura se abre na caixa preta dos governos tucanos, em São Paulo.

Não olvidemos do coronel da Paraíba, do Aluisio 500mil, do Dengo de MG, entre outros, e também o senhor Doria do “panamá papers”.
Enfim, que moral tem o discurso, as argumentações destes golpistas que se locupletam da corrupção do sistema político brasileiro? Que cinismo e chocarreiros fantasiados de limpinhos, nas manifestações anticorrupção?

Esse é o Brasil real, pois a crise mais profunda deste país é a crise de valores. A corrupção está no DNA dos herdeiros das capitanias hereditárias, que sempre viram o Brasil como um lugar para saquearem, se enriquecerem e se hipocrizarem.

O ninho tucano está mofado de sujeira, afinal foi violado, caiu uma das últimas “virgens” de nossa política.

*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/henriquematthiesen/291141/Violaram-o-PSDB.htm

TIJOLAÇO: TEMER PARTE PARA O TUDO OU NADA PELO CORTE NA PREVIDÊNCIA

10.04.2017
Do portal BRASIL247

Michel Temer advertiu que quem votar contra a reforma da Previdência estará votando contra o governo; ameça de traduz no corte de cargos e dificultação para liberação de recursos; “Funcionará? Com o Congresso que aí está, não se pode dizer que não fará efeito, mas está longe de ser o suficiente, neste momento, para reverter a ‘onda’ antirreforma que se formou”, diz Fernando Brito, do Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço O final de semana no Planalto foi de tambores de guerra.

“Votar contra a reforma é votar contra o governo”, disse Michel Temer, numa reunião de áulicos: seus ministros receberam a tarefa de “fechar a porteira” aos colegas de partido e estão formalmente autorizados a ameaçar retirar do governo os indicados por quem não ceder à pressão.

Ricardo Noblat, que achava Temer “até bonito”, diz agora que o ocupante do Planalto “sabe ser mau como um picapau”:

Quem votar contra a reforma, advertiu Temer, estará votando contra o governo. Para bom entendedor, isso significa que o presidente está disposto a retaliar partidos e parlamentares que o deixarem na mão no momento em que mais ele precisará deles.

E como fará isso? Não precisou dizer. Todos sabem. Cargos, acesso facilitado à liberação de recursos públicos e outros favores são moedas de troca na política. É dando que se recebe. Pune-se tomando o que foi dado.

Funcionará?

Com o Congresso que aí está, não se pode dizer que não fará efeito, mas está longe de ser o suficiente, neste momento, para reverter a “onda” antirreforma que se formou.

O pacote de recuos anunciado semana passada não parece ter surtido efeito para isso, porque a brutalidade da proposta original contaminou todo o debate na sociedade.

Se a primeira impressão é a que fica, neste aspecto, a estratégia de colocar uma multidão de bodes para, depois, retirá-los” criou uma animosidade que, agora, implica fazer quase uma centena de deputados voltar atrás da posição pública já tomada.

O “pequeno problema” deste “dá ou desce político” é que há muito pouco do que descer, quando se trata de um governo manietado por um laço formado de duas cordas: a Lava Jato e o brutal arrocho nos gastos públicos.  E sob o qual falta o chão de alguma popularidade.

O próprio Noblat adverte que “se a reforma da Previdência não passar no Congresso, adeus ao sonho de Temer de ser reconhecido um dia como o presidente que tirou o país do buraco da mais profunda recessão econômica de sua história”.

A pergunta inevitável é: quem o reconhece como capaz disso?

****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/289617/Tijola%C3%A7o-Temer-parte-para-o-tudo-ou-nada-pelo-corte-na-Previd%C3%AAncia.htm

TIJOLAÇO: ACABOU A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. TEMER TREMEU E NÃO SE SUSTENTA

22.03.2017
Do portal  BRASIL247

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para o editor do Tijolaço, Fernando Brito, Michel Temer sepultou de vez a ideia de que a reforma da Previdência alcançaria toda a população brasileira ao anunciar que servidores públicos não serão alcançados pela medida, deixando isso a cargo de estados e municípios; “A estratégia, óbvia, é a de esvaziar as mobilizações contra a reforma da previdência, em boa parte formada pelo funcionalismo”, diz; “Temer acha que ganhou apoio nos governos estaduais, na conta de velho político treteiro. Não, perdeu, porque atirou sobre eles a responsabilidade de fazer o mal no qual iriam se escudar na definição federal”, destaca

Por Fernando Brito, no Tijolaço 

Michel Temer acaba de enterrar a reforma da previdência.

