Intercept humilha Folha e Globo: “esses jornais atacam a liberdade de imprensa de outros veículos”

14.02.2017
Do blog O CAFEZINHO
Por 

Ontem à noite, um fato inédito aconteceu no Brasil, cujas consequências a grande mídia provavelmente não se deu conta.

O Intercept, site gerido pelo jornalista Glenn Greewald, que arriscou a vida em reportagens de denúncia contra a megaespionagem feita pelo governo americano, publicou o conteúdo das mensagens que um juiz federal, a pedido da presidência da república, proibiu que fossem veiculadas na imprensa brasileira.

É importante fazer uma ressalva aqui. A intimidade das pessoas deve ser preservada, mesmo da primeira dama, mas não foi isso que fez a Justiça do Distrito Federal. Ela mandou os jornais removerem reportagens que simplesmente abordavam o roubo do conteúdo do celular de Marcela Temer, a chantagem sofrida e a prisão do hacker! O conteúdo publicado pela imprensa era público, constante em autos do processo que podem ser acessados por qualquer um!

O Intercept, que foi criado pelo bilionário Pierre Omidyar, criador do Ebay, na onda de indignação de inúmeros magnatas do Vale do Silício e da indústria de informação em geral com os atentados do governo americano contra a liberdade individual (ou seja, indignação contra a espionagem em massa de governos, cidadãos e empresas) divulgou ontem o conteúdo censurado pelo judiciário brasileiro.

As mensagens veiculadas pelos jornais Globo e Folha não tem nada demais. Eventuais fotos indecentes da “recatada e do lar”, supostamente alvo de chantagem, não foram nem deverão ser veiculadas pela imprensa chapa-branca.

A indignação da Folha e Globo contra a decisão da justiça e contra o próprio Michel Temer chega a ser divertida. É como se eles dissessem para Temer e o juiz:

“ora, porque fazer isso com a gente, que sustenta esse governo, que articulou o golpe e ajudou esse governo a existir? Não vamos publicar, obviamente, nada indecente da Marcela, nem desabonador contra Michel Temer! Queríamos só fingir um pouco de jornalismo! E agora vocês nos constrangem com uma censura? Burros! Agora é que o assunto vai explodir!”

Glenn Greenwald é um homem de esquerda, uma personalidade independente, livre. Um dia, num futuro distante, os jornalistas brasileiros vão entender que eles também podem ser livres, que podem ser de esquerda, petistas, tucanos, liberais, conservadores, preservar seu direito à livre expressão, e que nada disso os impedirá de ser imparciais, honestos e competentes. Esse teatrinho ridículo, essa falsidade profissional, que obriga o jornalista brasileiro a se comportar como uma espécie de máquina programada pela empresa, na qual ele não tem gosto, não tem partido, não tem ideologia, não tem cérebro, isso um dia vai acabar.

A presença de Greenwald no Brasil, por isso mesmo, é um eterno constrangimento para a nossa imprensa, porque ele dá um mau exemplo. Ele faz os jornalistas brasileiros corporativos se sentirem o que realmente são: um bando de trabalhadores forçados remando nas galés do golpe, fazendo o barco de guerra da mídia ir na direção desejada pelo que há de mais podre e corrupto na política nacional.

O fato da mídia brasileira se pretender “paladina da luta contra a corrupção” apenas acrescenta hipocrisia a seu interminável rol de vícios. Toda a corrupção que assola o país bebeu na cumplicidade dessa mesma imprensa, que apoia golpes de Estado desde a década de 50. No caso da Globo, ela não apenas apoiou o golpe de 1964, como foi uma das principais articuladoras e incentivadoras do endurecimento do regime em 1968.

E a Globo não tem amigos. Um caso emblemático é o do ex-ministro Antonio Palocci. Por ocasião da morte de Roberto Marinho, Palocci enviou uma nota afirmando que “o doutor Roberto Marinho foi fundamental na construção da democracia brasileira e no fortalecimento da estabilidade das instituições democráticas do Brasil”.

Risos diabólicos.

Hoje Palocci é uma espécie de prisioneiro político da Globo em Curitiba.

Na reportagem em que publica o conteúdo proibido pela justiça totalitária do Distrito Federal, o Intercept de Gleen Greenwald não resiste a dar uma merecida alfinetada na grande imprensa brasileira. Quer dizer, não é bem uma alfinetada, é mais um tapão na cara.

Não fazemos isso por conta de nosso afeto pela Folha de S. Paulo ou pelo Globo. Os dois jornais atacam a liberdade de imprensa de outros veículos regularmente. A associação por eles controlada entrou com um processo que busca negar a liberdade de imprensa a veículos como BBC Brasil, El Pais Brasil, BuzzFeed Brasil e The Intercept, pedindo aos tribunais que determinem que não podemos fazer reportagens sobre o Brasil. E, ironicamente, esses dois veículos apoiaram o impeachment de uma presidente eleita democraticamente, Dilma Rousseff, levando Temer ao poder.

