O PSDB deve ficar no governo porque seus líderes são valentes apenas com os mais fracos

12.06.2017
Do portal BRASIL247
Por Joaquim de Carvalho 

Conciliábulo

A guerra na Cracolândia e o apoio ao governo corrupto de Michel Temer revelam que o PSDB é um partido valente com os fracos e covarde com os poderosos.

O prefeito João Doria e o governador Geraldo Alckmin – este no triste papel de coadjuvante – deflagraram no dia mais frio do ano a segunda operação cujo único resultado prático é maltratar doentes.

Michel Temer não é, pessoalmente, poderoso, mas ele representa as forças conservadoras que de fato governam o Brasil e fizeram deste país um campeão da desigualdade social.

Já não é segredo para ninguém que o golpe de 2016 foi, em grande medida, financiado por grandes empresários.

Joesley Batista, dono da JBS, pagou o marqueteiro de Temer para fazer a guerrilha na internet.

Foi um movimento orquestrado que, de longe, Vladimir Putin, da Rússia, e Recep Erdogan, da Turquia, detectaram, certamente municiados por serviços de inteligência.

No ensaio que escreveu para a Revista Piauí, o ex-prefeito Fernando Haddad narra o episódio em que Putin e Erdogan telefonam ao ex-presidente Lula para alertá-lo de que a histeria pré-impeachment não era um movimento espontâneo.

Putin entende dos subterrâneos da internet e há indícios de que seus agentes desestabilizaram até uma eleição nos Estados Unidos.

Não é preciso ir longe para constatar que saiu da Fiesp o dinheiro que pagou e alimentou os brucutus que montaram acampamento na Avenida Paulista e agrediram até mulheres.

Onde eles estão agora?

Valente com quem foi colocado nas cordas, o PSDB pagou 45 mil reais para que uma professora na USP fizesse um parecer para justificar impeachment com pedaladas fiscais, as terríveis pedaladas fiscais.

No Senado, já com Dilma afastada e com a farsa do processo de cassação em curso, os líderes tucanos fingiram indignação com as pedaladas, enquanto o presidente do partido, Aécio Neves, comandava o saque ao Erário e o aparelhamento do Estado.

Não conseguiram tudo, mas conseguiram muito.

E o saque ainda não terminou.

Corre diante dos nossos olhos e com o silêncio cúmplice dos ex-batedores de panela.

A exemplo do partido que apoiam, o ex-batedores de panela são valentes com os mais fracos, como se vê agora no caso do adolescente torturado com a inscrição na testa “Eu sou ladrão e vacilão”.

Na pagina Afroguerrilha, que fez uma vaquinha virtual para ajudar na operação para remover a tatuagem, fãs da apresentadora Raquel Sherazade e do suposto humorista Danilo Gentili criticaram a iniciativa.

Um deles escreveu:

— Como pode o Brasil mudar se tem gente defendendo bandido? Queria poder construir um MURO nesse país pra dividir, porque conviver com gente que defende bandido é a maior das derrotas isso sim, tomem vergonha.

Outro disse que faria o mesmo. E anotou: “Que sofra muito”.

E por aí vai.

Agora se sabe que o adolescente vítima da tortura recebe tratamento psiquiátrico, por dependência química, e nem houve tentativa de roubo de bicicleta.

Foi crueldade apenas, um impulso de justiçamento por ouvir dizer que o adolescente roubava.

O Brasil tem jeito.

Mas é preciso levantar o véu da hipocrisia.

E apontar aqueles que se comportam como tigrões com os mais fracos e pombinhos com os tubarões.

Não é à toa que o prefeito João Doria é uma das vozes mais firmes em defesa de Michel Temer.

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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-psdb-deve-ficar-no-governo-porque-seus-lideres-sa%CC%83o-valentes-apenas-com-os-mais-fracos-por-joaquim-de-carvalho/

A realidade paralela dos apoiadores da reforma da Previdência

26.07.2017
Do blog O CAFEZINHO
Por  *

Por Pedro Breier, colunista do Cafezinho

“Hoje não é nada demais alguém trabalhar até os 65 anos”.

