ESTARRECEDOR: ELEITORES DE BOLSONARO PREFEREM UM PRESIDENTE ACUSADO DE CORRUPÇÃO

03.08.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Kiko Nogueira

Voto de Bolsonaro contra Temer na Câmara causa revolta e debandada entre seus eleitores. Por Kiko Nogueira

O voto dos Bolsonaros Jair e Eduardo na Câmara a favor da denúncia contra Temer causou um curto circuito em seu eleitorado e uma debandada em massa.

Antipetistas, anticomunistas, pouco inteligentes e sobretudo com pânico de Lula, fãs de Bolsonaro preferem manter um corrupto amigo como Michel Temer.

Bandidos de estimação, desde que à direita, estão liberados na utopia fascista.

A reação forçou pai e filho a dar explicações.

Eduardo fez um vídeo no carro, dirigindo (alô, autoridades do trânsito). Reclamou que lhe passaram um “atestado de trouxa”, que “tem vergonha na cara” e que é preciso “um cara decente na presidência”.

Seu genitor escreveu nas redes tentando explicar a diferença entre votos “sim” e “não” para sua galera de analfabetos políticos.

A verdade é que ambos colaboraram com a estratégia de Michel Temer.

Como lembrou Lauro Jardim no Globo, deram quórum, garantindo o início da sessão que deveria matar a primeira denúncia.

Na sequencia, votaram pelo encerramento das discussões, garantindo que a votação começasse o quanto antes e, com isso, se encerrasse também rapidamente.

A fragilidade do discurso moralista é facilmente desmoronável e cheia de buracos populistas.

Até 2018, muita água sujar vai minar a candidatura da grande esperança branca da extrema direita, segundo colocado na pesquisas mais recentes.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/voto-de-bolsonaro-contra-temer-na-camara-causa-revolta-e-debandada-entre-seus-eleitores-por-kiko-nogueira/

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CLASSE MÉDIA FOI ENGANADA PELA MÍDIA QUE FEZ “TRABALHO SUJO” DO GOLPE

20.01.2017
Do portal BRASL247

E AGORA POVO BRASILEIRO? Condições para uma intervenção militar estão desenhadas

07.12.2016
Do portal BRASIL247, 22.11.16
Por Felipe Miguel*

O Supremo decide afastar da linha sucessória da presidência políticos que sejam réus na justiça, uma medida autoritária que reflete bem o espírito do tempo no Brasil. Dias Toffoli, contrário à decisão, resolve interromper a votação quando ela já estava definida, com um pedido de vistas maroto, chicana que aprendeu com seu mestre Gilmar Mendes. Então, depois de altercações públicas sobre accountability do Judiciário entre ministros do STF e o presidente do Senado e de faixas pedindo “fora Renan” nas manifestações do MBL, Marco Aurélio Mello manda afastá-lo do cargo em decisão monocrática. Renan Calheiros se esconde do oficial de justiça para não receber a notificação – ou melhor, não se esconde, desfila na frente dele enquanto manda a secretária dizer que não está. Ao mesmo tempo, a mesa do Senado comunica que não vai obedecer à liminar emanada do Supremo, manobra que conta com a participação ativa de Jorge Viana, petista que seria alçado à presidência da casa com o afastamento de Renan, mas que morre de medo de ter que exercer, na prática, seu oposicionismo verbal ao governo golpista.

Que lições extraímos disso tudo, afora a confirmação da propensão nacional para a chanchada e da máxima segundo a qual, no Brasil, ninguém morre de tédio?

A principal é que, com o golpe que destituiu uma presidente eleita, o arcabouço institucional da Constituição de 1988 foi oficialmente para o saco e entramos na lei da selva. Quem gritar mais alto, ganha. Com um executivo frágil, sem liderança e sem legitimidade, e com um legislativo que não vê além da própria venalidade, o judiciário entendeu que está em condições de impor sua supremacia. Mas Renan, que pode ser muitas coisas, mas para tolo não serve, entendeu que devia gritar também, gerando o impasse em que nos encontramos.