Pelo contrário, fazemos isso por reconhecer que o ataque à liberdade de imprensa de qualquer meio de comunicação – mesmo do Globo e da Folha – representa uma ameaça à liberdade de imprensa de todos. Estamos publicando o material em defesa do direito dos meios de comunicação de trabalharem sem qualquer censura por parte do Estado, assim como para levar informações vitais que o público tem direito de saber sobre seus líderes.

Pow!

O Intercept é muito elegante. Em linguagem mais direta, mais franca e mais blogueira, traduziríamos o recado do Intercept assim:

Não fazemos isso por amor a Folha ou Globo. Ao contrário, sabemos que esses dois veículos praticam um jornalismo de merda. Um jornalismo plutocrático, golpista e profundamente hipócrita. E que agora, com o governo Michel Temer, revelou o que sempre foi no fundo: chapa branca e viciado em dinheiro público.

A associação controlada por eles, em seu afã para manter os brasileiros isolados nessa sufocante prisão política em que a grande mídia transformou o Brasil, agora tenta prejudicar o trabalho de sites internacionais de jornalismo, tentando impor, via judiciário, regras que deixem o seu trabalho mais oneroso. Ou seja, esses veículos, que recebem milhões e milhões de verba pública, e no governo Temer tem recebido quantidades recordes, e que, mesmo assim, não tem feito outra coisa a não ser demitir jornalistas, esses veículos que tratam jornalistas como escravos, pagando sempre menos e exigindo sempre mais, tem medo de que outros veículos não apenas rompam as narrativas políticas estabelecidas por eles, como ofereçam aos jornalistas brasileiros uma possibilidade de fugir à escravidão.

Pois bem, mesmo assim, a gente luta pela liberdade de imprensa deles, porque entende que é a liberdade de imprensa de nós todos.

Vale acrescentar que a grande mídia apenas se alvoroça contra a censura do judiciário quando ela é diretamente atingida. Quando blogueiros são atingidos, ela não fala nada. Isso quando não é ela mesmo que manipula o judiciário para atingir a liberdade de expressão. Um executivo importante da Globo mantém um site em que se gaba de processos contra blogueiros. Detalhe macabro: esses processos acabam sempre relatados em segunda instância por um desembargador cuja reputação foi muito bem descrita pela Agência Pública. Ou seja, um sujeito que não aguentaria dois dias de reportagens da Globo é o responsável por decisões em segunda instância de processos movidos pela Globo contra… blogueiros.

Poderíamos ainda falar de casos mais sinistros, de assassinatos de blogueiros, que também não mobilizam a grande imprensa.

No ano passado, a organização Repórteres Sem Fronteiras divulgou um relatório sobre o Brasil com uma denúncia duríssima contra a grande imprensa nacional, acusando-a de se alinhar ao impeachment, de ser partidária, de tolher a liberdade de expressão de seus funcionários e denunciou severamente a concentração dos meios de comunicação no país. A mesma matéria menciona o homicídio crescente de blogueiros, principalmente em cidades pequenas. A denúncia, obviamente, não saiu na Globo, e por isso eu chamo o Brasil de prisão política cujas portas são vigiadas pelos donos da mídia. Quase nenhuma informação sai do país sem passar pelo crivo da nossa mídia, e nenhuma informação chega de fora sem antes ser devidamente deturpada e adaptada por ela.

Parabéns, Intercept. E sejam bem vindos ao Brasil. Neste momento precisamos desesperadamente da presença da maior quantidade de mídias estrangeiras, que estejam de fora desse joguinho sujo e conspiratório em que mergulhou a imprensa corporativa nacional.

O Brasil não pertence a Globo. O Brasil é grande demais inclusive para pertencer apenas aos brasileiros. O Brasil pertence à raça humana e somos todos iguais, lutando por dignidade, liberdade e uma vida melhor.

***

Há um outro assunto que eu gostaria de abordar, relacionado a esta censura do judiciário contra a mídia brasileira. Este é o início das turbulências entre as duas grandes forças que roubaram o poder no Brasil, em detrimento da soberania popular, representada pelo sufrágio universal: a burocracia, liderada pelas castas do serviço público, em especial o judiciário; e a mídia, liderada obviamente pela Globo. É um assunto que irei desenvolver em outro post.

******
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2017/02/14/intercept-humilha-folha-e-globo-esses-jornais-atacam-liberdade-de-imprensa-de-outros-veiculos/

Anúncios

A morte de Teori Zavaski

19.01.2017
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

Abaixo, a notícia publicada na Agência Brasil, com os fatos. Vamos esperar assentar um pouco os boatos que se espalham por toda a parte.

Um deles, já anunciado pelos canais oficiais do golpe, é de que Temer indicará imediatamente um novo ministro, e que este novo ministro será o responsável pela Lava Jato.

Teori, apesar de obedecer, no geral, ao comando do golpe, era um juiz durão, que já criticou duramente Sergio Moro, falando em prisões mediavalescas.

A esta altura, era o melhor juiz do STF. O único que não se deixava embriagar pelos holofotes, embora também não tenha tido coragem de romper com as linhas mestras do golpe.

