Juízes sugerem “guerra de lama”com mídia: auxílio vs pejotização

15.02.2018
Do blog TIJOLAÇO, 13.02.18
Por FERNANDO BRITO

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A verdade é uma planta que brota apenas quando os cúmplices na hipocrisia entram em conflito.

A Anamatra, uma das associações que se transformou em “sindicato dos juízes”  divulgou nota oficial em que ataca a mídia e manifestando o seu “mais veemente repúdio a reportagens e editoriais publicados desde o último sábado (10/2), em jornais, blogs e revistas de circulação nacional, que sugerem o percebimento de verbas indevidas no ano de 2017 por juízes de todo o país”.

E parte para a argumentação do “roto falando do esfarrapado”, dizendo que as empresas de comunicação  fraudam a legislação trabalhista usando a “pejotização”:

A condição de transparência dos dados financeiros e fiscais do Poder Judiciário e de seus agentes é superior, por exemplo, à de muitas das empresas de comunicação. Algumas  dessas empresas têm criticado diuturnamente o Poder Judiciário, destilando o mais obtuso moralismo hipócrita, enquanto mantêm em seus quadros dezenas ou centenas de empregados “pejotizados”, que prestam serviços como pessoas físicas mas são remunerados como pessoas jurídicas, o que solapa os direitos sociais de seus profissionais, por um lado, e autoriza, por outro, isenção previdenciária e duvidosos benefícios fiscais em sede de imposto de renda.

Uai, excelências, o que faltou até agora para que instassem o Ministério Público a fazer uma investigação ampla sobre isso? O medo dos “pejoteiros”  que fazem a opinião pública  como  jornalistas e que são “empresas” de comunicação subcontratadas, sem que o leitor saiba disso?

O que não se diz por consciência, que é permanente, mas como conveniência, que é ocasional, fica soando a casuísmo.

Os magistrados dizem que “ocupa-nos, agora, saber que inconfessáveis  interesses animam essa súbita campanha de pública difamação. O cidadão de bem já terá percebido, certamente, o que é uma campanha orquestrada por determinados segmentos da mídia, distinguindo-a do que possa ser, a respeito, autêntico jornalismo. ”

Dão a todos, portanto, o direito de pensar que “inconfessáveis interesses animam essa  súbita campanha” de moralidade e de “respeito às decisões judiciais’.

Agora, quando o julgamento moral passa a ser mais importante que o legal, que não se reclame de que suas excelências tenham recebido centenas de milhares de reais e queriam ser juízes da moral alheia?

É triste dizer, excelências, mas a lama suga a todos, como areia movediça.

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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/juizes-sugerem-guerra-de-lamacom-midia-auxilio-vs-pejotizacao/

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TIJOLAÇO: ACABOU A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. TEMER TREMEU E NÃO SE SUSTENTA

22.03.2017
Do portal  BRASIL247

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para o editor do Tijolaço, Fernando Brito, Michel Temer sepultou de vez a ideia de que a reforma da Previdência alcançaria toda a população brasileira ao anunciar que servidores públicos não serão alcançados pela medida, deixando isso a cargo de estados e municípios; “A estratégia, óbvia, é a de esvaziar as mobilizações contra a reforma da previdência, em boa parte formada pelo funcionalismo”, diz; “Temer acha que ganhou apoio nos governos estaduais, na conta de velho político treteiro. Não, perdeu, porque atirou sobre eles a responsabilidade de fazer o mal no qual iriam se escudar na definição federal”, destaca

Por Fernando Brito, no Tijolaço 

Michel Temer acaba de enterrar a reforma da previdência.

Só o que a sustentava, diante da opinião pública, era que ela ia cortar supostos privilégios de categorias dos servidores públicos, transformados em vilões do sistema previdenciário.

A estratégia, óbvia, é a de esvaziar as mobilizações contra a reforma da previdência, em boa parte formada pelo funcionalismo, sobretudo por professores e professoras do ensino público, duplamente atingidos pela extinção da aposentadoria especial e pela idade mínima de 65 anos.