Ao mesmo tempo, a crise econômica, que em certo momento parecia sob medida para alimentar a campanha contra Dilma, saiu do controle e o cenário se projeta sombrio para o futuro. Para completar o quadro, o governo Temer anunciou uma reforma da Previdência perfeita para gerar convulsão social, rompendo expectativas até de quem já estava a um passo da aposentadoria e impondo ônus desmedidos sobre a classe trabalhadora.

São circunstâncias que ajudam a construir um discurso de justificação de uma intervenção excepcional e salvadora: instituições falidas, incapacidade da classe política para conduzir o país, risco de caos. Quem viu os cartazes e slogans das manifestações de domingo passado sabe que o fechamento do Congresso e a suspensão das eleições teriam o aplauso de uma fatia grande da classe média. Como sempre, quando a situação é de ganha quem pode mais, aqueles que controlam as armas estão em situação de vantagem. Pela primeira vez desde que o golpe começou, as condições para uma intervenção militar estão sendo desenhadas. Resta saber qual é a disposição predominante no generalato.

Em 1964 ocorreu algo similar. O golpe foi militar, mas muitas das vivandeiras dos quartéis queriam apenas brincar de destituir presidente, esmagar uma corrente política e depois voltar à “normalidade” da competição eleitoral.

*Luis Felipe Miguel é professor de ciência política da Universidade de Brasília

(originalmente postado em seu Facebook)

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/luisfelipemiguel/269363/Condi%C3%A7%C3%B5es-para-uma-interven%C3%A7%C3%A3o-militar-est%C3%A3o-desenhadas.htm

A MANIPULAÇÃO E O FALSO MORALISMO DA IMPRENSA GOLPISTA:ESTADÃO FAZ DISTINÇÃO ENTRE A CORRUPÇÃO DE UNS E DE OUTROS

08.11.2016
Do portal BRASIL247

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal dos Mesquita usa a entrevista do juiz Sergio Moro para defender que o caixa dois delatado pelas empreiteiras, que atinge tucanos e peemedebistas, é menos grave do que as propinas travestidas de doações oficiais; ou seja: caixa 1 é crime; caixa dois não

247 – O jornal dos Mesquita usou a entrevista do juiz Sergio Moro para defender que o caixa dois delatado pelas empreiteiras, que atinge tucanos e peemedebistas, é menos grave do que as propinas travestidas de doações oficiais.

Ou seja: caixa 1 é crime; caixa dois, não.

Leia abaixo:

Os esclarecimentos de Moro

Motivado, segundo suas próprias palavras, pela necessidade de “prestar alguns esclarecimentos”, o juiz Sérgio Moro, principal responsável pelos julgamentos dos réus da Lava Jato na primeira instância, deu uma importante entrevista a Fausto Macedo e Ricardo Brandt, do Estado, na qual afirmou que o foco da Lava Jato “não tem sido propriamente o caixa 2 de campanhas eleitorais, mas o pagamento de propinas na forma de doações eleitorais registradas ou não registradas, ou seja, crime de corrupção”. Esse era o esclarecimento que se fazia mais necessário ante a perspectiva de se confundir uma situação que envolve indistintamente todos os partidos políticos – o financiamento eleitoral com dinheiro de empresas – e o crime de corrupção disfarçado de doação eleitoral efetuada por empreiteiras para partidos, em especial os que estavam no governo.

Nunca é demais enfatizar a clara diferença entre uma coisa e outra. No primeiro caso, partidos da situação e da oposição eram, até pouco tempo atrás, fartamente financiados por empresas muito interessadas em eventuais favores que seus financiados pudessem fazer uma vez eleitos. Tratava-se, obviamente, de captura do poder político por pessoas jurídicas – que, por definição, não são eleitores –, razão pela qual a prática foi felizmente abolida pelo Supremo Tribunal Federal. A despeito do caráter evidentemente nocivo para a democracia, não havia crime nessa prática.