Esta frase foi proferida ontem pelo relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA).

Ela é simbólica. Demonstra que o deputado e seus colegas que ainda apoiam a proposta estão completamente descolados da realidade.

Para quem trabalha com serviço pesado, como na construção civil, por exemplo, se aposentar aos 65 anos significa, na verdade, não se aposentar.

Para todos os trabalhadores significa menos anos para curtir a velhice, os netos, algum lazer. A vida, enfim. A vida das pessoas não é “nada demais” para esses senhores.

Os políticos, porém, dependem do voto para se elegerem. Se permanecerem completamente alheios à realidade e aos anseios da população passam a correr riscos – que o digam os presidenciáveis tucanos, em queda livre nas pesquisas de intenção de voto.

A direção nacional do PSB se deu conta disso e fechou questão contra a reforma da Previdência (e também a trabalhista). Não se trata de uma decisão ideológica, obviamente, uma vez que o partido apoiou Aécio Neves em 2014 e vinha votando com o Planalto no Congresso. O vice-presidente da legenda, Beto Albuquerque, deixou isso claro ao afirmar que as propostas do governo “são devastadoras para partidos que querem ter candidatos a presidente em 2018”.

Paulinho da Força também ameaça com a saída do seu partido, o Solidariedade, da base do governo, caso não seja alterada a reforma trabalhista.

Líderes governistas já pressionam Rodrigo Maia e o governo Temer para que a votação seja adiada mais uma vez. Cada adiamento joga a votação para mais perto da eleição de 2018, o que dificulta ainda mais a aprovação.

O Fernando Brito, do Tijolaço, definiu bem a situação: ficar ao lado das reformas draconianas de Temer é jogar uma espécie de Baleia Azul eleitoral e cometer suicídio político.

Para completar o quadro nada animador para o governo federal, a previsão é de que a greve geral da próxima sexta-feira seja maciça e coloque ainda mais pressão em cima dos deputados indecisos.

Metroviários, bancários, metalúrgicos, petroleiros, professores (até da rede particular!) já aderiram. Hoje e amanhã diversas categorias fazem suas assembleias para decidir sobre a adesão.

É grande a possibilidade de que pilotos de avião e comissários de bordo participem também. Um saudável caos nos aeroportos seria a cereja do bolo da greve.

A realidade é avassaladora. Quando acontece o despertar coletivo, não adianta fingir que nada está acontecendo.

João Doria, por exemplo, demonstra um descolamento da realidade ainda maior do que o do relator da reforma.

O cada vez mais provável candidato da direita em 2018 disse, na última segunda-feira, “não ter dúvidas” de que a maioria da população brasileira apoia as reformas da Previdência e trabalhista (todas as pesquisas apontam exatamente o contrário). Falou que quem é contra “pensa pequeno” e fez uma patética convocação: “O povo brasileiro tem coragem. O povo que foi às ruas para pedir o impeachment, que foi às ruas levantando bandeira verde e amarela, tem que ter a coragem agora de ir para as ruas defender as reformas”.

Doria parece pensar que o mundo é feito apenas de empresários – filiados ao Lide – e de coxinhas sem noção.

Não é.

E as perspectivas eleitorais não são nada boas para quem insistir em continuar na sua realidade paralela.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2017/04/26/realidade-paralela-dos-apoiadores-da-reforma-da-previdencia/

A ARROGÂNCIA ILEGAL DE MORO:Moro perde a linha em audiência e associação de juízes sai em seu socorro

14.12.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Pedro Breier, correspondente policial do Cafezinho

charge_espada_justicamento_vitort-740x506(Charge: Vitor Teixeira)

Em uma audiência realizada na segunda-feira (12), com testemunhas no processo da Lava Jato em que Lula é acusado de ser o proprietário de um apartamento no Guarujá, a acusação perguntou a uma testemunha se Marisa Letícia, esposa de Lula, foi tratada pelo grupo OAS, em uma visita ao apartamento, como “uma pessoa que poderia vir a adquirir o imóvel ou como uma pessoa que já havia adquirido, já era proprietária do imóvel, o imóvel já estava destinado para ela”.