Só o que a sustentava, diante da opinião pública, era que ela ia cortar supostos privilégios de categorias dos servidores públicos, transformados em vilões do sistema previdenciário.

A estratégia, óbvia, é a de esvaziar as mobilizações contra a reforma da previdência, em boa parte formada pelo funcionalismo, sobretudo por professores e professoras do ensino público, duplamente atingidos pela extinção da aposentadoria especial e pela idade mínima de 65 anos.

Só que o discurso neoliberal é o de que os servidores são o mal.

Você ou eu vamos aceitar trabalhar 49 anos (ou 50 e tantos, com 49 de contribuição, dados os períodos de desemprego) para nos aposentarmos com o que servidores terão sem isso?

Um professor de Universidade Federal terá de gramar ao menos 35 anos para sair com uma aposentadoria integral, enquanto seu colega de uma Universidade Estadual pode trabalhar 25 ou 30 anos, com proventos integrais.?

Procuradores de Justiça estaduais como ele, Temer, poderão levar tudo como aos 55 anos, sem nenhum risco de desemprego.

Peões de obra terão de ir até aos 65, 70, 75 – só com risadas mórbidas para imagina-los empregados de carteira sem falhas – para ter “perto” deste direito.

Temer sentiu a derrota e abriu mão do que não poderia ter aberto mão: da ideia de que o sacrifício era para todos.

Embora os governos estaduais, falidos, tentem impor as mesmas regras, sabe-se que não conseguirão, menos ainda em ano eleitoral como 2018.

Em resumo, não passa.

Temer acha que ganhou apoio nos governos estaduais, na conta de velho político treteiro. Não, perdeu, porque atirou sobre eles a responsabilidade de fazer o mal no qual iriam se escudar na definição federal.

Temer assinou a sentença de morte da reforma previdenciária.

E a sua própria.
*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/286263/Tijola%C3%A7o-Acabou-a-reforma-da-Previd%C3%AAncia-Temer-tremeu-e-n%C3%A3o-se-sustenta.htm

CUT LANÇA ‘APOSENTÔMETRO’ E MOSTRA PREJUÍZOS COM REFORMA DA PREVIDÊNCIA

23.02.2017
Do portal BRASIL247, 22.01.17

Paulo Pinto/Agencia PT

Calculadora da aposentadoria demonstra que a classe trabalhadora será prejudicada se a Reforma da Previdência de Temer passar no Congresso; segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, “Temer não quer reformar a Previdência, quer acabar com a aposentadoria dos/as trabalhadores/as”

247 – A CUT (Central Única dos Trabalhadores) lançou o ‘Aposentômetro’, uma calculadora elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) que ajudará trabalhadores a descobrir com qual idade se aposentarão, caso seja aprovada a Reforma da Previdência proposta pelo governo Michel Temer.

O projeto enviado ao Congresso aumenta a idade mínima para 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, do campo e da cidade; aumenta o tempo de contribuição de 15 anos para 25 anos, e para 49 anos para a aposentadoria integral, além de outros obstáculos para que os trabalhadores consigam o benefício.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, “Temer não quer reformar a Previdência, quer acabar com a aposentadoria dos/as trabalhadores/as”. Com o mote “Reaja agora ou morra trabalhando”, a CUT deu início a um movimento que pretende tomar as ruas do país pela preservação da aposentadoria, um direito histórico da classe trabalhadora (leia mais).

Para usar a calculadora, basta informar o gênero, a data de nascimento e o tempo de contribuição para o INSS. O Aposentômetro irá informar ao trabalhador quanto tempo lhe resta de trabalho até a aposentadoria nas regras atuais e como ficará se a proposta de Reforma da Previdência do governo for aprovada pelo Congresso.

Para acessar a calculadora, clique aqui.