Mesmo assim, em tempos de escandalosas delações e de pânico generalizado sobre novas listas de políticos e partidos eventualmente envolvidos na Lava Jato, corre-se o risco de considerar todos os beneficiários de doações eleitorais de empreiteiras como sendo partes integrantes do esquema criminoso genericamente chamado de “petrolão”. Ora, se assim fosse, não restaria pedra sobre pedra no sistema político-partidário nacional – situação que interessaria àqueles que efetivamente têm culpa no cartório, isto é, que receberam propina, pois essa interpretação igualaria a todos.

Ciente de que se trata de situações muito diferentes, o juiz Sérgio Moro disse que o foco da Lava Jato é apenas o “pagamento de propinas na forma de doações eleitorais registradas ou não registradas, ou seja, crime de corrupção”. Esse pagamento, conforme enfatizou o magistrado, só poderia ter sido feito a “agentes políticos que pertenciam à base de sustentação do governo”, pois eram os partidos destes que “davam suporte à permanência daqueles agentes da Petrobrás (envolvidos no esquema) em seus cargos”.

Vem em boa hora esse esclarecimento de Moro, para que se frustrem as artimanhas dos encalacrados na Lava Jato, especialmente os petistas, ansiosos para provar que são “perseguidos” por aquele juiz e pela força-tarefa da operação. Ora, como afirmou Moro, “se havia uma divisão de propinas entre executivos da Petrobrás e agentes políticos que lhes davam sustentação, vão aparecer (nas delações) esses agentes que estavam nessa base aliada”.

A lógica cristalina dessa resposta, que não embute nenhum juízo de valor político-partidário ou ideológico, revela o equilíbrio que se espera do magistrado que hoje é a referência da mobilização da sociedade contra a corrupção. Sem deixar de expressar sua indignação com as práticas deletérias que a Lava Jato está ajudando a revelar ao País, especialmente a reiteração dos crimes mesmo durante a fase em que estes já estavam sendo investigados e punidos, Moro enfatizou diversas vezes ao longo da entrevista que as medidas mais duras, como as prisões, só são adotadas quando plenamente fundamentadas – e, em todo caso, “existe um sistema dentro do Judiciário que propicia que minhas decisões sejam eventualmente revistas por instâncias recursais ou superiores”. Como a grande maioria das decisões de Moro tem sido mantida, isso significa, conforme disse o juiz, “que está havendo uma aplicação correta da lei”.

Nota-se, nas palavras de Moro, a segurança de quem conhece suas responsabilidades e seus limites. Declarou que “jamais” será candidato a nada, disse considerar “passageiro” o apoio da opinião pública a seu trabalho e que a Lava Jato não se presta à “salvação nacional”. No máximo, toda essa operação “pode auxiliar a melhorar a qualidade da nossa democracia”. É o que se espera.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/264350/Estad%C3%A3o-faz-distin%C3%A7%C3%A3o-entre-a-corrup%C3%A7%C3%A3o-de-uns-e-de-outros.htm

GOLPE DE ESTADO:Quem perdeu?

12.10.2016
Do blog ESQUERDA CAVIAR,06.10.16
PorEdward Magro
Da Graça Fonteles Grossi

Estou de saco cheio e cansada de ler baboseiras tipos o PT perdeu, acabou, se esfarelou e outros adjetivos mais.

Não, o PT não perdeu; quem perdeu foi:

– O residente de medicina que não vai mais receber bolsa;
– O estudante universitário que não terá mais o FIES;
– O quilombola que não terá mais suas terras;
– O pobre que recebe salário mínimo e que não terá mais reajuste acima da inflação;
– O necessitado que precisa da farmácia popular que foi extinta pelo golpista Temer;
– Os estudantes das escolas de ensino fundamental que passarão a ser ratos de laboratórios nas escolas sem “partido” onde serão suprimidos os debates;
– A população do interior brasileiro que ficará sem atendimento médico;
– O estúpido funcionário público com seu salário congelado;
– O negro pobre que não poderá mais ingressar na faculdade com a extinção das cotas;
– As domésticas que receberão menos que um salário mínimo, sem pagamento de INSS e FGTS, e terão de aceitar ou perdem o emprego;
– O pequeno e microempresário que inevitavelmente fechará as portas por total falta de condições financeiras de seguir adiante;
– As estudantes universitárias, filhas de domésticas, que utilizam cotas ou FIES que deixarão as faculdades por não possuírem condições financeiras de pagá-las e seguirão a carreira de domésticas de suas mães trabalhando para o povo que odeia vermelho;
– Empregados do comércio que serão demitidos ou terão seus salários reduzidos por lojistas em pré-falência;
– Os industriários que serão demitidos de seus empregos;
– O povo do Nordeste que voltará a pedir esmolas durante a seca;
– Os beneficiários do bolsa família que perderão a regalia de receber R$ 70,00 de ajuda governamental;
– O pobre que depende de creche pública já que o MEC resolveu que as creches serão privatizadas;
– O pobre que necessita do SUS;
– O agricultor familiar que terá as verbas do governo reduzida pela metade;
– Indústria naval que não vai mais construir plataformas para Petrobrás e demitiu milhares de empregados;
– Os empregados das refinarias;
– E finalmente os corruptos continuarão mandando e a boiada midiota acreditando no tucano golpista Moro e seu exército de malfeitores da Vaza Jato como solução para seus demônios.

Os corruptos estão no poder e quem perdeu foi você.
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Fonte:http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2016/10/quem-perdeu.html?m=1

VIOLAÇÃO DE DIREITOS: Prisão ‘espetacular’ de Mantega provoca reações de indignação

22.09.2016
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 
Por Hylda Cavalcanti, da RBA 

Detenção do ex-ministro durante cirurgia da mulher, doente de câncer, é seguida de onda de protestos. “Espetacularização”, acusa advogada. PT emite nota oficial de protesto

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Guido Mantega, ex-ministro de Dilma, foi preso dentro de um hospital, enquanto sua mulher passava por cirurgia para retirar um câncer

 

Brasília – Mesmo defensores da Operação Lava Jato, apoiadores do governo que levou Michel Temer ao poder, detratores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula e do PT e até profissionais de imprensa da mídia tradicional, advogados e políticos diversos demonstraram indignação com as circunstâncias da prisão intempestiva do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, na manhã de hoje (22). Mantega foi preso no Hospital Albert Einstein em São Paulo, retirado de dentro da sala de cirurgia em que acompanhava a cirurgia pela qual passava de sua mulher, para a retirada de um câncer.

O ex-ministro foi preso de forma preventiva, apesar de já ter prestado vários depoimentos anteriormente e de nunca ter se recusado a falar com a Polícia Federal sempre que convocado.

“Foi mais uma espetacularização que está superando todos os limites de respeito à dignidade da pessoa humana”, disse a cientista política e advogada Marcela Mariz de Albuquerque. “Se ao menos esperassem por umas horas, até o fim da cirurgia, para deter o ex-ministro, seria errado mesmo assim, mas ainda haveria certa admissibilidade.”

Um dos primeiros políticos a se manifestar foi o governador da Bahia, Rui Costa (PT). Em entrevista a uma emissora de rádio de Salvador, o petista criticou a atuação dos juízes e promotores. Segundo ele, “ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei. Nem governador, nem prefeito, deputado, presidente, nem ex-presidente, ministro ou ex. Mas é claro, nítida e transparente, a partidarização, a politização e um verdadeiro espetáculo promovido por alguns promotores e juízes em nosso país”.

“O ex-ministro estava no hospital acompanhando a cirurgia da esposa e vai preso. Pergunto: qual o perigo que ele estava representando para a sociedade naquele momento?”, questionou o governador.

Rui Costa afirmou que não pretende ficar falando em outros casos de siglas adversárias que deram repercussão nacional, mas fica evidente que, como envolveram políticos de outro partido tiveram tratamento diferenciado. “Acharam um helicóptero com 400 quilos de cocaína, provavelmente sabiam pra onde iria, mas faltou convicção a quem estava apurando. E aí congelaram o caso. As pessoas responsáveis pela investigação nunca mais tocaram no assunto. E agora um ex-ministro sofre esse espetáculo midiático de pessoas que não respeitam a Constituição Federal nem as leis do Brasil. Estão passando de todos os limites. A lei é clara sobre as garantias individuais”, acrescentou.