Uma pena que tenha morrido. O STF fica menor.

O próximo indicado por Temer agora pode ser um vampiro do PMDB ou um vampiro da Globo. Haverá uma disputa sangrenta de poder por esta vaga.

Ou seja, mais instabilidade, mais violência.

Que Deus nos proteja.

Na Agência Brasil

Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos

19/01/2017 18h38Brasília
Líria Jade – Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu nesta quinta-feira (19), aos 68 anos, em um acidente aéreo. Ele já era viúvo e deixa três filhos. Membro do STF desde 2012, Teori foi o ministro responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na Corte, tratando dos processos dos investigados com foro privilegiado. A morte de Teori foi confirmada pelo filho do magistrado Francisco Zavascki, em uma rede social.

Teori foi nomeado para o Supremo pela então presidenta Dilma Rousseff para ocupar a vaga de Cezar Peluso, que se aposentou após atingir a idade limite para o cargo, de 70 anos. Ontem, ele tinha interrompido o recesso para determinar as primeiras diligências nas petições que tratam da homologação dos acordos de delação de executivos da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato.

Teori Zavascki nasceu em 1948 na cidade de Faxinal dos Guedes (SC), e é descendente de poloneses e italianos. Aprovado em concurso de juiz federal para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em 1979, ele foi nomeado, mas não tomou posse. Advogado do Banco Central de 1976 até 1989, chegou à magistratura quando foi indicado para a vaga destinada à advocacia no TRF4, onde trabalhou entre 2001 e 2003. De 2003 a 2012, Zavascki foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Respeitado nas áreas administrativa e tributária, Zavascki também era considerado minucioso em questões processuais. “Espero que todos os bons momentos apaguem minha fama de apontador ou cobrador das pequenas coisas”, brincou, ao se despedir da Primeira Turma do STJ, antes de ir para o STF. O ministro declarou em diversas ocasiões ser favorável ao ativismo do Judiciário quando o Legislativo deixa lacunas.

Atuação na Lava Jato

Ao longo de sua atuação como relator da Lava jato no STF, Zavascki classificou como “lamentável” os vazamentos de termos das delações de executivos da Odebrecht antes do envio ao Supremo pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Entre suas decisões relativas à operação estão a determinação do arquivamento de um inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) , a transferência da investigação contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para Sérgio Moro e a anulação da gravação de uma conversa telefônica entre Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff. Além disso, Teori negou um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que investigações contra ele, que estão nas mãos do juiz Sérgio Moro, fossem suspensas e remetidas ao Supremo.

Sobre as críticas recorrentes de demora da Corte em analisar processos penais, Teori disse que “seu trabalho estava em dia”. No fim do ano passado, Zavascki disse que trabalharia durante o recesso da Corte para analisar os 77 depoimentos de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht que chegaram em dezembro ao tribunal.

Durante seu trabalho na Lava Jato, chegou a criticar a imprensa. Ele disse que decisões sem o glamour da Lava Jato, operação na qual ele foi relator dos processos na Corte, muitas vezes mereceram pouca atenção da mídia. Ele também relativizou os benefícios do foro privilegiado, norma pela qual políticos e agentes públicos só podem ser julgados por determina Corte.

“A vantagem de ser julgado pelo Supremo é relativa. Ser julgado pelo Supremo significa ser julgado por instância única”, afirmou o ministro, acrescentando que processos em primeira instância permitem recursos à segunda instância e ao STJ, além do próprio Supremo. “Não acho que essa prerrogativa tenha todos esses benefícios ou malefícios que dizem ter”, comentou Zavascki.

Certa vez, ao participar de uma palestra na Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) ele disse que achava “lamentável” que as pessoas que obedecem as leis são, algumas vezes, taxadas pejorativamente no Brasil. “Em muitos casos, as pessoas têm vergonha em aplicar a lei. Acho isso uma coisa um pouco lamentável, para não dizer muito lamentável”, afirmou o ministro.

O acidente

Um avião caiu na tarde de quinta-feira (19) no mar de Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente foi próximo à Ilha Rasa. O avião saiu de São Paulo (SP) e caiu a 2 km de distância da cabeceira da pista. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), outras três pessoas estavam a bordo. Na hora do acidente, chovia forte em Paraty e a região estava em estágio de atenção.

*****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2017/01/19/morte-de-teori-zavaski/

O plano de fuga de Serra

08.11.2016
Do blog O CAFEZINHO, 07.11.16
Por Miguel do Rosário

O plano de fuga de José Serra

De Estocolmo – Wellington Calasans, colunista do Cafezinho

screenhunter_373-nov-07-10-22

A parcialidade da velha imprensa familiar brasileira, sem precedentes no mundo, constrói um universo paralelo, decorrente da ausência de uma comunicação social plural, e consegue impor como verdadeira aos olhos da sociedade a estratégia de imagem de pessoas que seriam – para não dizer muito – motivo de piada em qualquer país minimamente sério. A blindagem de figuras como José Serra, por exemplo, tem como consequência natural os sérios danos que a sua prática política e pensamento tosco produzem contra o Brasil e os seus cidadãos.

