‘Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas’, diz o criador da realidade virtual

26.01.2018
Do portal da BBC BRASIL, 28.11.17

Jaron Lanier
Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico, mas rejeita a cultura do Vale do Silício e compara redes sociais a drogas

Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico. Um visionário, ele ajudou a criar nosso futuro digital e cunhou o termo realidade virtual, nos idos dos anos 1980. Além de ser um filósofo da internet, Lanier é um músico clássico, que tem uma coleção de mais de mil instrumentos.

A despeito do visual alternativo – com longos dreads nos cabelos que lembram o estilo rastafari – e de se comportar como um hippie, Lanier nunca usou drogas. Nem quando era amigo de Timothy Leary, o pioneiro do alucinógeno sintético LSD. Leary o chamava de “grupo de controle”, por sua rejeição a químicos.

Lanier é autor de vários livros sobre o impacto da tecnologia nos indivíduos e no comportamento coletivo. Neste mês, lançou The Dawn of the New Eveything (“O Despertar de Todas as Novas Coisas”, em tradução livre).

O título se refere ao momento em que o autor colocou, pela primeira vez, um desses capacetes que nos levam ao mundo da realidade virtual – momento que descreve como “transformador” e como a “abertura de um novo plano de experiência”.

Ele foi um dos primeiros a desenvolver produtos voltados à realidade virtual, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.

Mas, embora seja um dos protagonistas da história do Vale do Silício, é um crítico dos valores propagados por empresas como o Facebook e o Google, além de dizer que evita as redes sociais.

“Evito as redes pela mesma razão que evito as drogas – sinto que podem me fazer mal,” diz.

Lanier manifesta preocupação com o efeito “psicológico” do Facebook sobre os jovens, especialmente na formação da personalidades dos adolescentes e na construção de relacionamentos.

“As pessoas mais velhas, que já têm vários amigos e perderam contato com eles, podem usar o Facebook para se reconectar com uma vida já vivida. Mas se você é um adolescente e está construindo relacionamentos pelo Facebook, você precisa fazer a sua vida funcionar de acordo com as categorias que o Facebook impõe. Você precisa estar num relacionamento ou solteiro, tem que clicar numa das alternativas apresentadas”, explica.

“Isso de se conformar a um modelo digital limita as pessoas, limita sua habilidade de se inventar, de criar categorias que melhor se ajustem a você mesmo.”

Ele também critica a forma como Facebook, Google, Twitter e outros sites utilizam os dados de usuários.

“Existem dois tipos de informações: dados a que todas as pessoas têm acesso e dados a que as pessoas não têm acesso. O segundo tipo é que é valioso, porque esses dados são usados para vender acesso a você. Vão para terceiros, para propaganda. E o problema é que você não sabe das suas próprias informações mais.”

Livro de Jaron Lanier
O novo livro dele é um misto de autobiografia com a história do surgimento da realidade virtual

Busca por um mundo alternativo?

Lanier entrou pela primeira vez em contato com a ideia de realidade virtual na década de 1980. A empresa dele, a VPL, criada em 1985, foi pioneira em “capacetes com tela”, desenvolvidos para mostrar mundos gerados por computadores que enganam o cérebro.

Desde o primeiro momento, Lanier reconheceu que a realidade virtual teria duas “faces”- uma com “potencial para o belo” e outra “vulnerável ao horripilante”.

Lanier tocando instrumento
Lanier também é músico

“O Despertar de todas as novas coisas” conta a história do surgimento da realidade virtual. Mas também é uma autobiografia de um homem cujos primeiros anos de vida foram absurdamente fora do comum, marcados pela tragédia, a extravagância e o perigo.

A mãe dele, nascida em Viena (Áustria), havia sobrevivido a um campo de concentração e ganhava a vida fazendo, remotamente – da casa da família no Novo México (EUA) – apostas na bolsa de valores de Nova York.