A pergunta por si só já demonstra a fragilidade da tese da acusação.

É risível considerar como indício de propriedade de um imóvel uma testemunha dizer que Marisa ‘estava sendo tratada como uma pessoa que já havia comprado o imóvel’ em uma visita.

A prova da propriedade de um imóvel é, por excelência, a documental, e esta simplesmente não existe.

Um dos advogados que fazem a defesa de Lula, Juarez Cirino, protestou contra a pergunta, afirmando que o procurador não estava pedindo que a testemunha descrevesse um fato, mas desse uma opinião, o que é proibido pelo código de processo penal (art. 213).

Sérgio Moro repetiu o comportamento de audiências anteriores e perdeu a linha, chegando a gritar com o advogado de Lula, em um tom que lembra professor dando sermão em aluno de colégio:

— Doutor, está sendo inconveniente. Já foi indeferida sua questão. Já está registrada e o senhor respeite o juízo!

O advogado de Lula rebateu:

— Eu? Mas, escuta, eu não respeito Vossa Excelência enquanto Vossa Excelência não me respeita enquanto defensor do acusado. Vossa Excelência tem que me respeitar como defensor do acusado, aí então Vossa Excelência terá o respeito que é devido a Vossa Excelência. Mas se Vossa Excelência atua aqui como acusador principal, Vossa Excelência perde todo respeito.

Depois de tanta bajulação da mídia hegemônica e seu exército de zumbis, o todo poderoso Moro definitivamente desacostumou-se a ser questionado.

Mas o mais inacreditável sobre este caso foi a reação do presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso. Trecho de reportagem do Globo:

“O que aconteceu na audiência de Curitiba faz parte da estratégia deliberada da defesa do ex-presidente Lula de retirar o juiz federal Sérgio Moro da condução do processo da Lava-Jato” afirmou, em nota, o presidente da Ajufe.

“Essa tentativa demonstra a ausência de argumentos para desconstituir as provas juntadas nos autos pelo Ministério Público”, completa o texto.
A nota termina dizendo que Moro tem dado um exemplo ao Brasil.
“Por isso, damos total apoio ao magistrado condutor da Lavajato”, conclui.

A lei orgânica da magistratura proíbe que juízes manifestem opinião sobre processo pendente de julgamento, mas o presidente da Ajufe simplesmente ignorou a proibição para sair em defesa de Moro. É o exemplo de Gilmar Mendes se espalhando.

O conteúdo do comentário é positivamente ridículo.

Para Veloso, a “estratégia deliberada” da defesa de Lula de retirar Moro da condução do processo da Lava Jato demonstra a ausência de argumentos para desconstruir as provas juntadas nos autos pelo MP.

Entender que o juiz é suspeito para julgar a ação e requerer a sua substituição no processo é direito das partes. E sustentar a falta de isenção de Moro (o parça de festas de João Doria e Aécio Neves) para julgar o principal líder do PT, convenhamos, está longe de ser um absurdo.

O presidente da Ajufe ainda “julga” de forma antecipada o processo, dizendo que não há argumentos da defesa para desconstituir as provas juntadas pelo MP.

Não basta Moro atuar como parceiro da acusação, numa total perversão do processo penal brasileiro: a associação de juízes federais também se coloca claramente ao lado do MP.

Juiz, associação de juízes e mídia se juntam ao ministério público para formar, absurda e ilegalmente, um bloco que permita o massacre do direito de defesa de Lula.

Os advogados de Lula rebateram, em nota, o presidente da Ajufe, colocando Veloso em seu devido lugar. Vale a leitura.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/12/14/moro-perde-linha-em-audiencia-e-associacao-de-juizes-sai-em-seu-socorro/

Direita unida na ditadura PMDB-PSDB

12.10.2016
Do portal BRASIL247
Por  ALEX SOLNIK*

A direita – PMDB, PSDB, DEM e partidos satélites – descobriu que, unida, tem 2/3 da Câmara e do Senado. Graças a Eduardo Cunha, que a arregimentou por ocasião do impeachment. E que não se dissolveu mesmo com a sua cassação.