Com um histórico extenso de impunidade, Serra continua a alimentar as suspeitas de que pratica crimes diversos de enriquecimento ilícito e contra o patrimônio público. Em uma ordem decrescente, mas não totalmente detalhada, as suspeitas iniciam nos recentemente revelados 23 milhões recebidos, na Suíça, em forma de propina, segundo as delações premiadas de quadros da Odebrecht, e culminam na origem do seu único projeto político, a privatização.

Não é preciso muita ginástica para afirmar que somente no Brasil, graças ao trabalho de blindagem da mídia e justiça, as revelações feitas pelo WikiLeaks – de que Serra prometera a entrega do Pré-sal a uma empresa estrangeira – não mereceram a devida atenção. O livro “A Privataria Tucana”, que todo brasileiro deveria usar como livro de consulta, é, mais que uma publicação, uma prova incontestável de que José Serra merece uma investigação isenta. Provavelmente, por saber que enquanto houver no STF personagens cômicos como o amigo Gilmar Mendes, a sua cara de pau estará devidamente impermeabilizada.

Por ser um político asqueroso, tipicamente canalha e que não resistiria a um único processo imparcial, José Serra segue na sua estratégia de viver uma realidade paralela, construída através da imprensa. Seja pela omissão dos escândalos nos quais está supostamente envolvido ou através da publicidade de uma imagem totalmente incompatível com a realidade, Serra continua a praticar absurdos e bancar o estadista, mas sabe que tem ido muito longe e, por conta disso, mesmo ao seguir incólume neste caminho incerto, começa a dar sinais de que as pernas das mentiras não aguentam mais alongar. E, muito provavelmente por isso, deu início aos preparativos para o seu plano de fuga.

A propósito da expressão “plano de fuga”, uma recente publicação da Veja (toc toc toc), afirma que Serra teria avaliado que “ao recorrer à ONU, Lula estaria criando as condições para pedir asilo a algum país amigo”. Serra segue a fingir ser um estadista ao avaliar que “Lula pode criar grave problema internacional para o Brasil, se assumir o papel de asilado político”. Tudo isso foi dito quando a justiça e a velha mídia ignoram a presença do tucano em mais uma investigação da Lava a Jato.

Ouso discordar de um dos melhores jornalistas brasileiros, Luis Nassif, que tem analisado com alguma preocupação o comportamento confuso de José Serra. Se, para Nassif, Serra dá sinais de “senilidade”, confesso que a minha desconfiança é outra. Longe de ser decrépito, Serra começa a construir nas entrevistas arrumadas, onde a Argentina é citada como país-membro dos BRICS, o próprio “plano de fuga”. Algum amigo jurista deve ter dito a ele que a demência senil permite a interdição civil e é realizada nos casos em que o interditando se encontra impossibilitado de realizar os atos da vida civil. O caráter de Serra não nos permite descartar a possibilidade do uso desse recurso quando, por algum motivo, a blindagem for rompida. A riqueza inexplicável da filha dele me conduz a este pensamento, mas isso merece um novo texto. Vou analisar melhor o assunto com a ajuda do livro do Amaury Ribeiro Jr.

*****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/11/07/o-plano-de-fuga-de-serra/

Prisão de Cunha é movimento calculado da Lava Jato para prender Lula

19.10.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

eduardo_cunha_2_wilson_dias

Arpeggio – Coluna diária de política – edição extraordinária

Por Miguel do Rosário

Nem coloquei ponto de interrogação no título porque é óbvio.

A Lava Jato não é uma investigação. É uma narrativa. Sempre foi uma narrativa. Todos os seus movimentos são calculados de acordo com seu impacto na opinião pública.

Nas últimas semanas, avolumavam-se as críticas contra a operação, em virtude de vários fatores. Os principais e mais recentes foram o “power point” do Dallagnol e colegas, que revelou ao mundo que a Lava Jato acusava Lula sem nenhuma prova; e a prisão de Mantega e Palocci, desnecessárias e arbitrárias, realizadas dias antes do primeiro turno das eleições municipais, para afetar o desempenho do PT.

Sempre que há críticas a Lava Jato, ela produz um novo factoide para recuperar seu prestígio na opinião pública. Nos dias seguintes à tomada de poder pelos golpistas, surgiram os famigerados áudios de Sergio Machado, atacando membros importantes da cúpula do governo. Aquilo serviu para Lava Jato sobreviver ao impeachment, desvinculando-se do grupo político que dera o golpe. Não fossem aqueles áudios, a associação automática entre a operação e o impeachment, que já era óbvia, poderia se tornar um problema grave de imagem para a operação.

E agora nos aproximamos do segundo turno. A Lava Jato precisa oferecer uma nova série de espetáculos que possam prejudicar o PT.

Antes disso, porém, ela precisava resolver o seu problema de imagem, maculado pelas críticas a ela feitas em veículos de grande porte, como a Folha.

