TIJOLAÇO: ACABOU A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. TEMER TREMEU E NÃO SE SUSTENTA

22.03.2017
Do portal  BRASIL247

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para o editor do Tijolaço, Fernando Brito, Michel Temer sepultou de vez a ideia de que a reforma da Previdência alcançaria toda a população brasileira ao anunciar que servidores públicos não serão alcançados pela medida, deixando isso a cargo de estados e municípios; “A estratégia, óbvia, é a de esvaziar as mobilizações contra a reforma da previdência, em boa parte formada pelo funcionalismo”, diz; “Temer acha que ganhou apoio nos governos estaduais, na conta de velho político treteiro. Não, perdeu, porque atirou sobre eles a responsabilidade de fazer o mal no qual iriam se escudar na definição federal”, destaca

Por Fernando Brito, no Tijolaço 

Michel Temer acaba de enterrar a reforma da previdência.

Só o que a sustentava, diante da opinião pública, era que ela ia cortar supostos privilégios de categorias dos servidores públicos, transformados em vilões do sistema previdenciário.

A estratégia, óbvia, é a de esvaziar as mobilizações contra a reforma da previdência, em boa parte formada pelo funcionalismo, sobretudo por professores e professoras do ensino público, duplamente atingidos pela extinção da aposentadoria especial e pela idade mínima de 65 anos.

Só que o discurso neoliberal é o de que os servidores são o mal.

Você ou eu vamos aceitar trabalhar 49 anos (ou 50 e tantos, com 49 de contribuição, dados os períodos de desemprego) para nos aposentarmos com o que servidores terão sem isso?

Um professor de Universidade Federal terá de gramar ao menos 35 anos para sair com uma aposentadoria integral, enquanto seu colega de uma Universidade Estadual pode trabalhar 25 ou 30 anos, com proventos integrais.?

Procuradores de Justiça estaduais como ele, Temer, poderão levar tudo como aos 55 anos, sem nenhum risco de desemprego.

Peões de obra terão de ir até aos 65, 70, 75 – só com risadas mórbidas para imagina-los empregados de carteira sem falhas – para ter “perto” deste direito.

Temer sentiu a derrota e abriu mão do que não poderia ter aberto mão: da ideia de que o sacrifício era para todos.

Embora os governos estaduais, falidos, tentem impor as mesmas regras, sabe-se que não conseguirão, menos ainda em ano eleitoral como 2018.

Em resumo, não passa.

Temer acha que ganhou apoio nos governos estaduais, na conta de velho político treteiro. Não, perdeu, porque atirou sobre eles a responsabilidade de fazer o mal no qual iriam se escudar na definição federal.

Temer assinou a sentença de morte da reforma previdenciária.

E a sua própria.
*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/286263/Tijola%C3%A7o-Acabou-a-reforma-da-Previd%C3%AAncia-Temer-tremeu-e-n%C3%A3o-se-sustenta.htm

Anúncios

Eles ficaram fora de novo, da reforma da previdência: Governo altera PEC para militares poderem acumular benefícios

09.12.2016
Do portal jornal GAZETA ON LINE, 07.12.16

O Palácio do Planalto também retirou policiais militares e bombeiros das mudanças nas regras previdenciárias

Presidente Michel Temer quer aprovação das reformas
O governo do presidente Michel Temer alterou a proposta de reforma da Previdência apresentada nesta terça-feira (6) para agradar militares e permitir que eles acumulem aposentadorias e pensões. O Palácio do Planalto também retirou policiais militares e bombeiros das mudanças nas regras previdenciárias. As informações são dos jornalistas Laís Alegretti e Ranier Bragon, do jornal Folha de S.Paulo.
O texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) protocolado na Câmara dos Deputados pelo Palácio do Planalto é diferente do material divulgado à imprensa na terça-feira.
Apesar de as Forças Armadas não terem suas regras de Previdência alteradas pela PEC, o texto original proibia o acúmulo de aposentadorias e pensões por morte referentes ao INSS, aos regimes de servidores da União, Estados e municípios e também ao regime dos militares, policiais militares e bombeiros.
 
Depois de pressão dos ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Westphalen Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), o Palácio do Planalto alterou a PEC, segundo apurou a Folha. Na versão mais recente, disponível no site da Câmara, militares, bombeiros e policiais militares estão fora da regra de acúmulo de benefícios.
Além disso, foi retirado um parágrafo inteiro do texto para deixar policiais militares e bombeiros fora das novas regras de acesso à aposentadoria. Agora, caberá a deputados e senadores uma eventual inclusão de PM e bombeiros na proposta. A inclusão desses profissionais na PEC era um pedido de governadores, já que os benefícios pagos a eles são dos regimes de Previdência estaduais e pressionam as contas dos Estados. Em relação às Forças Armadas, o Planalto diz que o assunto será tratado posteriormente, em outra proposta.
OUTRO LADO
Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto respondeu, em nome do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que “sempre foi dito que os militares ficariam fora desta reforma”. “Eles serão tratados em outro projeto dadas as características de suas atividades, pelo fato de constitucionalmente não se enquadrarem como servidores públicos. Como eles não integravam o sistema, apenas foi corrigido o equívoco contido na versão anterior”, informa a nota

*****
Fonte:http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2016/12/noticias/economia/4003603-governo-altera-pec-para-militares-poderem-acumular-beneficios.html