Para atender a uma inesperada ganância, ela comprou um automóvel novo da cor que Lanier escolheu. Mas, no dia em que foi aprovada no exame de direção, morreu num acidente que, depois se saberia, foi causado por uma falha mecânica daquele modelo de carro.

Larnier
Lanier teve uma infância difícil, mas ele nega que o objetivo da realidade virtual seja fugir da vida real

“Choramos durante anos”, escreveu Lanier sobre sua própria reação e a do pai. A tristeza foi agravada pelo antissemitismo e a intimidação de vizinhos e colegas de classe. Um professor disse que a mãe dele “merecia” o que aconteceu, por ser judia.

Depois que sua casa ardeu em chamas por um incêndio criminosamente provocado, foram viver em uma tenda de acampamento até que o pai sugeriu que ele desenhasse uma casa para os dois.

“Estava convencido de que nosso lar deveria ser feito de estruturas esféricas similares as que encontramos nas plantas”, conta, no livro.

Ele recorda que projetou modelos com cigarros, seu pai obteve permissão das autoridades para construir e, juntos, montaram uma edificação com formato de bola de golfe.

Lanier virtual reality
O que é realidade virtual? Segundo o livro, é a ciência da ilusão completa; a extensão ao mundo adulto da magia íntima da infância; um indício de como seria a vida sem limites

O pai de Lanier viveu naquela casa durante 30 anos. Um ano depois da construção, quando tinha 13 anos, Lanier foi à universidade local fazer um curso de verão de química.

Quando terminou, continuou assistindo às aulas durante o semestre, até que os professores não tiveram outra escolha senão aceitá-lo como estudante universitário. Ele aprendeu a fazer queijo de cabra para vender e pagar os custos com sua educação, e costurava suas próprias roupas.

Realidade alternativa

Seria natural pensar que, depois de tudo o que viveu, Lanier quisesse se dedicar a criar realidades alternativas, com cálculos e pixels no Vale do Silício.

Mas, ele nega que o objetivo tenha sido fugir do mundo real. Para Lanier, “a maior virtude da realidade virtual é que, quando você regressa, de repente percebe a realidade com frescor, como se fosse nova”.

“Em vez de conceber a realidade virtual como um lugar a que se vai para deixar algo para trás, a mim me parece que ela está subordinada à realidade”, explicou à BBC.

Rosa
‘Quando você vê uma flor depois de estar na realidade virtual por cerca de 10 minutos, a realidade da flor desabrocha com uma força fora do comum’

Ser lagosta

Enquanto estudava informática, leu o trabalho de Ivan Sutherland, que, na década de 1960, foi uma das primeiras pessoas a criar um capacete com tela que permitia a uma pessoa ver um mundo digital por meio de programas de computador.

Depois de uma temporada em Nova York, Lanier se mudou para a Califórnia e se uniu à incipiente indústria dos videogames. Com o dinheiro que ganhava, financiava experimentos de realidade virtual com outros matemáticos – junto com alguns deles fundou a empresa VPL.

Numa ocasião, Lanier e sua equipe ficaram obcecadas com a criação de avatares não humanos.

As lagostas representavam um grande desafio, pela quantidade de extremidades, mas eles descobriram que o cérebro humano se adapta a usar apêndices (como antenas, patas e garras) com muita rapidez.

LagostaFazer uma pessoa se ‘sentir uma lagosta’ por meio da realidade virtual é mais fácil do que se imaginava

“A maioria das pessoas aprende a ser uma lagosta com relativa facilidade”, escreve. “Para mim, foi mais fácil ser uma lagosta que comer uma.”

Um futuro virtualmente real

A empresa de realidade virtual de Lanier durou somente cinco anos, mas o legado dessa tecnologia se evidencia em cada vez mais áreas.

Por causa do alto custo, a realidade virtual não se desenvolveu de forma massiva. No entanto, fabricantes de automóveis e aviões (para provar novos desenhos de cabines), os médicos (para treinamento e tratamentos, como terapia para transtorno de stress pós-traumático), e os militares, continuam a usar a essa tecnologia.

capacete de realidade virtual
A realidade virtual ainda não teve tempo de amadurecer, segundo Lanier

Mas, para Lanier, a realidade virtual ainda está “presa ao passado” e não se desenvolveu plenamente.