Na Folha de São Paulo, o físico Rogério Cerqueira Leite publicou um artigo duríssimo contra Moro, que respondeu no dia seguinte com uma carta autoritária, dizendo que Folha “não devia” publicar artigos “panfletários”. Ou seja, fazer despachos judiciais panfletários e prender pessoas com base neles, isso pode; dar sua opinião em jornal, isso não pode.

Cerqueira Leite fez uma tréplica matadora.

A resposta de Moro foi previsível: mandou prender Eduardo Cunha, um pato manco sem condição nenhuma de se defender desde que a justiça suíça enviou ao Brasil e divulgou ao mundo as milionárias contas na Suíça do deputado.

Não é sítio de amigo em Atibaia, não é pedalinho, não é apartamento que ele nunca usou. São centenas de milhões de dolares movimentados ilegalmente em contas no exterior. Tudo com a assinatura do deputado e de sua mulher. Não é preciso nenhuma convicção: as provas são cabais.

Sergio Moro e a Lava Jato tinham essa carta na manga, a prisão de Cunha, desde muito tempo.

Se a Lava Jato fosse séria, a prisão do deputado tinha de ser feita antes do golpe. Agora não adianta nada.

Um troll comentou na fanpage: ah, quero ver vocês defenderem Cunha.

Ora, o que eu defendo são as garantias constitucionais contra o arbítrio. Neste sentido, estou com o deputado federal Jean Wyllys: que Cunha seja sim respeitado em seus direitos fundamentais, mas que sua prisão não seja apenas uma jogada política para justificar futuros arbítrios.

Na minha opinião pessoal, acho a prisão de Cunha mais um espetáculo. Moro poderia simplesmente bloquear suas contas, apreender seu passaporte e convidá-lo para prestar depoimentos. Prender Cunha alegando risco de destruição de provas é ridículo a esta altura do campeonato. A única justificativa plausível para prender Cunha é que ele é homem forte do governo Temer, então a prisão impede que ele exerça seu poder de influência no Executivo e no Legislativo para criar obstáculos à investigação.

Esses “futuros arbítrios” mencionados por Wyllys, sabemos muito bem quais são: prender mais petistas nas próximas semanas; em especial, Lula, de preferência na véspera do segundo turno das eleições municipais.

Uma nova etapa da Lava Jato, lançada há poucos dias, prepara uma outra prisão de Delúbio Soares. Como já estão faltando petistas graúdos para prender, a Lava Jato vem fazendo uma espécie de promoção carcerária: prendendo petistas que já foram presos.

Mas talvez os meganhas de Curitiba nem precisem prender Lula. Podem simplesmente dar curso a um processo judicial sem provas, com força de convicção suficiente para condená-lo em primeira e segunda instâncias e, com isso, tirá-lo do menu político de 2018. Antes disso, precisavam elevar a moral da Lava Jato junto à opinião pública, que se alimenta de prisões, factoides e espetáculos.

O Power Point de Dallagnol serviu ao propósito de reduzir a influência de Lula sobre as eleições de 2016. Todos os candidatos que associaram a sua imagem ao ex-presidente, perderam muitos votos. Os setores mais liberais e progressistas da sociedade ficaram horrorizados com aquela apresentação, mas as pessoas simples do povo não tiveram acesso ao sarcasmo dos intelectuais e da imprensa estrangeira. O que eles viram foi o que passou no Jornal Nacional: que Lula é o comandante máximo da corrupção.

Os comentaristas da Globonews nem disfarçaram. A prisão de Cunha foi imediatamente festejada como uma derrota dos argumentos da defesa de Lula, de que a Lava Jato é parcial.

A Lava Jato é uma operação que se desdobra em duas dimensões: na realidade e na mídia.

Hoje, a CNT/MDA divulgou pesquisa de opinião pública.

Há um trecho perigosíssimo para Lula, e que comprova como a Lava Jato, em sua cumplicidade com a mídia, tornou-se uma operação que julga e condena a pessoa muito antes do processo seguir os devidos trâmites legais:

Lava Jato: 89,9% têm acompanhado ou ouviram falar das investigações no âmbito da operação Lava Jato, que envolvem a Petrobras. Nesse grupo, 63,3% consideram que a ex-presidente Dilma Rousseff é culpada pela corrupção que está sendo investigada e 72,7% acham que o ex-presidente Lula é culpado.

Cunha era há tempos carta fora do baralho. Na verdade, antes mesmo do processo de impeachment seguir adiante, vários porta-vozes do golpe na grande mídia, defendiam seu afastamento, para que o impeachment não fosse manchado por sua liderança. Não foi possível porque o próprio Cunha se movimentou rapidamente para liderar o impeachment e, com isso, blindar-se. O impeachment permitiu a Cunha ganhar tempo.

Sua prisão tardia, como vários analistas já concluíram, era um movimento previsível no xadrez do golpe.