‘O povo sabe’

Costa destacou, ainda, que “o povo sabe o que está acontecendo”. “Quem tem vastos elementos, contas no exterior, continua passeando, jantando em restaurantes chiques do Rio de Janeiro, e nada acontece”.

Nas redes sociais, a reação também foi de críticas. “Na minha opinião, prender um cidadão no hospital enquanto esse cidadão acompanha a cirurgia da mulher é uma canalhice. Nem um marginal de carteirinha merece um tratamento desses. Minha solidariedade ao ex-ministro Guido Mantega”, afirmou o jornalista Gladston Holanda, ex-editor do jornal Correio Braziliense e editor da revista Tema, em sua página no Facebook. Holanda sempre manifestou sua postura favorável à deposição da presidenta eleita, Dilma Rousseff.

A prisão também foi chamada por outros internautas de “cafajestagem, “ato nojento” e classificada por muitos como “mais uma politização da Lava Jato para reduzir o impacto do ato nacional programado para esta quinta-feira”, quando milhares de trabalhadores prometem ir às ruas protestar contra o governo Temer e perdas de direitos.

Desdobramento da Lava Jato

Guido Mantega foi preso na chamada Operação X, um desdobramento da Lava Jato, e será levado ainda hoje para Curitiba, segundo informações da Polícia Federal.

De acordo com os dados liberados pela PF referentes às investigações contra ele, a prisão diz respeito a denúncias de que em 2012, quando ministro da Fazenda, Mantega teria agido diretamente no comando das empresas Mendes Júnior e OSX, do empresário Eike Batista, contratadas pela Petrobras para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partidos políticos aliados do governo do PT.

Ele teria sido citado em delação premiada da publicitária Mônica Moura, esposa do publicitário João Santana, responsável pela campanha eleitoral da presidenta Dilma Rousseff.

Para justificar a prisão, os argumentos apresentados foram de que as acusações podem implicar em envolvimento do ex-ministro em crimes como “fraude de processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos  políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal”.

Embora tenha Mantega como principal alvo, no total a operação Arquivo X resultou em 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e outros oito de condução coercitiva. A operação está sendo realizada no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Em nota

A bancada do Partidos dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados emitiu nota de repúdio, em seguida à notícia da prisão de Mantega. Leia a íntegra:

 

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados repudia, com toda a veemência, mais uma ação seletiva e abusiva da investigação da Lava Jato, desta vez com a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega, ocorrida quando ele acompanhava, em um hospital, um procedimento cirúrgico pelo qual passava sua esposa.

Infelizmente, agentes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal têm cometido regulamente abusos gravíssimos, que neste caso violam a dignidade e os direitos fundamentais de Mantega e de sua família.

O ex-ministro jamais se recusou a colaborar com a Justiça. Esta ação, neste momento pessoal delicado em que ele, obviamente, não poria qualquer obstáculo as investigações, é absolutamente desnecessária e abusiva.

Tal ação de prepostos da PF e do MPF fere os direitos fundamentais e o Estado de Direito, constituindo-se num espetáculo político de caráter seletivo que visa atacar o Partido dos Trabalhadores.

Infelizmente, a sociedade brasileira tem acompanhado a repetição de ações e medidas de exceção perpetradas por setores do Judiciário e do Ministério Público, configurando um regime de exceção inaceitável.

Tendo em vista a proximidade das eleições municipais, é deplorável que promotores espetacularizem a investigação da Lava Jato e, sem provas e por mera convicção, acusem o ex-presidente Lula.

Resta óbvia a orientação político-partidária da investigação: atacar o Partido dos Trabalhadores e tentar inviabilizar uma candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República em 2018.

Lamentamos que instituições tão caras à democracia estejam sendo usadas por alguns de seus agentes para interferir na disputa política no Brasil.

Denunciamos essas ações incompatíveis com a presunção da inocência, o direito de defesa e obrigatoriedade da apresentação de provas pela acusação.

Não passarão

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/09/politicos-advogados-e-cidadaos-diversos-reclamam-de-prisao-intempestiva-de-mantega-8702.html