Essa maioria absoluta pode 1) fazer a presidência da Câmara e do Senado; 2) derrubar presidente da República; 3) aprovar qualquer lei que o governo demandar e 4) mudar a constituição.

A direita descobriu que, unida, tem chance de eleger os próximos presidentes da República.

Não importa que o PMDB sozinho não tenha votos para tanto; unido ao PSDB, poderá ter.

Depois de Temer, tudo indica, será a vez de Aécio, com PMDB na vice.

De nada vai adiantar o Alckmin alegar que elegeu Doria em São Paulo para se qualificar. Daqui a dois anos essa vitória será passado e política não vive de passado, mas de futuro.

Os números ajudam Aécio. Ele perdeu por pouco em 2014, mas não tinha o PMDB, que apoiou Dilma.

Sua perspectiva para 2018 é das mais promissoras: além de ser aliado do PMDB, o PT, desgastado, não terá candidato forte. Mesmo se Lula conseguir se candidatar – o que Sergio Moro tratará de evitar – não tem mais a mesma aura de antes da Lava Jato. Se não for ele, fica pior ainda para o PT. Ninguém tem seu potencial, apesar de tudo.

Depois de Aécio, o presidenciável será do PMDB. Mais adiante ainda, poderá ser do PSDB de novo, com Dória. E assim sucessivamente. Se Temer não afundar ainda mais a economia.

No Congresso Nacional, PSDB e PMDB também poderão fazer dobradinha. Na próxima eleição, em 2017, presidentes da Câmara e do Senado tucanos com apoio do PMDB; em 2019, presidentes peemedebistas com apoio do PSDB. E, claro, o DEM contemplado com vários ótimos cargos.

Se eles conseguirem seguir unidos, se conseguirem se entender quanto ao que cabe a cada um nesse latifúndio, podem deixar o PT na seca pelo mesmo período – vinte anos – em que vai vigorar a PEC 241, que muitos já começam a chamar de AI-6: o pontapé inicial da ditadura PMDB-PSDB.

Claro, para o plano dar certo é preciso “combinar com os russos”. Ou seja, com os brasileiros.

*Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão”, “O domador de sonhos” e “Dragonfly” (lançamento setembro 2016).

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/260010/Direita-unida-na-ditadura-PMDB-PSDB.htm

Exclusivo: 77% não sabem o que a PEC 241 vai causar ao país

12.10.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

pesquisa

Dormia

A nossa pátria mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações

                        Chico Buarque – Vai Passar

O Blog teve acesso a pesquisa de opinião feita para consumo interno de um grupo político suprapartidário que começou a se reunir após o golpe e que não quer ser identificado. As informações foram passadas a este Blog sob o compromisso de anonimato da fonte.

A sondagem foi feita por telefone com 896 pessoas de classes sociais, idades, regiões, gêneros e etnias baseados no retrato da população brasileira feito pelo IBGE – vale dizer que na era do celular pré-pago barato qualquer classe social tem telefone.

O tema pesquisado: a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241.

Os resultados dessa pesquisa certamente vão ser confirmados por outras que serão feitas proximamente. E são surpreendentes. A esmagadora maioria dos brasileiros está completamente alheia ao que está acontecendo no país após a derrubada de Dilma Rousseff.

Antes de divulgar a sondagem, porém, vamos rever alguns efeitos óbvios e inquestionáveis da provável aprovação da mudança na Constituição proposta pelo governo Temer e pelo PSDB.

A Constituição de 1988 implantou no Brasil a seguridade social, com ações relativas a saúde, previdência e assistência social”. Passaram-se 28 anos e a PEC 241 está para desfigurar completamente a Carta Magna ao congelar os gastos públicos por 20 anos, tanto em infraestrutura quanto na área social.