As expectativas agora giram em torno de provável delação premiada de Eduardo Cunha. Ora, essa delação é certa, porque Sergio Moro já deixou bem claro que ou delata ou apodrece na cadeia. A delação talvez já tenha sido previamente acertada com a Lava Jato, de um lado, e com os golpistas no governo de outro. Dificilmente serão delações para “derrubar” o governo, embora o núcleo mesmo do golpismo, que são as próprias castas jurídicas, a elite financeira e a mídia, não se preocupem tanto assim com o governo, desde que o Estado continue pagando salários de marajá aos primeiros, juros de mãe aos segundos e oferecendo gordos contratos de publicidade federal aos terceiros.

A degradação institucional no país chegou a tal ponto que é possível que delação de Eduardo Cunha, homem forte da direita há muitos anos, tenha como alvo o… PT. Ou então figuras menores do PMDB, sacrificadas na bacia das almas em nome do bem maior, que é consolidar o golpe e levar adiante o grande feirão do patrimônio nacional, que o governo Temer já anunciou, nas roadshows que vem fazendo mundo a fora, para 2017. Este sim será um inesquecível trem de alegria para a elite entreguista. As privatizações serão financiadas com dinheiro público nosso, como foram as da era tucana, e os operadores no Brasil, que são os tucanos, ganharão comissões bilionárias. Com essas privatizações, além da entrega do pré-sal, o dinheiro para financiar a campanha eleitoral de 2018, e eleger um tucano linha dura, provavelmente Geraldo Alckmin, o “santo”, está garantido!

Entretanto, Sergio Moro terá que ser muito criativo para prender Lula sob a acusação de “comandante máximo” da corrupção, e ao mesmo tempo manter Cunha atrás das grades. Que espécie de “comandante máximo” é Lula que, além das ridículas propinas recebidas (ter direito a frequentar um sítio em Atibaia, pedalinhos…), controlava (?) um esquema operado por Eduardo Cunha, que trabalhou para derrubar um governo que, segundo os procuradores, era gerido secretamente pelo homem no centro do Power Point?

****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/10/19/prisao-de-cunha-e-movimento-calculado-da-lava-jato-aprofundar-estado-de-excecao/

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: A aposentadoria da Dilma e o jornalismo bandido da Época

02.10.2016
Do blog O CAFEZINHO, 01.01.16
Por Miguel do Rosário

26895728051_a16dce7496_k-740x491

Dilma está fazendo 68 anos. Contribuiu 40 anos para a previdência. Entrou com um pedido de aposentadoria como todos os brasileiros.

O que faz a Época?

Uma reportagem cafajeste, manipulando informações e datas, típica do jornalismo de guerra desses tristes e fascistas tempos de golpe, para insinuar alguma irregularidade.

Ora, qual a necessidade de Dilma em fazer isso?

É a mídia brasileira surtada, obcecada por um golpe que já se consumou.

É uma estratégia para alimentar preconceitos, ódio, intolerância, fascismo.

Qual o objetivo dessa campanha continuada de ódio? A troco de que ofender gratuitamente a presidenta Dilma, mesmo depois que ela foi deposta e não detêm mais nenhum poder?

FHC se aposentou aos 37 anos. Michel Temer aos 55 anos. Dilma está se aposentando aos 68 anos.

Quem a mídia persegue? Dilma.

A mídia está desorientada pelo seu próprio ódio.

O golpe foi consumado. O Brasil está sendo devastado por uma crise econômica criada pela instabilidade gerada pelos próprios golpistas. Já temos 12 milhões de desempregados.

O que faz a mídia? Desvia a atenção da sociedade para factoides como esse.

O governo Temer, consciente de que factoides assim ajuda a entorpecer a opinião pública, desviando de si o incômodo escrutínio social, faz dobradinha com a Época e afasta servidores do INSS, sem que haja qualquer indício de que a presidenta foi beneficiada por algum tipo de tratamento.

Aliás, a denúncia é inteiramente vazia. Qual a acusação? De que o trâmite dos documentos de aposentadoria da Dilma foi rápido?

É surreal! Se foi lento, se foi rápido, o que a Dilma tem a ver com isso?

Por acaso Dilma tem algum poder no Executivo ou nos órgãos da previdência? Não. Não tem nenhum poder. Ao contrário, é uma presidenta deposta injustamente, perseguida por órgãos de mídia delinquentes.

Enquanto isso, os recursos do governo federal destinados à editora Globo, que edita a revista Época, crescem 900%, conforme denunciamos em post publicado hoje.

O banditismo da Época é muito bem pago!

***

Abaixo, a resposta da assessoria de Dilma Rousseff.

A respeito do texto noticioso “Aposentadoria a jato”, publicado por Época neste sábado, 1º de Outubro, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1) Diferentemente do que insinua a revista Época, ao dar um tom escandaloso para o pedido de aposentadoria de Dilma Rousseff, não houve qualquer tipo de concessão ou tratamento privilegiado à ex-presidenta da República.

2) O texto publicado por Época dá ares de farsa à aposentadoria de Dilma ao insinuar que a ficha cadastral dela teria sido adulterada de maneira suspeita, dentro de um agência do INSS, ainda no ano passado. Isso é um desrespeito à ex-presidenta, cuja honestidade nem mesmo seus adversários questionam.