****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/281749/CUT-lan%C3%A7a-%E2%80%98Aposent%C3%B4metro%E2%80%99-e-mostra-preju%C3%ADzos-com-reforma-da-Previd%C3%AAncia.htm

A degradação do Judiciário

25.12.2016
Do portal BRASIL247,20.12.16
Por Emir Sader

É certo que, ao compactuar com o golpe de 1964 e, assim, com a ditadura militar que durante mais de duas décadas assolou o Brasil, o Judiciário perdeu a identificação que parecia ter com o Estado de direito. Mas, ainda assim, especialmente depois do fim da ditadura, permanecia uma aura de respeitabilidade com o Judiciário brasileiro, uma expectativa de que fosse o guardião da Constituição democrática, dos direitos das pessoas, da democracia.

Junto com a perda da continuidade do processo democrático, o Brasil perdeu também, com o golpe de 2016, o respeito pelo Judiciário, a começar pela sua instância máxima, o STF. O mínimo que se pode dizer é que, diante da mais grave decisão tomada pelo Congresso brasileiro, a do impeachment, com versões polêmicas sobre os seus fundamentos, o STF assistiu tudo como se não tivesse nada a ver com ele. Como se não tivesse a responsabilidade de zelar pela Constituição, decidindo sobre se houve ou não crime de responsabilidade. Se não serve para isso, para que serve o STF?

Pior ainda. O silêncio foi acompanhado da vergonhosa negociação do aumento de 41% para o Judiciário. A FSP noticiou que, nos intervalos das gravíssimas sessões do Senado, que tomava a mais grave decisão da sua história, a do impeachment, o então presidente do STF fazia lobby a favor daquele aumento com os senadores, sem pudor, num troca-troca explícito. Buscava aumentar ainda mais os salários inconstitucionais de marajás que eles tinham recebido das mãos de Eduardo Cunha, em pleno processo de impeachment na Câmara de Deputados. Personagem poupado pelo STF até que ele tivesse feito o trabalho sujo de promover o impeachment da Dilma na Câmara.

Depois, uma vez aprovada a infundada decisão do impeachment pelo Congresso, o STF não se pronunciou sobre a sua constitucionalidade, questionada por tantos advogados. Seu papel, minimamente, de zelador da Constituição, seria o de abrir esse texto e definir se houver ou não crime de responsabilidade. Poderia até concordar com a decisão do Congresso, mas o que não poderia fazer, era ficar calado, deixando, com o seu silêncio cúmplice, que se terminasse com o mandato de uma presidente recém reeleita pelo voto popular, sem nenhum fundamento que justificasse esse ato de violência contra a democracia.

Mas fez e, com seu silêncio, sacramentou sua responsabilidade com a ruptura da democracia no Brasil, da qual deveria ser o zelador. Porém, mais do que isso, demonstrando que não se trata de um episódio fortuito, o STF participa ativamente do projeto do golpe. Impediu que o Lula, sem ser réu de qualquer processo, assumisse um cargo no governo da Dilma, mas permite que 15 ministros do governo Temer façam isso.

Aceita que a escandalosa parcialidade do Moro e dos seus comparsas, na ação unilateral contra o Lula, seja considerada “imparcial”, permitindo que ele monte os processos contra o Lula, façam as acusações, julgue e provavelmente condene o ex-presidente. O STF aceita silenciosamente as monstruosidades cometidas contra o Lula, o único líder popular no Brasil, demonstrando que deseja romper qualquer traço de legitimidade do sistema político brasileiro, compactuando com sua exclusão.

Um STF como esse tornou-se uma vergonha para a democracia brasileira. Desonra a função que deveria ter de guardião da Constituição, violada semanalmente pelo governo golpista e por seu Congresso corrupto. Degrada a função do Judiciário. Provoca a necessidade de que a restauração democrática promova a reforma profunda do Judiciário brasileiro, sob o risco de impedir que a democracia volte a reinar no Brasil, através da decisão soberana do povo.
*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/272205/A-degrada%C3%A7%C3%A3o-do-Judici%C3%A1rio.htm

DILMA: TEMER É TRAIDOR, TRAIU UMA INSTITUIÇÃO, TRAIU UMA CAMPANHA

18.12.2016
Do portal BRASIL247

*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/271012/Dilma-Temer-%C3%A9-traidor-traiu-uma-institui%C3%A7%C3%A3o-traiu-uma-campanha.htm