“O que a maioria tem visto é uma versão de videogame ou um filme (com tecnologia de realidade virtual). Isso é típico de novos meios. No início, o cinema se parecia com uma peça de teatro. A realidade virtual ainda não teve a oportunidade de se libertar e ser o que é.”

O filósofo da internet também faz projeções preocupantes sobre o futuro, com o crescimento da automação e o desaparecimento de empregos.

Para ele, é preciso mudar o modo como a economia está organizada, para evitar que a robótica crie uma massa de pessoas com fome e sem ocupação.

“Uma ideia é criar um contrato social, pelo qual pagamos uns aos outros por coisas que nos interessam online. O objetivo é garantir o sustento das pessoas quando as máquinas forem boas o suficiente para dirigir os onibus e caminhões”, sugere.

“Ou nós monetarizamos o que as pessoas fazem ou adotamos o socialismo… Ou deixamos um monte de gente passar fome, porque não achamos que elas servem mais. A terceira opção parece ser a que está sendo adotada, pelo menos nos Estados Unidos.”

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Fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral-42137698?ocid=wsbrasil.social.Tweet.twitter.Round8.17%E2%80%93Brazil%E2%80%93TW-Perspective.SocialMedia.QuotationAd.mktg

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Jornalões orquestrados ignoram depoimento de Tacla Durán

01.12.2017
Do portal JORNAL GGN
Por Lourdes Nassif

 Jornal GGN – O fato mais importante de ontem, dia 30 de novembro, foi o depoimento de Rodrigo Tacla Durán à CPMI da JBS. Ele falou por 4 horas e foi um dos assuntos mais comentados do Twitter, segundo o Trends Topics. Foi um dos mais comentados no Facebook, que reproduz o movimento do Twitter. Foi o tema principal de todos os blogues e portais de notícias da resistência. E nem uma linha nos jornalões.
 
Ontem, no dia do evento, um passeio pelos sítios dos jornais Estadão, Folha e O Globo não mostrava nada. Estão preparando um especial para o dia seguinte, com destaque nas edições impressas, pensaria o incauto. O dia seguinte chegou e as manchetes não trazem nada, as editorias não contemplam o tema, os rodapés foram preenchidos com temas mais importantes, como o esculhambo que Jucá levou no avião, por exemplo.
 
Mais nada.
 
O Estadão tem na barra de opções um item conhecido como Delação da Odebrecht. Nem uma mísera linha sobre o depoimento de Tacla Durán. Nada. No blog de Fausto Macedo, porta-voz da Força Tarefa da Lava Jato, nenhum indício de que existiu qualquer depoimento de Durán.
 
A Folha deu na Monica Bergamo. Mas não chamou na capa. E uma materiazinha produzida na redação ocupou um espaço em página par, de pouca visibilidade, no meio do caderno. Nada nas chamadas.
 
Apagaram Durán do mapa de interesses nacional.
 
Os jornalões, de forma orquestrada, ignoraram o depoimento.
 
E se não deu na grande mídia não aconteceu…

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Fonte:https://jornalggn.com.br/noticia/jornaloes-orquestrados-ignoram-depoimento-de-tacla-duran

”A inteligência artificial, e não a Coreia do Norte, causará a 3ª Guerra Mundial”, afirma Elon Musk

11.09.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 06.09.17
Por Diario do Centro do Mundo 

Entre ameaça nuclear e inteligência artificial, Elon Musk, o voluntário patrocinador da Tesla, SpaceX, Hyperloop e várias outras empresas, todas com alta taxa de inovação, faz as suas previsões sobre o futuro do mundo e sobre uma possível Terceira Guerra Mundial alimentada e até mesmo desencadeada pelas próprias inteligências artificiais.