Só que o discurso neoliberal é o de que os servidores são o mal.

Você ou eu vamos aceitar trabalhar 49 anos (ou 50 e tantos, com 49 de contribuição, dados os períodos de desemprego) para nos aposentarmos com o que servidores terão sem isso?

Um professor de Universidade Federal terá de gramar ao menos 35 anos para sair com uma aposentadoria integral, enquanto seu colega de uma Universidade Estadual pode trabalhar 25 ou 30 anos, com proventos integrais.?

Procuradores de Justiça estaduais como ele, Temer, poderão levar tudo como aos 55 anos, sem nenhum risco de desemprego.

Peões de obra terão de ir até aos 65, 70, 75 – só com risadas mórbidas para imagina-los empregados de carteira sem falhas – para ter “perto” deste direito.

Temer sentiu a derrota e abriu mão do que não poderia ter aberto mão: da ideia de que o sacrifício era para todos.

Embora os governos estaduais, falidos, tentem impor as mesmas regras, sabe-se que não conseguirão, menos ainda em ano eleitoral como 2018.

Em resumo, não passa.

Temer acha que ganhou apoio nos governos estaduais, na conta de velho político treteiro. Não, perdeu, porque atirou sobre eles a responsabilidade de fazer o mal no qual iriam se escudar na definição federal.

Temer assinou a sentença de morte da reforma previdenciária.

E a sua própria.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/286263/Tijola%C3%A7o-Acabou-a-reforma-da-Previd%C3%AAncia-Temer-tremeu-e-n%C3%A3o-se-sustenta.htm

Eles ficaram fora de novo, da reforma da previdência: Governo altera PEC para militares poderem acumular benefícios

09.12.2016
Do portal jornal GAZETA ON LINE, 07.12.16

O Palácio do Planalto também retirou policiais militares e bombeiros das mudanças nas regras previdenciárias

Presidente Michel Temer quer aprovação das reformas
O governo do presidente Michel Temer alterou a proposta de reforma da Previdência apresentada nesta terça-feira (6) para agradar militares e permitir que eles acumulem aposentadorias e pensões. O Palácio do Planalto também retirou policiais militares e bombeiros das mudanças nas regras previdenciárias. As informações são dos jornalistas Laís Alegretti e Ranier Bragon, do jornal Folha de S.Paulo.
O texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) protocolado na Câmara dos Deputados pelo Palácio do Planalto é diferente do material divulgado à imprensa na terça-feira.
Apesar de as Forças Armadas não terem suas regras de Previdência alteradas pela PEC, o texto original proibia o acúmulo de aposentadorias e pensões por morte referentes ao INSS, aos regimes de servidores da União, Estados e municípios e também ao regime dos militares, policiais militares e bombeiros.
 
Depois de pressão dos ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Westphalen Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), o Palácio do Planalto alterou a PEC, segundo apurou a Folha. Na versão mais recente, disponível no site da Câmara, militares, bombeiros e policiais militares estão fora da regra de acúmulo de benefícios.
Além disso, foi retirado um parágrafo inteiro do texto para deixar policiais militares e bombeiros fora das novas regras de acesso à aposentadoria. Agora, caberá a deputados e senadores uma eventual inclusão de PM e bombeiros na proposta. A inclusão desses profissionais na PEC era um pedido de governadores, já que os benefícios pagos a eles são dos regimes de Previdência estaduais e pressionam as contas dos Estados. Em relação às Forças Armadas, o Planalto diz que o assunto será tratado posteriormente, em outra proposta.
OUTRO LADO
Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto respondeu, em nome do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que “sempre foi dito que os militares ficariam fora desta reforma”. “Eles serão tratados em outro projeto dadas as características de suas atividades, pelo fato de constitucionalmente não se enquadrarem como servidores públicos. Como eles não integravam o sistema, apenas foi corrigido o equívoco contido na versão anterior”, informa a nota

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Fonte:http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2016/12/noticias/economia/4003603-governo-altera-pec-para-militares-poderem-acumular-beneficios.html