Saúde, educação, assistência social, ciência e tecnologia, esporte, habitação, saneamento, segurança, cultura, agricultura, indústria, meio ambiente, turismo, Polícia Federal, Judiciário, Ministério Público, aumento real do salário mínimo e programas como Bolsa Família, Minha casa Minha vida, Luz para Todos, Mais Médicos, etc. serão inviabilizados.

Esse regime fiscal destruirá o modelo de cidadania inscrito na Constituição de 1988. E apesar de a Procuradoria Geral da República e o STJ se manifestarem contra a proposta por ir de encontro a cláusulas pétreas da Constituição, um Congresso que cassou um presidente sem crime de responsabilidade não vai se importar de mudar a Constituição ilegalmente.

Estudo da consultoria do Senado, projetando o impacto dessa PEC em saúde e educação de 2015 até 2018, revela números estarrecedores: uma redução de R$ 255,5 bilhões na educação e de R$ 168,2 bilhões na saúde. E para piorar a situação, as despesas desses setores perderiam seus critérios de proteção com a inversão da lógica constitucional, ou seja, onde há obrigação de gastos mínimos haveria um teto.

Este Blog acreditava que Temer começaria a esvaziar seu saco de maldades no ano que vem, mas, pelo visto, o país começará a sofrer imediatamente os efeitos de entregar seu governo a um grupo de políticos vassalos de banqueiros e megaempresários.

É nesse ponto que abordaremos os resultados de uma sondagem da opinião pública que é ao mesmo tempo preocupante e alentadora – preocupante porque demonstra o nível bizarro de alheamento da população e alentadora porque a ignorância do povo quanto aos efeitos da PEC 241 significa que quando as pessoas descobrirem para que foi dado o golpe irão mudar radicalmente de opinião política.

77% afirmaram desconhecer o teor da PEC 241

83% não sabiam que a PEC vai congelar o valor real do salário mínimo por 20 anos e deve, inclusive, reduzir esse valor.

88% não sabem que Saúde e Educação vão ter valor real dos investimentos congelados por 20 anos

46% nunca tinham sequer ouvido falar da PEC 241

88% dos consultados é contra o congelamento do valor real do salário mínimo e das verbas de Saúde e Educação, entre outras.

Diante desses dados, existe, aí, uma imensa avenida para quem quer fazer oposição ao governo do PMDB e do PSDB. A grande batalha é fazer essas informações chegarem à população brasileira.

Contudo, independentemente do tempo que vai demorar para a maioria ficar sabendo do que vem por aí, será praticamente impossível o povo brasileiro não notar a piora que terão hospitais e escolas públicas, além de tudo mais listado acima.

A mídia ajudou muito os golpistas a aplicarem no povo brasileiro um castigo que irá perdurar por décadas e que flagelará uma geração inteira de brasileiros. Ao não explicar o que essa mudança na Constituição significa, esses órgãos ditos de imprensa cometeram um crime de lesa-humanidade.

Se você quer travar essa batalha para informar os brasileiros sobre o que os golpistas estão fazendo, comece enviando esta matéria para todos os que você conhece e também imprimindo-a e levando-a para discussão no trabalho, com familiares, amigos etc.

Só você pode combater a censura que a ditadura temerária-tucano-midiática impôs ao país. Está nas suas mãos fazer alguma coisa.

Não se omita. Você também será vítima desse desastre. Nem que seja em algum semáforo no qual alguma criança vítima da exclusão promovida pelos golpistas e carregando algum tipo de arma cometerá um ato tresloucado de justiça contra um colaborador da ditadura.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/10/exclusivo-77-nao-sabem-o-que-a-pec-241-vai-causar-ao-pais/

O aceno de Doria aos ciclistas é estelionato eleitoral em cima dos coxinhas

10.10.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Postado por  Mauro Donato

FR12 SÃO PAULO - SP - 09/10/2016 - NACIONAL - EXCLUSIVO EMBARGADO - JOÃO DORIA - O prefeito eleito pelo PSDB na cidade de São Paulo, João Doria anda de bicicleta na ciclo faixa da Faria Lima sentido Largo da Batata. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃOO prefeito eleito pelo PSDB na cidade de São Paulo, João Doria anda de bicicleta na ciclo faixa da Faria Lima sentido Largo da Batata. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

Durante toda a campanha, o futuro prefeito João Doria falou que na primeira semana de sua gestão iria reverter as velocidades em avenidas e marginais implantadas por Fernando Haddad.