Os pontos de partida são dois: por um lado, mais um teste atômico da Coreia do Norte, devastador desta vez, com uma bomba de hidrogênio que explodiu na montanha de Punggye-ri, provocando alguns terremotos que duraram vários segundos, avaliados em 6,3 e 4,6 graus na escala Richter.

Por outro lado, as declarações de Vladimir Putin, feitas durante uma conferência transmitida na última sexta-feira via satélite para mais de um milhão de estudantes russos para a inauguração do ano letivo, segundo o qual “a inteligência artificial é o futuro, não só para a Rússia, mas para todo o gênero humano. Ela traz enormes possibilidades, mas também ameaças que são difíceis de prever. Qualquer pessoa que se torne líder nesse âmbito será o soberano do mundo”.

Musk, que também está profundamente envolvido no setor – basta pensar na automação dos seus Tesla –, é também, e não de ontem, bastante crítico em relação aos riscos ligados ao desenvolvimento de redes neurais cada vez mais sofisticadas e inteligentes artificiais capazes, mais cedo ou mais tarde, de tomar um caminho determinado em plena autonomia, sem a supervisão do ser humano.

Ele também fundou, com outros, a OpenAI, uma fundação para a pesquisa que busca dirigir esse campo para caminhos pacíficos. Em julho passado, o empresário sul-africano naturalizado estadunidense, por exemplo, convidou os governos a regular o âmbito, instituindo regras e princípios que permitam, de algum modo, guiar os seus passos nos próximos anos.

Há poucos dias, ele voltou à questão um apelo à ONU para frear a corrida rumo aos armamentos autônomos, assinado com outros 116 empresários e especialistas reunidos na International Joint Conference on Artificial Intelligence, em Melbourne.

A questão é tão cara a ele que ele voltou ao assunto também no Twitter. Nessa segunda-feira, no seu perfil, ele relançou um artigo sobre as frases de Putin e, depois, desencadeou uma longa discussão, na qual ele continuou participando com várias respostas sobre o assunto.

ChinaRússia, em breve todas as nações fortes na informática” desenvolverão sistemas de inteligência artificial, afirma. “A competição pela superioridade pode provocar a Terceira Guerra Mundial.”

A mensagem oculta é que essa disputa corre o risco de ser mais complexa e perigosa para o destino da população mundial do que o braço de ferro com Pyongyang.

Mais tarde, Musk voltou a ressaltar que – em uma espécie de previsão apocalíptica da chamada singularidade tecnológica, isto é, do momento em que as inteligências artificiaissuperarão as humanas – “um novo conflito internacional poderia ser iniciado não pelos líderes dos vários países, mas por um dos seus sistemas de inteligência artificial, se este decidisse que um ataque preventivo é o caminho ideal para a vitória”.

Em suma, o alerta é sempre o mesmo: poderia não ser mais necessário que alguém pressione o botão vermelho, porque as máquinas poderiam fazer isso sozinhas.

O fato de que a Coreia do Norte, de Kim Jong-un, no centro das preocupações da comunidade internacional e das discussões do Conselho de Segurança convocado para essa segunda-feira, pode provocar um conflito de porte planetário parece altamente improvável a Musk: “Seria suicida para a sua liderança”, tuitou o chefe da Tesla, nada novo nessas rixas sobre política internacional. “A Coreia do Sul, os Estados Unidos e a China a invadiriam, decapitando o regime imediatamente.”

Nem todos concordam com o empresário. Durante a troca de mensagens, ainda em desenvolvimento, a ponto de ter reunidos mais de 8.000 respostas e 14.000 “curtidas”, alguns responderam que o jovem marechal não é exatamente alguém que pensa de modo racional, outros lhe responderam que os governos nunca seriam capazes de desenvolver seus próprios sistemas de inteligência artificial e que as autênticas ameaças virão de empresas privadas. Tentando, assim, colocar o empresário contra o muro.