3) Todas as alterações feitas no cadastro tiveram como objetivo comprovar os vínculos empregatícios da ex-presidenta ao longo dos últimos 40 anos como funcionária pública. Auditoria do INSS poderá constatar que não houve quaisquer irregularidades.

4) A regra para aposentadoria exige no mínimo 85 pontos para ser concedida à mulher, na soma da idade mais tempo de contribuição. Dilma Rousseff atingiu 108 pontos, pelo fato de ter contribuído por 40 anos como servidora pública e chegado aos 68 anos de idade.

5) Diante disso, ela decidiu aposentar-se e recorreu, por meio de procuração a pessoa de sua confiança, a uma agência do INSS a fim de entrar com o pedido. O ex-ministro Carlos Gabas acompanhou.

6) Infelizmente, o jornalismo de guerra adotado pelas Organizações Globo e seus veículos demonstra que a perseguição a Dilma Rousseff prosseguirá como estratégia de assassinato de reputação, tendo como armas a calúnia e a difamação.

7) A verdade irá prevalecer contra mais esta etapa da campanha sórdida movida por parte da imprensa golpista contra Dilma Rousseff.

8) Os advogados de Dilma Rousseff avaliam os procedimentos jurídicos a serem adotados contra Época, seu editor-chefe e o repórter para reparar injustiças e danos à sua imagem pública.
****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/10/01/a-aposentadoria-da-dilma-e-o-jornalismo-bandido-da-epoca/

CORRUPÇÃO DA GLOBO: José Roberto Marinho aparece no Bahamas Leaks

22.06.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por  Miguel do Rosário, editor-chefe do Cafezinho

Arpeggio – Coluna política

screenhunter_288-sep-22-15-00

Arpeggio – Coluna política diária

O mais novo vazamento em massa de dados em paraísos fiscais, realizado pelo consórcio de jornalistas investigativos ICIJ traz o nome de José Roberto Marinho, o mesmo nome de um dos três irmãos que herdaram o império midiático de Roberto Marinho. A descoberta foi da página “Pedala Direita”.

O nome José Roberto Marinho aparece linkado à empresa New World Real State, da qual Marinho aparece como presidente, vice-presidente, tesoureiro e secretário.

A New World Real State é ligada, por sua vez, à Trident Corporate Services (Bah) Ltda, uma empresa com milhares de conexões nas Bahamas, e com um histórico curioso. Uma pesquisa na internet com o nome da Trident nos remete a uma notícia de 1998, publicada pela Folha de São Paulo, associando a empresa a Sergio Motta, o mais conhecido “operador” do PSDB durante a inglória era tucana.

Segundo a revista Época, a Trident também aparece conectada a Leo Pinheiro, dono da OAS, mas aí é mais uma artimanha da Globo, porque a Trident é intermediária de mais de oito mil empresas.

Chega a ser engraçado como, para a mídia brasileira, o mundo passou a girar em torno da Lava Jato. Isso acontece, naturalmente, porque a mídia brasileira sente-se no controle absoluto da narrativa da operação.

A Lava Jato é uma novela da Globo, tanto aliás que vai virar novela de fato: novela, série e filmes, sempre controlando a narrativa.

Por isso o constrangimento é tão grande quando surgem alguns fatos que turvam essa narrativa, como aquela etapa da Lava Jato que, ao investigar os proprietários de apartamentos do prédio do famoso “triplex”, chegou ao nome da Mossack Fonseca e levantou algumas conexões que conduziam ao “triplex” de Paraty, uma espetacular mansão com heliporto.

Uma porção de provas, quase todas públicas, apontavam o triplex de Paraty para a família Marinho. Mas aí, apesar de abundar provas, não houve jamais convicção por parte do Ministério Público ou Judiciário.

A Trident é para as Bahamas o que a Mossack Fonseca é para o Panama: uma grande parideira de offshores.

O Cafezinho segue investigando.

As elites endinheiradas do Brasil, como se sabe, são campeãs mundiais de evasão fiscal. No primeiro mundo, crimes fiscais são considerados muito graves, e considerados como “corrupção fiscal”.

Aqui, não. Aqui um diretor da Fiesp pode dever R$ 7 bilhões ao fisco e ainda participar de manifestações contra a corrupção.

Nas famigeradas “10 medidas contra a corrupção”, uma campanha do MPF, patrocinada com nossos impostos, para reduzir nossas garantias constitucionais, não há nenhuma menção ao combate à corrupção fiscal no Brasil.

E isso apesar da sonegação no Brasil ser sete vezes maior do que a corrupção.

O Cafezinho já teve a oportunidade de noticiar, com exclusividade, um cabeludo crime de sonegação praticado pela família Marinho, proprietária do grupo Globo. O MPF, a Polícia Federal, a Receita, o Judiciário, todos se acovardaram, silenciaram-se e não foram adiante nas investigações contra uma corporação que, conforme ficou patente, era uma contumaz deliquente fiscal.

Com o golpe de Estado deste ano, fica cada vez mais claro que o país é refém, há muitos anos, de uma organização criminosa – e não é o PT, tanto que o partido foi removido do poder sem maiores dificuldades e seus quadros são perseguidos e presos mesmo sem provas.