Tão logo foi declarado vencedor, seus eleitores fascistinhas agrediram um ciclista na avenida Paulista o que fez com que na noite seguinte um grande numero de adeptos do pedal foi para a frente de sua mansão no Jardim Europa protestar.

Assustado com a vida real fora dos vidros blindados e com a recente invasão de hackers no site de sua mulher, Doria resolveu pedalar na avenida Faria Lima neste domingo. Ergueu uma bandeira branca.

Junto a um grupo de cicloativistas, João Doria disse irá manter a velocidade máxima em 50 km/h.

Rendição, tomada de consciência, lobo-em-pele-de-cordeiro ou estelionato? A república do cashmere jogado nos ombros não irá cobrá-lo? Dilma foi crucificada por ‘traição’. E Doria, não está traindo quem votou nele? Vão bater panela ou o que?

As reduções de velocidade só trouxeram benefícios em termos de número de acidentes, mortes e congestionamento e ainda alguma civilidade ao trânsito. Experimente pedalar com carros a 50 km/h a seu lado e depois com motoristas velozes e furiosos à solta e constate a diferença.

O prefeito do ano que vem acerta ao acenar com a repensada. Um trânsito menos assassino passa pela obediência a regras e limites de velocidade compatíveis com os vários modais de transporte que trafegam numa cidade grande. O carro não é o único meio nem o dono das ruas. Motoristas precisam aprender isso.

“Conversamos com ele por uma hora e ele pareceu disposto a entender nossa realidade. Foi um bate-papo informal, mas ele falou de uma maneira mais suave a respeito da eliminação de ciclovias e disse que, assim que for montada, colocará sua equipe de transição em contato conosco para discutir melhor o assunto”, disse Willian Cruz, do Vá de Bike.

Aos ciclistas, João Doria ainda mencionou a possibilidade de exigir uma contrapartida de empresas que queiram colocar propaganda em uma ciclovia. Elas precisariam se incumbir da manutenção.

Ok, perfeito prefeito. Mas… e a Lei Cidade Limpa? E seu eleitorado? Vai mandar beijinho no ombro pra tudo?

Doria já demonstrou o que um ‘não político’ pode causar de alvoroço dentro do próprio partido. Na mais recente presepada pelo desconhecimento da liturgia anunciou que iria congelar as tarifas de ônibus sem ter avisado o padrinho Geraldo Alckmin. Assim como está fazendo com a questão dos limites de velocidade, não se espantem se daqui algum tempo Doria ‘repense’ essa sua promessa.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-aceno-de-doria-aos-ciclistas-e-estelionato-eleitoral-em-cima-dos-coxinhas-por-mauro-donato/

ESSA A MÍDIA SELETIVA NUNCA VAI DIVULGAR:Um filantropo nos Panamá Papers

05.10.2016
Do portal AGÊNCIA CARTA MAIOR, 04.01.16
Por Darío Pignotti, de Brasília, para o Página/12

Parte dos benefícios obtidos por João Dória foram reveladas pelo escândalo dos Panamá Papers, onde aparecem operações nas quais ele lucrou e não declarou.

Rovena Rosa

Filantropo em benefício de si mesmo. O recém eleito prefeito de São Paulo, João Dória, repetiu ontem sua promessa de campanha de “doar os seus salários durante os quatro anos de mandato. Serão 48 salários. Cada um entregue a uma entidade de beneficente distinta”.
 