Musk reagiu com alguns tuítes, explicando, por exemplo, que os governos não devem seguir as regras e poderão obter essas soluções de inteligência artificial quando quiserem e usá-las para chantagear os outros.

Outros usuários, ainda, céticos sobre essa leitura dos fatos, ressaltaram que, posta dessa forma, a questão Coreia do Norte parece realmente algo de pouca importância. E o fundador da SpaceX, que várias vezes definiu a inteligência artificial como uma espécie de “demônio” que estamos evocando sem pensar nas consequências, também voltou à questão: “A Coreia do Norte deveria ocupar um lugar muito baixo na lista das nossas preocupações. Ela não tem alianças a ponto de poder provocar um conflito global”.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/inteligencia-artificial-e-nao-coreia-do-norte-causara-3a-guerra-mundial-afirma-elon-musk/

VILLAÇA: ‘COMO PUDEMOS PERMITIR QUE ESSES CANALHAS FIZESSEM ISSO COM O PAÍS”

09.07.2017
Do portal BRASIL247

Escritor e crítico de cinema Pablo Villaça usou sua conta no Twitter para criticar a possibilidade do Brasil voltar a integrar o mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). “Do jeitinho que a elite brasileira gosta. Como pudemos permitir que esses canalhas fizessem isso com o país?”, escreveu Villaça.

247 – O escritor e crítico de cinema Pablo Villaça usou sua conta no Twitter para criticar a possibilidade do Brasil voltar a integrar o mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). “Do jeitinho que a elite brasileira gosta. Como pudemos permitir que esses canalhas fizessem isso com o país?”, escreveu Villaça em referência ao fato de entidades da sociedade civil encaminharem a ONU um relatório sobre o assunto.
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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/305429/Villa%C3%A7a-‘Como-pudemos-permitir-que-esses-canalhas-fizessem-isso-com-o-pa%C3%ADs.htm

GOLPISTAS SEM MORAL:NO TWITTER, TEMER FALA SOBRE TUDO, MENOS O QUE IMPORTA: GEDDEL

20.11.2016
Do portal BRASIL247

O fim de semana foi de presença ativa de Michel Temer no Twitter, que postou e compartilhou várias mensagens; mas, embora seu braço direito tenha sido acusado de tentar obrigar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a praticar um ato de corrupção, Temer agiu como se seu governo não estivesse mergulhado dos pés à cabeça em um grande escândalo; o presidente se dedicou a temas diversos, como o sucesso do tesouro direto, o dia da consciência negra, o helicóptero da PM que caiu no Rio e a Petrobras; silêncio de Temer sobre o destino de Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) não passou em branco e o internautas inundaram o perfil do presidente de cobranças sobre o escândalo.

247 – O fim de semana foi de presença ativa de Michel Temer no Twitter, que postou e compartilhou várias mensagens. Mas, embora seu braço direito tenha sido acusado de tentar obrigar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a praticar um ato de corrupção, Temer agiu como se seu governo não estivesse mergulhado dos pés à cabeça em um grande escândalo. O presidente se dedicou a temas diversos, como o sucesso do tesouro direto, o dia da consciência negra, o helicóptero da PM que caiu no Rio e a Petrobras. O silêncio de Temer sobre o destino de Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) não passou em branco e o internautas inundaram o perfil do presidente de cobranças sobre o escândalo.

Nesta segunda-feira, a oposição representará contra Geddel por advocacia administrativa (usar o cargo em benefício próprio) e contra Temer por prevaricação, uma vez que ele foi alertado por Calero e não agiu; ao contrário, manteve Geddel como ministro.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/266294/No-Twitter-Temer-fala-sobre-tudo-menos-o-que-importa-Geddel.htm

THE INTERCEPT: Grande mídia ignora confissão de Temer, exceto por acusação falsa de colunista do Estadão

23.09.2016
Do portal THE INTERCEPT
Por Glenn Greenwald

Ontem, Inacio Vieira do The Intercept Brasil expôs uma das mais significativas provas das verdadeiras motivações por trás do impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff. Em palestra para um grupo de empresários e dirigentes da política externa americana, o atual presidente, Michel Temer, admitiu que não foram as pedaladas fiscais que deram início ao processo de impeachment, mas a oposição de Dilma à plataforma neoliberal, composta de cortes em programas sociais e privatizações, proposta pelo PMDB.