A organização criminosa é aquela da qual todas as autoridades têm medo, ninguém ousa investigar, ninguém ousa sequer mencioná-la.

A organização criminosa está na sua telinha.

Plim plim.

diária

Por Miguel do Rosário, editor-chefe do Cafezinho

O mais novo vazamento em massa de dados em paraísos fiscais, realizado pelo consórcio de jornalistas investigativos ICIJ traz o nome de José Roberto Marinho, o mesmo nome de um dos três irmãos que herdaram o império midiático de Roberto Marinho. A descoberta foi da página Pedala Direita“.

O nome José Roberto Marinho aparece linkado à empresa New World Real State, da qual Marinho aparece como presidente, vice-presidente, tesoureiro e secretário.

A New World Real State é ligada, por sua vez, à Trident Corporate Services (Bah) Ltda, uma empresa com milhares de conexões nas Bahamas, e com um histórico curioso. Uma pesquisa na internet com o nome da Trident nos remete a uma notícia de 1998, publicada pela Folha de São Paulo, associando a empresa a Sergio Motta, o mais conhecido “operador” do PSDB durante a inglória era tucana.

Segundo a revista Época, a Trident também aparece conectada a Leo Pinheiro, dono da OAS, mas aí é mais uma artimanha da Globo, porque a Trident é intermediária de mais de oito mil empresas.

Chega a ser engraçado como, para a mídia brasileira, o mundo passou a girar em torno da Lava Jato. Isso acontece, naturalmente, porque a mídia brasileira sente-se no controle absoluto da narrativa da operação.

A Lava Jato é uma novela da Globo, tanto aliás que vai virar novela de fato: novela, série e filmes, sempre controlando a narrativa.

Por isso o constrangimento é tão grande quando surgem alguns fatos que turvam essa narrativa, como aquela etapa da Lava Jato que, ao investigar os proprietários de apartamentos do prédio do famoso “triplex”, chegou ao nome da Mossack Fonseca e levantou algumas conexões que conduziam ao “triplex” de Paraty, uma espetacular mansão com heliporto.

Uma porção de provas, quase todas públicas, apontavam o triplex de Paraty para a família Marinho. Mas aí, apesar de abundar provas, não houve jamais convicção por parte do Ministério Público ou Judiciário.

A Trident é para as Bahamas o que a Mossack Fonseca é para o Panama: uma grande parideira de offshores.

O Cafezinho segue investigando.

As elites endinheiradas do Brasil, como se sabe, são campeãs mundiais de evasão fiscal. No primeiro mundo, crimes fiscais são considerados muito graves, e considerados como “corrupção fiscal”.

Aqui, não. Aqui um diretor da Fiesp pode dever R$ 7 bilhões ao fisco e ainda participar de manifestações contra a corrupção.

Nas famigeradas “10 medidas contra a corrupção”, uma campanha do MPF, patrocinada com nossos impostos, para reduzir nossas garantias constitucionais, não há nenhuma menção ao combate à corrupção fiscal no Brasil.

E isso apesar da sonegação no Brasil ser sete vezes maior do que a corrupção.

O Cafezinho já teve a oportunidade de noticiar, com exclusividade, um cabeludo crime de sonegação praticado pela família Marinho, proprietária do grupo Globo. O MPF, a Polícia Federal, a Receita, o Judiciário, todos se acovardaram, silenciaram-se e não foram adiante nas investigações contra uma corporação que, conforme ficou patente, era uma contumaz deliquente fiscal.

Com o golpe de Estado deste ano, fica cada vez mais claro que o país é refém, há muitos anos, de uma organização criminosa – e não é o PT, tanto que o partido foi removido do poder sem maiores dificuldades e seus quadros são perseguidos e presos mesmo sem provas.

A organização criminosa é aquela da qual todas as autoridades têm medo, ninguém ousa investigar, ninguém ousa sequer mencioná-la.

A organização criminosa está na sua telinha.

Plim plim.

****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/09/22/jose-roberto-marinho-aparece-no-bahamas-leaks/

Vídeo: Zé de Abreu denuncia o golpe ao vivo no Faustão!

24.04.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

jose_de_abreu_abuso_650

A Globo vai ter de repensar esses programas ao vivo…

Hoje, o ator Zé de Abreu foi o entrevistado no programa do Faustão. Explicou porque cuspiu num casal que o ofendeu gravemente num restaurante em São Paulo. E denunciou o golpe de Cunha e Michel Temer.

Foi uma denúncia tão contundente e tão surpreendente que se ouviu panelaços em Copacabana…

***

Parte 1

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FmidiaNINJA%2Fvideos%2Fvb.164188247072662%2F638229976335151%2F%3Ftype%3D3&show_text=0&width=560

Parte 2

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FmidiaNINJA%2Fvideos%2Fvb.164188247072662%2F638242236333925%2F%3Ftype%3D3&show_text=0&width=560

****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/04/24/video-ze-de-abreu-denuncia-o-golpe-ao-vivo-no-faustao/