Dória é um “não político” que desde o dia 1º de janeiro de ano que vem administrará uma megalópole de 12,5 milhões de habitantes, cujo Produto Interno Bruto é superior ao da maioria dos estados brasileiros.
 
Até há poucos meses, ele conduzia um programa de entrevistas show business, com entrevistas promocionais (algumas presumivelmente pagas) a empresários e celebridade, além de ser o responsável pela agência LIDE, que organiza encontros entre políticos e homens de negócios, atividades que permitiram a ele acumular um patrimônio de 60 milhões de dólares, segundo o declarado para a Justiça Eleitoral.
 
Dória nunca dissimulou seu respaldo ao golpe parlamentário que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, nem seu desprezo pelo ex-presidente Lula da Silva (a quem chamava de “populista” e “corrupto”), e costumava enfatizar isso nos eventos organizados pelar LIDE com senadores, juízes e empresários. Num desses encontros, o convidado especial foi o juiz Sérgio Moro, encarregado da causa chamada “Petrolão”, que acaba de abrir um processo contra Lula.

 
Ao celebrar seu triunfo em São Paulo, Dória comentou com seus correligionários que “em algum momento, irei visitar o Lula em Curitiba”, onde estão os presos condenados por Moro.
 
Candidato pelo PSDB, graças ao apoio do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, Dória ascendeu ao nível de popstar no domingo, quando obteve 53% dos votos válidos (sem contar nulos e brancos) sendo eleito no primeiro turno e derrotando o prefeito Fernando Haddad, pupilo de Lula e representante do PT.
 
Dória conquistou uma vitória mais folgada do que o previsto pelas pesquisas, que o apontavam como o candidato com mais votos, mas também mostravam a possibilidade de um segundo turno no dia 30 de outubro, onde enfrentaria Fernando Haddad, que ficou em segundo lugar, com 16%.
 
Perder o controle da cidade de São Paulo foi um revés importante para o PT, que se soma a outras derrotas sérias, em centenas de prefeituras pelo país.
 
Lula tampouco saiu ileso do fracasso de seu partido nos comícios municipais, embora isso não signifique um certificado de defunção como eventual candidato presidencial em 2018, pois sua popularidade continua de pé.
 
Ontem, Dória concedeu ao menos cinco entrevistas, nas que se lançou frases de impacto e foi apresentado como um novo “fenômeno” da política nacional.
 
“Você realmente vai doar o seu salário?”, se assustou uma jornalista. “Sempre disse que não sou um político, sou um gestor. Aceitei este desafio de administrar a maior prefeitura da América Latina (erro, da América do Sul) para servir ao próximo. Vou aplicar os critérios de eficiência que aprendi na atividade privada.”
 
Dias antes da eleição, em entrevista para a revista Exame, ele se definiu como um similar brasileiro do ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, outro que também renunciou aos seus salários. O milionário brasileiro também seguiu o exemplo do estadunidense ao financiar boa parte da sua campanha com recursos próprios.
 
Porém, a imagem altruísta de Dória é tão artificial como seu sorriso de botox.
 
Dória prepara um plano drástico de privatizações e concessões drástico cujos possíveis beneficiários serão os grupos econômicos interessados tanto em seu triunfo do domingo passado quanto na projeção do PSDB como força política, pensando nas eleições presidenciais de 2018.
 
Segundo o jornalista Luis Nassif, não se pode descartar que, uma vez no comando da prefeitura de São Paulo, Dória utilize sua agência de lobby Lide para terceirizar serviços públicos com as empresas das que recebe apoio econômico encoberto. Algo que já vinha fazendo nos últimos anos, quando várias firmas conseguiram contratos estatais através de sua mediação.
 
Por trás do marketing filantrópico se escondem acordos que permitiram a ele embolsar milhões de dólares nos últimos anos, e parte dos mesmos não foram declarados à Receita – como foi demostrado em documentos do escândalo Panamá Papers, onde aparecem operações em benefício de Dória.
 
Tradução: Victor Farinelli

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Um-filantropo-nos-Panama-Papers/4/36946