Mas o que é ainda mais revelador do que o casual reconhecimento das motivações golpistas de Temer é como a grande mídia brasileira — unida em torno do impeachment — ignorou completamente o comentário do presidente. Literalmente, nenhum dos inúmeros veículos do Grupo Globo, nem o maior jornal do país, Folha, e nenhuma das revistas políticas sequer mencionou os comentários surpreendentes e incriminadores de Temer. Foi imposto um verdadeiro apagão. Enquanto diversos jornalistas e sites independentes abordaram a admissão do recém-empossado, nenhum dos grandes veículos de comunicação disse uma só palavra.

A única exceção à cortina de silêncio que se fechou foi a colunista do Estadão, Lúcia Guimarães, que investiu horas no Twitter humilhando-se, num enorme esforço em negar que Temer havia dito o que disse. Começou por insinuar que o The Intercept Brasil teria feito um “corte” suspeito no vídeo que alterava sua genuinidade — basicamente acusando Inacio Vieira de cometer uma fraude — sem apresentar nenhuma prova quanto a isso. Tudo em função de proteger Temer.

Após um colunista da Folha enviar um link para o vídeo completo, Lúcia escreveu que só poderia acreditar que Temer havia feito a afirmação quando visse os drives originais das câmeras exibidos simultaneamente. Ela acrescentou que o que torna suspeita a reportagem é o fato de Temer ser um autor de um best-seller de direito constitucional, que não diria um “despautério” desses. Apenas quando a transcrição oficial completa do Palácio do Planalto foi publicada, a colunista finalmente admitiu que Temer havia dito a tal frase, mas, em vez de retratar as acusações falsas ou se desculpar com Inacio Vieira e com o The Intercept Brasil por ter sugerido que o vídeo teria sido fraudado, ela apenas publicou a parte relevante do discurso de Temer, como se ela mesma tivesse descoberto a citação e estivesse informando seus seguidores. Mesmo após admiti-lo, a jornalista alegou de forma ligeiramente amargurada que os oponentes do impeachment estavam transformando a questão em um carnaval e comemorando a revelação.

Mesmo tento sido forçada a fazê-lo por ter se complicado para defender Temer, ao menos uma colunista do Estadão reconheceu a existência de uma reportagem de tamanha importância. O resto da grande mídia brasileira a ignorou por completo. Imagine a seguinte situação: o recém-empossado presidente de um país admite para uma sala repleta de oligarcas e imperialistas que ele e seu partido deram início ao processo de impeachment da presidente eleita por razões políticas e ideológicas, e não pelos motivos previamente alegados. Toda a grande imprensa brasileira finge que nada aconteceu, se recusa a informar os brasileiros sobre a admissão do presidente e ignora as possíveis repercussões sobre o caso do impeachment.

Há um motivo para a organização Repórteres Sem Fronteiras ter reduzido a posição do Brasil em seu ranking de liberdade de imprensa para 104 e denunciado a grande mídia corporativa como uma ameaça para a democracia e liberdade de imprensa no país. Como explicou a ativista brasileira Milly Lacombe: “Temer confessa o golpe, existe uma gravação com a confissão e nossa mídia corporativa esconde o que ele disse. Tá bom ou precisa de mais?” Um dos mais palpáveis exemplos foi dado através deste lamentável silêncio.

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Fonte:https://theintercept.com/2016/09/23/grande-midia-ignora-confissao-de-temer-exceto-por-acusacao-falsa-de-colunista-do-estadao/

O PATO DE TRÓIA

05.07.2016
Do Twitter OCONSCIENTE

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Fonte:https://twitter.com/oConsciente/status/750390193413324800